
Em uma mensagem de nove minutos, o presidente da Rússia acusou o Ocidente de mentir e provocar a guerra. Ucrânia e países ocidentais dizem que Putin lançou uma guerra de agressão infundada. Presidente russo, Vladimir Putin, durante reunião virtual do Conselho de Segurança em Moscou
Sputnik/Sergey Ilyin/Kremlin via REUTERS
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse neste sábado (31) que seu país nunca cederá às tentativas do Ocidente de usar a Ucrânia como uma ferramenta para destruir a Rússia.
Em uma mensagem de vídeo de Ano Novo transmitida pela TV estatal russa, Putin disse que a Rússia estava lutando na Ucrânia para proteger sua “pátria mãe” e garantir a “verdadeira independência” de seu povo.
Em uma mensagem de nove minutos – o mais longo discurso de Ano Novo de seu governo de duas décadas – Putin acusou o Ocidente de mentir para a Rússia e de incitar a guerra, que Moscou chama de “operação militar especial” na Ucrânia.
“Durante anos, as elites ocidentais nos asseguraram hipocritamente de suas intenções pacíficas”, disse Putin.
“Eles estavam, de todas as maneiras possíveis, encorajando neonazistas a fazer terrorismo aberto contra civis no Donbas”, disse Putin em um discurso de Ano Novo atipicamente combativo, geralmente dedicado a desejos de felicidades para o próximo ano.
“O Ocidente mentiu sobre a paz”, disse Putin.
“Eles estavam preparados para a agressão e agora estão cinicamente usando a Ucrânia e seu povo para enfraquecer e dividir a Rússia”, disse Putin segundo agências de notícias estatais russas. “Nós nunca permitimos isso, e nunca permitiremos que ninguém faça isso conosco.”
Mais cedo neste sábado, o ministro da Defesa russo, Sergei Shoigu, havia prometido que a vitória na Ucrânia era “inevitável” ao elogiar o heroísmo dos soldados russos que lutam nas linhas de frente e aqueles que morreram durante a guerra de 10 meses.
Kiev e países ocidentais, como os Estados Unidos, rejeitam as alegações de Moscou sobre o início do conflito e dizem que Putin lançou uma guerra de agressão infundada em uma tentativa de tomar território e derrubar o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.
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