
Um dos dois detidos tinha um passaporte argentino. No passado, espiões russos usaram identidades falsas de brasileiros para atuar em outros países. Prédio na Eslovênia onde os supostos espiões russos tinham seus escritórios
Ali Zerdin/AP
A polícia da Eslovênia prendeu duas pessoas acusadas de serem espiões russos, segundo reportagens publicadas na mídia eslovena nesta segunda-feira (30).
De acordo com a acusação, os dois tinham uma agência imobiliária e uma loja de antiguidades como fachada para mascarar seus objetivos reais no país.
A Eslovênia é um dos membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).
De acordo com informações da imprensa eslovena, os suspeitos formam um casal e têm um filho que estuda no país. Um deles teria cidadania argentina, e já foi ativo em outros países. Não há informação sobre a outra pessoa suspeita.
Há outros casos de espiões russos que constroem identidades falsas como sul-americanos; no ano passado, um russo que fingia ser brasileiro foi preso na Holanda. Veja abaixo uma reportagem sobre ele.
Passaporte falso e aulas de forró: como era a rotina do espião russo preso com passaporte brasileiro na Europa
A prisão, na verdade, aconteceu em dezembro, mas só agora houve divulgação.
O Ministério Público, no entanto, não confirma se a acusação cita qual é país para o qual os espiões trabalham.
Drago Menegalija, um porta-voz da polícia, afirmou que os dois são suspeitos de serem membros de um serviço de inteligência estrangeiro e que eles residiram e fizeram negócios na Eslovênia com documentos pessoais estrangeiros obtidos ilegalmente e uma identidade falsa e realizaram atividades secretas de inteligência em benefício de um serviço de inteligência estrangeiro.
A prisão dos dois “evitou consequências prejudiciais para a segurança nacional do país, interesses políticos, econômicos e de segurança, bem como a segurança internacional”, disse Menegalija.
Andrej Benedejcic, um ex-embaixador que agora lida com questões de segurança nacional no governo da Eslovênia, disse que se os procedimentos oficiais confirmarem as verdadeiras intenções dos suspeitos, a prisão será o maior sucesso para a agência de inteligência do país.
Se forem considerados culpados, os suspeitos podem pegar até oito anos de prisão.
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