Cidadãos da Rússia foram presos na Itália e na Alemanha acusados de vender ilegalmente informação tecnológica norte-americana a fabricantes de armas russas. O Kremlin criticou nesta sexta-feira (21) a detenção de dois cidadãos russos na Itália e Alemanha a pedido da justiça dos Estados Unidos, que os acusa de terem vendido ilegalmente tecnologia americana para empresas de armas na Rússia.
“Condenamos as detenções de cidadãos russos”, afirmou o porta-voz da presidência russa, Dmitry Peskov, que prometeu “fazer todo o possível” para defender os envolvidos.
O governo russo confirmou na quinta-feira (20) que Artyom Uss, cujo pai é governador da região siberiana de Krasnoyarsk, foi detido no aeroporto de Milão Malpensa esta semana a pedido dos Estados Unidos.
“Nossas missões diplomáticas naturalmente participarão na proteção dos interesses desde cidadão russo”, disse Peskov, em referência a Uss.
Outro cidadão russo foi detido a pedido de Washington em 17 de outubro na Alemanha.
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos anunciou na quarta-feira acusações contra uma dúzia de pessoas – incluindo cinco russos – por “planos ilegais para exportar tecnologia militar” americana para a Rússia.
Também indicou que parte do plano “foi descoberto nos campos de batalha na Ucrânia”.
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