
Propriedade diminuiu após posseiros invadirem parte do território. Comunidade tem língua própria e artesanato de boneca que era usada para mães e filhos escravizados se reencontrarem. A equipe do g1 foi até Salto do Pirapora (SP) aprender a história da população. Gente do Campo: quilombo Cafundó
Há 150 anos, o quilombo Cafundó enfrenta lutas pela propriedade que foi doada aos ancestrais ainda antes da escravidão no Brasil acabar. Desde então, grileiros invadem parte do território.
A equipe do g1 foi até Salto do Pirapora, interior de São Paulo, aprender a história da comunidade. Confira no vídeo acima.
VEJA TAMBÉM:
GENTE DO CAMPO: veja todos os vídeos da série
DE ONDE VEM: série do g1 mostra caminho da comida até a sua mesa
O quilombo cafundó vive da produção de hortaliças, comercializadas na venda de cestas e pelo Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), além disso a comunidade tem uma iniciativa com polinização de abelhas, para fertilizar a produção.
A população também pratica o artesanato. O quilombo busca manter viva a tradição dos ancestrais, caso da fabricação da boneca abayomi, a primeira de pano a entrar no Brasil.
No passado, ela era feita pelas mães escravizadas, ainda no navio negreiro, para que fosse entregue aos filhos que seriam separados delas. A ideia é que o tecido, retirado da própria saia da mãe, daria pistas às crianças sobre de onde vieram.
Boneca abayomi
Fabio Tito / g1
No Cafundó, também há o uso de uma língua própria, o quimbundo. Original de Angola, o idioma era usado pelos escravizados para se comunicarem sem que o homem branco os entendesse.
Saiba também
Mel começa com o ‘vômito’ das abelhas, pode durar alguns anos e tem tipos venenosos
Esvaziado, programa federal de aquisições de alimentos vê doações despencarem
Área de plantio de arroz e feijão encolheu mais de 30% em 16 anos, com o avanço da soja e do milho
Quilombo Cafundó luta pela terra há 150 anos e mantém viva tradição dos ancestrais
Fabio Tito / g1
Créditos do “Gente do campo”
Coordenação editorial: Luciana de Oliveira
Edição e finalização: Marih Oliveira
Narração: Marih Oliveira
Reportagem: Vivian Souza e Anaísa Catucci
Roteiro: Vivian Souza, Tatiana Caldas e Marih Oliveira
Coordenação de vídeo: Tatiana Caldas e Mariana Mendicelli
Coordenação de arte: Guilherme Gomes
Direção de arte e ilustrações: Gabs, Vitória Coelho, Luisa Blanco e Wagner Magalhães
Fotografia: Fabio Tito
Imagens de apoio: Ricardo Barbosa
Motion: Vitória Coelho e Verônica Medeiros
Motorista: Ricardo Barbosa
Equipe do g1 foi até Salto do Pirapora conhecer o quilombo Cafundó
Fabio Tito/ g1
Regina Pereira, líder do Quilombo Cafundó
Fabio Tito / g1
Equipe de apicultura do quilombo Cafundó
Fabio Tito / g1
Tambores de Jongo no quilombo Cafundó
Fabio Tito / g1
Camiseta com a matriarca do quilombo Cafundó, dona Ifigênia
Fabio Tito / g1
Família passeando no quilombo Cafundó
Fabio Tito / g1
Loja de artesanato no quilombo Cafundó
Fabio Tito / g1
De onde vem o que eu como: Mel
Mais histórias de quem faz o agro:
Gente do campo: ex-jogador do Vasco, Marquinhos Pavão cultiva a paixão pelo café especial
Gente do campo: Simone Silotti
Gente do campo: casal deixa de ser meeiro para produzir morango
Trending
- Prova Nacional Docente tem adesão de mais de 2 mil redes de ensino
- Jaques Wagner anuncia saída da liderança do governo no Senado
- Dólar sobe a R$ 5,20 e volta a atingir maior valor em três meses
- Dr. Marcelo assegura ampliação do sinal de celular em distrito baiano
- Com ações de São João, Sesab realiza 54 mil testes de ISTs e garante atendimentos relacionados às festas
- Camaforró 2026 encerra programação com grandes atrações e consolida edição histórica da festa
- Governo enviará PL à Câmara, nesta semana, para aumentar limite do MEI
- Junho Laranja alerta para os riscos de anemia na Bahia
