
Saída de recursos coincide com gastos tradicionais de início de ano, como impostos e viagens, além de alta no endividamento das famílias. As retiradas nas cadernetas de poupança superaram os depósitos em R$ 33,63 bilhões em janeiro, informou nesta segunda-feira (6) o Banco Central.
Foi a maior retirada líquida (acima do volume de depósitos) mensal já registrada pelo BC. A série histórica da poupança tem início em janeiro de 1995.
De acordo com a instituição, no mês passado os depósitos somaram R$ 300,78 bilhões.
Já as retiradas totalizaram R$ 334,41 bilhões.
Com a saída de recursos da poupança no mês passado, o estoque dos valores depositados, ou seja, o volume total aplicado, registrou queda. Em dezembro, estava em R$ 998 bilhões, recuando para R$ 972,6 bilhões no fim de janeiro.
Momento da economia
O movimento de recursos da poupança coincide com os tradicionais gastos de início de ano, como matrícula e material escolar, além de impostos como o IPVA, IPTU em alguns municípios, compras de Natal parceladas e viagens de férias.
Segundo dados do Serasa Experian, quase 70 milhões de brasileiros e brasileiras – um recorde – estão inadimplentes e devem começar o novo ano no vermelho.
Segundo o BC, o endividamento somou 49,5% da renda acumulada nos doze meses até novembro do ano passado. A série histórica do BC para este indicador tem início em janeiro de 2005.
Em fevereiro de 2020, antes da pandemia da Covid-19, o endividamento das famílias somava 41,8%.
Endividamento dos brasileiros bate recorde e atinge quase 80% das famílias
Para endereçar o problema do endividamento, o governo prepara um programa de refinanciamento das dívidas – que deverá englobar, também, o consignado do Auxílio Brasil.
Rentabilidade
Em 2022, a poupança teve o primeiro ano de rendimento real desde 2018, após três anos de ganhos abaixo da inflação oficial do país.
No ano passado, a aplicação financeira mais popular do país registrou rentabilidade de 2%, já descontado o aumento de preços pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
Um levantamento de Einar Rivero, da consultoria TradeMap, mostra que apenas cinco das 13 principais aplicações financeiras do país apresentaram ganho acima da inflação no último ano.
O maior ganho real foi registrado pelo IHFA, que é um índice do mercado financeiro que calcula a média do desempenho dos fundos de investimento multimercado, com alta de 7,45%. Já a maior perda real foi registrada pelo bitcoin, com uma queda de 68,27% no ano.
Rentabilidade real dos investimentos em 2022:
g1
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