
Moradores de comunidades de Belo Horizonte se reúnem para colorir ruas e avenidas. Moradores reunidos para assistir ao primeiro jogo do Brasil na Copa do Mundo de 2022
Arquivo pessoal/Divulgação
A Copa do Mundo 2022 já está rolando e o Brasil segue firme em busca do hexa. Nesta sexta-feira (2), a seleção entra em campo contra Camarões pela terceira rodada da fase de grupos do Mundial. A seleção brasileira já está classificada para as oitavas de final, após ganhar a partida contra a Suíça, por um a zero na última segunda.
Periferias de BH se ‘vestem’ de verde e amarelo para torcer na estreia do Brasil; FOTOS
A torcida brasileira está otimista em relação à conquista da taça e em Belo Horizonte não podia ser diferente.
Nas comunidades belo-horizontinas, o clima não poderia ser outro. Ruas pintadas, bandeirolas de ponta a ponta nas ruas, samba, comida e até telão. Veja abaixo o verde-amarelo que tem colorido a periferia.
Vila Independência
Pintura representando o gol de Richarlison contra a Sérvia viralizou nas redes sociais
Uma rua tranquila, simples e sem saída. Mas desde 2014, a rua Rosa Cristina, no bairro Vila Independência, na Região do Barreiro, se transforma em ponto de encontro durante os jogos do Brasil na Copa do Mundo.
A ideia veio dos amigos Natanael Garcias e João Evangelista.
“Desde quando eu morava em Ribeirão das Neves, em 2002, eu desenhava nas ruas a bandeira do Brasil. Quando eu mudei, eu e meu primo resolvemos pintar a rua daqui de casa. No início era eu e ele, agora são mais de 15 pessoas empenhadas. Vizinhos e amigos que doam tudo para a gente poder deixar a rua enfeitada. Já fomos até convidados para poder pintar as ruas de outro bairro. Em todos os jogos a gente reúne e vem torcer pelo Brasil. E esse ano estamos muito confiantes: o hexa vem!”, contou.
João Evangelista e o mascote da torcida na Vila Independência, no Barreiro
Arquivo pessoal/Divulgação
Uma das pinturas de Natanael viralizou em uma rede social. O barbeiro desenhou o atacante Richarlison fazendo o movimento que resultou no segundo gol contra a Sérvia. Foram mais de 46 mil visualizações. Veja vídeo mais acima.
Morro do Papagaio
Menino pintando rua São Tomás de Aquino, na altura do número 582, para jogo do Brasil
Júnia Morais/Divulgação
Na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, o líder comunitário Júlio Fessô resolveu fechar a rua São Tomás de Aquino, na altura do número 582, para transmitir os jogos.
“A gente coloca o telão e a galera vai chegando. A gente faz sorteio para quem está no local. Sorteamos corte de cabelo para homem e para mulher, figurinha da Copa, álbum e até camisa da seleção brasileira. Nos primeiros jogos lotou e a expectativa é que continue lotando. Antes do jogo tem sido ótimo, mas o pós-jogo é espetacular. O Brasil ganha, o morro sorri”, disse.
Homem decorando a rua no Morro do Papagaio, em BH, para jogo do Brasil durante a Copa do Catar
Júnia Morais/Divulgação
Horto Florestal
Charanga São Roque em concentração no jogo do Brasil contra a Sérvia
Há quase 30 anos, depois da vitória do jogo do Brasil, a Charanga da São Roque se reúne e saí nas ruas do bairro Horto Florestal fazendo barulho para comemorar.
Criada, em 1994, pelo instrutor de auto escola e atual diretor da charanga, César Augustus de Assis, a iniciativa é um grande atrativo para os moradores da comunidade.
Tudo começou com o meu irmão mais velho, Eládio Geraldo de Assis, mais conhecido como Tim Maia. Ele sempre gostou de samba, bateria e carnaval, desfilava nas escolas de samba e blocos caricatos aqui de BH. Durante e depois dos jogos do Brasil nas Copas, a gente fazia uma batucada só entre a família, mas a coisa foi crescendo e os vizinhos começaram a acompanhar nossa batucada. Então desde 1994, a Charanga sai pelas ruas do bairro Horto depois dos jogos do Brasil e a galera saí atrás também” , relata o diretor.
Vista da rua São Roque, no bairro Horto Florestal, em Belo Horizonte
Arquivo pessoal/Divulgação
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