{"id":70397,"date":"2025-11-26T11:24:36","date_gmt":"2025-11-26T11:24:36","guid":{"rendered":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/?p=70397"},"modified":"2025-11-26T11:24:37","modified_gmt":"2025-11-26T11:24:37","slug":"motoristas-de-aplicativo-cairam-no-conto-do-vigario-diz-sakamoto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/2025\/11\/26\/motoristas-de-aplicativo-cairam-no-conto-do-vigario-diz-sakamoto\/","title":{"rendered":"Motoristas de aplicativo ca\u00edram no \u201cconto do vig\u00e1rio\u201d, diz Sakamoto"},"content":{"rendered":"\n<p>Foto:  Marcelo Camargo\/Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n\n\n\n<p>Uma rotina de explora\u00e7\u00e3o em longas jornadas de trabalho. Essa ideia pode representar mais o que significa a atividade de categorias como a de motoristas de aplicativo no Brasil do que o conceito de que s\u00e3o empreendedores, patr\u00f5es de si mesmos.&nbsp;<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1669567&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1669567&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Essa \u00e9 uma das an\u00e1lises do cientista pol\u00edtico Leonardo Sakamoto no livro \u201c<em>O que os coaches n\u00e3o te contam sobre o futuro do trabalho<\/em>\u201d (Editora Alameda, 243 p\u00e1ginas).<\/strong> Em parceria com o jornalista Carlos Juliano Barros, no livro, Sakamoto avalia que esses trabalhadores acionados por tecnologia foram enganados.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cEles ca\u00edram no conto do vig\u00e1rio de que s\u00e3o empreendedores\u201d, afirmou em entrevista \u00e0&nbsp;<strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>A obra foi lan\u00e7ada na semana passada em S\u00e3o Paulo e Bras\u00edlia&nbsp;e, nessa ter\u00e7a (25) \u00e0 noite, apresentada no audit\u00f3rio da reitoria da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) com direito \u00e0 palestra dos autores. No dia 8 de dezembro, haver\u00e1 sess\u00e3o de aut\u00f3grafos no Jardim Bot\u00e2nico, no Rio de Janeiro.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Ganhos desproporcionais<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>O pesquisador entende que o principal problema para os trabalhadores \u00e9 que as plataformas ficam com boa parte dos recursos e pagam menos do que os motoristas e entregadores reivindicam<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, esses trabalhadores sem nenhum direito tamb\u00e9m n\u00e3o recolhem os tributos para que, no futuro, possam se aposentar ou estar&nbsp;seguros se sofrerem algum infort\u00fanio.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Por\u00e9m, segundo a obra, trabalhadores come\u00e7aram a culpar a <a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/decreto-lei\/del5452.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Consolida\u00e7\u00e3o das Leis do Trabalho<\/a> (CLT) por problemas de toda ordem, como se a lei diminu\u00edsse a for\u00e7a profissional e os direitos atravessassem&nbsp;as oportunidades.&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cA culpa do sal\u00e1rio baixo, na verdade, \u00e9 do patr\u00e3o. A culpa de trabalhar muito, na escala de seis para um, \u00e9 do Congresso Nacional\u201d, opina o autor.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Ataque aos direitos&nbsp;<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>Sakamoto identifica que houve, na verdade, um ataque sistem\u00e1tico aos direitos trabalhistas que atingiu a popula\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cInfluenciadores e pol\u00edticos culparam a CLT.&nbsp; O problema n\u00e3o s\u00e3o as regras\u201d.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>O livro lan\u00e7ado traz reflex\u00f5es atualizadas a partir de um extrato de textos produzidos por eles nos \u00faltimos quatro anos para os <em>sites<\/em> \u201cRep\u00f3rter Brasil\u201d e \u201cUOL\u201d sobre os temas relacionados \u00e0 explora\u00e7\u00e3o no campo profissional.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sakamoto avalia que h\u00e1 explora\u00e7\u00e3o de diferentes categorias e desrespeito \u00e0s leis em vigor. Ele considera que existe,&nbsp;no momento, uma rede de preocupa\u00e7\u00f5es de diferentes matizes em rela\u00e7\u00e3o ao tema.<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/RVXJjBU7twhnvoAvVb4-Lxg08fo=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2025\/09\/26\/demori_sakamoto_14.jpg?itok=lGkk62rX\" alt=\"S\u00e3o Paulo (SP), 25\/09\/2025 - DR com Demori recebe o jornalista, cientista pol\u00edtico e professor, Leonardo Sakamoto..Foto: Paulo Pinto\/Ag\u00eancia Brasil\" title=\"Paulo Pinto\/Ag\u00eancia Brasil\"\/><\/figure>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">O jornalista, cientista pol\u00edtico e professor&nbsp;Leonardo Sakamoto, fala sobre precariza\u00e7\u00e3o de trabalhadores &#8211; Foto <strong>Paulo Pinto\/Ag\u00eancia Brasil<\/strong><\/h6>\n\n\n\n<p><strong>Haveria um alerta relacionado aos poss\u00edveis danos causados pelas ferramentas de intelig\u00eancia artificial e \u00e0s pr\u00e1ticas de precariza\u00e7\u00e3o dos trabalhadores, como as contrata\u00e7\u00f5es de pessoas f\u00edsicas como pessoas jur\u00eddicas (as populares \u201cpejotas\u201d).&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Outros caminhos de precariza\u00e7\u00e3o s\u00e3o as rela\u00e7\u00f5es de trabalhos sem direitos, por interm\u00e9dio da figura do&nbsp;free lancer&nbsp;fixo (o frila, que tem os mesmos deveres de uma pessoa contratada, mas nenhum direito).<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Sakamoto enumera que existe tamb\u00e9m o fato de que a f\u00f3rmula de desenvolvimento de grandes conglomerados n\u00e3o aboliu, de fato, o trabalho escravizado e o uso de crian\u00e7as em espa\u00e7os laborais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Para o pesquisador, esse \u00e9 um momento hist\u00f3rico para que a sociedade possa garantir dignidade no ambiente do trabalho.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cA gente ainda n\u00e3o foi capaz de erradicar a escravid\u00e3o contempor\u00e2nea no Brasil. Temos&nbsp;um p\u00e9 apontado para a frente, um apontado para tr\u00e1s e os dois presos na lama\u201d, lamenta o pesquisador.&nbsp;<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>As formas arcaicas de superexplora\u00e7\u00e3o do trabalho sobreviveram \u00e0s mudan\u00e7as sociais, conforme defende o livro. A obra contextualiza que essas viola\u00e7\u00f5es convivem com as&nbsp; altas tecnologias de nossos dias.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cA tecnologia n\u00e3o representa necessariamente a melhoria na qualidade de vida dos trabalhadores\u201d, afirma&nbsp;Sakamoto.&nbsp;<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Tecnologia pode tamb\u00e9m mobilizar<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>O autor defende que s\u00e3o necess\u00e1rias reivindica\u00e7\u00f5es e mobiliza\u00e7\u00f5es por parte dos trabalhadores para enfrentar o cen\u00e1rio de explora\u00e7\u00e3o. Inclusive, ele aborda que a tecnologia pode ser vista de duas formas.&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cNesse momento de transforma\u00e7\u00e3o, a tecnologia pode ser algo que vai precarizar ainda mais a vida dos trabalhadores. Mas pode, na verdade, garantir que a gente consiga tamb\u00e9m mobilizar o pessoal\u201d, disse ele.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p><strong>Sakamoto aborda&nbsp;que, no caso dos motoristas de aplicativo e de entregadores, a luta atual \u00e9 pela garantia de um pre\u00e7o m\u00ednimo da corrida e de condi\u00e7\u00f5es de trabalho com as quais essas categorias concordem.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Os trabalhadores estariam se mobilizando por meio das&nbsp;redes sociais tamb\u00e9m, depois do abalo sofrido pelos sindicatos com a reforma trabalhista (de 2017).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cTodo dia aparece um empres\u00e1rio falando que o Brasil tem direitos demais. Isso \u00e9 uma bobagem. Outros pa\u00edses tamb\u00e9m t\u00eam uma s\u00e9rie de prote\u00e7\u00f5es aos trabalhadores\u201d.&nbsp;<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Prote\u00e7\u00e3o e escravagismo<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>O pesquisador considera que o pa\u00eds vive diferentes for\u00e7as que lutam em rela\u00e7\u00e3o ao campo profissional<\/strong>. Ao mesmo tempo em que o Estado Brasileiro tem uma estrutura importante de prote\u00e7\u00e3o na Justi\u00e7a do Trabalho e no Minist\u00e9rio P\u00fablico do Trabalho (MPT), h\u00e1 um pensamento escravagista nas tr\u00eas esferas de&nbsp;poder.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele lamenta que a PEC das Dom\u00e9sticas, por exemplo, garantiu direitos importantes a esse grupo profissional (formado em sua maior parte por mulheres negras), mas a lei foi recebida com&nbsp;cr\u00edticas pela elite financeira do Brasil.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foto: Marcelo Camargo\/Ag\u00eancia Brasil Uma rotina de explora\u00e7\u00e3o em longas jornadas de trabalho. 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