{"id":57486,"date":"2024-05-21T18:01:46","date_gmt":"2024-05-21T18:01:46","guid":{"rendered":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/?p=57486"},"modified":"2024-05-21T18:01:46","modified_gmt":"2024-05-21T18:01:46","slug":"a-onda-de-agressao-a-professores-no-mundo-ficar-perto-da-porta-para-sair-correndo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/2024\/05\/21\/a-onda-de-agressao-a-professores-no-mundo-ficar-perto-da-porta-para-sair-correndo\/","title":{"rendered":"A onda de agress\u00e3o a professores no mundo: &#8216;Ficar perto da porta para sair correndo&#8217;"},"content":{"rendered":"\n<p>Em diversos pa\u00edses, tem sido registrada uma alta na viol\u00eancia em escolas, al\u00e9m da press\u00e3o de pais de alunos, principalmente desde a pandemia de covid-19.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Sinto uma forte press\u00e3o no peito. \u00c9 como se estivesse me afogando. Sinto que vou cair. Nem sequer sei onde estou.&#8221;<br>Duas semanas ap\u00f3s escrever isso, Lee-Min so, uma professora prim\u00e1ria da Coreia do Sul, se suicidou.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora o suic\u00eddio seja um incidente decorrente de v\u00e1rios fatores (leia abaixo onde procurar ajuda no Brasil), a fam\u00edlia dela descobriu ao ler seus di\u00e1rios que ela estava sendo oprimida e perseguida por pais de alunos.<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udc49\ud83c\udffe A not\u00edcia desencadeou uma onda de indigna\u00e7\u00e3o entre os professores do pa\u00eds, que exigiram mais prote\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Trata-se da face mais extrema de um problema que os professores vivenciam em diversas partes do mundo: o aumento das agress\u00f5es e da press\u00e3o por parte de pais e alunos.<\/p>\n\n\n\n<p>O Brasil tem registrado diversos casos de ataques violentos a professores.<\/p>\n\n\n\n<p>No ano passado, uma professora morreu e quatro pessoas ficaram feridas em ataque a escola estadual em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma pesquisa realizada em 2023 pela Nova Escola e instituto Ame Sua Mente mostrou que 7 em cada 10 educadores notaram um aumento da viol\u00eancia e agressividade entre os alunos em 2023.<\/p>\n\n\n\n<p>O levantamento ouviu professores em escolas p\u00fablicas e privadas no Brasil, em diferentes n\u00edveis de ensino. E tamb\u00e9m mostrou que 7 em cada 10 afirmam j\u00e1 ter tido conhecimento de algum caso de viol\u00eancia por parte dos alunos nas escolas onde trabalham.<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto isso, o que acontece em outros pa\u00edses?<\/p>\n\n\n\n<p>Na Inglaterra, quase um em cada cinco professores foi agredido por um aluno neste ano, segundo dados de um levantamento encomendado pela BBC, no qual 9 mil professores foram entrevistados nos \u00faltimos dois meses.<br>Na Espanha, uma professora do ensino m\u00e9dio de um centro de Val\u00eancia foi agredida com socos e pontap\u00e9s por um aluno neste ano.<br>Em Bogot\u00e1, na Col\u00f4mbia, uma professora denunciou nas redes sociais a surra brutal que levou de uma aluna, depois de pedir a ela que n\u00e3o usasse o celular.<br>Em Santiago, no Chile, um professor ficou inconsciente ap\u00f3s ser espancado por um aluno, ao comunicar a ele, ao lado da m\u00e3e, que repetiria de ano.<\/p>\n\n\n\n<p>Mais agress\u00f5es do que h\u00e1 dois anos<br>Lorraine Meah \u00e9 professora de escola prim\u00e1ria no Reino Unido h\u00e1 35 anos. E, na experi\u00eancia dela, o comportamento dos alunos piorou nos \u00faltimos anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela conta que testemunhou alunos do jardim de inf\u00e2ncia \u201ccuspirem e xingarem\u201d \u2014 e que o pior comportamento foi demonstrado por crian\u00e7as de 5 e 6 anos, que apresentaram \u201ctend\u00eancias perigosas\u201d, como atirar cadeiras.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cQuando, em uma turma de 30 crian\u00e7as, h\u00e1 tr\u00eas ou quatro que apresentam um comportamento desafiador, \u00e9 dif\u00edcil de lidar\u201d, afirma Meah \u00e0 BBC.<br>No Chile, o Col\u00e9gio de Professores e Professoras, organiza\u00e7\u00e3o nacional que conta com mais de 100 mil membros, realizou uma pesquisa que mostrou que 86,8% dos professores foram v\u00edtimas de insultos e amea\u00e7as feitas, principalmente, por alunos e respons\u00e1veis \u2014 ou seja, pais, m\u00e3es ou representantes.<\/p>\n\n\n\n<p>No pa\u00eds, a ocorr\u00eancia de situa\u00e7\u00f5es deste tipo quase dobrou desde 2018.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Mar\u00eda Elena Duarte, psic\u00f3loga chilena especializada na \u00e1rea educacional e cl\u00ednica, uma das causas deste fen\u00f4meno \u00e9 a mudan\u00e7a na forma como a escola e o v\u00ednculo entre professores e alunos s\u00e3o percebidos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAntes era um espa\u00e7o respeitado, embora este respeito tivesse a ver, na minha perspectiva, com autoritarismo e, em alguns casos, com abusos. O fim deste modelo \u00e9 bom, mas, com o tempo, passamos para outro, no qual a escola perde todo o significado como institui\u00e7\u00e3o\u201d, argumenta.<br>Duarte acredita que o atual acesso a tanta informa\u00e7\u00e3o e tecnologia tem a ver com o que chama de uma perda de significado.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo ela, em um mundo em que \u00e9 cada vez mais f\u00e1cil ter acesso a conte\u00fados, as escolas deveriam se adaptar e defender o processo de aprendizagem e desenvolvimento, fortalecendo o v\u00ednculo entre professores e alunos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cComo isso n\u00e3o acontece, uma vez que a escola, em teoria, n\u00e3o oferece um valor agregado, temos muitos alunos que nos dizem que assistem \u00e0s aulas &#8216;porque t\u00eam que&#8217; (assistir), mas n\u00e3o querem\u201d, acrescenta.<\/p>\n\n\n\n<p>E, ao mesmo tempo, \u201co trabalho de potencializar o v\u00ednculo emocional e afetivo entre professores e alunos se perdeu\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPor um lado, temos professores saturados, com condi\u00e7\u00f5es cada vez menos ideais de trabalho, sobrecarregados. Por outro, alunos desmotivados, que n\u00e3o querem estar nas salas de aula\u2026 Isso n\u00e3o ajuda nenhuma das partes\u201d, explica.<br>Esta mudan\u00e7a social levou, em muitos casos, a uma perda de respeito \u2014 algo que, em alguns lugares, est\u00e3o tentando reverter pela for\u00e7a da lei.<\/p>\n\n\n\n<p>Por exemplo, em v\u00e1rias comunidades aut\u00f4nomas da Espanha, os professores se tornaram figuras de autoridade por lei, como um policial. Portanto, agredir um professor equivale a desacato \u00e0 autoridade.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas isso n\u00e3o impediu que as agress\u00f5es aos professores tamb\u00e9m aumentassem na Espanha.<\/p>\n\n\n\n<p>Novas formas de agress\u00e3o<br>Na Espanha, 91% dos professores de escolas p\u00fablicas afirmaram ter problemas de conviv\u00eancia nas salas de aula \u2014 e oito em cada 10 sofreram agress\u00f5es f\u00edsicas ou verbais, segundo estudo realizado pela CSIF (acr\u00f4nimo em espanhol para Central Sindical Independente e de Funcion\u00e1rios).<\/p>\n\n\n\n<p>Os mais frequentes s\u00e3o ataques f\u00edsicos, como empurr\u00f5es, pancadas na nuca, arremessos de objetos e den\u00fancias falsas.<\/p>\n\n\n\n<p>Somam-se a isso novas formas de maus-tratos fora da sala de aula, como a pr\u00e1tica de bullying online com os professores.<\/p>\n\n\n\n<p>Por tr\u00e1s das estat\u00edsticas, est\u00e3o profissionais que t\u00eam medo de entrar nas salas de aula, como conta Teresa Hern\u00e1ndez, coordenadora do servi\u00e7o de defesa dos professores da ANPE, sindicato do magist\u00e9rio na Espanha, \u00e0 BBC News Mundo, servi\u00e7o de not\u00edcias em espanhol da BBC.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cUm professor me disse que o que ele pensa quando entra na sala de aula \u00e9 se posicionar mais perto da porta, caso tenha que sair correndo\u201d, afirma.<br>E, segundo ela, hoje n\u00e3o h\u00e1 uma maneira f\u00e1cil de lidar com um conflito com um estudante.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO professor tem que garantir que n\u00e3o ser\u00e1 afetado porque colocaram a perna para ele trope\u00e7ar ou riram dele porque, depois de passado um epis\u00f3dio de agress\u00e3o, ele deve voltar para a sala de aula no dia seguinte e ser profissional, porque, al\u00e9m disso, mexe com ele ver o aluno na sala de aula de novo\u2026 N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil\u201d, ressalta.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso se traduz em altos n\u00edveis de ansiedade.<\/p>\n\n\n\n<p>Hern\u00e1ndez afirma que, dos professores que atende, cerca de 80% sofrem com ansiedade \u2014 e um grande n\u00famero j\u00e1 est\u00e1 afastado com sintomas de depress\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cS\u00e3o dados que nos preocupam muito.\u201d<br>O fen\u00f4meno \u00e9 semelhante no Chile, onde o n\u00famero de licen\u00e7as m\u00e9dicas associadas ao estresse aumentou no ano passado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cMuitos pensam em abandonar a profiss\u00e3o, e isso \u00e9 grave porque \u00e9 uma profiss\u00e3o muito bonita, vocacional e necess\u00e1ria\u201d, afirma Hern\u00e1ndez.<\/p>\n\n\n\n<p>Agravantes<br>As pesquisas, os estudos e as especialistas consultadas concordam que, embora o conflito em sala de aula n\u00e3o seja um fen\u00f4meno novo, houve algo que o fez aumentar: a pandemia de covid-19.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA partir da\u00ed, vemos que h\u00e1 mais problemas de sa\u00fade mental, mais dist\u00farbios mentais, mais comportamentos agressivos nas redes sociais\u201d, observa Teresa Hern\u00e1ndez.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cFoi um fator de estresse gigantesco, n\u00e3o s\u00f3 porque as nossas vidas estavam em risco, mas porque o lockdown nos obrigou a olhar para n\u00f3s mesmos \u2014 e ver como gerimos as nossas emo\u00e7\u00f5es e rotinas. E se n\u00e3o houver essa gest\u00e3o, a situa\u00e7\u00e3o explode como uma bomba\u201d, acrescenta Duarte.<br>A falta de desenvolvimento emocional acaba resultando em problemas comportamentais.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNos \u00faltimos anos, temos chamado a aten\u00e7\u00e3o na ANPE para a necessidade de abordar a sa\u00fade mental da comunidade educacional, neste caso dos alunos, desde que ocorreu a pandemia\u201d, diz Hern\u00e1ndez.<\/p>\n\n\n\n<p>No Reino Unido, Patrick Roach, secret\u00e1rio-geral do sindicato de professores NASUWT (sigla em ingl\u00eas), disse \u00e0 BBC que esta situa\u00e7\u00e3o de mal-estar mental &#8220;foi agravada pelos cortes nos servi\u00e7os especializados em sa\u00fade mental para crian\u00e7as \u2014 que deixou nas m\u00e3os dos professores o papel de ter de suprir estas lacunas&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Em alguns casos, estes servi\u00e7os nem sequer existiam antes da pandemia.<\/p>\n\n\n\n<p>Duarte afirma que para muitas crian\u00e7as e adolescentes o lockdown significou perder uma etapa com aprendizados valiosos: de como conviver com os colegas, e como lidar com limites.<\/p>\n\n\n\n<p>E, al\u00e9m disso, tiveram que gerenciar a socializa\u00e7\u00e3o por meio das redes sociais.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cVoltamos ent\u00e3o ao espa\u00e7o social com toda essa carga, e sem um trabalho de transi\u00e7\u00e3o para nos conectar com o outro. E depois, no p\u00f3s-pandemia, nos deparamos com essas situa\u00e7\u00f5es de abuso.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Pais: um problema adicional?<br>Na rela\u00e7\u00e3o entre professores e alunos, existe um terceiro eixo que influencia muito, apontam especialistas: os pais e as m\u00e3es.<\/p>\n\n\n\n<p>Atualmente, h\u00e1 uma tend\u00eancia a reduzir a autoridade dos professores, de superproteger os filhos, e dar raz\u00e3o a eles em quase tudo, culpando at\u00e9 mesmo os professores.<\/p>\n\n\n\n<p>A psicopedagoga Mar Romera acredita que isso tem a ver, em parte, com a queda nas taxas de natalidade.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO fator determinante \u00e9 que temos poucos filhos, e se voc\u00ea tem um jardim com 200 ger\u00e2nios e uma orqu\u00eddea, voc\u00ea foca em cuidar da orqu\u00eddea. E h\u00e1 uma superprote\u00e7\u00e3o\u201d, compara Romera.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cSe os pais defendem antes de tudo os filhos, sem questionar nada, esses filhos fazem o que querem nas aulas sem consequ\u00eancias. O trabalho dos pais n\u00e3o \u00e9 realizado corretamente em muitos casos, e isso nos preocupa\u201d, afirma Teresa Hern\u00e1ndez.<br>Ela ressalta que o trabalho de educar as crian\u00e7as e adolescentes para que se desenvolvam n\u00e3o pode ser responsabilidade exclusiva dos professores.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cTamb\u00e9m precisa vir de casa.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Mar\u00eda Elena Duarte insiste que existe um problema de v\u00ednculo entre professores e alunos, que deve ser trabalhado, assim como um pai ou uma m\u00e3e deve cultivar o v\u00ednculo com os filhos.<\/p>\n\n\n\n<p>Por um lado, deve haver um trabalho socioemocional com os professores, diz ela. Mas, por outro, \u00e9 preciso perceber o que est\u00e1 acontecendo com os alunos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cH\u00e1 maus-tratos aos professores, sim, mas isso tamb\u00e9m acontece entre os alunos, que cada vez mais se tratam pior. \u00c9 um problema de conviv\u00eancia em geral\u201d, afirma Duarte.<\/p>\n\n\n\n<p>E, como ela diz, \u00e9 uma via de m\u00e3o dupla:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cSe temos crian\u00e7as e adolescentes que hoje n\u00e3o s\u00e3o capazes de fazer esta gest\u00e3o emocional, \u00e9 tamb\u00e9m porque temos adultos que n\u00e3o conseguiram visualizar a import\u00e2ncia disso.\u201d<br>No fim das contas, tudo depende da sa\u00fade mental de todos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPrecisamos estar muito bem mentalmente, tanto os alunos, quanto as fam\u00edlias e os professores. Os problemas em sala de aula s\u00e3o cada vez mais graves\u201d, afirma Teresa Hern\u00e1ndez.<\/p>\n\n\n\n<p>Os especialistas advertem que, se esta situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o for remediada e n\u00e3o forem criados protocolos de conviv\u00eancia adequados, este problema n\u00e3o vai ter fim.<\/p>\n\n\n\n<p>*Com reportagem adicional de Lauren Moss e Elaine Dunkley.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: g1<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em diversos pa\u00edses, tem sido registrada uma alta na viol\u00eancia em escolas, al\u00e9m da press\u00e3o de pais de alunos, principalmente desde a pandemia de covid-19. &#8220;Sinto uma forte press\u00e3o no peito. \u00c9 como se estivesse me afogando. Sinto que vou cair. 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