Pedido tenta preservar recursos caso autoridades sejam condenadas a ressarcir cofres públicos pela depredação nos atos terroristas do último domingo. Relator, Vital do Rêgo ainda não decidiu. O subprocurador-geral do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU), Lucas Rocha Furtado, pediu nesta terça-feira (10) que a Corte bloqueie bens do ex-presidente Jair Bolsonaro, do governador afastado do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, e do ex-secretário de Segurança do DF, Anderson Torres.
O pedido tem relação com os atos de terrorismo ocorridos em Brasília no último domingo (8).
O pedido de Furtado foi feito dentro de um processo, aberto pelo TCU a pedido do próprio MP, para que a Corte ajude a identificar os responsáveis por financiar, idealizar e executar os atos terroristas, bem como dos agentes públicos que se omitiram no exercício das suas funções.
O processo foi aberto na segunda-feira (9) e o relator é o ministro Vital do Rêgo. Ainda não há decisão.
O objetivo do Ministério Público com o pedido é garantir recursos para eventual ressarcimento público, caso os agentes públicos sejam condenados ao ressarcimento.
“Em razão de processo de Tomada de Contas e do vandalismo ocorrido no Distrito Federal no dia 8 de janeiro de 2023, que provocou inúmeros prejuízos ao erário federal, solicito seja decretada a indisponibilidade de bens dos Srs. Jair Messias Bolsonaro, ex-presidente da República, do governador afastado do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, bem como do sr. Anderson Torres, secretário de segurança do Distrito Federal exonerado, bem como de outros responsáveis, sobretudo de financiadores de mencionados atos ilegais”, afirma Furtado em despacho.
Casos o tribunal identifique a participação direta ou indireta de agentes públicosnos atos, eles podem ser condenados ao ressarcimento aos cofres públicos, a multa e até à inabilitação para ocupação de cargos públicos por até 8 anos.
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