
Congonhas chegou a ter 6 atrasos e 4 cancelamentos entre 6h e 6h30 desta quarta (21), segundo painel de voos da Infraero em São Paulo. Categoria reivindica reajuste salarial, além de melhores condições de trabalho. Aeronautas fizeram novo ato no saguão do aeroporto de Congonhas, em SP, na manhã desta terça (20)
Reprodução/TV Globo
O Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo, voltou a registrar atrasos em decolagens na manhã desta quarta-feira (21) por causa da paralisação dos aeronautas. É o terceiro dia seguido de paralisações da categoria, que reivindica reajuste salarial, além de melhores condições de trabalho.
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Em protesto, os aeronautas estão paralisando as atividades diariamente por duas horas, das 6h às 8h. Eles são todos os profissionais que exercem atividade no interior de uma aeronave, como o comandante (piloto), co-piloto, comissário de bordo, mecânico de voo, navegador e radioperador de voo.
Por causa das paralisações desta quarta, Congonhas registrava ao menos 6 atrasos e 4 cancelamentos de voos que deveriam partir do aeroporto, segundo o painel da Infraero.
Desde segunda (19), a paralisação ocorre diariamente das 6h às 8h. No primeiro dia, 50 voos em Congonhas sofreram atrasos.
O g1 procurou a GRU Airport, assessoria de imprensa do Aeroporto Internacional em Guarulhos, na região metropolitana, para saber a situação dos voos em razão da greve dos aeronautas, mas não teve um retorno até a última atualização desta reportagem.
Painel em Congonhas registrava atrasos nas decolagens
Reprodução/TV Globo
Outros estados
As paralisações tem ocorrido também nos aeroportos de Campinas, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Brasília e Fortaleza.
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Reivindicações
A categoria cobra melhores condições de trabalho, além de reajustes salariais.
Na sexta, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou a manutenção de 90% dos aeronautas em serviço no caso de greve da categoria.
A decisão é uma resposta à ação judicial do Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea) contra o Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA).
O que dizem as Companhias aéreas
Em nota, a Latam confirma atrasos na operação por conta da greve. A Companhia ainda afirma que está em negociação com o Sindicato Nacional dos Aeronautas desde o início de setembro para construção do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).
Também por meio de nota, a Gol afirmou que todos os voos previstos foram operados e apenas alguns sofreram atrasos.
Negociações
No domingo (18), os aeronautas rejeitaram a proposta para a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho 2022/2023.
Segundo o Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA), 76,43% votaram contra a proposta, 22,91% foram favoráveis, e 0,66% se abstiveram. Participaram da assembleia online 5.767 votantes.
Proposta apresentada e recusada pelos trabalhadores:
100% INPC nos salários fixos e variáveis 0,5% de aumento real, a incidir sobre:
Diárias Nacionais
Piso Salarial
Seguro
Multa por descumprimento da Convenção
Vale Alimentação
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