
Região da capital ucraniana sofre grande queda na capacidade de geração de energia por conta de novos bombardeios. Há três semanas, Moscou voltou a atacar área, que era poupada da guerra desde abril. Centrais de energia têm sido alvos da nova estratégia. Mulher segura vela após cidade nos arredores de Kiev ficar sem luz por conta de ataques da Rússia, em 20 de outubro de 2022.
Emilio Morenatti/ AP
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A região de Kiev, incluindo a própria capital ucraniana, enfrenta nesta quinta-feira (27) um déficit de 30% em sua capacidade de gerar a energia necessária após ataques russos durante a noite, afirmou o governador regional.
A capital ucraniana, que voltou a ser alvo de bombardeios após cinco meses de “normalidade”, ficou parcialmente durante toda a madrugada e a manhã. O governador local disse que a população da região deve se preparar “para interrupções emergenciais de energia por um período indefinido”.
“Na noite passada, o inimigo danificou as instalações da infraestrutura de energia de nossa região. Várias instalações críticas foram desativadas”, disse Oleksiy Kuleba em um videoclipe no aplicativo de mensagens Telegram.
Explosões destroem parte da única ponte entre Rússia e Crimeia
Há três semanas, Kiev voltou a ser alvo de fortes bombardeios russos, uma retaliação, segundo o presidente russo, Vladimir Putin, a explosões que atingiram a ponte da Crimeia, a península ucraniana anexada pela Rússia em 2014. Putin acusou a Ucrânia, que nunca se pronunciou oficialmente sobre o ataque.
A Ponte da Crimeia é a única ligação por terra entre a Rússia e a península anexada, e foi inaugurada pelo próprio Vladimir Putin em 2018. Portanto, a explosão também tem sido vista como um ataque ao orgulho de Putin – o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, já disse que a guerra da Ucrânia começou e vai terminar pela Crimeia.
Míssil atinge centro de Kiev no momento em que repórter entrava ao vivo
As explosões em Kiev marcam também uma escalada das tensões na guerra, que nos últimos meses ficou focada em investidas russas no leste e no sul.
Em setembro, a Ucrânia anunciou um ambicioso plano de retomada de diversas regiões em território ucraniano invadidas por Moscou. Com a ajuda militar e estratégica de países do Ocidente, o governo ucraniano afirmou ter reconquistado cerca de 10% das áreas ocupadas por tropas russas.
Em resposta, o presidente russo fez um pronunciamento à nação pela TV anunciando a convocação de cerca de 300 mil reservistas no país inteiro, o que gerou uma grande onda de fuga de jovens russos. Dias depois, quatro regiões da Ucrânia – Kherson, Zaporizhzhia, Luhansk e Donetsk – foram submetidas a um referendo organizado e realizado por Moscou sobre se os cidadãos locais queriam se separar da Ucrânia e se anexar à Rússia.
Putin anunciou vitória na consulta pública e, há duas semanas, assinou a anexação dos quatro territórios em uma cerimônia transmitida por telões em Moscou. A ONU e a comunidade internacional não reconhecem a anexação.
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