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Home»Mundo»Relatório da ONU detalha os últimos abusos humanitários em ataques da Rússia à Ucrânia
Mundo

Relatório da ONU detalha os últimos abusos humanitários em ataques da Rússia à Ucrânia

uesleiiclone8By uesleiiclone8março 24, 2023Nenhum comentário4 Mins Read
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Segundo escritório de direitos humanos, aproximadamente 6 mil civis foram mortos ou feridos em 6 meses. Documento também detalha violência sexual contra deportados e tortura de prisioneiros de guerra. Foto mostra edifícios danificados após ataques russos em Bakhmut, Ucrânia, em 3 de março de 2023
REUTERS/Oleksandr Ratushniak
O escritório de direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) disse nesta sexta-feira (24) que seus investigadores confirmaram milhares de vítimas civis na invasão da Ucrânia pela Rússia, incluindo pessoas mortas em execuções ou ataques individuais por forças russas e casos de violência sexual.
“Um ano depois que a Federação Russa lançou um ataque armado em grande escala contra a Ucrânia, as hostilidades continuam a exercer um severo impacto sobre crianças, mulheres e homens em todo o país”, disse o Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) em um novo relatório.
O relatório mostra que pelo menos 5.987 civis foram mortos ou feridos entre 1º de agosto de 2022 e 31 de janeiro de 2023, um número provavelmente subestimado, uma vez que cobre apenas os casos que seus investigadores conseguiram verificar.
O uso de armas explosivas de forma indiscriminada foi responsável por um grande número de vítimas civis, disse o relatório, e seus números mostraram que pelo menos quatro vezes mais vítimas civis ocorreram em território controlado pela Ucrânia do que em áreas controladas pela Rússia.
A maioria dos 133 casos de violência sexual relacionada a conflitos documentados pelo ACNUDH ocorreu em território ocupado pela Rússia, inclusive durante processos de deportação forçada.
A Missão Permanente da Rússia nas Nações Unidas não respondeu imediatamente a um pedido de comentário sobre as descobertas.
O governo russo negou repetidamente as acusações de que suas forças cometeram atrocidades durante a invasão, que afirma ser uma “operação militar especial”.
O relatório documentou o desaparecimento ou “detenção arbitrária” de 214 ucranianos em território ocupado pela Rússia e 91 casos desse tipo em áreas controladas pelo governo ucraniano. A maioria dos detidos pela Ucrânia eram suspeitos de serem colaboradores.
A Ucrânia não comentou imediatamente o relatório.
Morador local caminha em uma rua vazia em Bakhmut, Ucrânia, em 3 de março de 2023
REUTERS/Oleksandr Ratushniak
Desaparecimento de crianças
O relatório disse que o ACNUDH está “seriamente preocupado” com o que descreveu como maus-tratos, tortura e desaparecimento de crianças pelas forças russas, incluindo o sequestro de cinco adolescentes, todos torturados.
O Tribunal Penal Internacional emitiu na semana passada um mandado de prisão contra o presidente russo, Vladimir Putin, pelo crime de guerra de deportar ilegalmente centenas de crianças da Ucrânia. O governo russo chamou a medida de inaceitável e ultrajante.
A Rússia não esconde que tem um programa sob o qual trouxe milhares de crianças ucranianas para seu território, mas o apresenta como uma campanha humanitária para proteger órfãos abandonados na zona de conflito.
Prisioneiros de guerra
Um relatório separado do ACNUDH, também divulgado na sexta-feira, culpou as forças russas e ucranianas pelos maus-tratos aos prisioneiros de guerra.
Estão documentadas as execuções sumárias de 15 prisioneiros de guerra ucranianos e 25 prisioneiros de guerra russos. A agência disse que “podem constituir crimes de guerra”, mas que as descobertas foram “influenciadas em medida substancial pelo nível e tipo de acesso a centros de detenção e prisioneiros de guerra”.
A ONU acrescentou que os prisioneiros de guerra russos em geral “foram tratados de melhor maneira, uma vez mantidos em trânsito e locais permanentes de internamento”. Também disse que as autoridades ucranianas “se envolveram ativamente” nas questões da ONU sobre o tratamento de prisioneiros de guerra.
Em ambos os relatórios, o ACNUDH pediu a “todas as partes” que protejam as vítimas e punam os perpetradores.
Os governos dos dois países não comentaram imediatamente o relatório do ACNUDH sobre prisioneiros de guerra.
1 ano de guerra na Ucrânia: entenda as 4 fases do conflito

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