
Ministério da Defesa russo volta a negar que seus artefatos tenham ultrapassado a fronteira da Ucrânia com o país vizinho. Governo polonês afirmou que um míssil atingiu um vilarejo em seu território na terça-feira (15), matando duas pessoas. Episódio abriu crise inédita entre Moscou e a Otan, a aliança militar ocidental da qual a Polônia é membro. Fumaça na região da fronteira entre Polônia e Ucrânia atingida por mísseis segundo relatos de agências de notícias
Stowarzyszenie Moje Nowosiolki via REUTERS
O Ministério da Defesa da Rússia afirmou nesta quarta-feira (16) que os mísseis disparados na terça-feira (15) em direção ao território ucraniano chegaram a até 35 quilômetros de distância da fronteira entre Ucrânia e Polônia.
Dessa forma, Moscou voltou a negar que um de seus artefatos tenha ultrapassado o limite entre os dois países e chegado a território polonês. A possibilidade foi levantada na terça após o Ministério de Relações Exteriores polonês afirmar que dois mísseis caíram em uma armazém de grãos no vilarejo de Przewodów, a cerca de 6 quilômetros da fronteira com a Ucrânia, matando duas pessoas.
A Polônia é membro da Aliança do Tratado do Atlântico Norte (Otan), a aliança militar do Ocidente, que prevê, em seu estatuto, a defesa de todos os sócios em caso de ataque de um terceiro país. Por esse entendimento, os Estados Unidos, que fazem parte do bloco, poderiam atacar a Rússia.
Até agora, no entanto, os governos dos EUA e da Rússia dizem que os mísseis não parecem ter sido disparados por forças de Moscou.
Fontes da Otan ouvidas pela agência de notícias Reuters afirmaram que o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, informou ao G7 – o grupo dos países mais ricos do mundo – e os parceiros da aliança militar que a explosão na Polônia foi causada por um míssil de defesa aérea ucraniano.
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