
País vive intensos protestos desde a primeira semana de dezembro do ano passado, quando o Congresso destituiu o presidente Pedro Castillo. Manifestante fala com policiais em protesto em Lima, no Peru, em 12 de janeiro de 2023.
Sebastian Castañeda/ Reuters
Um confronto entre manifestantes e policiais na cidade andina de Macusani deixou ao menos um morto e uma pessoa ferida durante protestos para exigir a renúncia da presidente do Peru, Dina Boluarte.
A vítima é um mulher de 35 anos que “chegou ao serviço de emergência sem sinais vitais”, informou o hospital San Martín de Porres, em Macusani.
Os confrontos na cidade, que acontecem às vésperas de uma grande marcha em Lima e uma greve nacional, elevaram para 43 o número de mortos desde que começaram as manifestações, em 7 de dezembro.
Pouco após o anúncio da morte, uma turba incendiou uma delegacia e uma sede do Poder Judicial, de acordo com a imprensa local. Agentes da polícia foram resgatados por um helicóptero durante o ataque à delegacia, indicou o canal N.
Onda de protestos
O Peru vive intensos protestos desde a primeira semana de dezembro do ano passado, quando o Congresso destituiu o presidente Pedro Castillo, que fracassou na tentativa de impor um autogolpe de Estado, com o qual pretendia fechar o Parlamento, governar por decreto e convocar uma Assembleia Constituinte.
O epicentro dos protestos é Puno, uma região de indígenas aymaras e historicamente renegada pelo poder público.
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A então vice-presidente Dina Boluarte substituiu Castillo na presidência, de acordo com a lei, mas o alto número de vítimas mortais da repressão imposta pelas forças de segurança motivaram a indignação contra a mandatária.
Os protestos começaram nas regiões andinas do sul do Peru e chegaram a Lima.
Boluarte afirmou que não renunciará e propôs ao Congresso, dominado pela oposição de direita, adiantar as eleições, que seriam em 2026, para abril de 2024, quando termina seu mandato.
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