{"id":71541,"date":"2025-12-26T21:49:49","date_gmt":"2025-12-26T21:49:49","guid":{"rendered":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/?p=71541"},"modified":"2025-12-26T21:50:07","modified_gmt":"2025-12-26T21:50:07","slug":"insonia-ameaca-a-saude-do-cerebro-aponta-estudo-com-idosos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/2025\/12\/26\/insonia-ameaca-a-saude-do-cerebro-aponta-estudo-com-idosos\/","title":{"rendered":"Ins\u00f4nia amea\u00e7a a sa\u00fade do c\u00e9rebro, aponta estudo com idosos"},"content":{"rendered":"\n<p>Foto: Divulga\u00e7\u00e3o\/Internet<\/p>\n\n\n\n<p>A ci\u00eancia refor\u00e7a que dormir bem \u00e9 um dos pilares mais importantes para a sa\u00fade cerebral, da inf\u00e2ncia \u00e0 velhice. Pesquisas recentes revelam que tanto a ins\u00f4nia cr\u00f4nica quanto padr\u00f5es di\u00e1rios de sono excessivamente irregulares \u2014 ou r\u00edgidos demais \u2014 podem acelerar o decl\u00ednio cognitivo e favorecer mudan\u00e7as associadas \u00e0 dem\u00eancia e \u00e0 doen\u00e7a de Alzheimer.<\/p>\n\n\n\n<p>Um estudo publicado recentemente na revista Neurology, da Academia Americana de Neurologia, e liderado pelo neurologista Diego Carvalho, pesquisador da Mayo Clinic, nos Estados Unidos, acompanhou 2.750 idosos cognitivamente saud\u00e1veis, com idade m\u00e9dia de 70 anos, durante quase seis anos. Conforme a equipe, entre os volunt\u00e1rios, 16% tinham ins\u00f4nia cr\u00f4nica \u2014 definida como dificuldade para dormir, ao menos, tr\u00eas vezes por semana, por tr\u00eas meses ou mais.<\/p>\n\n\n\n<p>Os resultados revelaram que os participantes com ins\u00f4nia apresentaram 40% mais chance de desenvolver comprometimento cognitivo leve ou dem\u00eancia do que aqueles sem o dist\u00farbio, um impacto equivalente a 3,5 anos extras de envelhecimento cerebral. Exames de imagem revelaram ainda que esses indiv\u00edduos tinham mais les\u00f5es na subst\u00e2ncia branca \u2014 indicativos de doen\u00e7a de pequenos vasos, que pode levar a derrames ou dem\u00eancia \u2014 e maior ocorr\u00eancia de placas amiloides, prote\u00edna relacionada ao Alzheimer.<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos dados mais marcantes surgiu entre os participantes que relataram, no in\u00edcio do estudo, estar dormindo menos do que o habitual nas duas semanas anteriores. Eles exibiam desempenho cognitivo mais baixo \u2014 semelhante ao de pessoas quatro anos mais velhas \u2014 e maior ac\u00famulo de amiloide, efeito compar\u00e1vel ao observado em portadores do gene APOE 4, fator de risco gen\u00e9tico para Alzheimer. Em contraste, aqueles que haviam dormido mais do que o normal tiveram menos altera\u00e7\u00f5es na subst\u00e2ncia branca.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Carvalho, um descanso ruim pode ser um sinal de alerta precoce para futuros problemas cognitivos. &#8220;Isso refor\u00e7a a import\u00e2ncia do tratamento da ins\u00f4nia cr\u00f4nica \u2014 n\u00e3o somente para melhorar a qualidade do sono, mas tamb\u00e9m para proteger a sa\u00fade cerebral \u00e0 medida que envelhecemos. Nossos resultados tamb\u00e9m contribuem para um crescente conjunto de evid\u00eancias de que dormir n\u00e3o se trata apenas de descanso, trata-se tamb\u00e9m de resili\u00eancia cerebral.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Excesso tamb\u00e9m \u00e9 ruim<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme Mar\u00edlia Terra Fasciani, geriatra da cl\u00ednica Fasciani Cuidado Integrado, em Bras\u00edlia, quem dorme menos \u2014 pacientes que passam horas rolando na cama, que acordam v\u00e1rias vezes \u2014 apresentam ac\u00famulo maior de toxinas, pois a ins\u00f4nia prejudica a limpeza do c\u00e9rebro. &#8220;Todavia o excesso tamb\u00e9m \u00e9 um sinal de alerta. Quando o paciente dorme demais, geralmente investigo outras causas. Pode ser o in\u00edcio de neurodegenera\u00e7\u00e3o, dem\u00eancia, pode ser depress\u00e3o, apneia do sono n\u00e3o tratada ou at\u00e9 efeito de algumas medica\u00e7\u00f5es.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Faciani detalhou, ainda, que o sono excessivo frequente n\u00e3o \u00e9 reparador, a pessoa dorme muito, mas acorda cansada. &#8220;Isso pode indicar que o c\u00e9rebro est\u00e1 em processo de decl\u00ednio ou que h\u00e1 uma fragmenta\u00e7\u00e3o importante do sono, mesmo com muitas horas de cama. S\u00e3o duas estradas diferentes, mas que ambas representam um destino ruim.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Outra pesquisa, tamb\u00e9m realizada por cientistas dos Estados Unidos e voltada a adultos de 45 a 89 anos com queixas de mem\u00f3ria e sono, analisou um aspecto complementar, a regularidade dos hor\u00e1rios de dormir e acordar. Nesse estudo, 458 participantes usaram aceler\u00f4metros durante sete dias para monitorar padr\u00f5es de atividade e sono. Todos passaram por testes cognitivos e exames sangu\u00edneos para medir os n\u00edveis de BDNF \u2014 uma prote\u00edna essencial para a plasticidade sin\u00e1ptica.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao analisar os dados, os pesquisadores descobriram uma rela\u00e7\u00e3o clara: quanto mais regular era o padr\u00e3o de sono di\u00e1rio, melhor o desempenho cognitivo. Em rela\u00e7\u00e3o ao BDNF, surgiu uma curva em U invertido, no qual os n\u00edveis eram mais altos entre pessoas com regularidade moderada e ca\u00edam tanto nos extremos de grande irregularidade quanto de rigidez excessiva em rela\u00e7\u00e3o aos hor\u00e1rios de dormir. Isso sugere que a sa\u00fade cerebral depende de equil\u00edbrio \u2014 n\u00e3o somente de dormir bem, mas de manter ritmo constante, sem exageros.<\/p>\n\n\n\n<p>Rigidez<\/p>\n\n\n\n<p>Para Rafael Vinhal da Costa, m\u00e9dico do sono e polissonografista do Instituto do Sono Neuromaster, um achado muito interessante do estudo \u00e9 que tanto a irregularidade extrema quanto a rigidez excessiva dos hor\u00e1rios de sono podem ser prejudiciais. &#8220;Pessoas que tentam seguir uma rotina extremamente inflex\u00edvel \u2014 dormir sempre no mesmo minuto, sem tolerar pequenas varia\u00e7\u00f5es \u2014 apresentam n\u00edveis mais baixos de BDNF. Isso significa que o c\u00e9rebro pode se tornar menos adapt\u00e1vel \u00e0s mudan\u00e7as naturais do cotidiano.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme o especialista, a realidade n\u00e3o \u00e9 perfeitamente previs\u00edvel, exige criatividade e resili\u00eancia diante de imprevistos. &#8220;Quando o comportamento do sono \u00e9 r\u00edgido demais, essa capacidade de adapta\u00e7\u00e3o pode diminuir. N\u00e3o se trata de buscar perfei\u00e7\u00e3o, mas sim consist\u00eancia com flexibilidade. O sono \u00e9 um dos determinantes de sa\u00fade mais negligenciados pela sociedade moderna. Uma rotina de sono moderadamente regular \u2014 sem extremos \u2014 representa uma das interven\u00e7\u00f5es mais baratas, acess\u00edveis e poderosas para proteger o funcionamento cognitivo, a sa\u00fade mental e o envelhecimento.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: correio braziliense<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foto: Divulga\u00e7\u00e3o\/Internet A ci\u00eancia refor\u00e7a que dormir bem \u00e9 um dos pilares mais importantes para a sa\u00fade cerebral, da inf\u00e2ncia \u00e0 velhice. 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