{"id":64570,"date":"2025-05-07T10:15:22","date_gmt":"2025-05-07T10:15:22","guid":{"rendered":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/?p=64570"},"modified":"2025-05-07T11:25:07","modified_gmt":"2025-05-07T11:25:07","slug":"uma-pessoa-morre-de-sindrome-respiratoria-por-dia-na-bahia-quando-a-doenca-requer-preocupacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/2025\/05\/07\/uma-pessoa-morre-de-sindrome-respiratoria-por-dia-na-bahia-quando-a-doenca-requer-preocupacao\/","title":{"rendered":"Uma pessoa morre de s\u00edndrome respirat\u00f3ria por dia na Bahia: quando a doen\u00e7a requer preocupa\u00e7\u00e3o?"},"content":{"rendered":"\n<h2 class=\"wp-block-heading has-regular-font-size\" id=\"linha-fina-ik6twed5mo\">N\u00famero de casos e \u00f3bitos da doen\u00e7a diminuiu, mas especialistas mant\u00eam o alerta ligado;\u00a0<\/h2>\n\n\n\n<p id=\"paragrafo-qq3aad584c\">A s\u00edndrome respirat\u00f3ria aguda grave (SRAG) matou uma pessoa por dia na Bahia em 2025. De acordo com dados da Secretaria de Sa\u00fade do Estado da Bahia (Sesab), entre os dias 1\u00ba de janeiro e 3 de maio, foram 2.916 casos confirmados e <strong>123 mortes<\/strong>. Os indicadores apontam uma redu\u00e7\u00e3o de 37,1% no n\u00famero de casos e de 60,2 % no n\u00famero de \u00f3bitos, j\u00e1 que, no mesmo per\u00edodo do ano passado, 4.637 casos com 309 \u00f3bitos tinham sido registrados no estado. Mesmo com a diminui\u00e7\u00e3o, especialistas alertam para a necessidade de aten\u00e7\u00e3o com a condi\u00e7\u00e3o grave.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"paragrafo-ssabu13ot3\">Antes de tudo, a infectologista Giovanna Orrico explica que a s\u00edndrome respirat\u00f3ria aguda grave nada mais \u00e9 do que uma condi\u00e7\u00e3o agravada de dois tipos de doen\u00e7as respirat\u00f3rias: gripe (Influenza) e Covid-19. \u201cEla \u00e9 caracterizada por uma insufici\u00eancia respirat\u00f3ria decorrente de um quadro infeccioso. \u00c9 uma s\u00edndrome que implica no comprometimento de microvasos e micro bronqu\u00edolos respirat\u00f3rios, atingindo a \u00e1rvore respirat\u00f3ria inferior, diminuindo a oxigena\u00e7\u00e3o\u201d, esclarece.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"paragrafo-dyr1wfjntf\">Inicialmente, o paciente come\u00e7a a apresentar sintomas de coriza e obstru\u00e7\u00e3o nasal, dor de garganta e tosse. Depois, esse quadro evolui e acomete as vias a\u00e9reas inferiores, o que leva aos sintomas mais graves, como falta de ar, escurecimento dos l\u00e1bios, dor tor\u00e1cica, dificuldade para falar e respirar, podendo chegar a situa\u00e7\u00f5es mais extremas, como insufici\u00eancia respirat\u00f3ria \u2013 que \u00e9 quando ele n\u00e3o consegue mais respirar sem ajuda mec\u00e2nica \u2013 e afundamento das costelas, em crian\u00e7as, pelo esfor\u00e7o feito para manter a respira\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"paragrafo-etva5u81mp\">A n\u00edvel nacional, desde o in\u00edcio de mar\u00e7o, tem sido registrado um crescimento quase constante dos agentes infecciosos. At\u00e9 abril, mais da metade do pa\u00eds (16 das 27 unidades federativas) apresentou incid\u00eancia de s\u00edndrome respirat\u00f3ria aguda grave (SRAG) em n\u00edvel de alerta, risco ou alto risco. Os dados s\u00e3o do relat\u00f3rio divulgado no \u00faltimo dia 22 de abril pelo Instituto Todos pela Sa\u00fade (ITpS), que monitora a circula\u00e7\u00e3o de pat\u00f3genos respirat\u00f3rios a partir de registros de laborat\u00f3rios privados, e do boletim Infogripe, da Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (Fiocruz), publicado no dia 30 daquele m\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"paragrafo-ppvgci967p\">O v\u00edrus influenza A, que causa gripe, vem aumentando desde dezembro em todas as faixas et\u00e1rias, principalmente nas regi\u00f5es Centro-Oeste, Sudeste e Sul, levando a grande n\u00famero de hospitaliza\u00e7\u00f5es e casos de SRAG, conforme informa\u00e7\u00f5es veiculadas pela Ag\u00eancia Einstein.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"paragrafo-94y90rx6fr\">Segundo o Infogripe, a maior circula\u00e7\u00e3o do VSR, al\u00e9m do rinov\u00edrus, tem gerado aumento da incid\u00eancia de SRAG em crian\u00e7as pequenas. H\u00e1 alta de registros da s\u00edndrome nas regi\u00f5es Centro-Sul e em alguns estados do Norte e Nordeste, principalmente, entre crian\u00e7as e adolescentes de at\u00e9 14 anos.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"paragrafo-kvyj5yns40\">Para a infectologista Clarissa Cerqueira, os n\u00fameros da mortalidade do SRAG na Bahia refletem essa alta de agentes infecciosos da Influenza, que \u00e9 comum nos per\u00edodos mais frios do ano. \u201cN\u00f3s estamos tendo a circula\u00e7\u00e3o da Influenza, que tem esse potencial de gravidade. Aliado a isso, pacientes com comorbidade, com idade avan\u00e7ada ou crian\u00e7as menores de dois anos s\u00e3o mais suscet\u00edveis. Ainda, h\u00e1 atraso no diagn\u00f3stico e no tratamento, que tamb\u00e9m podem explicar essa mortalidade\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"paragrafo-amyhceumc4\">A queda no n\u00famero de \u00f3bitos em rela\u00e7\u00e3o ao ano passado, por sua vez, \u00e9 vista por ambas as especialistas como poss\u00edvel consequ\u00eancia do aumento da cobertura vacinal. Elas destacam a import\u00e2ncia da vacina\u00e7\u00e3o para preven\u00e7\u00e3o de surto, como o que ocorre em Santa Catarina, onde a cobertura vacinal ainda est\u00e1 abaixo da meta, o que tem favorecido a prolifera\u00e7\u00e3o de casos de Influenza.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"paragrafo-6su4tfsnel\">\u201cSe as pessoas n\u00e3o se vacinam, mesmo tendo uma popula\u00e7\u00e3o mais idosa, pessoas com imunossupress\u00e3o, crian\u00e7as menores de dois anos e pacientes com outras comorbidades, o risco \u00e9 maior de complica\u00e7\u00e3o. Com a vacina\u00e7\u00e3o, h\u00e1 um risco muito menor de agravamento. Isso n\u00e3o isenta o indiv\u00edduo de ter Influenza, mas diminui as chances de casos mais s\u00e9rios\u201d, ressalta Giovanna Orrico.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"paragrafo-1qzbnv8ctx\">A vacina contra influenza deve ser aplicada anualmente, porque o v\u00edrus sofre muta\u00e7\u00f5es e os imunizantes s\u00e3o atualizados conforme as cepas em circula\u00e7\u00e3o. \u201cAl\u00e9m disso, a imunidade resultante da vacina dura, em m\u00e9dia, de seis a 12 meses. Por isso \u00e9 preciso se vacinar todo ano, no outono\u201d, enfatiza a infectologista Emy Akiyama Gouveia, do Hospital Israelita Albert Einstein.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"paragrafo-gggremstcm\">A campanha nacional de vacina\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade come\u00e7ou no dia 7 de abril, voltada para grupos priorit\u00e1rios, que incluem crian\u00e7as de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes, pu\u00e9rperas at\u00e9 45 dias ap\u00f3s o parto, idosos com 60 anos ou mais, povos ind\u00edgenas, popula\u00e7\u00e3o quilombola e pessoas em situa\u00e7\u00e3o de rua. A pasta adquiriu 73,6 milh\u00f5es de doses. No primeiro semestre, est\u00e1 prevista a distribui\u00e7\u00e3o de 67,6 milh\u00f5es doses para as regi\u00f5es Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00famero de casos e \u00f3bitos da doen\u00e7a diminuiu, mas especialistas mant\u00eam o alerta ligado;\u00a0 A s\u00edndrome respirat\u00f3ria aguda grave (SRAG) matou uma pessoa por dia na Bahia em 2025. 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