{"id":71942,"date":"2026-01-06T17:27:15","date_gmt":"2026-01-06T17:27:15","guid":{"rendered":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/?p=71942"},"modified":"2026-01-06T17:27:16","modified_gmt":"2026-01-06T17:27:16","slug":"preco-da-carne-vai-subir-entenda-o-cenario-para-2026","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/2026\/01\/06\/preco-da-carne-vai-subir-entenda-o-cenario-para-2026\/","title":{"rendered":"Pre\u00e7o da carne vai subir? Entenda o cen\u00e1rio para 2026"},"content":{"rendered":"\n<p>Foto: Romildo de Jesus\/Tribuna da Bahia<\/p>\n\n\n\n<p>A perspectiva da pecu\u00e1ria de corte para 2026 \u00e9 de uma menor oferta de animais para a comercializa\u00e7\u00e3o, o que pode resultar no aumento do pre\u00e7o da carne. De acordo com Marcelo Martins, coordenador de Pecu\u00e1ria da Empresa de Assist\u00eancia T\u00e9cnica e Extens\u00e3o Rural de Minas Gerais (Emater-MG), este \u00e9 um cen\u00e1rio c\u00edclico no setor, chamado \u201cciclo pecu\u00e1rio\u201d, que acontece em m\u00e9dia a cada 6 anos, induzido pela rela\u00e7\u00e3o entre oferta e demanda.<br>Descobrir mais<br><\/p>\n\n\n\n<p>O maior indicativo da tend\u00eancia de redu\u00e7\u00e3o da oferta de animais \u00e9 o significativo aumento de f\u00eameas abatidas (vacas e novilhas) desde 2022, mas sobretudo ao longo de 2025. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) chegou a divulgar que, no segundo trimestre do ano passado, o n\u00famero de f\u00eameas abatidas chegou a superar o de machos, o que n\u00e3o acontecia desde 1997, o in\u00edcio da s\u00e9rie hist\u00f3rica.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com Marcelo Martins, no acumulado de 2025, dos cerca de 40 milh\u00f5es de bovinos abatidos no Brasil, quase 17 milh\u00f5es foram f\u00eameas, o que corresponde a 43%. Este \u00e9 considerado um volume muito elevado, porque boa parte dessas f\u00eameas deveria ser reservada para a reprodu\u00e7\u00e3o nas fazendas de cria. Normalmente, de 12 a 36 meses ap\u00f3s esse elevado abate de novilhas e vacas ocorre uma redu\u00e7\u00e3o na oferta de bezerros, com consequente eleva\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o coordenador de Pecu\u00e1ria da Emater-MG, as f\u00eameas j\u00e1 come\u00e7aram a fazer falta nos plant\u00e9is em 2025, o que indica que elas passar\u00e3o a ser retidas, provavelmente a partir de 2026 e 2027, para iniciar um novo ciclo de reprodu\u00e7\u00e3o. Outro cen\u00e1rio decorrente disso \u00e9 a menor oferta de bezerros, que fez com que o pre\u00e7o da cabe\u00e7a tamb\u00e9m j\u00e1 tenha come\u00e7ado a valorizar em 2025, podendo variar positivamente entre 30% e 35% at\u00e9 o fim de 2026. Por este motivo, Marcelo Martins acredita que, para os produtores precavidos que quiserem comprar bezerros, esta \u00e9 a \u00faltima \u201cjanela\u201d de pre\u00e7os atrativos.<br><\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 para vender o boi gordo para abate, a menor oferta de animais para os terminadores em 2026 far\u00e1 com que, a partir do fim do ano, o pre\u00e7o da arroba esteja mais elevado. Enquanto 2025 marcou um ano de recupera\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os na pecu\u00e1ria de corte brasileira, com a arroba sendo vendida no fim do ano passado, em m\u00e9dia, a R$ 315, no fim de 2026 esse valor pode alcan\u00e7ar entre R$ 380 e R$ 400. De qualquer forma, 2026 ainda ser\u00e1 desafiador para o confinador, que estar\u00e1 repondo o plantel com bezerros mais caros no mercado e vendendo boi gordo ainda em pre\u00e7os crescentes.<br><\/p>\n\n\n\n<p>O coordenador da Emater-MG explica que essa fase de alta dentro do ciclo pecu\u00e1rio costuma durar tr\u00eas anos, sendo 2026 e 2027 bons anos para o produtor, devendo alcan\u00e7ar uma estabilidade de produ\u00e7\u00e3o em 2028. Com o crescimento gradual da oferta de animais, o pre\u00e7o da arroba come\u00e7a a cair progressivamente, o que deve alcan\u00e7ar a base do ciclo pecu\u00e1rio em 2030. E \u00e9 essa necessidade de reduzir despesas e fazer caixa para o custeio da fazenda que gera a necessidade de aumentar novamente o abate de f\u00eameas, dando in\u00edcio ao ciclo de alta da arroba novamente.<br><\/p>\n\n\n\n<p>Para Manoel L\u00facio Pontes Morais, coordenador t\u00e9cnico de Bovinocultura da Emater-MG, o menor n\u00famero de matrizes pode, em parte, ser compensado pela redu\u00e7\u00e3o da idade de abate de animais: \u201cAs f\u00eameas est\u00e3o parindo mais cedo e com melhor intervalo de partos devido ao melhoramento gen\u00e9tico e ganhos de efici\u00eancia em nutri\u00e7\u00e3o, reprodu\u00e7\u00e3o e manejo, o que reflete em melhoria para toda a cadeia\u201d. De acordo com a Emater-MG, a engorda em confinamento cresceu em 2025, situa\u00e7\u00e3o que tende a permanecer favor\u00e1vel em 2026, com a previs\u00e3o de maior estabilidade no pre\u00e7o dos gr\u00e3os.<\/p>\n\n\n\n<p>Marcelo Martins garante que, com pre\u00e7os mais favor\u00e1veis para o produtor, este \u00e9 um bom momento para fazer investimentos na propriedade: reformas nas instala\u00e7\u00f5es e pastagens, melhorias na gen\u00e9tica e na nutri\u00e7\u00e3o do rebanho. Uma boa estrat\u00e9gia \u00e9 adotar a Integra\u00e7\u00e3o Lavoura-Pecu\u00e1ria, com baixo investimento adicional, combinando o plantio de gr\u00e3os (lavoura) e a cria\u00e7\u00e3o de gado na mesma \u00e1rea. Ao mesmo tempo que otimiza o uso da terra, esse cons\u00f3rcio contribui para recuperar solos degradados, aumentar a produtividade e gerar renda o ano todo.<\/p>\n\n\n\n<p>O coordenador de Pecu\u00e1ria da Emater-MG explica que um animal com boa gen\u00e9tica e nutri\u00e7\u00e3o consegue estar pronto para reproduzir em 20 meses, antecipando em quatro meses o ciclo. Essa redu\u00e7\u00e3o da idade de cobertura permite que haja mais bezerros ou arrobas produzidos por hectare de terra. Um \u00edndice que revela que, apesar de ser competitiva, a pecu\u00e1ria brasileira ainda \u00e9 pouco eficiente \u00e9 a taxa de desfrute.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso da pecu\u00e1ria de corte, este indicador de efici\u00eancia calcula quantas arrobas foram produzidas em um ano a partir do volume de carca\u00e7a que se tinha no in\u00edcio. Nos Estados Unidos, por exemplo, essa taxa gira em torno de 40%, que significa que a cada ano a massa do plantel daquele pa\u00eds cresce 40%. No Brasil, esse \u00edndice est\u00e1 em 20%. Por isso, os americanos conseguem produzir praticamente a mesma quantidade de carne que o Brasil tendo metade do nosso plantel. Marcelo Martins relata que, nos \u00faltimos 30 anos, o Brasil melhorou esse \u00edndice em cerca de 7%, enquanto os americanos mant\u00eam sua efici\u00eancia em alto n\u00edvel h\u00e1 anos.<\/p>\n\n\n\n<p>SOBRETAXA CHINESA<\/p>\n\n\n\n<p>A China anunciou na \u00faltima quarta-feira (31\/12) a ado\u00e7\u00e3o de medidas para restringir a importa\u00e7\u00e3o de carne bovina, protegendo assim os produtores locais. A decis\u00e3o afeta diretamente o Brasil, que \u00e9 o principal fornecedor de carne vermelha para os chineses. Em 2026, o Brasil ter\u00e1 uma cota de exporta\u00e7\u00e3o de 1,106 milh\u00e3o de toneladas. A partir desse limite, ser\u00e1 aplicada uma tarifa adicional de 55%. Em 2025, de janeiro a novembro, o Brasil exportou quase 1,6 milh\u00e3o de toneladas de carne bovina para a China, indicando que um volume consider\u00e1vel ser\u00e1 afetado pela sobretaxa. A decis\u00e3o ter\u00e1 dura\u00e7\u00e3o de tr\u00eas anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: correio braziliense<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foto: Romildo de Jesus\/Tribuna da Bahia A perspectiva da pecu\u00e1ria de corte para 2026 \u00e9 de uma menor oferta de animais para a comercializa\u00e7\u00e3o, o que pode resultar no aumento do pre\u00e7o da carne. 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