
Militar, de 30 anos, fugiu de unidade que preparava soldados para lutar na Ucrânia, em Lipetsk, no oeste do país. Casos de deserção têm sido comuns em bases das Forças Armadas da Rússia. Em setembro, Putin anunciou convocação de reservistas e civis. Soldados russos em Kherson, na Ucrânia
Olexandr Chornyi/AP
As autoridades russas anunciaram nesta quarta-feira (18) ter matado a tiros um soldado que desertou de uma base militar.
“Dmitry Perov, procurado por deixar voluntariamente uma unidade militar sem autorização, foi encontrado e eliminado”, disse o governo da região de Lipetsk, no oeste da Rússia, em comunicado no Telegram.
O governo local não informou onde ele foi morto ou em que circunstâncias.
O governo local não informou onde ele foi morto ou em que circunstâncias. O soldado, de 31 anos, havia desertado da base, que prepara militares para lutar na Ucrânia, e era procurado nas regiões de Voronej e Lipetsk.
Segundo a estatal, citando fontes anônimas, o homem poderia estar armado com uma metralhadora, granadas e tentava chegar à sua cidade natal, na região de Lipetsk.
Vários casos de deserção de soldados russos na Ucrânia foram noticiados nos últimos meses.
Nesta quarta-feira, o jornal russo “Kommersant” informou que um processo criminal foi iniciado contra oito soldados acusados de deixar uma base em dezembro na região de Luhansk, na Ucrânia, levando suas armas. Eles teriam viajado de táxi para a Rússia.
No início de dezembro, as forças de segurança russas também prenderam um fugitivo acusado de ter atirado em um policial e suspeito de ser um desertor do grupo paramilitar Wagner.
Após o lançamento da ofensiva na Ucrânia, o presidente russo, Vladimir Putin, assinou emendas que preveem até dez anos de prisão para os soldados que desertarem ou se recusarem a lutar.
Diante de reveses importantes na frente ucraniana, Putin ordenou em setembro a convocação de 300.000 reservistas para combaterem na Ucrânia, levando dezenas de milhares de russos a fugir do país para evitar o recrutamento.
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