
Relatório divulgado nesta quinta-feira mostra que área educacional teve a menor taxa de empenho no último quadrimestre de 2021, ficando atrás da educação superior e profissionalizante. Crianças em sala de aula de escola de Macapá
Jorge Júnior/Rede Amazônica
O Ministério da Educação (MEC) não priorizou em 2021 os gastos com educação básica (que engloba educação infantil e os ensinos fundamental e médio) , alerta relatório da Todos Pela Educação divulgado nesta quinta-feira (13).
Segundo o documento, que analisou a execução do Orçamento da pasta no ano passado, apenas 93% da verba destinada para essa etapa escola foi empenhada no último quadrimestre de 2021. A taxa de pagamento foi ainda menor, ficando em 77%. Dentre as etapas educacionais, foi a área com menor percentual de empenho e pagamento.
Na administração, verba empenhada é aquela que já está separada para arcar com as despesas. Já a taxa de pagamento refere-se ao valor que saiu das contas do ministério efetivamente, pagando os fornecedores.
Apesar dos R$ 50,3 bilhões empenhados na educação básica, o valor fica abaixo da verba disponível para a área (R$ 53,8 bilhões). A diferença é ainda maior com o total direcionado para pagamento, R$ 41,5 bilhões.
Brasil é o país da América Latina com mais instituições no ranking de melhores universidades do mundo; USP é a melhor do continente
Movimento LED: prêmio que vai dar R$ 1,5 milhão a iniciativas inovadoras de educação tem inscrições abertas
Conheça as estratégias de alfabetização que estão dando certo nas escolas públicas; com a pandemia, alunos de 8 anos não sabiam ler ‘vovô’
Em contrapartida, a educação profissional teve 99% de sua renda empenhada e 83% do valor foi utilizado para pagar os débitos, e a educação superior teve 98% do total em empenho e 87% pago.
Execução do orçamento do MEC no 3º quadrimestre de 2021
Apesar da diferença entre os valores destinados a cada etapa educacional, o Todos Pela Educação afirma que a recorrência reforça um padrão que já vem acontecendo nos últimos anos.
“É importante frisar que a priorização do orçamento, seja em sua elaboração, seja na execução, demonstra com clareza as prioridades alocativas de um governo”, alerta o documento.
Para elaborar o relatório, a entidade analisou dados do Tesouro Gerencial (SIAFI) sobre como o orçamento do ministério foi gasto.
O g1 procurou o Ministério da Educação para entender a discrepância entre as taxas, mas não teve retorno até a última atualização desta reportagem.
VÍDEOS E PODCAST
Trending
- Brasil tem saldo positivo de 112,3 mil postos de trabalho em janeiro
- Bancos poderão descontar aportes antecipados ao FGC
- Lula visita fábrica que fornece 19 milhões de produtos ao SUS
- Caixa retoma financiamento para imóveis acima de R$ 2,25 milhões
- Pé-de-Meia: governo credita pagamento para nascidos em maio e junho
- Veja vagas de emprego disponíveis no CIAT para esta terça-feira
- Programa de qualificação fortalece autonomia das mulheres com entrega de 234 certificados
- SEI Camaçari incia nova etapa com mais 28 tipos de processos

