{"id":68661,"date":"2025-10-13T00:35:04","date_gmt":"2025-10-13T00:35:04","guid":{"rendered":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/?p=68661"},"modified":"2025-10-13T00:35:05","modified_gmt":"2025-10-13T00:35:05","slug":"fazendeiro-planeja-criar-universidade-do-bufalo-na-ilha-de-marajo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/2025\/10\/13\/fazendeiro-planeja-criar-universidade-do-bufalo-na-ilha-de-marajo\/","title":{"rendered":"Fazendeiro planeja criar \u201cuniversidade do b\u00fafalo\u201d na Ilha de Maraj\u00f3"},"content":{"rendered":"\n<p>Foto:  Marcelo Camargo\/Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Celular? Videogame? Brinquedos eletr\u00f4nicos? Em uma das \u00e1reas alagadas no munic\u00edpio de Soure, na Ilha de Maraj\u00f3, crian\u00e7as se divertem nadando com b\u00fafalos. Elas t\u00eam a miss\u00e3o de adestrar os animais, mas o trabalho vira um detalhe entre saltos e mergulhos, que ajudam a amenizar o calor intenso da regi\u00e3o<\/strong>.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1662332&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1662332&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<p>O b\u00fafalo \u00e9 o principal s\u00edmbolo do Maraj\u00f3, que tem o maior rebanho do pa\u00eds: estimativas variam entre 650 mil e 800 mil animais. A maior parte est\u00e1 nos munic\u00edpios de Soure, Chaves e Cachoeira do Arari. Eles est\u00e3o representados em est\u00e1tuas na rua, s\u00e3o usados para transporte, policiamento e na gastronomia, como o famoso fil\u00e9 mignon com queijo.<\/p>\n\n\n\n<p>A centralidade do animal fez a fam\u00edlia propriet\u00e1ria da Fazenda e Emp\u00f3rio Mironga planejar a cria\u00e7\u00e3o de uma \u201cuniversidade do b\u00fafalo\u201d: o Centro de Estudos da Bubalinocultura. Ainda n\u00e3o h\u00e1 previs\u00e3o de implementa\u00e7\u00e3o do projeto, mas seria o primeiro no pa\u00eds dedicado \u00e0 pesquisa sobre gen\u00e9tica, manejo e aproveitamento integral do mam\u00edfero.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cN\u00f3s precisamos de gente para estudar melhor o b\u00fafalo: melhoramento gen\u00e9tico, como agregar valor no leite, no couro, na carne, manejo, quest\u00e3o sanit\u00e1ria. Precisamos estudar e divulgar. Este centro n\u00e3o seria privil\u00e9gio do veterin\u00e1rio ou do agr\u00f4nomo, zootecnista e bi\u00f3logo. Envolveria outras \u00e1reas como um tecn\u00f3logo de alimento, de turismo, medicina\u201d, diz o fazendeiro Carlos Augusto Gouv\u00eaa, conhecido como Tonga.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Enquanto o projeto n\u00e3o sai do papel, a fam\u00edlia organiza a \u201cViv\u00eancia Mironga\u201d, turismo pedag\u00f3gico iniciado em 2017 que permite aos visitantes conhecerem o cotidiano da propriedade, a produ\u00e7\u00e3o do queijo artesanal de leite de b\u00fafala e as pr\u00e1ticas agroecol\u00f3gicas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/B4YkVxPkj66fPD8g6g3Na_27zbI=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2025\/10\/10\/bufalos-fazenda-mironga-mc_abr_01102025-1.jpg?itok=TctO5yq3\" alt=\"Soure (PA), 10\/10\/2025 - Carlos Augusto Gouvea, conhecido como Tonga, e a filha, Gabriela Gouvea, s\u00e3o os empreendedores da Fazenda Mironga. A fazenda produz queijos do leite de b\u00fafala e promove o turismo de experi\u00eancia com o animal s\u00edmbolo da Ilha de Maraj\u00f3. Foto: Marcelo Camargo\/Ag\u00eancia Brasil\" title=\"Marcelo Camargo\/Ag\u00eancia Brasil\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Soure (PA), 10\/10\/2025 &#8211; Carlos Augusto Gouvea, conhecido como Tonga, e a filha, Gabriela Gouvea, s\u00e3o os empreendedores da Fazenda Mironga. A fazenda produz queijos do leite de b\u00fafala e promove o turismo de experi\u00eancia com o animal s\u00edmbolo da Ilha de Maraj\u00f3. Foto: Marcelo Camargo\/Ag\u00eancia Brasil &#8211; <strong>Marcelo Camargo\/Ag\u00eancia Brasil<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA gente produzia muito queijo e doce, e havia essa possibilidade de aumentar os neg\u00f3cios. S\u00f3 que a gente tem uma \u00e1rea ilimitada, de 90 hectares. E a ideia n\u00e3o era produzir em escala maior. Foi quando entrou o turismo e paramos de tentar essa expans\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o. Hoje, o turismo responde por dois ter\u00e7os da fazenda. Em setembro, tivemos um recorde de 400 visitantes\u201d, diz Gabriela Gouv\u00eaa, filha de Tonga e presidente da Associa\u00e7\u00e3o dos Produtores de Leite e Queijo do Maraj\u00f3 (APLQM).<\/p>\n\n\n\n<p>O queijo do Maraj\u00f3 tem origem secular e \u00e9 feito a partir de leite cru, com t\u00e9cnicas passadas de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o. <strong>A luta pela legaliza\u00e7\u00e3o dessa produ\u00e7\u00e3o foi longa e contou com a participa\u00e7\u00e3o ativa da fam\u00edlia, que ajudou a construir legisla\u00e7\u00e3o sanit\u00e1ria espec\u00edfica para o queijo artesanal.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em 2013, a queijaria da Mironga foi a primeira a obter inspe\u00e7\u00e3o oficial e, anos depois, o produto recebeu a Indica\u00e7\u00e3o Geogr\u00e1fica do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). O Servi\u00e7o Brasileiro de Apoio \u00e0s Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) participou do processo de diagn\u00f3stico, legaliza\u00e7\u00e3o e organiza\u00e7\u00e3o coletiva.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Culin\u00e1ria afetiva<\/h2>\n\n\n\n<p>&nbsp;O Caf\u00e9 Dona Bila, em Soure, se tornou um ponto de encontro entre a mem\u00f3ria afetiva e a gastronomia regional. \u00c0 frente do neg\u00f3cio est\u00e1 Lana Correia, empreendedora cearense que uniu a culin\u00e1ria nordestina \u2014 com cuscuz e tapioca \u2014 aos ingredientes t\u00edpicos do Par\u00e1, com destaque para o queijo marajoara e a carne de b\u00fafalo.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cComecei com delivery em 2023 e a demanda aumentou. Por isso, abri meu espa\u00e7o f\u00edsico. Queria que o caf\u00e9 tivesse sabor e clima de casa\u201d, conta Lana.\u201c<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>As pessoas dizem que, quando comem aqui, lembram da inf\u00e2ncia, da casa da av\u00f3, dos tempos em que vinham \u00e0 Praia do Amor [em frente ao estabelecimento]. Essa conex\u00e3o emocional \u00e9 o que torna o caf\u00e9 especial\u201d.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/_-U1CtD_6gSTNwAFV2T68Ry3QyI=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2025\/10\/09\/moda-marajoara-mc_abr_30092025-14.jpg?itok=LWLXXllP\" alt=\"Soure (PA), 09\/010\/2025 -  Lana Correia, propriet\u00e1ria do Caf\u00e9 da Dona Bila, em Soure. Foto: Marcelo Camargo\/Ag\u00eancia Brasil\" title=\"Marcelo Camargo\/Ag\u00eancia Brasil\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>\u00c0 frente&nbsp;do Caf\u00e9 Dona Bila Lana Correia. Foto:<strong>&nbsp;Marcelo Camargo\/Ag\u00eancia Brasil<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O ambiente acolhedor e o card\u00e1pio cheio de refer\u00eancias familiares conquistaram moradores e turistas. Os pratos mais pedidos s\u00e3o a tapioca molhada (com recheios de queijo e carne), o bolo de milho cremoso e o cuscuz recheado.<\/p>\n\n\n\n<p>De olho na 30\u00aa Confer\u00eancia das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas (COP30), que vai ser realizada em Bel\u00e9m, em novembro, a empreendedora criou dois novos pratos que destacam ingredientes locais: o Cuscuz de Murr\u00e1, feito com fil\u00e9 de b\u00fafalo, e o Cuscuz Praia do Amor, com camar\u00e3o regional e queijo do Maraj\u00f3.<\/p>\n\n\n\n<p>Lana vive em Soure h\u00e1 quatro anos e completou dois \u00e0 frente do Caf\u00e9 Dona Bila. Antes, trabalhou na \u00e1rea de educa\u00e7\u00e3o superior, em Fortaleza e Bel\u00e9m, e foi no Maraj\u00f3 que descobriu sua paix\u00e3o pela gastronomia.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cEu cozinhava s\u00f3 para amigos. Aqui, descobri um talento que nem eu sabia que tinha\u201d, diz Lana.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Ela teve o apoio do Sebrae em capacita\u00e7\u00f5es e articula\u00e7\u00f5es locais, e tem se firmado como um s\u00edmbolo da nova gera\u00e7\u00e3o de empreendedores marajoaras, mais atentos \u00e0 valoriza\u00e7\u00e3o da cultura local.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Preocupa\u00e7\u00f5es ambientais<\/h2>\n\n\n\n<p>Em que pesem as rela\u00e7\u00f5es culturais e econ\u00f4micas hist\u00f3ricas do b\u00fafalo no Maraj\u00f3, a produ\u00e7\u00e3o e consumo dos derivados do b\u00fafalo t\u00eam desafios ambientais para enfrentar. A redu\u00e7\u00e3o da emiss\u00e3o de gases do efeito estufa \u00e9 o tema principal da COP30. O \u00faltimo levantamento do Sistema de Estimativas de Emiss\u00f5es e Remo\u00e7\u00f5es de Gases de Efeito Estufa (SEEG), de 2023, indica a pecu\u00e1ria como segunda maior emissora do pa\u00eds, atr\u00e1s apenas das mudan\u00e7as de uso da terra.<\/p>\n\n\n\n<p>Os bovinos, categoria dos quais o b\u00fafalo faz parte, foram respons\u00e1veis por emitir 405 milh\u00f5es de toneladas de di\u00f3xido de carbono equivalente (MTCO2e) nesse per\u00edodo. Isso ocorre pela libera\u00e7\u00e3o do g\u00e1s metano (CH4) durante o processo de digest\u00e3o do animal. Talvez seja esses um dos principais quebra-cabe\u00e7as a serem estudados pelo futuro Centro de Estudos da Bubalinocultura.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foto: Marcelo Camargo\/Ag\u00eancia Brasil Celular? Videogame? Brinquedos eletr\u00f4nicos? Em uma das \u00e1reas alagadas no munic\u00edpio de Soure, na Ilha de Maraj\u00f3, crian\u00e7as se divertem nadando com b\u00fafalos. Elas t\u00eam a miss\u00e3o de adestrar os animais, mas o trabalho vira um detalhe entre saltos e mergulhos, que ajudam a amenizar o calor intenso da regi\u00e3o. O<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":68662,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"om_disable_all_campaigns":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[43],"tags":[],"class_list":{"0":"post-68661","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-economia"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/68661","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=68661"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/68661\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":68663,"href":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/68661\/revisions\/68663"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/68662"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=68661"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=68661"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=68661"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}