{"id":56867,"date":"2024-04-18T18:37:34","date_gmt":"2024-04-18T18:37:34","guid":{"rendered":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/?p=56867"},"modified":"2024-04-18T18:37:34","modified_gmt":"2024-04-18T18:37:34","slug":"greve-nas-universidades-e-institutos-federais-deixa-alunos-sob-a-incerteza-de-impactos-na-rotina-e-nos-planos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/2024\/04\/18\/greve-nas-universidades-e-institutos-federais-deixa-alunos-sob-a-incerteza-de-impactos-na-rotina-e-nos-planos\/","title":{"rendered":"Greve nas universidades e institutos federais deixa alunos sob a incerteza de impactos na rotina e nos planos"},"content":{"rendered":"\n<p>No ensino m\u00e9dio, alunos temem atraso no diploma e defasagem de conte\u00fados cobrados no Enem. J\u00e1 no ensino superior, interrup\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os de assist\u00eancia estudantil pode prejudicar especialmente os mais pobres, afirmam entrevistados.<\/p>\n\n\n\n<p>Milhares de alunos de 51 universidades e de 79 institutos federais j\u00e1 avaliam quais ser\u00e3o os impactos da greve de professores e t\u00e9cnicos deflagrada nestas institui\u00e7\u00f5es. Mesmo compreendendo as reivindica\u00e7\u00f5es dos funcion\u00e1rios (entenda mais abaixo), estudantes entrevistados pelo g1 relatam, em resumo, as seguintes preocupa\u00e7\u00f5es:<\/p>\n\n\n\n<p>perda de conte\u00fado pedag\u00f3gico, especialmente entre quem cursa o ensino m\u00e9dio nos institutos federais e j\u00e1 carrega defasagens do per\u00edodo da pandemia;<br>&#8220;calend\u00e1rio corrido&#8221; depois do fim da greve, com reposi\u00e7\u00e3o de aulas nas f\u00e9rias e excesso de mat\u00e9ria ensinada em um per\u00edodo curto ap\u00f3s a normaliza\u00e7\u00e3o;<br>incerteza sobre a data da formatura, incluindo o risco de atrasar a inser\u00e7\u00e3o no mercado de trabalho formal;<br>demora maior em receber o diploma e possibilidade de ficar de fora dos processos seletivos para universidades no ano que vem, como Sisu e Prouni (caso de quem est\u00e1 cursando no ensino m\u00e9dio nos institutos federais);<br>ansiedade com gastos extras e problemas na alimenta\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que restaurantes\/bandej\u00f5es universit\u00e1rios, que oferecem pratos a menos de R$ 1, est\u00e3o fechados em alguns locais;<br>preju\u00edzo em projetos de pesquisa, porque h\u00e1 institui\u00e7\u00f5es que limitaram o funcionamento das bibliotecas ou interromperam as mentorias dos Trabalhos de Conclus\u00e3o de Curso (TCC);<br>atraso na concess\u00e3o de novos aux\u00edlios estudantis, devido \u00e0 paralisa\u00e7\u00e3o do setor administrativo;<br>risco de evas\u00e3o dos alunos mais vulner\u00e1veis, caso a greve se estenda por muitos meses.<br>Os n\u00edveis de ades\u00e3o ao movimento grevistas s\u00e3o diferentes em cada institui\u00e7\u00e3o de ensino \u2014 nem sempre todos os setores das universidades e dos institutos est\u00e3o paralisados. Em algumas universidades, parte dos professores n\u00e3o aderiu \u00e0 greve; em outras, s\u00f3 os t\u00e9cnicos interromperam as atividades.<\/p>\n\n\n\n<p>Na Universidade Federal Fluminense (UFF), por exemplo, todos os docentes est\u00e3o trabalhando, mas o restaurante universit\u00e1rio ficou fechado por tr\u00eas semanas (agora, abre apenas no jantar, de 3\u00aa a 5\u00aa feira). Lu\u00edsa Cattabriga, aluna da institui\u00e7\u00e3o, diz que n\u00e3o tem mais dinheiro para pagar pelas refei\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Sou aluna pobre e estava contando com os R$ 0,70 cobrados no restaurante da faculdade. Agora, estou tendo de gastar o que n\u00e3o tenho para poder me alimentar, sendo que fico o dia inteiro tendo aula, das 9h \u00e0s 22h. Tem gente que nem est\u00e1 conseguindo comer. Sou a favor da greve, mas falta empatia com a situa\u00e7\u00e3o dos estudantes&#8221;, afirma.<br>A presidente da Uni\u00e3o Nacional dos Estudantes (UNE), Manuella Mirella, preocupa-se exatamente com os alunos mais vulner\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Quanto mais o governo demorar para apresentar uma proposta para atender demandas, maior vai ser o risco de evas\u00e3o dos estudantes, porque fica dif\u00edcil de se manterem. A gente defende uma reforma completa e entende as reivindica\u00e7\u00f5es, mas a universidade precisa voltar a funcionar.&#8221;<br>Mais abaixo, nesta reportagem, leia depoimentos de alunos afetados pela greve.<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udd34O que querem os grevistas?<br>O movimento de paralisa\u00e7\u00e3o come\u00e7ou em mar\u00e7o, mas ganhou f\u00f4lego nesta semana, quando as tentativas de negocia\u00e7\u00e3o com o governo federal para reajustar sal\u00e1rios e aumentar o or\u00e7amento da educa\u00e7\u00e3o n\u00e3o trouxeram os resultados esperados pelos grevistas.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Se eu chegasse para voc\u00eas e dissesse que a greve n\u00e3o traz preju\u00edzos, seria cinismo da minha parte. Mas estamos tentando ao m\u00e1ximo dialogar com o governo para resolver isso o mais r\u00e1pido poss\u00edvel. E as reitorias devem congelar o calend\u00e1rio para cumprir depois o n\u00famero obrigat\u00f3rio de dias letivos&#8221;, afirma David Lob\u00e3o, coordenador geral da Sinasefe (sindicato nacional dos servidores federais da educa\u00e7\u00e3o).<br>&#8220;N\u00e3o \u00e9 a greve que causa o maior preju\u00edzo, e sim a falta de investimentos. Precisamos da recomposi\u00e7\u00e3o or\u00e7ament\u00e1ria [na educa\u00e7\u00e3o]. Antes, os filhos dos trabalhadores chegavam [aos institutos federais] e eram aprovados nas melhores universidades depois. Era um n\u00edvel de excel\u00eancia que se perdeu nos \u00faltimos anos&#8221;, diz Lob\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Durante o governo Bolsonaro, as universidades e institutos federais enfrentaram sucessivos cortes e congelamentos or\u00e7ament\u00e1rios. Em novembro de 2022, por exemplo, essas institui\u00e7\u00f5es sofreram um bloqueio de R$ 366 milh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Lob\u00e3o, os grevistas esperam que o governo Lula esteja mais aberto ao di\u00e1logo com os trabalhadores. &#8220;N\u00e3o votamos nele para agora ficarmos parados em casa. Os avan\u00e7os at\u00e9 agora foram t\u00edmidos; queremos disputar o que \u00e9 &#8216;disput\u00e1vel&#8217; no or\u00e7amento&#8221;, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>\u27a1\ufe0fO Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o (MEC) afirma que &#8220;est\u00e1 atento \u00e0s demandas e segue em di\u00e1logo franco e respeitoso em busca de acordo&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Equipes da pasta trabalham com o governo para apresentar proposta de reestrutura\u00e7\u00e3o da carreira de t\u00e9cnicos e construir alternativas de valoriza\u00e7\u00e3o dos quadros de servidores p\u00fablicos das institui\u00e7\u00f5es, participando de todas as rodadas nas mesas de negocia\u00e7\u00e3o&#8221;, diz o MEC. Uma reuni\u00e3o nesta sexta-feira (19) discutir\u00e1 as poss\u00edveis solu\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udd34&#8217;Posso perder uma vaga de emprego se o calend\u00e1rio acad\u00eamico for alterado&#8217;, diz jovem<br>Alunos ouvidos pelo g1 se dividem entre reconhecer a necessidade de valorizar professores e funcion\u00e1rios e o desejo de concluir a gradua\u00e7\u00e3o sem preju\u00edzos.<\/p>\n\n\n\n<p>Fernando Bisi, de 22 anos, por exemplo, estuda publicidade e propaganda na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e conta que n\u00e3o \u00e9 contr\u00e1rio \u00e0 greve, mas fica preocupado com &#8220;as incertezas&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Se for uma greve de uma semana, duas ou tr\u00eas, eu n\u00e3o vejo com um problema. O problema \u00e9 se ela se estender por meses, eu teria que adiar minha formatura&#8221;, diz. &#8220;Eu me inscrevi num processo seletivo de uma vaga de empresa que precisa estar formado at\u00e9 o meio ano, mas posso perder se o calend\u00e1rio acad\u00eamico for alterado.&#8221;<br>Yasmin Santos, de 18 anos, aluna do 4\u00ba ano do ensino m\u00e9dio no Instituto Federal da Para\u00edba (IFPB), tamb\u00e9m se preocupa com o atraso do cronograma.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;\u00c9 um terror psicol\u00f3gico ficar em casa sem saber quando vamos voltar. Estamos perdendo conte\u00fados e, se as aulas forem repostas s\u00f3 no ano que vem, n\u00e3o vamos ter o diploma nem poder entrar na faculdade. Vai ter sido um ano inteiro estudando para o Enem jogado no lixo&#8221;, conta.<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udd34&#8217;Depois, vai ser aquela pressa para passar os conte\u00fados&#8217;, teme estudante<br>Rayanderson Silva, de 18 anos, estuda design de moda na Universidade Federal do Cear\u00e1 (UFCE) e diz que est\u00e1 com receio do ritmo que as aulas ter\u00e3o ap\u00f3s a greve.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Sei que os professores veem a greve como algo necess\u00e1rio para chamar a aten\u00e7\u00e3o do governo, mas, querendo ou n\u00e3o, isso causa malef\u00edcios no aprendizado dos alunos. J\u00e1 que n\u00e3o estamos tendo conte\u00fados, nem aulas e nem nada, tudo vai ficar para depois da greve, e vai ser muito corrido, tudo em cima da hora&#8221;, conta.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele mora em Horizonte, a 55 km do campus de Fortaleza, onde estuda.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Minha rotina era acordar \u00e0s 3h30 manh\u00e3, pegar o \u00f4nibus \u00e0s 5h e voltar pra casa \u00e0s 21h. Meu maior receio \u00e9 quando voltarem as aulas, porque vai juntar essa rotina cansativa com a pressa dos professores em aplicar conte\u00fados e passar semin\u00e1rios&#8221;, relata.<br>Anabelle de Amorim, estudante do curso de hist\u00f3ria da Universidade Federal de Bras\u00edlia (UnB), tamb\u00e9m faz a mesma pondera\u00e7\u00e3o: ressalta que os inc\u00f4modos s\u00e3o um efeito colateral de uma reivindica\u00e7\u00e3o justa dos profissionais, mas se incomoda com o impacto no ac\u00famulo de atividades.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A greve acaba bagun\u00e7ando bastante a nossa vida. O calend\u00e1rio acad\u00eamico tinha finalmente sido normalizado depois dos atrasos devido \u00e0 pandemia e a universidade estava voltando ao ritmo normal. Agora vamos voltar a ter um calend\u00e1rio mais corrido, o que atrapalha bastante nossos estudos e outras atividades, como a pesquisa e a extens\u00e3o&#8221;, comenta Anabelle.<br>Ant\u00f4nio Guimar\u00e3es, estudante de engenharia de produ\u00e7\u00e3o da mesma universidade, diz que os diferentes n\u00edveis de ades\u00e3o \u00e0 greve tamb\u00e9m atrapalham a organiza\u00e7\u00e3o do cronograma.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A greve vem me afetando principalmente do ponto de vista de rotina, porque alguns professores mantiveram as aulas e outros suspenderam. Quando forem repor as aulas terei de ir novamente apenas para algumas mat\u00e9rias, tendo um gasto maior com transporte&#8221;, conta.<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udd34&#8217;N\u00e3o consigo usar a biblioteca&#8217;, afirma estudante de instituto federal<br>\u00c1lvaro Dantas, de 18 anos, est\u00e1 no 4\u00ba ano do ensino m\u00e9dio do IFPB e precisa entregar o TCC. A biblioteca, no entanto, est\u00e1 funcionando apenas para a devolu\u00e7\u00e3o de livros, e n\u00e3o para empr\u00e9stimos, segundo ele.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;N\u00e3o consigo acessar os arquivos e estou sem a mentoria do TCC. Ficamos de m\u00e3os atadas. Precisamos dos professores e de aulas de qualidade. Alguns ainda conseguem pagar um cursinho por fora para ter o conte\u00fado, mas e os mais pobres, que precisam exclusivamente do ensino p\u00fablico? V\u00e3o ficar prejudicados no Enem?&#8221;, questiona.<br>\ud83d\udd34Quando aconteceram as \u00faltimas greves nas federais?<br>Segundo o Sindicato Nacional dos Docentes das Institui\u00e7\u00f5es de Ensino Superior (Andes), o hist\u00f3rico de greves em universidades e institutos federais nos \u00faltimos 20 anos foi o seguinte:<\/p>\n\n\n\n<p>2005: 112 dias de paralisa\u00e7\u00e3o pelo reajuste de sal\u00e1rios (40 universidades aderiram);<br>2008: 112 dias de paralisa\u00e7\u00e3o pela reivindica\u00e7\u00e3o de verba para o or\u00e7amento (39 universidades aderiram);<br>2012: 125 dias de paralisa\u00e7\u00e3o pelo reajuste de sal\u00e1rios e de planos de carreira (60 universidades aderiram);<br>2015: 139 dias de paralisa\u00e7\u00e3o pelo reajuste de sal\u00e1rios (39 universidades aderiram);<br>2016: 26 dias de paralisa\u00e7\u00e3o para impedir a aprova\u00e7\u00e3o da emenda constitucional 95 (44 universidades aderiram).<br>\ud83d\udd34Entre os grevistas, h\u00e1 diverg\u00eancias nos percentuais de reajuste<br>Professores e servidores das institui\u00e7\u00f5es reivindicam:<\/p>\n\n\n\n<p>reestrutura\u00e7\u00e3o das carreiras;<br>recomposi\u00e7\u00e3o salarial;<br>revoga\u00e7\u00e3o de normas relacionadas \u00e0 educa\u00e7\u00e3o que foram aprovadas nos governos Temer (2016-2018) e Bolsonaro (2019-2022), como o novo ensino m\u00e9dio;<br>refor\u00e7o no or\u00e7amento das institui\u00e7\u00f5es de ensino e reajuste imediato de aux\u00edlios estudantis.<br>Os percentuais de reajuste est\u00e3o em debate.<\/p>\n\n\n\n<p>Na UNB, os professores pedem recomposi\u00e7\u00e3o salarial com reajuste de 22,71%, divididos em tr\u00eas parcelas:<\/p>\n\n\n\n<p>2024: 7,06%<br>2025: 7,06%<br>2026: 7,06%<br>O governo federal, por meio do Minist\u00e9rio da Gest\u00e3o e da Inova\u00e7\u00e3o em Servi\u00e7os P\u00fablicos (MGI), prop\u00f4s um reajuste de 9% dividido em duas parcelas:<\/p>\n\n\n\n<p>2024: sem reajuste<br>2025: 4,5%<br>2026: 4,5%<br>O governo tamb\u00e9m apresentou uma proposta de reajuste dos aux\u00edlios alimenta\u00e7\u00e3o, sa\u00fade e creche que n\u00e3o contempla aposentados e pensionistas. O texto que o governo colocou na mesa reajusta j\u00e1 a partir de maio deste ano:<\/p>\n\n\n\n<p>o aux\u00edlio alimenta\u00e7\u00e3o de R$ 658 para R$ 1 mil (alta de 51,9%)<br>a assist\u00eancia \u00e0 sa\u00fade complementar per capita m\u00e9dia (aux\u00edlio sa\u00fade) de R$ 144 para R$ 215<br>a assist\u00eancia pr\u00e9-escolar (aux\u00edlio creche) de R$ 321 para R$ 484,90<br>Minist\u00e9rio da Gest\u00e3o anunciar\u00e1 proposta<br>Em nota, o Minist\u00e9rio da Gest\u00e3o informou que apresentar\u00e1, na sexta-feira (19), uma &#8220;proposta convergente&#8221; com o relat\u00f3rio do grupo de trabalho formado por representantes dos Minist\u00e9rios da Educa\u00e7\u00e3o e da Gest\u00e3o, das universidades e institui\u00e7\u00f5es de ensino, al\u00e9m de entidades sindicais representantes dos servidores do Plano de Carreira dos Cargos T\u00e9cnico-Administrativos em Educa\u00e7\u00e3o (PCCTAE).<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A reestrutura\u00e7\u00e3o de carreiras na \u00e1rea de Educa\u00e7\u00e3o \u00e9 um compromisso priorit\u00e1rio do Minist\u00e9rio da Gest\u00e3o e da Inova\u00e7\u00e3o em Servi\u00e7os P\u00fablicos. (\u2026) O Minist\u00e9rio da Gest\u00e3o segue aberto ao di\u00e1logo com os servidores da \u00e1rea de educa\u00e7\u00e3o e de todas as outras \u00e1reas&#8221;, informou o minist\u00e9rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: g1<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No ensino m\u00e9dio, alunos temem atraso no diploma e defasagem de conte\u00fados cobrados no Enem. J\u00e1 no ensino superior, interrup\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os de assist\u00eancia estudantil pode prejudicar especialmente os mais pobres, afirmam entrevistados. 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