
Segunda taxa negativa consecutiva foi marcada pela queda disseminada entre a maioria dos ramos industriais. Resultado deixa o setor 2,4% abaixo do patamar pré-pandemia e 18,7% abaixo do nível recorde. Replan, a maior refinaria de petróleo da Petrobras, fica am Paulínia (SP), em registro feito em maio de 2022
Júlio César Costa/g1
A produção industrial brasileira caiu 0,7% na passagem de agosto para setembro, tendo retração em 21 dos 26 ramos industriais, apontam os dados divulgados nesta terça-feira (1) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Esta foi a segunda taxa negativa consecutiva – em agosto, após revisão feita pelo IBGE, o recuo também foi de 0,7% – com queda acumulada de 1,4% nestes dois meses. No ano, o setor acumula queda de 1,1%.
Já na comparação com setembro do ano passado, a indústria apresentou crescimento de 0,4%. Com isso, o indicador acumulado em 12 meses ficou em -2,3%, mantendo trajetória ascendente, o que demonstra ligeiro ganho de fôlego.
Diante destes resultados, o patamar de produção da indústria brasileira ficou 2,4% abaixo do nível pré-pandemia e 18,7% abaixo do nível recorde, alcançado em maio de 2011.
“Podemos dizer que há uma redução no ritmo da produção industrial. Isso fica bem evidenciado não apenas nesses dois meses de queda em sequência, mas também na maior frequência de taxas negativas nos últimos quatro meses, com três variações negativas”, avaliou o gerente da pequisa, André Macedo.
Maior impacto da indústria alimentícia e metalúrgica
Frente a agosto, a maior influência negativa partiu da indústria de produtos alimentícios, com queda de 2,9%, segunda taxa negativa seguida, acumulando perda de 6,1% nestes dois meses.
Macedo ponderou que estas duas quedas aconteceram após três meses seguidos de crescimento, período em que houve ganho acumulado de 6,7%.
“Produtos derivados de soja, açúcar e carnes de aves são itens importantes no entendimento dessa queda no setor alimentício em setembro”, destacou o pesquisador.
A segunda maior influência negativa em setembro oi do setor de metalurgia, com recuo de 7,9% em relação a agosto, a queda mais intensa desde janeiro de 2021, quando foi de -9,9%, nesse tipo de comparação.
“Mas é importante lembrar que esse segmento industrial vem de dois meses com resultados positivos, acumulando 2,4% nesse período”, ressalvou Macedo.
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