As centrais querem preservar empregos na varejista, que têm mais de 44 mil trabalhadores, além de “centenas de milhares” na rede de fornecedores. Luiz Marinho questionou nesta terça onde estavam as regras de boa gestão e de governança da empresa. O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, afirmou nesta terça-feira (31) que quer estabelecer uma mesa redonda entre os trabalhadores das lojas Americanas e os controladores da empresa.
A declaração acontece um dia após as maiores centrais sindicais do país terem divulgado comunicado conjunto defendendo a participação direta do Ministério do Trabalho no processo de recuperação judicial da Americanas, ocorrido após a revelação no início do mês de pelo menos R$ 20 bilhões em problemas contábeis.
As centrais querem preservar empregos na varejista, que têm mais de 44 mil trabalhadores, além de “centenas de milhares” na rede de fornecedores.
“Vamos providenciar mesa redonda das Americanas com representantes dos trabalhadores para buscar compreender o que aconteceu. Se houve fraude, vamos acionar os órgãos responsáveis pelas fraudes. Não posso afirmar que houve fraude, mas que tem cheiro tem cheiro”, declarou o ministro.
A Americanas tem entre os principais acionistas os bilionários Jorge Paulo Lemann, Carlos Sicupira e Marcel Telles.
Luiz Marinho questionou nesta terça-feira onde estavam os “compliances” das lojas Americanas, ou seja, as regras de boa gestão e de governança da empresa.
“Então é o momento de a gente colocar em dúvida alguns valores do chamado mercado, que é o senhor da razão. Dita regra para lá e para cá, e a regra sagrada não foi observada, que é cuidar da saúde de uma empresa que tem 1.790 lojas espalhadas pelo Brasil e tem 44 mil trabalhadores e trabalhadoras”, disse ele.
O ministro do Trabalho avaliou, ainda, que a Americanas “pode dar calote no Estado brasileiro, pode dar calote nos credores, nos que estavam de boa fé. E acrescentou que os “espertalhões provavelmente não têm problema”. “Quem estava no comando, provavelmente já se livrou”, disse.
“Os acionistas provavelmente vão poder se locupletar, é possível que tenham se locupletado. Os controladores né. Os acionistas minoritários, coitados, estão na mesma situação dos trabalhadores”, concluiu.
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