{"id":69301,"date":"2025-10-30T01:26:52","date_gmt":"2025-10-30T01:26:52","guid":{"rendered":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/?p=69301"},"modified":"2025-10-30T01:26:53","modified_gmt":"2025-10-30T01:26:53","slug":"o-ceo-que-faliu-o-brasil-17-anos-de-poder-r-35-bilhoes-de-rombo-e-uma-divida-de-r-94-trilhoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/2025\/10\/30\/o-ceo-que-faliu-o-brasil-17-anos-de-poder-r-35-bilhoes-de-rombo-e-uma-divida-de-r-94-trilhoes\/","title":{"rendered":"O CEO que faliu o Brasil: 17 anos de poder, R$ 35 bilh\u00f5es de rombo e uma d\u00edvida de R$ 9,4 trilh\u00f5es"},"content":{"rendered":"\n<p>Os n\u00fameros n\u00e3o mentem. H\u00e1 alguns anos, fiz uma previs\u00e3o que ningu\u00e9m queria ouvir: as despesas p\u00fablicas brasileiras ultrapassariam estruturalmente as receitas em 2027 e 2028. N\u00e3o foi pessimismo \u2014 foi matem\u00e1tica. Hoje, com um buraco de R$ 35 bilh\u00f5es no or\u00e7amento de 2026 e uma d\u00edvida p\u00fablica que j\u00e1 ultrapassa R$ 9,4 trilh\u00f5es, o equivalente a 76,6% do PIB segundo o Banco Central, a conclus\u00e3o \u00e9 inescap\u00e1vel, pois n\u00e3o estamos caminhando para o precip\u00edcio \u2014 estamos correndo. O n\u00famero n\u00e3o \u00e9 apenas uma estat\u00edstica em uma planilha, \u00e9 a confiss\u00e3o de um governo acuado e a prova de que a aritm\u00e9tica sempre vence.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim como uma empresa, um pa\u00eds n\u00e3o deveria sobreviver pensando apenas \u201cno pr\u00f3ximo trimestre\u201d. Mas o Brasil vive exclusivamente para a pr\u00f3xima elei\u00e7\u00e3o. Cada decreto \u00e9 pensado para o ciclo eleitoral seguinte; cada medida provis\u00f3ria \u00e9 um remendo t\u00e1tico. A pol\u00edtica de Estado foi substitu\u00edda pela pol\u00edtica de governo \u2014 imediatista, revers\u00edvel e destrutiva.<\/p>\n\n\n\n<p>A <a href=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\/minhas-financas\/mp-1-303-cai-no-congresso-veja-como-fica-a-tributacao-dos-investimentos-agora\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">MP 1303<\/a> n\u00e3o \u00e9 um erro t\u00e9cnico, mas um suic\u00eddio econ\u00f4mico deliberado mascarado de justi\u00e7a social. Ao aumentar a tributa\u00e7\u00e3o sobre investimentos e eliminar incentivos de longo prazo, o governo age na contram\u00e3o do que o Tesouro mais precisa: tempo para alongar sua d\u00edvida.<\/p>\n\n\n\n<p>Continua depois da publicidade<\/p>\n\n\n\n<p>O problema n\u00e3o s\u00e3o as isen\u00e7\u00f5es estrat\u00e9gicas para infraestrutura e imobili\u00e1rio \u2014 setores que dependem de est\u00edmulo porque o pr\u00f3prio governo quebrou. O problema s\u00e3o as ren\u00fancias fiscais mantidas para grupos de interesse enquanto se pune quem investe. \u00c9 uma medida autodestrutiva, movida por c\u00e1lculo pol\u00edtico, reflexo de um governo que pensa no calend\u00e1rio eleitoral, n\u00e3o no pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando a MP come\u00e7ou a fracassar no Congresso, o relator transformou uma quest\u00e3o tribut\u00e1ria em guerra eleitoral, responsabilizando governadores de oposi\u00e7\u00e3o. A mensagem foi clara: quem se op\u00f5e \u00e9 inimigo dos pobres. N\u00e3o importam os efeitos fiscais \u2014 importa a narrativa. Quando a pol\u00edtica tribut\u00e1ria vira campanha antecipada, o pa\u00eds perde a capacidade de governar.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s a derrota, o l\u00edder do governo anunciou um \u201carsenal de possibilidades\u201d para recuperar a arrecada\u00e7\u00e3o, reeditando medidas rejeitadas e decretos j\u00e1 declarados inconstitucionais. Isso n\u00e3o \u00e9 firmeza \u2014 \u00e9 desespero. E, para quem investe pensando em d\u00e9cadas, \u00e9 devastador. As regras podem mudar a qualquer momento; a previsibilidade desapareceu.<\/p>\n\n\n\n<p>Continua depois da publicidade<\/p>\n\n\n\n<p>A ironia \u00e9 que o Congresso respondeu com eleg\u00e2ncia e aprovou a isen\u00e7\u00e3o de IR at\u00e9 R$ 5 mil, mas rejeitou todos os aumentos de impostos que a financiariam. O recado foi claro: querem populismo? \u00d3timo. Mas paguem cortando privil\u00e9gios do pr\u00f3prio governo.https:\/\/www.infomoney.com.br\/web-stories\/analise-de-balancos-tudo-o-que-investidores-precisam-saber\/<\/p>\n\n\n\n<p>O fato que ningu\u00e9m quer confrontar \u00e9 que o Partido dos Trabalhadores venceu cinco das \u00faltimas seis elei\u00e7\u00f5es presidenciais e, dos \u00faltimos 24 anos, ficou 17 no poder \u2014 oito de Lula, seis de Dilma e tr\u00eas do atual governo. S\u00e3o 17 anos definindo prioridades, nomeando ministros e moldando pol\u00edticas. Se uma empresa tem o mesmo CEO por quase duas d\u00e9cadas e vai \u00e0 fal\u00eancia, ningu\u00e9m culpa o mercado \u2014 culpa-se o gestor. Com o Estado, n\u00e3o \u00e9 diferente. Se, ap\u00f3s todo esse tempo, a d\u00edvida explodiu, o sistema tribut\u00e1rio se distorceu e a m\u00e1quina p\u00fablica inchou, a responsabilidade \u00e9 de quem governou.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 algo mais profundo: o sistema aprendeu a sobreviver da pr\u00f3pria inefici\u00eancia. Quando as coisas funcionam, os pol\u00edticos se tornam irrelevantes. Se os Correios fossem lucrativos, <a href=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\/brasil\/correios-anunciam-reestruturacao-farao-emprestimo-de-r-20-bi-e-querem-lucro-em-2027\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">n\u00e3o precisariam de salvadores pol\u00edticos<\/a>; se o Marco das Garantias funcionasse, ju\u00edzes n\u00e3o decidiriam cada contrato; se a reforma administrativa passasse, o Estado n\u00e3o precisaria de intermedi\u00e1rios para operar. A equa\u00e7\u00e3o \u00e9 simples e deixa claro que a efici\u00eancia torna pol\u00edticos desnecess\u00e1rios, e para quem vive do poder, ser desnecess\u00e1rio \u00e9 inaceit\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>Continua depois da publicidade<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso, quando o ex-ministro da Economia, Paulo Guedes, tornou os Correios lucrativos pela primeira vez na hist\u00f3ria recente, a resposta foi imediata: bloqueio total \u00e0 privatiza\u00e7\u00e3o. O resultado hoje \u00e9 um preju\u00edzo projetado de R$ 20 bilh\u00f5es at\u00e9 2026. N\u00e3o se trata de esquerda ou direita, mas de quem lucra com o caos versus quem precisa que o pa\u00eds funcione.<\/p>\n\n\n\n<p>O buraco de R$ 35 bilh\u00f5es \u00e9 mais do que uma falha fiscal; \u00e9 o sinal de que estamos entrando em um regime de domin\u00e2ncia fiscal, quando o endividamento se torna t\u00e3o grande que a pol\u00edtica monet\u00e1ria perde poder, a infla\u00e7\u00e3o passa a ser o \u00fanico imposto poss\u00edvel e o Estado, incapaz de se reformar, come\u00e7a a se financiar destruindo o valor da pr\u00f3pria moeda.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando o Judici\u00e1rio declara que nenhuma reforma \u201ccontra\u201d passar\u00e1, a mensagem \u00e9 clara: o sistema n\u00e3o est\u00e1 protegendo a institui\u00e7\u00e3o, est\u00e1 garantindo que nunca se torne irrelevante por ser eficiente.<\/p>\n\n\n\n<p>Continua depois da publicidade<\/p>\n\n\n\n<p>O contraste \u00e9 obsceno: reformas que atingem contribuintes andam r\u00e1pido; as que tocam privil\u00e9gios s\u00e3o barradas preventivamente. Executivo capturado, Legislativo fragmentado e Judici\u00e1rio autocentrado \u2014 tr\u00eas poderes falhando simultaneamente, todos priorizando a autopreserva\u00e7\u00e3o em detrimento do interesse p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p>O Brasil n\u00e3o tem uma crise fiscal, mas uma crise de complexidade. S\u00e3o mais de 90 tipos de tributos, um sistema que consome 2.600 horas anuais das empresas, contra 200 horas na m\u00e9dia global. \u00c9 um imposto invis\u00edvel sobre produtividade e inova\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O Estado foi capturado por si mesmo: quase metade do or\u00e7amento federal \u00e9 destinada \u00e0 folha de pagamento e aposentadorias. Qualquer reforma atinge quem teria de aprov\u00e1-la \u2014 um sistema travado por design. Foi capturado tamb\u00e9m por setores privados de interesse.<\/p>\n\n\n\n<p>Continua depois da publicidade<\/p>\n\n\n\n<p>Como lembra o economista Marcos Lisboa, 10% de todo gasto p\u00fablico vem de decis\u00f5es judiciais, muitas garantindo privil\u00e9gios e subs\u00eddios setoriais. O PERSE, criado na pandemia como medida tempor\u00e1ria, virou permanente at\u00e9 2027, custando mais de R$ 20 bilh\u00f5es em ren\u00fancias fiscais.<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto isso, pequenas e m\u00e9dias empresas pagam as maiores al\u00edquotas do mundo. Zona Franca de Manaus, BNDES escolhendo \u201ccampe\u00f5es nacionais\u201d, setores inteiros com isen\u00e7\u00f5es e juros subsidiados, enquanto empreendedores reais s\u00e3o sufocados. O resultado \u00e9 uma economia disfuncional em que o Estado escolhe vencedores, mas n\u00e3o os deixa fracassar. Empresas zumbis sobrevivem com subs\u00eddios; inova\u00e7\u00e3o morre porque inovar exige liberdade para errar \u2014 e o Estado n\u00e3o permite.<\/p>\n\n\n\n<p>A crise de efici\u00eancia se reflete tamb\u00e9m no capital humano. Profissionais qualificados est\u00e3o saindo, levando d\u00e9cadas de produtividade e impostos futuros. Cada um que vai embora torna mais dif\u00edcil a vida dos que ficam.<\/p>\n\n\n\n<p>A diferen\u00e7a entre compet\u00eancia e fracasso sist\u00eamico \u00e9 vis\u00edvel: S\u00e3o Paulo, sob gest\u00e3o profissional, passou de um d\u00e9ficit de R$ 10 bilh\u00f5es em 2018 para super\u00e1vits consecutivos, atingindo R$ 11,5 bilh\u00f5es em 2023 \u2014 o maior da hist\u00f3ria do estado. Contas equilibradas, investimentos em infraestrutura e credibilidade recuperada.<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto isso, em 17 anos de poder federal, o PT entrega rombo, d\u00edvida crescente e uma m\u00e1quina p\u00fablica inchada. N\u00e3o \u00e9 coincid\u00eancia \u2014 \u00e9 compet\u00eancia versus fracasso sist\u00eamico.<\/p>\n\n\n\n<p>O governo n\u00e3o precisou ser derrubado; derrubou-se sozinho. O que vemos n\u00e3o \u00e9 apenas a prepara\u00e7\u00e3o para uma elei\u00e7\u00e3o, mas a reorganiza\u00e7\u00e3o completa do tabuleiro pol\u00edtico diante do esgotamento de um modelo de governan\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>A d\u00favida n\u00e3o \u00e9 se haver\u00e1 mudan\u00e7a em 2026 \u2014 ela j\u00e1 come\u00e7ou. A quest\u00e3o \u00e9 se vir\u00e1 acompanhada de uma reforma real ou se ser\u00e1 apenas a troca de rostos que preserva o modelo disfuncional. As medidas necess\u00e1rias contradizem d\u00e9cadas de narrativa constru\u00edda pelo PT, que sempre evitou cortar privil\u00e9gios, reformar a m\u00e1quina p\u00fablica e reduzir gastos estruturais. O governo n\u00e3o pode fazer isso sem negar sua pr\u00f3pria hist\u00f3ria. Por isso, n\u00e3o far\u00e1 \u2014 e por isso a crise ser\u00e1 enorme.<\/p>\n\n\n\n<p>Quem assumir em 2027 herdar\u00e1 n\u00e3o apenas um pa\u00eds quebrado, mas um Estado em regime de domin\u00e2ncia fiscal. N\u00e3o haver\u00e1 espa\u00e7o para gradualismo. Ser\u00e1 necess\u00e1rio total apoio do Congresso e medidas duras para dar um choque de credibilidade \u2014 algo como o modelo Temer-Meirelles, entre 2016 e 2018, quando a simples demonstra\u00e7\u00e3o de responsabilidade fiscal devolveu confian\u00e7a aos mercados e interrompeu a espiral de deteriora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A diferen\u00e7a \u00e9 que um candidato ungido pelo Centr\u00e3o ter\u00e1 condi\u00e7\u00f5es maiores de implementar reformas estruturais, com apoio autom\u00e1tico da base parlamentar para aprovar o que hoje \u00e9 imposs\u00edvel: reforma administrativa, corte de privil\u00e9gios e ajuste fiscal real. Mas essa janela ser\u00e1 curta, e o custo do fracasso, irrevers\u00edvel. Porque, se apenas trocarmos o governo sem mudar o sistema, estaremos adiando a crise \u2014 e o custo de cada adiamento cresce exponencialmente.<\/p>\n\n\n\n<p>Amo este pa\u00eds. Constru\u00ed empresas e criei empregos aqui. Mas ver pessoas competentes fazendo escolhas destrutivas por sobreviv\u00eancia pol\u00edtica \u00e9 insuport\u00e1vel. A MP 1303 foi rejeitada, mas nada estrutural mudou. O buraco de R$ 35 bilh\u00f5es continua, os decretos vir\u00e3o, a d\u00edvida crescer\u00e1. E quando o colapso finalmente chegar, todos fingir\u00e3o surpresa. A matem\u00e1tica n\u00e3o mente. As pessoas, sim.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os n\u00fameros n\u00e3o mentem. H\u00e1 alguns anos, fiz uma previs\u00e3o que ningu\u00e9m queria ouvir: as despesas p\u00fablicas brasileiras ultrapassariam estruturalmente as receitas em 2027 e 2028. N\u00e3o foi pessimismo \u2014 foi matem\u00e1tica. 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