
Medida foi aprovada por decreto e entrará em vigor esta semana. Porta-voz do regime, no poder no Afeganistão há pouco mais de um ano, alegou que governo ‘fez todo o possível’ para permitir a presença de mulheres nestes locais, mas alega que população descumpriu regras. Mulheres com burca em protesto em apoio ao regime talibã em frente à embaixada dos EUA em Cabul em 26 de janeiro de 2022
Wakil KOHSAR / AFP
O Talibã proibiu as mulheres de usarem academias no Afeganistão, afirmou um representante do regime nesta quinta-feira (10). É o mais recente decreto do regime que limita os direitos e liberdades das mulheres desde que voltou a controlar o poder no país, há pouco mais de um ano.
Depois de anos se reorganizando e crescendo em regiões isoladas, os talibãs tomaram o poder do Afeganistão em agosto de 2021, pouco antes de os Estados Unidos retirarem os soldados do país.
Desde então, o regime proibiu meninas de ir às aulas do ensino médio e superior e, apesar das promessas iniciais, restringiu o acesso das mulheres à maioria dos empregos e exige que elas sejam cobertas da cabeça aos pés.
A nova regra entre em vigor já nesta semana.
O porta-voz do Ministério da Virtude e do Vício – responsável pelo novo decreto-, Akef Mohajer, alegou que o governo tomou a decisão de proibir a presença de mulheres em parques e academias porque “as pessoas ignoraram as ordens de segregação sexual e porque as mulheres não usavam o hijab, conforme exigido”.
Mohajer alegou que, nos últimos 15 meses de governo, o Talibã “fez todo o possível” para evitar o fechamento de parques e academias para mulheres, obrigando seu uso em dias separados da semana ou impondo a segregação por sexo. “Mas, infelizmente, as ordens não foram seguidas e as regras foram violadas”, disse o porta-voz.
“Na maioria dos casos, vimos homens e mulheres juntos nos parques e infelizmente o hijab não foi respeitado. Então tivemos que tomar outra decisão”, acrescentou.
1 ano de Talibã no Afeganistão: mulheres sofrem com perda de direitos
Em paralelo às medidas restritivas, os talibãs vêm enfrentando dificuldades para conseguir governar, principalmente por estarem isolados no cenário internacional. A ajuda externa que o país recebia desde o início dos anos 2000 praticamente zerou após a chegada ao poder do Talibã, e a crise econômica mergulhou milhões de afegãos na pobreza e na fome.
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