{"id":69909,"date":"2025-11-13T21:53:07","date_gmt":"2025-11-13T21:53:07","guid":{"rendered":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/?p=69909"},"modified":"2025-11-13T21:53:08","modified_gmt":"2025-11-13T21:53:08","slug":"como-o-pix-mudou-em-5-anos-o-relacionamento-do-brasileiro-com-o-dinheiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/2025\/11\/13\/como-o-pix-mudou-em-5-anos-o-relacionamento-do-brasileiro-com-o-dinheiro\/","title":{"rendered":"Como o Pix mudou, em 5 anos, o relacionamento do brasileiro com o dinheiro"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Foto: Bruno Peres\/Ag\u00eancia Brasil<\/strong><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p>Por Lucas Keske,&nbsp;William Brizola&nbsp;e&nbsp;Cindy Damasceno, do Estad\u00e3o&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>R\u00e1pido e f\u00e1cil de usar, o&nbsp;Pix&nbsp;caiu nas gra\u00e7as dos brasileiros desde seu lan\u00e7amento, em 2020. Hoje, prestes a completar cinco anos, no domingo, 16, o sistema de pagamentos instant\u00e2neos mostrou ser mais que uma simples alternativa de transfer\u00eancia: virou a forma como o Pa\u00eds se relaciona com o dinheiro.<\/p>\n\n\n\n<p>A dimens\u00e3o da import\u00e2ncia do sistema no Pa\u00eds aparece nos n\u00fameros: em outubro de 2025, por exemplo, mais de 90% da popula\u00e7\u00e3o adulta fez, pelo menos, uma transfer\u00eancia via Pix. \u00c9 o que revela o estudo \u2018Geografia do Pix\u2019, do Centro de Estudos em Microfinan\u00e7as e Inclus\u00e3o Financeira da&nbsp;Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas&nbsp;(FGVcemif), atualizado com exclusividade para o&nbsp;Estad\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Em poucos anos, o Pix se transformou em um dos maiores sistemas de transfer\u00eancias instant\u00e2neas do mundo, movimentando trilh\u00f5es de reais e alcan\u00e7ando todas as faixas da popula\u00e7\u00e3o, dos grandes centros urbanos ao interior. Al\u00e9m de facilitar a vida do consumidor, o Pix alterou o funcionamento do varejo, dos bancos e at\u00e9 da arrecada\u00e7\u00e3o p\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p>Agora, o desafio \u00e9 consolidar essa revolu\u00e7\u00e3o financeira em meio \u00e0 chegada de novas funcionalidades e \u00e0 necessidade de manter o sistema seguro diante do aumento das tentativas de fraude. A partir de ontem, at\u00e9 domingo, o&nbsp;Estad\u00e3o&nbsp;publica uma s\u00e9rie de reportagens que vai mostrar as implica\u00e7\u00f5es do sistema no dia a dia dos brasileiros e na economia nacional, al\u00e9m das perspectivas do que vem pela frente.<\/p>\n\n\n\n<p>Lan\u00e7ado pelo Banco Central (BC), o Pix teve ades\u00e3o imediata. No primeiro m\u00eas, j\u00e1 somava 9 milh\u00f5es de usu\u00e1rios; no segundo, o n\u00famero saltou para 25 milh\u00f5es. Em menos de dois anos, metade da popula\u00e7\u00e3o brasileira realizava ao menos uma transfer\u00eancia do tipo por m\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<p>A expans\u00e3o, por\u00e9m, n\u00e3o ocorreu de forma uniforme. As cidades com maior infraestrutura tecnol\u00f3gica e renda aderiram primeiro ao sistema, observa Lauro Gonzalez, coordenador do Centro de Estudos em Microfinan\u00e7as e Inclus\u00e3o Financeira da FGV.<\/p>\n\n\n\n<p>Essas diferen\u00e7as explicam por que o avan\u00e7o do Pix se deu em ritmos distintos pelo Pa\u00eds, com m\u00e9tricas desiguais sobretudo entre as regi\u00f5es Sul, Centro-Oeste e Norte.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o estudo da FGV, hoje s\u00e3o os brasileiros da regi\u00e3o Norte que utilizam o Pix com mais frequ\u00eancia. Cinco dos seus Estados lideram as m\u00e9dias de transa\u00e7\u00f5es por usu\u00e1rios: Amazonas, Amap\u00e1, Par\u00e1, Acre e Roraima.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao mesmo tempo, \u00e9 o Amazonas que apresenta a menor m\u00e9dia de valores enviados em cada transfer\u00eancia, menos de R$ 120. A situa\u00e7\u00e3o \u00e9 semelhante em Estados do Nordeste que apresentam o mesmo padr\u00e3o: um grande n\u00famero de transa\u00e7\u00f5es por usu\u00e1rio e menores valores em cada transfer\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Do outro lado, o Estado que apresenta a menor quantidade de transa\u00e7\u00f5es por usu\u00e1rio, Santa Catarina, tem uma m\u00e9dia de valores transferidos bastante alta, por volta de R$ 240.<\/p>\n\n\n\n<p>A maior m\u00e9dia de valores transacionados em cada Pix \u00e9 registrada em Mato Grosso. O valor m\u00e9dio de cada transa\u00e7\u00e3o ultrapassa os R$ 280.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre os fatores que podem explicar os n\u00fameros, est\u00e3o os \u00edndices de bancariza\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o de cada regi\u00e3o antes do lan\u00e7amento do Pix, assim como a inclus\u00e3o digital dos munic\u00edpios. Ou seja, o avan\u00e7o mais lento em algumas regi\u00f5es pode estar ligado a quanto as pessoas j\u00e1 usavam servi\u00e7os banc\u00e1rios e quanto tinham acesso \u00e0 tecnologia antes do sistema ser lan\u00e7ado.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, os dados tamb\u00e9m sugerem que os h\u00e1bitos de consumo das regi\u00f5es influenciam o uso do Pix. Por exemplo: enquanto transfer\u00eancias de maior valor continuam sendo feitas, em muitos casos, por TED ou cart\u00e3o de cr\u00e9dito, o sistema instant\u00e2neo ainda se concentra nas compras e pagamentos do dia a dia.<a href=\"https:\/\/enoticiaba.com.br\/wp-admin\/post.php?post=10093&amp;action=edit\">Edit<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foto: Bruno Peres\/Ag\u00eancia Brasil Por Lucas Keske,&nbsp;William Brizola&nbsp;e&nbsp;Cindy Damasceno, do Estad\u00e3o&nbsp; R\u00e1pido e f\u00e1cil de usar, o&nbsp;Pix&nbsp;caiu nas gra\u00e7as dos brasileiros desde seu lan\u00e7amento, em 2020. 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