
Na última reunião de política monetária do Fed no ano passado, as autoridades haviam definido um pico da taxa básica de juros em 5,1% para este ano. Jerome Powell, presidente do Federal Reserve, em foto de 31 de julho de 2019.
Sarah Silbiger/Reuters
O presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), Jerome Powell, disse nesta terça-feira (7) que a autarquia pode revisar as projeções para o fim do ciclo de alta dos juros no país em sua próxima reunião de política monetária.
Na prática, isso significaria prolongar o período de aumentos das taxas e, possivelmente, trazer um juro maior do que o que havia sido previsto pela autarquia em dezembro, quando as autoridades haviam definido um pico da taxa básica de juros em 5,1% para este ano.
“Os dados que vimos até agora, e ainda temos outros dados para ver, ainda temos dados significativos para ver antes da reunião, sugerem que a taxa final que definirmos pode muito bem ser maior do que a que definimos em dezembro”, disse Powell ao Comitê Bancário do Senado.
A atual faixa da taxa básica está entre 4,5% e 4,75% — e quase certamente será elevada na reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) no final deste mês, quando as autoridades também atualizarão suas previsões para a economia e a política monetária.
Juros mais altos nos Estados Unidos elevam a rentabilidade dos títulos públicos do país, que são considerados os mais seguros do mundo. Isso prejudica os ativos de risco, como o mercado de ações.
Powell ainda informou que o mercado de trabalho norte-americano não sugere a proximidade de uma contração econômica, mesmo com o banco central norte-americano agindo agressivamente para reduzir a inflação.
“Você está muito longe de qualquer coisa que pareça uma recessão apenas olhando para o mercado de trabalho em si”, disse o banqueiro central, acrescentando que acredita que o Fed pode trazer a inflação de volta para 2% sem criar perdas significativas de empregos.
O dirigente também afirmou que o BC dos EUA não vai considerar mudar sua meta de inflação de 2% e que o padrão “acordado globalmente” adotado por muitos outros bancos centrais é uma ferramenta eficaz para ajudar a ancorar as expectativas do público sobre onde a inflação deveria estar.
“Achamos que é realmente importante seguir com ela [meta]”, disse Powell.
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