Vice-presidente dos Estados Unidos, Kamala Harris, citou casos de execução sumária, tortura, estupro e sequestro por parte das forças russas na Ucrânia durante conferência na Alemanha com outros chefes de governo. Os Estados Unidos subiram o tom contra a Rússia neste sábado (18) e acusaram o governo de Vladimir Putin de ter cometido “crimes contra a humanidade” na guerra na Ucrânia.
A afirmação foi feita pela vice-presidente dos EUA, Kamala Harris , durante a Conferência de Segurança de Munique, encontro que reúne dezenas de chefes de Estado na cidade alemã este fim de semana.
“Examinamos as provas, conhecemos as normas legais e não há dúvida de que se trata de crimes contra a humanidade”, disse Harris.
Para comprovar sua tese, Harris falou de seguintes casos, que segundo Washington, ocorreram na Ucrânia:
Execuções sumárias
Tortura
Estupro por parte de militares russos
“Transferência” de centenas de milhares de civis ucranianos para a Rússia, sem o consentimento deles
“Afirmo a todos os que perpetraram esses crimes e a seus superiores ou cúmplices: vocês responderão” por eles, acrescentou.
Esta é a primeira vez que os Estados Unidos designaram formalmente a Rússia como um país que cometeu crimes de guerra e crimes contra a humanidade na Ucrânia desde a invasão russa em 24 de fevereiro de 2022.
Em comunicado à parte, o chefe da diplomacia americana, Antony Blinken, garantiu que “não se trata de atos aleatórios ou isolados”, e falou de um “ataque generalizado e sistemático do Kremlin contra a população civil na Ucrânia”.
Salienta ainda que, ao utilizar esta classificação de crimes contra a humanidade, os Estados Unidos comprometem-se a que os membros das forças russas e outros responsáveis, ainda não identificados, “prestem contas dos seus atos” perante a Justiça.
“Não pode haver impunidade para esses crimes”, conclui Blinken.
Desde o início da invasão, os Estados Unidos documentaram ou catalogaram mais de 30.600 casos de crimes de guerra cometidos por forças russas na Ucrânia, disse o Departamento de Estado dos EUA.
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