
Duma – a Câmara baixa da Rússia – alega que objetivo é impedir que ‘inimigos’ tenham acesso aos debates. Invasão russa ao país vizinho ainda é um tema tabu no país, e manifestações contrárias são proibidas. Policiais russos detêm homens durante um protesto contra a mobilização de reservistas pelo presidente da Rússia, Vladimir Putin, em 21 de setembro de 2022
Reuters
A Duma – a Câmara baixa da Rússia – suspendeu por tempo indefinido as transmissões ao vivo das sessões plenárias por conta de debates sobre a guerra na Ucrânia, anunciaram parlamentares russos nesta terça-feira (18).
O objetivo da proibição, segundo a Duma é impedir que “o inimigo” tenha acesso aos debates.
Mais de sete meses após a Rússia invadir o país vizinho, a guerra da Ucrânia ainda é um tema tabu dentro do país, e qualquer manifestação contrária aos ataques russos é proibida.
“Essas questões que exigem discussão sensível em um círculo profissional estreito não devem ser propriedade de nosso inimigo”, alegou o líder do partido dominante no Congresso, Vladimir Vasilyev ao canal de notícias militar Zvezda TV.
A proibição já entrou em vigor, e a sessão desta terça já não foi transmitida. A pauta do debate era um relatório do vice-primeiro-ministro, Marat Khusnullin, sobre o processo de transferência de civis para a Rússia vindos da região de Kherson, na Ucrânia, atualmente ocupada por tropas russas.
Os deputados também deveriam considerar um projeto de lei que permitirá ao Ministério da Defesa mobilizar pessoas que cometeram crimes graves para as Forças Armadas, revogando a proibição existente de convocar criminosos.
Outro deputado, Andrei Svintsov, disse que a restrição de transmissão foi imposta porque a maioria das questões em discussão no momento estão relacionadas à “operação militar especial”. Ele disse que as transmissões públicas ao vivo serão retomadas assim que o conflito terminar.
“Os deputados fazem perguntas e obtêm respostas bastante francas. Entendemos que pode haver algumas informações confidenciais de representantes do governo, de deputados”, disse Svintsov.
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