• Camaçari
  • Bahia
  • Brasil
  • Mundo
  • Saúde
  • Educação
  • Política
  • Economia
  • Polícia
  • Esporte
  • Entretenimento

Subscribe to Updates

Get the latest creative news from FooBar about art, design and business.

What's Hot

Pé-de-Meia: beneficiários nascidos em novembro e dezembro recebem hoje

março 30, 2026

DP da Bahia e Baiana de Direito promovem curso gratuito de educação financeira

março 30, 2026

Mercado eleva previsão da inflação para 4,31% este ano

março 30, 2026
Facebook Twitter Instagram
Trending
  • Pé-de-Meia: beneficiários nascidos em novembro e dezembro recebem hoje
  • DP da Bahia e Baiana de Direito promovem curso gratuito de educação financeira
  • Mercado eleva previsão da inflação para 4,31% este ano
  • Camaçari ganha nova ambulância do SAMU e equipamentos de saúde bucal do Governo do Estado
  • Camaçari aplica mais de 2,3 mil doses no Dia D da vacinação contra a gripe
  • Plataforma do MEC facilita volta de jovens e adultos ao ensino público
  • Flávio se define como “Bolsonaro 2.0” durante evento de direita nos EUA
  • Prefeitura de Salvador entrega nova escola no bairro de Piatã amanhã (30)
Facebook Twitter Instagram
Comando Geral Da Noticia

  • Camaçari
  • Bahia
  • Brasil
  • Mundo
  • Saúde
  • Educação
  • Política
  • Economia
  • Polícia
  • Esporte
  • Entretenimento
Comando Geral Da Noticia

Home»Mundo»A luta de menino para salvar família da fome após irmão morrer desnutrido
Mundo

A luta de menino para salvar família da fome após irmão morrer desnutrido

uesleiiclone8By uesleiiclone8novembro 17, 2022Nenhum comentário6 Mins Read
Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Tumblr WhatsApp VKontakte Email
a-luta-de-menino-para-salvar-familia-da-fome-apos-irmao-morrer-desnutrido
Share
Facebook Twitter LinkedIn Pinterest Email


A BBC voltou à cidade de Baidoa para rever uma família que foi forçada a fugir da pior seca da Somália em 40 anos. Dahir dissera anteriormente à BBC que só queria ‘sobreviver’ à seca na Somália
BBC/ ED HABERSHON
O irmão de Dahir morreu de fome. Agora, duas de suas irmãs enfrentam problemas de saúde e desnutrição.
O jornalista Andrew Harding, da BBC, voltou à cidade de Baidoa para visitar novamente esta família, forçada a fugir da pior seca da Somália em 40 anos, enquanto as autoridades pedem à comunidade internacional que reconheça a crise de segurança alimentar como uma emergência de fome.
Aviso: Esta reportagem contém imagens fortes
Dahir, de 11 anos, abre caminho entre um aglomerado crescente de cabanas improvisadas na fronteira de Baidoa, em direção a uma escola com telhado de zinco perto da estrada principal.
Ele está usando a única calça e camisa que tem, e segurando seu outro bem — um livro didático novo.
O único professor da escola, Abdullah Ahmed, de 29 anos, escreve os dias da semana em inglês no quadro, enquanto Dahir e talvez 50 colegas de turma recitam: “Sábado, domingo, segunda…”.
Por alguns minutos, uma explosão de interesse revigora as crianças, mas logo os bocejos e as tosses recomeçam— sinais da fome e das doenças que ecoam, como uma trilha sonora sombria, pelo planalto de terreno rochoso nos arredores de Baidoa, cidade que se tornou um refúgio nos últimos meses para centenas de milhares de pessoas que tentam escapar da pior seca a atingir a Somália em 40 anos.
“Acho que pelo menos 30 dessas crianças não tomaram café da manhã. Às vezes, elas vêm até mim contar que estão com fome”, diz Ahmed.
“Elas têm dificuldade para se concentrar e até mesmo para vir à aula.”
Crianças pequenas estão morrendo em um número cada vez maior na luta do país contra a seca
BBC/ ED HABERSHON
Seis semanas antes, em nossa outra visita a esta região no sul da Somália, Dahir estava sentado, aos prantos, ao lado da mãe, Fatuma, na entrada da frágil cabana improvisada da família.
Alguns dias antes, seu irmão mais novo, Salat, havia morrido de fome após a viagem que fizeram para Baidoa, deixando para trás a zona rural duramente castigada pela seca.
Salat foi enterrado a poucos metros de distância. Agora, seu túmulo está cercado por cabanas construídas pelos recém-chegados.
“Estou preocupado com minhas irmãs. Lavo para elas. Lavo os rostos delas também”, diz Dahir, olhando para Mariam, de seis anos, que tem uma tosse rouca e reclama de dor de cabeça, e depois para Malyun, de quatro anos, com os olhos profundos, sentada em estado letárgico sobre os joelhos da mãe.
“Ela está quente. Acho que está com sarampo. As duas podem estar com sarampo”, diz Fatuma, colocando a mão na testa de Malyun.
Fatuma (ao centro) não teve tempo de viver o luto da morte do filho, disse ela à BBC
BBC/ ED HABERSHON
Casos de sarampo e pneumonia se espalharam por Baidoa nos últimos meses, matando muitas crianças pequenas, cujos sistemas imunológicos foram enfraquecidos pela desnutrição.
No hospital provincial de Baidoa, médicos e enfermeiras se movimentam entre os leitos no centro de terapia intensiva, colocando acessos para soro nos bracinhos magros dos bebês e catéteres para oxigênio em suas pequenas narinas.
Os membros de várias crianças estão escuros e cheios de bolhas — como se fossem queimaduras graves —, uma reação dolorosa à fome prolongada.
“Recebemos mais alguns suprimentos [de ajuda humanitária]. Mas ainda não o suficiente”, diz Abdullahi Yusuf, médico-chefe do hospital.
“O mundo está prestando atenção à seca da Somália agora. Vemos visitas de doadores internacionais. Mas isso não significa que estamos recebendo apoio suficiente. Espero que chegue em breve. É uma situação desesperadora.”
Seis semanas antes, ele descreveu a situação como “aterrorizante”. Hoje, ele reconhece uma ligeira queda no número de internações, mas explica que isso provavelmente se deve a alguns dias de chuva que afetaram algumas estradas de terra e levaram algumas famílias a se concentrarem em tentar plantar, em vez de levar crianças doentes para o hospital.
A situação está ‘piorando’
De volta ao acampamento, Fatuma carrega um galão de plástico com água de uma torneira comunitária. Dahir sai da cabana para ajudá-la a limpar uma tigela de metal surrada, enquanto suas filhas doentes estão deitadas, cansadas, dentro da cabana.
“Meu menino é uma grande ajuda. Ele faz muita coisa para ajudar as meninas”, diz Fatuma.
Enquanto ela ferve a água, o telefone toca. É seu marido, Adan Nur, de 60 anos, que está ligando da casa deles, localizada em um vilarejo a três dias de caminhada, em um território controlado pelo grupo extremista islâmico al-Shabab.
“Ele diz que plantou sorgo. Está bem. E voltará em breve. Mas perdemos todo o nosso gado. Não há como vivermos apenas das colheitas, então ficarei aqui. Nosso modo de vida acabou”, diz Fatuma após encerrar a ligação.
A decisão dela é respaldada pelas opiniões de muitos especialistas, que alertam que esta estação chuvosa parece ser mais uma de “fracasso”, assim como as últimas quatro — espalhando um leve toque verde pelo deserto fora de Baidoa, mas sem ter um impacto real na crise.
“Ainda está piorando. Muitas pessoas ainda vêm aqui em busca de comida, segurança e água. E muitas crianças estão morrendo de desnutrição. Fazemos um apelo [ao governo e à comunidade internacional] que considerem a situação… como uma emergência de fome”, disse o prefeito de Baidoa, Abdullah Watiin, ao sair brevemente de uma reunião da comunidade em um complexo fortemente vigiado.
Dentro do recinto, um general do exército alerta a população local sobre a crescente ameaça do grupo al-Shabab, dizendo aos moradores para ficarem atentos a artefatos explosivos e emboscadas.
A expectativa é de que as tropas do governo e milícias ampliem uma ofensiva que parece ter tido algum sucesso mais ao norte, mas que corre o risco de dificultar ainda mais o acesso a algumas comunidades rurais que foram mais atingidas pela seca.
No fim do dia, Fatuma acomoda suas duas filhas mais doentes — Mariam e Malyun — em um cobertor no chão de terra da cabana.
Uma oferta para levar as crianças ao hospital foi recusada, em favor de um tratamento com remédios tradicionais à base de plantas. Então Fatuma, também cansada, se deita ao lado das meninas.
“Só quero que elas melhorem”, diz Dahir, observando as três do seu pequeno cobertor, repetindo solenemente a frase mais duas vezes.
Este texto foi publicado em www.bbc.com/portuguese/internacional-63635745

Share. Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Tumblr WhatsApp Email
Previous ArticleRosa Weber se pronuncia sobre protestos contra ministros do Supremo
Next Article Brasil x Argentina: a rivalidade que mobiliza torcedores apaixonados em Bangladesh
uesleiiclone8
  • Website

Related Posts

Guerra no Oriente Médio tem mais bombardeios e mortes neste domingo

março 2, 2026

China, África e países do Golfo Pérsico condenam ataques ao Irã

fevereiro 28, 2026

Narcotraficante mais procurado do México é morto em operação militar

fevereiro 22, 2026

Amazon pode ser processada por suicídios ligados ao nitrito de sódio

fevereiro 19, 2026

Leave A Reply Cancel Reply

Demo
Our Picks
  • Facebook
  • Twitter
  • Pinterest
  • Instagram
  • YouTube
  • Vimeo
Don't Miss
Educação

Pé-de-Meia: beneficiários nascidos em novembro e dezembro recebem hoje

By Patriciamarço 30, 20260

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil Os estudantes beneficiados pelo programa Pé-de-Meia de 2026, que nasceram nos…

DP da Bahia e Baiana de Direito promovem curso gratuito de educação financeira

março 30, 2026

Mercado eleva previsão da inflação para 4,31% este ano

março 30, 2026

Camaçari ganha nova ambulância do SAMU e equipamentos de saúde bucal do Governo do Estado

março 30, 2026

Subscribe to Updates

Get the latest creative news from SmartMag about art & design.

Comando Geral Da Noticia
Facebook Twitter Instagram Pinterest
  • Início
  • Economia
  • Brasil
  • Entretenimento
© 2026 Comando Geral. Designed by Ueslei Senna.

Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.