{"id":59992,"date":"2024-09-24T12:04:38","date_gmt":"2024-09-24T12:04:38","guid":{"rendered":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/?p=59992"},"modified":"2024-09-24T12:04:39","modified_gmt":"2024-09-24T12:04:39","slug":"entenda-como-libras-e-braille-estao-ganhando-espaco-nas-escolas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/2024\/09\/24\/entenda-como-libras-e-braille-estao-ganhando-espaco-nas-escolas\/","title":{"rendered":"Entenda como Libras e Braille est\u00e3o ganhando espa\u00e7o nas escolas"},"content":{"rendered":"\n<p>Especialista defende que o ensino de Libras deveria ser adotado como disciplina obrigat\u00f3ria nas escolas<\/p>\n\n\n\n<p>Desde 24 de abril de 2002, pela Lei 10.436, a L\u00edngua Brasileira de Sinais (Libras) \u00e9 reconhecida como meio legal de comunica\u00e7\u00e3o e express\u00e3o no Pa\u00eds. Dessa forma, seu ensino nas escolas, n\u00e3o apenas para os alunos surdos, mas tamb\u00e9m para os outros estudantes, professores e funcion\u00e1rios, seria um elemento fundamental de integra\u00e7\u00e3o. Os educadores especializados s\u00e3o un\u00e2nimes nessa opini\u00e3o, mas ainda falta muito a caminhar para essa inclus\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Keyla Ferrari Lopes, pedagoga com especializa\u00e7\u00e3o em Educa\u00e7\u00e3o Especial em Libras, acredita que j\u00e1 passou da hora do ensino de Libras passar a ser adotado como disciplina obrigat\u00f3ria, o que exigiria uma mudan\u00e7a na legisla\u00e7\u00e3o. \u201cEm m\u00e9dio prazo, toda a comunidade escolar seria fluente, o que garantiria uma verdadeira inclus\u00e3o\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela observa que, em muito momentos, o surdo quer se comunicar sem a intermedia\u00e7\u00e3o de um int\u00e9rprete. \u201cA gente percebe ainda que atua\u00e7\u00e3o do int\u00e9rprete \u00e9 ainda muito maior que a dos professores\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Keyla admite, por\u00e9m, que tem visto avan\u00e7os por conta da lei de 2002. \u201cO que precisa acontecer \u00e9 uma sociedade bil\u00edngue.\u201d Em alguns curso, como Pedagogia e Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica, o programa de Libras j\u00e1 surge como obrigat\u00f3rio \u2013 e aparece como optativo em cursos da \u00e1rea de Sa\u00fade. \u201cEnsinar Libras para crian\u00e7as surdas e seus pais \u00e9 fundamental.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com ela, a dificuldade de aprendizado de Libras \u00e9 equivalente a de qualquer idioma, com a \u00fanica diferen\u00e7a de que se trata de uma l\u00edngua visomotora, com gram\u00e1tica diferente. \u201cN\u00f3s ouvinte pensamos como ouvintes, pessoas surdas pensam visualmente\u201d, explica. Para ela, no ambiente escolar a primeira coisa a fazer \u00e9 capacitar professor e equipes.<\/p>\n\n\n\n<p>Com defici\u00eancia auditiva, Rafael Cavichiolli \u00e9 professor de Libras do Col\u00e9gio Rio Branco, em S\u00e3o Paulo. A escola iniciou esse trabalho h\u00e1 12 anos e de l\u00e1 para c\u00e1 tem vivido um desafio constante para estabelecer a Libras como primeira l\u00edngua e o Portugu\u00eas como segunda l\u00edngua para a popula\u00e7\u00e3o surda.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme Cavichioli, o primeiro passo foi adaptar o uso de Libras \u00e0 estrutura curricular, uma vez que n\u00e3o existe a obrigatoriedade de ensino de Libras nas escolas. \u201cEm poucos meses, os alunos ouvintes j\u00e1 conseguiam tamb\u00e9m usar Libras, pela conviv\u00eancia com os colegas surdos.\u201d A estrutura da escolar, por\u00e9m, \u201cainda tem muitos obst\u00e1culos\u201d. \u201cA segrega\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 o caminho. Temos relatos de pa\u00edses como os Estados Unidos onde isso j\u00e1 est\u00e1 muito fortalecido.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>E o mesmo vale para o braille. De acordo com Benedito Jo\u00e3o Bertola, presidente do Centro Cultural Louis Braille, em Campinas, tanto a pessoa que adquiriu como a que nasceu com defici\u00eancia visual precisa aprender braile. \u201cNas escolas, existem classes especiais. Mas n\u00e3o existe em todas. E nem sempre aquele professor de educa\u00e7\u00e3o especial conhece braile.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Bertola destaca o est\u00edmulo \u00e0 escrita. \u201cBraille s\u00e3o 6 pontos e 63 combina\u00e7\u00f5es. D\u00e1 para fazer todas as combina\u00e7\u00f5es. A dificuldade para aprender varia de pessoa para pessoa. Precisa desenvolver bastante o tato.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Somente 25,6% das pessoas com defici\u00eancia conclu\u00edram o m\u00e9dio<br>A educa\u00e7\u00e3o inclusiva \u00e9 compreendida como o princ\u00edpio que norteia todas as a\u00e7\u00f5es nos sistemas educacionais e escolas, desde a gest\u00e3o nos seus diferentes \u00e2mbitos at\u00e9 as metodologias e materiais utilizados em sala de aula. A popula\u00e7\u00e3o com defici\u00eancia no Brasil \u00e9 estimada em 18,6 milh\u00f5es com 2 anos ou mais, o que corresponde a 8,9% dessa faixa et\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Os dados s\u00e3o do m\u00f3dulo Pessoas com Defici\u00eancia da Pnad Cont\u00ednua 2022. O tema j\u00e1 foi investigado em outras pesquisas do IBGE, sendo as mais recentes o Censo Demogr\u00e1fico 2010 e a Pesquisa Nacional de Sa\u00fade (PNS) 2013 e 2019. O perfil das pessoas com defici\u00eancia se mostrou mais feminino (10 %) do que masculino (7,7%) e ligeiramente maior nas pessoas da cor preta (9,5%), ante 8,9% de pardos e 8,7% de brancos. O Nordeste, com 5,8 milh\u00f5es de pessoas nesta condi\u00e7\u00e3o, foi a regi\u00e3o de maior porcentual (10,3%), com o Sul (8,8%), Centro-Oeste (8,6%), Norte (8,4%) e Sudeste (8,2%) a seguir.<\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisa mostrou que o porcentual de pessoas com defici\u00eancia cresce com a idade. Em 2022, 47,2% das pessoas com defici\u00eancia tinham 60 anos ou mais. Entre as pessoas sem defici\u00eancia, o grupo et\u00e1rio representou 12,5%. Esse padr\u00e3o se repete em todas as grandes regi\u00f5es, destacando as Regi\u00f5es Sul e Sudeste, onde mais da metade das pessoas com defici\u00eancia eram idosos.<\/p>\n\n\n\n<p>No terceiro trimestre de 2022, a taxa de analfabetismo para as pessoas com defici\u00eancia foi de 19,5%, enquanto entre as pessoas sem defici\u00eancia essa taxa foi de 4,1%. Apenas 25,6% das pessoas com defici\u00eancia tinham conclu\u00eddo pelo menos o ensino m\u00e9dio, enquanto 57,3% das pessoas sem defici\u00eancia tinham esse n\u00edvel de instru\u00e7\u00e3o, o que revela que a educa\u00e7\u00e3o inclusiva ainda \u00e9 um desafio no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme o MEC, do total de matr\u00edculas, 53,7% s\u00e3o de estudantes com defici\u00eancia intelectual (952.904). Em seguida, est\u00e3o os estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA), com 35,9% (636.202). Na sequ\u00eancia, h\u00e1 pessoas com defici\u00eancia f\u00edsica (163.790), baixa vis\u00e3o (86.867), defici\u00eancia auditiva (41.491), altas habilidades ou superdota\u00e7\u00e3o (38.019), surdez (20.008), cegueira (7.321) e surdocegueira (693). Por fim, s\u00e3o relatados 88.885 estudantes com duas ou mais defici\u00eancias combinadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: CNN Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Especialista defende que o ensino de Libras deveria ser adotado como disciplina obrigat\u00f3ria nas escolas Desde 24 de abril de 2002, pela Lei 10.436, a L\u00edngua Brasileira de Sinais (Libras) \u00e9 reconhecida como meio legal de comunica\u00e7\u00e3o e express\u00e3o no Pa\u00eds. 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