
BC dos EUA aumentará os juros em 0,75 ponto percentual pela quarta vez consecutiva, levando a taxa para uma faixa de 3,75% a 4,00%. Jerome Powell, chairman do Federal Reserve, em foto de 31 de julho de 2019
Sarah Silbiger/Reuters
O Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano) deve manter sua luta contra a inflação em alta velocidade nesta semana, mesmo enquanto intensifica o debate sobre quando desacelerar os aumentos de juros, a fim de evitar o colapso da maior economia do mundo.
Com a medida de inflação preferida do Fed em mais de três vezes sua meta de 2%, o resultado da reunião de política monetária do banco central norte-americano entre terça e quarta-feira não está em dúvida: o Fed aumentará os juros em 0,75 ponto percentual pela quarta vez consecutiva, levando a taxa de juros para uma faixa de 3,75% a 4,00%.
O Fed aumentou sua taxa de juros de quase zero em março para a faixa atual de 3,00% a 3,25%.
Mas o que vem a seguir é menos claro.
Após a última reunião, em setembro, o chair do Fed, Jerome Powell, disse que “em algum momento” será apropriado desacelerar o ritmo de aumentos de juros e fazer um balanço de como a elevação mais acentuada dos custos de empréstimos em 40 anos está afetando a economia.
Definir esse ponto, ou ao menos seus parâmetros, estará sujeito a debate intenso na reunião desta semana do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc).
As projeções divulgadas no final da reunião de 20 a 21 de setembro sugerem que a maioria das 19 autoridades do Fed espera poder começar a desacelerar os aumentos de juros em dezembro e atingir um pico de 4,50% a 4,75% em 2023.
Mas dados econômicos desde aquela reunião foram mistos, com a inflação nos Estados Unidos ainda muito alta, apesar de alguns sinais de que os gastos das famílias e o crescimento do emprego estão diminuindo.
E durante esse período, as autoridades do Fed, com a notável exceção de Powell, ofereceram uma série de opiniões sobre como se posicionam em relação a uma possível desaceleração ou mesmo pausa para aumentos de juros.
A diretora do Fed Michelle Bowman, por exemplo, disse que procurará sinais de que a inflação está caindo antes de buscar reduzir o ritmo dos aumentos de juros. O presidente do Fed de Minneapolis, Neel Kashkari, sinalizou que ficará confortável se a inflação simplesmente parar de subir.
Não está claro se dois dias de debate serão suficientes para resolver essas diferenças.
“Ainda não parece haver um consenso no Comitê sobre o tamanho preferido de um aumento em dezembro, limitando a capacidade de Powell de oferecer orientação”, escreveram economistas do Nomura na sexta-feira.
O chair do Fed, em vez disso, preveem esses economistas e outros, apontará para a gama de dados ainda por vir antes que qualquer decisão seja tomada – incluindo mais dois relatórios mensais sobre a situação do mercado de trabalho dos EUA e, mais importante, novas leituras de inflação.
As apostas nos mercados futuros pesam fortemente a favor de uma desaceleração nos aumentos dos juros a partir de dezembro, mas, por fim, uma taxa do Fed de 4,75% a 5,00%, um pouco mais alta do que as próprias autoridades sinalizaram, no início do próximo ano.
Trending
- Festa em Recife celebra 30 mil alfabetizados em programa social
- Zanin, do STF, suspende eleição indireta para governo do Rio
- Apesar de guerra, dólar cai 1,27%, e bolsa sobe 3% na semana
- Brasil tem maior número de trabalhadores na previdência social desde 2012
- Prefeitura inicia entrega da Cesta de Páscoa 2026 com força-tarefa que beneficia 60 mil famílias
- Raphinha e Wesley são cortados da seleção brasileira
- Governo regulamenta lei do devedor contumaz
- Dia D: “vamos vacinar antes de o inverno chegar”, diz Padilha
