{"id":8462,"date":"2022-10-09T22:10:16","date_gmt":"2022-10-09T22:10:16","guid":{"rendered":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/2022\/10\/09\/o-que-foi-a-republica-das-letras-a-rede-social-das-grandes-mentes-dos-seculos-passados\/"},"modified":"2022-10-09T22:10:16","modified_gmt":"2022-10-09T22:10:16","slug":"o-que-foi-a-republica-das-letras-a-rede-social-das-grandes-mentes-dos-seculos-passados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/2022\/10\/09\/o-que-foi-a-republica-das-letras-a-rede-social-das-grandes-mentes-dos-seculos-passados\/","title":{"rendered":"O que foi a Rep\u00fablica das Letras, a &#8216;rede social&#8217; das grandes mentes dos s\u00e9culos passados"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/QwUDInGP_6EyCYYQR7bQD3UJccw=\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2022\/B\/B\/lYKnfOSQKSTXGgnPssFQ\/republica-das-letras.jpg\"><br \/>   A Rep\u00fablica das Letras era uma comunidade human\u00edstica internacional de eruditos, mantida por meio de correspond\u00eancia e reuni\u00f5es presenciais. A Rep\u00fablica das Letras era uma comunidade human\u00edstica internacional de eruditos, mantida por meio de correspond\u00eancia e reuni\u00f5es presenciais<br \/>\nGETTY IMAGES<br \/>\nEra uma terra estranha, real e imagin\u00e1ria ao mesmo tempo, invis\u00edvel, mas n\u00e3o clandestina. Sua lei era cultivar o saber.<br \/>\nUm lugar protegido por um fosso imagin\u00e1rio cheio de tinta de escrever e defendido por canh\u00f5es que disparavam balas de papel, como a cidade descrita pelo escritor espanhol Diego de Saavedra Fajardo no livro Rep\u00fablica Liter\u00e1ria, publicado em 1655.<br \/>\nAlguns pesquisadores rastreiam suas origens at\u00e9 os tempos de Plat\u00e3o, mas a men\u00e7\u00e3o mais antiga j\u00e1 encontrada sobre a Rep\u00fablica Liter\u00e1ria foi de um dos disc\u00edpulos do intelectual Francesco Petrarca, o veneziano Francesco Barbaro (1390-1459).<br \/>\nEm 1417, Barbaro agradeceu ao escritor Poggio Bracciolini (1380-1459) &#8220;em nome de todos os homens de letras atuais e futuros, pelo presente oferecido \u00e0 Respublica Literarum para o progresso da humanidade e da cultura&#8221;.<br \/>\nAs teorias sobre o que (ou quem) causou a explos\u00e3o da ponte na Crimeia<br \/>\nONG diz que 185 pessoas foram mortas em protestos no Ir\u00e3; 19 delas seriam crian\u00e7as ou adolescentes<br \/>\nBracciolini havia enviado manuscritos antigos que ele havia descoberto em bibliotecas mon\u00e1sticas, uma tarefa desempenhada pelos humanistas seguindo os passos do seu mestre.<br \/>\nCom a divulga\u00e7\u00e3o dos textos e a populariza\u00e7\u00e3o do saber, o debate de ideias deixou de ser exclusivo dos universit\u00e1rios eclesi\u00e1sticos. E, nesse di\u00e1logo mais aberto, at\u00e9 autores mortos chegavam a participar por meio de suas obras, gra\u00e7as ao contato com a Antiguidade e seu longo tempo de exist\u00eancia.<br \/>\nMas a express\u00e3o Rep\u00fablica das Letras s\u00f3 se tornaria comum no s\u00e9culo 17, quando intelectuais como o monge franc\u00eas No\u00ebl Argonne (1634-1704) a descreveram:<br \/>\nSegundo Argonne, &#8220;a Rep\u00fablica das Letras tem origem muito antiga. Ela engloba o mundo inteiro e \u00e9 composta por todas as nacionalidades, todas as classes sociais, todas as idades e ambos os sexos.&#8221;<br \/>\n&#8220;Ela fala todos os idiomas, antigos e modernos. As artes se unem \u00e0s letras e os artes\u00e3os tamb\u00e9m encontram seu lugar. O louvor e a honra s\u00e3o concedidos pela aclama\u00e7\u00e3o popular&#8221;, escreveu Argonne em 1699.<br \/>\nO espa\u00e7o social da Rep\u00fablica das Letras ofereceu consider\u00e1vel independ\u00eancia a Erasmo de Roterd\u00e3 e aos demais humanistas, seus seguidores (&#8216;Erasmo de Roterd\u00e3&#8217;, 1523, de Hans Holbein, o Jovem)<br \/>\nGETTY IMAGES<br \/>\nDe fato, em um mundo com hierarquias sociais bem definidas e divis\u00f5es pol\u00edticas e religiosas t\u00e3o profundas que, muitas vezes, acabavam desembocando em guerras, os cidad\u00e3os da Rep\u00fablica das Letras, ou Rep\u00fablica Liter\u00e1ria, defendiam que todos eram iguais e que qualquer argumento que impulsionasse o saber era importante.<br \/>\nN\u00e3o havia cidadania formal. As pesquisas, publica\u00e7\u00f5es e escritos eram a c\u00e9dula de identidade dos seus cidad\u00e3os.<br \/>\nEla come\u00e7ou centralizada na Europa, mas, no s\u00e9culo 18, a Rep\u00fablica das Letras j\u00e1 havia se expandido para lugares como Bat\u00e1via (hoje Jacarta, na Indon\u00e9sia), Calcut\u00e1 (\u00cdndia), Cidade do M\u00e9xico, Lima (Peru), Boston e Filad\u00e9lfia (Estados Unidos), chegando ao Rio de Janeiro.<br \/>\nEram muitos os cidad\u00e3os dessa rep\u00fablica. Para dar uma ideia, entre eles estavam o italiano Galileu Galilei, o ingl\u00eas John Locke, o holand\u00eas Erasmo de Roterd\u00e3, o franc\u00eas Voltaire e o norte-americano Benjamin Franklin.<br \/>\nJ\u00e1 as mulheres eram em menor quantidade, mas n\u00e3o menos expressivas. Intelectuais como Anna Maria van Schurman, a princesa Isabel da Bo\u00eamia, Marie de Gournay, Marie du Moulin, Dorothy Moore, Bathsua Makin, Katherine Jones e Lady Ranelagh foram algumas das participantes ativas da Rep\u00fablica das Letras no s\u00e9culo 17.<br \/>\nEsse grupo de fil\u00f3sofas, professoras, reformistas e matem\u00e1ticas da Inglaterra, Irlanda, Alemanha, Fran\u00e7a e Holanda, ao lado de outros pares masculinos como Ren\u00e9 Descartes, Christiaan Huygens, Samuel Hartlib e Michel de Montaigne, representava o espectro do enfoque da ci\u00eancia, pol\u00edtica, f\u00e9 e avan\u00e7o da educa\u00e7\u00e3o vigente na \u00e9poca.<br \/>\nAs Letras<br \/>\nCarta de Isaac Newton ao m\u00e9dico ingl\u00eas William Briggs, escrita em 1682, elogiando sua nova teoria da vis\u00e3o, mas discordando de algumas de suas conclus\u00f5es<br \/>\nGETTY IMAGES<br \/>\nA Rep\u00fablica das Letras nasceu e cresceu antes da compartimentaliza\u00e7\u00e3o do conhecimento. Naquela \u00e9poca, todos os que se dedicavam a cultivar o intelecto eram literalmente &#8220;fil\u00f3sofos&#8221; &#8211; cujo significado etimol\u00f3gico \u00e9 &#8220;amigos do saber&#8221; &#8211; sem distin\u00e7\u00e3o entre disciplinas acad\u00eamicas, nem divis\u00f5es como &#8220;ci\u00eancias exatas&#8221; e &#8220;humanas&#8221;.<br \/>\nExistiam os especialistas, mas todos costumavam estudar latim e grego, al\u00e9m de hist\u00f3ria, l\u00f3gica e outras disciplinas. Por isso, n\u00e3o era raro, por exemplo, um matem\u00e1tico como Isaac Newton dedicar anos a experimentos com alquimia e a reescrever a hist\u00f3ria do mundo antigo.<br \/>\nPor isso, quando se fala em Rep\u00fablica das &#8220;Letras&#8221; ou &#8220;Liter\u00e1ria&#8221;, engloba-se todo o conhecimento: matem\u00e1ticos, naturalistas, astr\u00f4nomos e m\u00e9dicos se identificavam totalmente com essa denomina\u00e7\u00e3o.<br \/>\nMas esse nome tamb\u00e9m inclu\u00eda um sentido de aprendizado, de busca do saber. Era uma comunidade de estudiosos, uma fraternidade de curiosos.<br \/>\nSua l\u00edngua oficial era o latim, o idioma de todos os eruditos at\u00e9 1650 e que continuou desempenhando um papel importante, embora o grego e o hebraico tamb\u00e9m fossem utilizados.<br \/>\nE, do s\u00e9culo 15 em diante, o uso culto das l\u00ednguas vern\u00e1culas possibilitou um novo discurso, mais inclusivo.<br \/>\nPalavra escrita<br \/>\nNo centro dessa vida intelectual, estava a troca de cartas.<br \/>\nA imprensa contribuiu muito com o auge da cultura intelectual a partir do Renascimento, mas os livros ainda eram raros e caros. As cartas preenchiam essa lacuna, permitindo coment\u00e1rios, consultas, exposi\u00e7\u00e3o de ideias e debates. Por isso, os chamados homens de letras dedicavam muito tempo e reflex\u00e3o a todas as cartas, enviadas e recebidas.<br \/>\nN\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que as escrivaninhas costumavam estar entre os m\u00f3veis mais belos e elaborados j\u00e1 projetados.<br \/>\nE &#8220;os secret\u00e1rios eram indispens\u00e1veis, pois, se voc\u00ea fosse um erudito famoso, a correspond\u00eancia era tanta que era preciso ter ajuda&#8221;, segundo declarou o historiador Peter Burke para a BBC News Mundo, o servi\u00e7o em espanhol da BBC.<br \/>\nNessa rede social, como nas de hoje em dia, os escritos cobriam espectros muito amplos &#8211; desde discuss\u00f5es sobre hist\u00f3ria, pol\u00edtica, filosofia, pesquisa cient\u00edfica e educa\u00e7\u00e3o at\u00e9 not\u00edcias, fofocas, brincadeiras, poemas, experi\u00eancias pessoais e outras.<br \/>\nEm algumas ocasi\u00f5es, as cartas eram disserta\u00e7\u00f5es completas sobre temas cient\u00edficos, resenhas de livros rec\u00e9m-publicados, colet\u00e2neas de escritos ou c\u00f3pias de inscri\u00e7\u00f5es. A \u00fanica forma de reconhecer que elas eram cartas era examinar o in\u00edcio e o final do documento.<br \/>\nCartas escritas com tanto esmero e frequentemente com conte\u00fado valioso normalmente n\u00e3o eram jogadas fora, mas sim preservadas.<br \/>\nEssa imensa heran\u00e7a cultural &#8211; que inclui, por exemplo, cerca de 20 mil cartas de Voltaire e 13.600 do m\u00e9dico e naturalista italiano Antonio Vallisneri (1661-1730) &#8211; est\u00e1 sendo digitalizada em grandes projetos que retomam as aspira\u00e7\u00f5es da Rep\u00fablica das Letras.<br \/>\nE as cartas est\u00e3o sendo usadas para mapear a pr\u00f3pria Rep\u00fablica, fornecendo uma dimens\u00e3o visual \u00e0quele lugar metaf\u00f3rico.<br \/>\nRegras t\u00e1citas<br \/>\nNa Rep\u00fablica das Letras, todo cidad\u00e3o precisava participar do interc\u00e2mbio de informa\u00e7\u00f5es. E, assim como a posi\u00e7\u00e3o social n\u00e3o era impedimento para fazer parte da Rep\u00fablica, a dist\u00e2ncia tamb\u00e9m n\u00e3o era obst\u00e1culo.<br \/>\nAs in\u00fameras cartas geradas pela Rep\u00fablica das Letras eram enviadas pelo correio ou por meio de amigos, comerciantes ou diplomatas, para que fossem entregues pessoalmente.<br \/>\nQuando um destinat\u00e1rio recebia carta, esperava-se que ele a fizesse circular, pois o objetivo principal era sempre a difus\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o, o desenvolvimento e a expans\u00e3o do conhecimento. Nem mesmo os livros e manuscritos frequentemente recebidos por meio da rede deveriam ficar nas m\u00e3os de uma \u00fanica pessoa.<br \/>\nEra bem-visto que o destinat\u00e1rio agradecesse pela correspond\u00eancia com um antidoron &#8211; um presente de volta.<br \/>\nA palavra falada<br \/>\nFrequentemente, os portadores dessas cartas eram jovens que faziam seu Grand Tour pela Europa, uma viagem tradicional que era parte da educa\u00e7\u00e3o daqueles que tinham condi\u00e7\u00f5es de faz\u00ea-la.<br \/>\nMas muitos outros cidad\u00e3os da Rep\u00fablica das Letras perambulavam pelo continente, levando consigo cartas de recomenda\u00e7\u00e3o, e eram recebidos em bibliotecas, arquivos, cole\u00e7\u00f5es de antiguidades greco-romanas ou de esp\u00e9cies raras.<br \/>\nEsse procedimento ritualizado de estudos era conhecido como peregrinatio academica e inclu\u00eda uma oportunidade inigual\u00e1vel: visitar e conversar com os eruditos locais. A conversa culta era outro ideal dessa rede internacional &#8211; e n\u00e3o s\u00f3 nos encontros mais \u00edntimos com os s\u00e1bios.<br \/>\nA imagem de um pequeno grupo de amigos reunidos em torno da mesa em uma casa de campo recordava o antigo simp\u00f3sio filos\u00f3fico grego. Ela influenciou a cultura do sal\u00e3o, dos eventos privados em resid\u00eancias com uma lista de convidados selecionados e a cultura dos caf\u00e9s, que recebiam cidad\u00e3os da Rep\u00fablica para falar sobre os assuntos que ocupavam suas mentes.<br \/>\nO princ\u00edpio do fim<br \/>\nEm n\u00edvel mais institucional, a conversa encontrou outro polo no s\u00e9culo 17, com a funda\u00e7\u00e3o de academias e sociedades, como a Sociedade Real de Londres e a Academia Francesa de Ci\u00eancias.<br \/>\nDe certa forma, eram vers\u00f5es mais oficiais da rede de correspond\u00eancia, j\u00e1 que elas ofereciam um lugar onde poderiam ser realizadas confer\u00eancias, experimentos e demonstra\u00e7\u00f5es ao vivo. Essa comunica\u00e7\u00e3o para muitas pessoas de uma s\u00f3 vez demoraria muito tempo, se fosse feita pelo correio.<br \/>\nE, embora os livros tenham sido parte essencial da Rep\u00fablica das Letras &#8211; muitos deles, ricamente ilustrados, fazendo com que os artistas se tornassem cidad\u00e3os da Rep\u00fablica -, as academias publicavam revistas, como a famosa Nouvelles de la R\u00e9publique des Lettres (&#8220;Not\u00edcias da Rep\u00fablica das Letras&#8221;, em tradu\u00e7\u00e3o livre), que reuniam as informa\u00e7\u00f5es e as difundiam para sociedades em diversos pa\u00edses.<br \/>\nFoi assim que as academias e sociedades liter\u00e1rias come\u00e7aram a assumir parte das atividades da erudi\u00e7\u00e3o. E, pouco a pouco, a Rep\u00fablica das Letras foi desaparecendo. Segundo alguns historiadores, as mudan\u00e7as sociais e tecnol\u00f3gicas foram respons\u00e1veis pela sua desintegra\u00e7\u00e3o.<br \/>\nInven\u00e7\u00f5es como o tel\u00e9grafo e os avan\u00e7os no setor de transporte, como as ferrovias e os navios a vapor, facilitaram as comunica\u00e7\u00f5es. A impress\u00e3o ficou melhor e mais barata, permitindo que as not\u00edcias e opini\u00f5es fossem distribu\u00eddas de forma mais ampla.<br \/>\nMas h\u00e1 intelectuais que garantem que a Rep\u00fablica das Letras nunca desapareceu.<br \/>\nDos cavalos at\u00e9 a internet<br \/>\nUm desses estudiosos \u00e9 Peter Burke, professor em\u00e9rito de hist\u00f3ria cultural da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, e autor de diversos livros sobre hist\u00f3ria cultural e intelectual. &#8220;Do meu ponto de vista, a \u00fanica mudan\u00e7a foi a forma de comunica\u00e7\u00e3o&#8221;, segundo ele.<br \/>\n&#8220;Por isso, fa\u00e7o distin\u00e7\u00e3o entre o que chamo de &#8216;a rep\u00fablica movida a cavalos&#8217;, que \u00e9 a tradicional que todos mencionam, e a &#8216;rep\u00fablica a vapor&#8217;, que chegou posteriormente, quando as ferrovias possibilitaram a cria\u00e7\u00e3o das confer\u00eancias acad\u00eamicas internacionais na segunda metade do s\u00e9culo 19 e os navios a vapor permitiram que alguns acad\u00eamicos, como Max Weber, dessem confer\u00eancias nos Estados Unidos&#8221;, explica o professor.<br \/>\n&#8220;Depois da rep\u00fablica do vapor, surgiu a &#8216;rep\u00fablica do jato&#8217;, quando era poss\u00edvel viajar por todo o mundo, trocando conhecimentos. E, por fim, a &#8216;rep\u00fablica virtual&#8217;, que permite a colabora\u00e7\u00e3o por e-mail&#8221;, segundo Burke, trazendo a fraternidade para o tempo presente, na qual todos n\u00f3s podemos fazer parte.<br \/>\nComo todo cidad\u00e3o da Rep\u00fablica das Letras, Burke acrescenta: &#8220;n\u00e3o elimino nenhuma dessas formas de comunica\u00e7\u00e3o que ajudaram os estudiosos a auxiliar-se e colaborar uns com os outros, o que n\u00e3o significa que sempre tenha sido assim, mas que existia pelo menos uma \u00e9tica de coopera\u00e7\u00e3o&#8221;.<br \/>\nEste \u00e9 o ponto central dessa rep\u00fablica espetacular: a \u00e9tica de colabora\u00e7\u00e3o em prol do saber, superando todos os obst\u00e1culos.<br \/>\nE, ainda que a Rep\u00fablica das Letras \u00e0 qual seus cidad\u00e3os juraram lealdade por s\u00e9culos seja um lugar que s\u00f3 existe na nossa mente&#8230; n\u00e3o seria este tamb\u00e9m o caso, at\u00e9 certo ponto, em todas as rep\u00fablicas?<br \/>\nTexto originalmente publicado em https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/geral-63059535<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Rep\u00fablica das Letras era uma comunidade human\u00edstica internacional de eruditos, mantida por meio de correspond\u00eancia e reuni\u00f5es presenciais. 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