{"id":8976,"date":"2022-10-11T17:18:16","date_gmt":"2022-10-11T17:18:16","guid":{"rendered":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/2022\/10\/11\/tcu-reve-entendimento-e-decide-que-condenacao-de-ressarcimento-aos-cofres-publicos-pode-prescrever\/"},"modified":"2022-10-11T17:18:16","modified_gmt":"2022-10-11T17:18:16","slug":"tcu-reve-entendimento-e-decide-que-condenacao-de-ressarcimento-aos-cofres-publicos-pode-prescrever","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/2022\/10\/11\/tcu-reve-entendimento-e-decide-que-condenacao-de-ressarcimento-aos-cofres-publicos-pode-prescrever\/","title":{"rendered":"TCU rev\u00ea entendimento e decide que condena\u00e7\u00e3o de ressarcimento aos cofres p\u00fablicos pode prescrever"},"content":{"rendered":"<p>Prazo de prescri\u00e7\u00e3o ser\u00e1 de 5 anos, podendo ser interrompido. Mudan\u00e7a no entendimento do tribunal atendeu a uma decis\u00e3o do STF. O Tribunal de Contas da Uni\u00e3o (TCU) reviu nesta ter\u00e7a-feira (11) o seu entendimento e decidiu que a condena\u00e7\u00e3o de ressarcimento aos cofres p\u00fablicos \u00e9 prescrit\u00edvel.<br \/>\nO prazo de prescri\u00e7\u00e3o ser\u00e1 de cinco anos, podendo ter a contagem interrompida por alguns fatores.<br \/>\nA contagem come\u00e7a a partir da data de vencimento do prazo para presta\u00e7\u00e3o de contas.<br \/>\nOu seja, a partir da condena\u00e7\u00e3o do TCU, a Uni\u00e3o ter\u00e1 cinco ano para buscar o ressarcimento, a contar da data de vencimento do prazo para presta\u00e7\u00e3o de contas.<br \/>\nA san\u00e7\u00e3o de ressarcimento aos cofres p\u00fablicos \u00e9 aplicada pelo TCU quando um gestor p\u00fablico ou empresa contratada pela administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica comete ato irregular, que gere preju\u00edzo \u00e0 Uni\u00e3o. Pode ser o caso, por exemplo, de uma fraude \u00e0 licita\u00e7\u00e3o.<br \/>\nAt\u00e9 ent\u00e3o, o TCU aplicava aos seus processos a tese de imprescritibilidade, ou seja, as san\u00e7\u00f5es de ressarcimento aos cofres p\u00fablicos n\u00e3o prescreviam, mesmo que o processo levasse v\u00e1rias d\u00e9cadas para ser julgado na corte.<br \/>\nOu seja, mesmo ap\u00f3s d\u00e9cadas, se houvesse condena\u00e7\u00e3o no TCU, a Uni\u00e3o poderia buscar junto ao gestor p\u00fablico ou empresa condenado o ressarcimento aos cofres p\u00fablicos.<br \/>\nSTF<br \/>\nO entendimento do TCU contrariava tese do Supremo Tribunal Federal (STF), que em 2020 tentou pacificar o tema ao estabelecer que &#8220;\u00e9 prescrit\u00edvel a pretens\u00e3o de ressarcimento ao er\u00e1rio fundada em decis\u00e3o de Tribunal de Contas&#8221;.<br \/>\nDesde antes, o STF j\u00e1 vinha construindo sua jurisprud\u00eancia (decis\u00f5es anteriores) no sentido de definir a prescritibilidade (prazo para buscar o ressarcimento) como regra para as a\u00e7\u00f5es de ressarcimento ao er\u00e1rio (cofres p\u00fablicos), mas em 2020 houve a tentativa de pacifica\u00e7\u00e3o.<br \/>\nA demora do TCU em adequar as suas regras internas ao do STF gerou cr\u00edticas de advogados, que afirmavam que o posicionamento do TCU gerava inseguran\u00e7a jur\u00eddica, al\u00e9m de prejudicar os gestores p\u00fablicos,.<br \/>\nNova resolu\u00e7\u00e3o<br \/>\nO texto da resolu\u00e7\u00e3o com o novo entendimento do TCU ainda n\u00e3o foi divulgado. Por isso, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel saber o alcance exato da decis\u00e3o sobre os processos em tramita\u00e7\u00e3o no tribunal.<br \/>\nA decis\u00e3o desta ter\u00e7a \u00e9 relevante porque s\u00e3o in\u00fameros os processos envolvendo poss\u00edveis condena\u00e7\u00e3o de ressarcimento ao er\u00e1rio que tramitam h\u00e1 mais de cinco ano no tribunal.<br \/>\nCom a prescritibilidade, parte dos processos antigos ou que demorarem para serem julgados daqui em diante pode n\u00e3o resultar mais em san\u00e7\u00e3o.<br \/>\nA nova resolu\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m gerar\u00e1 efeitos indiretos na aplica\u00e7\u00e3o da Lei da Ficha Limpa, pelo Tribunal Superior Eleitoral. A lei estabelece que n\u00e3o h\u00e1 ilegibilidade de um candidato a cargo eletivo quando n\u00e3o h\u00e1 d\u00e9bito em condena\u00e7\u00e3o do TCU.<br \/>\nDurante as discuss\u00f5es em plen\u00e1rio, o ministro Jorge Oliveira afirmou que, ao seu ver, a prescri\u00e7\u00e3o \u00e9 uma &#8220;puni\u00e7\u00e3o para a sociedade&#8221;. &#8220;Significa que o Estado falhou&#8221;, afirmou.<br \/>\nPor\u00e9m, ele disse que a decis\u00e3o tomada nesta ter\u00e7a \u00e9 uma oportunidade de as institui\u00e7\u00f5es aperfei\u00e7oarem seus processos para que a prescri\u00e7\u00e3o n\u00e3o ocorra<br \/>\nO relator do processo, ministro Ant\u00f4nio Anastasia, argumentou que a jurisprud\u00eancia do tribunal precisa evoluir junto com os entendimentos jur\u00eddicos e administrativos e que no caso em concreto j\u00e1 h\u00e1 uma tese do STF determinando a prescri\u00e7\u00e3o como regra.<br \/>\nCaso o TCU n\u00e3o seguisse a mesma regra, afirmou, contribuiria para a inseguran\u00e7a jur\u00eddica, j\u00e1 que os gestores e empresas poderiam recorrer ao STF, pedindo para a corte anular a condena\u00e7\u00e3o feita no \u00e2mbito do TCU.<br \/>\nAo decidir pela prescritibilidade das condena\u00e7\u00f5es de ressarcimento no \u00e2mbito dos tribunais de contas, o STF argumentou que a imprescritibilidade at\u00e9 ent\u00e3o adotada pelo TCU feria o Estado de Direito, que estabelece &#8220;a exist\u00eancia de um prazo legal para o Poder P\u00fablico exercer sua pretens\u00e3o punitiva, n\u00e3o podendo, em regra, manter indefinidamente essa possibilidade&#8221;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Prazo de prescri\u00e7\u00e3o ser\u00e1 de 5 anos, podendo ser interrompido. Mudan\u00e7a no entendimento do tribunal atendeu a uma decis\u00e3o do STF. O Tribunal de Contas da Uni\u00e3o (TCU) reviu nesta ter\u00e7a-feira (11) o seu entendimento e decidiu que a condena\u00e7\u00e3o de ressarcimento aos cofres p\u00fablicos \u00e9 prescrit\u00edvel. 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