{"id":56286,"date":"2024-03-11T03:38:34","date_gmt":"2024-03-11T03:38:34","guid":{"rendered":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/?p=56286"},"modified":"2024-03-11T03:38:34","modified_gmt":"2024-03-11T03:38:34","slug":"como-reitora-passei-por-situacoes-nas-quais-eu-tive-que-colocar-o-homem-no-lugar-dele-diz-marcia-abrahao-da-unb","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/2024\/03\/11\/como-reitora-passei-por-situacoes-nas-quais-eu-tive-que-colocar-o-homem-no-lugar-dele-diz-marcia-abrahao-da-unb\/","title":{"rendered":"&#8216;Como reitora, passei por situa\u00e7\u00f5es nas quais eu tive que colocar o homem no lugar dele&#8217;, diz M\u00e1rcia Abrah\u00e3o da UnB"},"content":{"rendered":"\n<p>Primeira reitora da UnB e atual presidente da Andifes, M\u00e1rcia Abrah\u00e3o conta que enfrentou situa\u00e7\u00f5es de machismo e ass\u00e9dio durante trajet\u00f3ria profissional e que, por suas rea\u00e7\u00f5es, foi chamada de autorit\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Na semana em que se comemorou o Dia Internacional da Mulher, o g1 conversou com duas mulheres que ocupam cargos de destaque no Distrito Federal para falar sobre um tema pol\u00eamico: poder e ass\u00e9dio.<\/p>\n\n\n\n<p>No s\u00e1bado (9), a entrevistada foi a vice-governadora do Distrito Federal Celina Le\u00e3o (PP) . Neste domingo (10), a primeira reitora da Universidade de Bras\u00edlia (UnB), M\u00e1rcia Abrah\u00e3o, conta sua experi\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Como reitora, passei por situa\u00e7\u00f5es que eu tive que colocar o homem no lugar dele. E a\u00ed a gente \u00e9 chamada de autorit\u00e1ria. [\u2026]. Se o homem faz isso, ele \u00e9 firme. Se a mulher faz, ela \u00e9 autorit\u00e1ria, ela \u00e9 grosseira&#8221;, diz a reitora da Universidade de Bras\u00edlia (UnB), M\u00e1rcia Abrah\u00e3o.<br>Por ter ingressado na \u00e1rea de geologia, em 1982 \u2013 um curso majoritariamente masculino na \u00e9poca \u2013 e ter tra\u00e7ado uma carreira que a levou a ser a primeira reitora da UnB, M\u00e1rcia Abrah\u00e3o conta que durante toda a sua trajet\u00f3ria acad\u00eamica e profissional enfrentou o machismo. Atual presidente da Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Dirigentes das Institui\u00e7\u00f5es Federais de Ensino Superior (Andifes), ela diz que precisou lidar com &#8220;microagress\u00f5es de g\u00eanero&#8221; incansavelmente.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cTive que lutar por cada detalhe. Por exemplo, na UnB, na Reitoria, a placa da frente da da sala \u00e9 reitor. Foi um custo para eu conseguir mudar para reitora.&#8221;<br>Leia abaixo a entrevista com M\u00e1rcia Abrah\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Poder x ass\u00e9dio<br>g1: A rela\u00e7\u00e3o entre poder e ass\u00e9dio \u00e9 muito presente em diversos \u00e2mbitos da sociedade. Como a senhora percebe esse contexto? Ao longo da sua vida, passou por situa\u00e7\u00f5es em que se sentiu assediada? Se estiver confort\u00e1vel, pode nos contar como foi?<\/p>\n\n\n\n<p>M\u00e1rcia Abrah\u00e3o: Eu j\u00e1 passei por essa situa\u00e7\u00e3o em v\u00e1rios momentos, em v\u00e1rias fases da minha vida: como estudante, com um professor que n\u00e3o aceitava a mulher ainda mais ge\u00f3loga, como profissional, por exemplo, na Petrobras, quando est\u00e1vamos em campo e era uma equipe s\u00edsmica, que eu era geof\u00edsica da Petrobras no interior da Bahia, e era um acampamento s\u00f3 de homens.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00f3s chegamos tr\u00eas mulheres, tr\u00eas mulheres ge\u00f3logas, as tr\u00eas formadas na UnB, com o &#8220;esp\u00edrito da UnB&#8221; que n\u00e3o aceita preconceito, e tivemos que nos rebelar dentro da equipe s\u00edsmica, conversar com o chefe por causa da atitude dos homens que andavam de toalha no meio do acampamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Na vida profissional ouvi homens que falavam &#8220;Ah, n\u00e3o, deixa que eu dirijo&#8221; ou &#8220;Voc\u00ea, n\u00e3o precisa dirigir, deixa que eu vou para andar num lugar mais dif\u00edcil&#8221;. Ent\u00e3o, h\u00e1 esse tipo de coisa na vida de uma ge\u00f3loga.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas tamb\u00e9m tive pessoas incr\u00edveis, como o meu orientador. Por exemplo, eu estava morrendo de medo de falar que eu estava gr\u00e1vida da minha filha, j\u00e1 estava terminando o mestrado. A\u00ed ele falou &#8220;Poxa, que bom. Parab\u00e9ns!&#8221;. Ent\u00e3o, h\u00e1 homens que t\u00eam um outro olhar.<\/p>\n\n\n\n<p>Como reitora, passei por situa\u00e7\u00f5es que eu tive que colocar o homem no lugar dele. E a\u00ed a gente \u00e9 chamada de autorit\u00e1ria. Quando a gente fala &#8220;Olha aqui, pode deixar que eu sei o que eu t\u00f4 fazendo&#8221; \u2013 se o homem faz isso, ele \u00e9 firme. Se a mulher faz, ela \u00e9 autorit\u00e1ria, ela \u00e9 grosseira. E eu j\u00e1 passei por isso como reitora e at\u00e9 como presidente da Andifes.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 passei por situa\u00e7\u00e3o de machismo de tentar inverter o que a gente est\u00e1 fazendo para trazer uma imagem, que n\u00e3o \u00e9 uma imagem verdadeira. Mas \u00e9 porque no fundo ele n\u00e3o aceita que uma mulher esteja no comando.<\/p>\n\n\n\n<p>g1: Como ser m\u00e3e durante o mestrado e o doutorado influenciaram na sua carreira e na sua vis\u00e3o de gestora?<\/p>\n\n\n\n<p>M\u00e1rcia Abrah\u00e3o: Ser m\u00e3e e para mim, hoje como gestora, \u00e9 muito importante eu ter passado pelo que eu passei, at\u00e9 pra ver o que as pessoas sentem e o que as mulheres passam. Ent\u00e3o, por exemplo, quando eu fui fazer minha prova de mestrado, eu tinha acabado de ter o exame de gravidez do meu filho. Tinha entrevista e eu morria de medo, porque a geologia \u00e9 um curso muito de homens, at\u00e9 hoje tem muita resist\u00eancia em v\u00e1rias \u00e1reas, n\u00e3o em todas, mas em outras t\u00eam.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma amiga minha falou &#8220;N\u00e3o fale que est\u00e1 gr\u00e1vida. Se voc\u00ea falar que est\u00e1 gr\u00e1vida na entrevista, voc\u00ea n\u00e3o vai passar&#8221;. E eu fiz uma p\u00e9ssima entrevista e eu n\u00e3o falei que estava gr\u00e1vida. Tamb\u00e9m n\u00e3o me perguntaram, n\u00e9? &#8220;Voc\u00ea est\u00e1 gr\u00e1vida?\u2019&#8221; [risos].<\/p>\n\n\n\n<p>Mas foi dif\u00edcil. Assim que eu comecei o mestrado, tinham disciplinas que eu tinha que fazer trabalho de campo e eu n\u00e3o pude ir. Depois, isso acabou prejudicando. [\u2026] No doutorado, a minha filha tinha acabado de nascer e eu tinha que ir para o campo, que era no norte de Mato Grosso \u2013 uma \u00e1rea que tinha muita mal\u00e1ria na \u00e9poca \u2013 e eu amamentava. [\u2026] Ent\u00e3o, eu s\u00f3 pude ir para o campo no ano seguinte, em julho do ano seguinte.<\/p>\n\n\n\n<p>Acabou atrasando o meu campo e quando eu fui, eu amamentava ainda porque ela n\u00e3o queria parar de mamar. E eu fui daqui de Bras\u00edlia de carro at\u00e9 Mato Grosso, tirando leite no caminho para ir desmamando. Foi assim que eu desmamei ela, nesse per\u00edodo, nesse caminho.<\/p>\n\n\n\n<p>Ent\u00e3o, tem v\u00e1rias situa\u00e7\u00f5es. Por exemplo, tanto no mestrado, quanto no doutorado e depois, com os filhos pequenos. Eu estava no laborat\u00f3rio, fazendo uma an\u00e1lise e eu tinha que parar de repente, porque a escola ligava falando que crian\u00e7a tinha passado mal.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 como professora, eu dava aulas \u00e0s quartas, durante a tarde, e eles faziam as oficinas infantis que tinham l\u00e1 na UnB, no CO [Centro Ol\u00edmpico]. Na hora do intervalo da minha aula, eu levava eles, ia dar aula, depois buscava no intervalo, deixava em casa correndo e voltava para dar aula. N\u00e3o tinha tempo nem de beber \u00e1gua. Era uma log\u00edstica danada, sorte que eu morava ali perto, na 205 Norte. Ent\u00e3o, tem muitas situa\u00e7\u00f5es que as mulheres passam. E a\u00ed voc\u00ea escuta o colega com piadinha, como se a gente tivesse de corpo mole e esse tipo de coisa.<\/p>\n\n\n\n<p>g1: Ent\u00e3o a senhora enfrentou o machismo durante todo percurso, de estudante, p\u00f3s-graduanda, mestre, doutora, no mercado de trabalho, como reitora e como presidente da Andifes?<\/p>\n\n\n\n<p>M\u00e1rcia Abrah\u00e3o: Durante todo o percurso. Na verdade, n\u00f3s temos que estar o tempo inteiro atentas, porque todo dia tem um homem que n\u00e3o aceita uma mulher num cargo de destaque, seja como gestora, seja como profissional, como colega. Uma colega que se sobressai, t\u00eam homens que n\u00e3o aceitam. Ainda bem que t\u00eam homens que aceitam e que ensinam isso para outros homens.<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje em dia, as mulheres est\u00e3o mais atentas. Quando a mulher n\u00e3o est\u00e1 atenta, ela tem uma amiga, ela tem uma prima, ela tem uma irm\u00e3 que faz ela abrir os olhos. E isso \u00e9 muito importante. Mas acho que, infelizmente, a nossa sociedade brasileira ainda \u00e9 muito machista.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda \u00e9 uma sociedade que tem muitos homens que n\u00e3o aceitam mulheres que estudam, mulheres que t\u00eam cargos, e isso a gente tem que combater no dia a dia. Mas o que eu vejo hoje \u00e9 que as mulheres est\u00e3o mais atentas e mais donas das suas vidas.<\/p>\n\n\n\n<p>g1: Conte um pouco de sua trajet\u00f3ria na universidade e na comunidade acad\u00eamica. Ao longo desse tempo, como foram as suas experi\u00eancias, em um ambiente que, por muito anos, foi dominado por homens.<\/p>\n\n\n\n<p>M\u00e1rcia Abrah\u00e3o: Tive que lutar por cada detalhe. Por exemplo, na UnB, na Reitoria, a placa da frente da da sala \u00e9 reitor. Foi um custo para eu conseguir mudar para reitora. H\u00e1 pouco tempo, eu consegui mudar uma outra placa para gabinete da reitora, mas somente no segundo mandato. As assinaturas no Sei, que \u00e9 o nosso sistema de assinaturas online, todas no masculino.<\/p>\n\n\n\n<p>Lutei para conseguir mudar, para colocar pelo menos o &#8220;azinho&#8221; [\u00aa]. Hoje em dia, por exemplo nessa trajet\u00f3ria toda \u2013 e at\u00e9 por eu ter uma profiss\u00e3o que eu tive que me impor tamb\u00e9m profissionalmente como ge\u00f3loga \u2013 eu vejo que as pessoas me respeitam. Mas vejo tamb\u00e9m que muitas pessoas usam o fato de eu ser mulher, de eu falar mais firme, para dizer que &#8220;T\u00e1 vendo, \u00e9 autorit\u00e1ria&#8221;, ou &#8220;T\u00e1 vendo, tem que ser do jeito dela&#8221;, e eu fa\u00e7o gest\u00f5es super democr\u00e1ticas, tanto na UnB como na Andifes.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas o que a gente percebe \u00e9 que ainda tem muitos homens que tentam usar qualquer detalhe para desqualificar a mulher, no fundo, o que eles querem \u00e9 desqualificar. [\u2026] A gente ainda tem homens, e eu vivo isso ainda hoje como presidente da Andifes, j\u00e1 vivi com reitores homens, por exemplo, deles me interromperem o tempo inteiro quando estou falando. Ent\u00e3o, eu passei por isso, e olha que eu sou presidente h\u00e1 menos de um ano, passei por isso como reitora na UnB com diretor de faculdade me interrompendo o tempo inteiro e interrompendo outras mulheres, e passei por isso na Andifes com reitores que tamb\u00e9m n\u00e3o aceitam.<\/p>\n\n\n\n<p>Muitas vezes s\u00e3o homens que tentam passar uma imagem de homens que s\u00e3o modernos, que respeitam a mulher. Mas eles escorregam porque eles n\u00e3o s\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Responsabilidade<br>g1: Como a senhora se sente hoje, sendo uma mulher na posi\u00e7\u00e3o em que ocupa como reitora da Universidade de Bras\u00edlia e presidente da Andifes?<\/p>\n\n\n\n<p>M\u00e1rcia Abrah\u00e3o: Eu j\u00e1 passei da fase de ficar muito feliz e orgulhosa. Hoje, eu vejo isso com uma imensa responsabilidade, ent\u00e3o \u00e9 uma imensa responsabilidade para outras mulheres. Recentemente eu recebi umas pessoas para uma reuni\u00e3o, para tratar do Conselho de Sa\u00fade do Brasil, da Confer\u00eancia Nacional de Sa\u00fade, e eu escuto de outras mulheres &#8220;Olha, \u00e9 muito bom te conhecer, muito bom falar com voc\u00ea, voc\u00ea tem sido um exemplo, eu fico feliz que voc\u00ea est\u00e1 a\u00ed&#8221;. Ent\u00e3o eu vejo a propor\u00e7\u00e3o da minha responsabilidade. E agora eu tenho uma responsabilidade muito maior, porque eu sou av\u00f3. Ent\u00e3o eu vejo como que eu tenho que ser um exemplo para a minha neta, sou av\u00f3 de uma mulher.<\/p>\n\n\n\n<p>g1: Que conselho a senhora daria para mulheres que querem cargos de lideran\u00e7a no meio acad\u00eamico?<\/p>\n\n\n\n<p>M\u00e1rcia Abrah\u00e3o: Primeiro \u00e9 acreditar no seu pr\u00f3prio potencial. N\u00e3o escutar as pessoas que dizem que voc\u00ea n\u00e3o tem condi\u00e7\u00f5es, que voc\u00ea n\u00e3o vai conseguir, que voc\u00ea vai ser m\u00e3e. A pessoa fala &#8220;Voc\u00ea tem filho, voc\u00ea n\u00e3o consegue fazer isso porque voc\u00ea tem que cuidar do seu filho&#8221;. Sim, n\u00f3s temos que cuidar dos nossos filhos, mas podemos tamb\u00e9m optar por n\u00e3o ter filhos. Essa tem que ser uma op\u00e7\u00e3o da mulher, n\u00e3o pode ser uma imposi\u00e7\u00e3o da sociedade. E a outra coisa que eu acho fundamental \u00e9 a gente sempre ter mulheres aliadas. As pessoas costumam dizer que a mulher n\u00e3o \u00e9 aliada de mulher, mas mulher \u00e9 muito aliada de mulher.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 muito importante n\u00f3s termos as nossas redes de amigas, continuarmos com as nossas amigas, saindo com as nossas amigas, conversando com as nossas amigas. N\u00e3o deixarmos que os homens impe\u00e7am a gente de ter amizades. Esse \u00e9 um primeiro sinal de viol\u00eancia. \u00c9 naquele relacionamento de mulher e homem em que o homem n\u00e3o permite que ela tenha amigas e que n\u00e3o estude e que n\u00e3o trabalhe. Ent\u00e3o, \u00e9 ficar atenta a todos os sinais, confiar nas m\u00e3es e confiar em outras mulheres e persistir, isso \u00e9 fundamental.<\/p>\n\n\n\n<p>Quem \u00e9 M\u00e1rcia Abrah\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>M\u00e1rcia Abrah\u00e3o nasceu no Rio de Janeiro, em 1964, mas cresceu em Bras\u00edlia. Em 1982, passou no vestibular da UnB para o curso de Geologia e, ap\u00f3s finalizar a gradua\u00e7\u00e3o, passou no concurso da Petrobras, em 1987.<\/p>\n\n\n\n<p>Pediu demiss\u00e3o ap\u00f3s um ano e meio e, quando se casou, voltou para Bras\u00edlia. Inclusive, ela \u00e9 casada duas vezes &#8212; com o mesmo marido, Ant\u00f4nio. Em 1988, passou no mestrado na \u00e1rea de Geologia na UnB. Seu primeiro filho, Tom\u00e1s, nasceu depois de um ano.<\/p>\n\n\n\n<p>M\u00e1rcia Abrah\u00e3o passou no concurso do Banco Central durante o per\u00edodo da p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o e, no in\u00edcio do doutorado, a filha Renata nasceu. Depois de pedir demiss\u00e3o do Banco Central, ela passou, em mar\u00e7o de 1995, para ser professora substituta da UnB, e em julho entrou como professora permanente.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Estou l\u00e1 [na UnB] at\u00e9 hoje, e assim comecei a minha hist\u00f3ria&#8221;, diz M\u00e1rcia Abrah\u00e3o.<br>Graduada, mestra e doutora em Geologia pela UnB, \u00e9 docente do Instituto de Geoci\u00eancias (IG) desde 1995. Entre 2008 e 2011, foi decana de Ensino de Gradua\u00e7\u00e3o e coordenou o Reuni \u2013 Programa de Apoio a Planos de Reestrutura\u00e7\u00e3o e Expans\u00e3o das Universidades Federais.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2016, tornou-se a primeira mulher eleita reitora da UnB e, em 2020, foi reconduzida ao cargo por mais quatro anos. Em 2023, foi eleita presidente da Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Dirigentes das Institui\u00e7\u00f5es Federais de Ensino Superior (Andifes). Atualmente, um dos seus t\u00edtulos preferidos \u00e9 &#8220;ser av\u00f3 da Ol\u00edvia&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: g1<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Primeira reitora da UnB e atual presidente da Andifes, M\u00e1rcia Abrah\u00e3o conta que enfrentou situa\u00e7\u00f5es de machismo e ass\u00e9dio durante trajet\u00f3ria profissional e que, por suas rea\u00e7\u00f5es, foi chamada de autorit\u00e1ria. 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