{"id":5437,"date":"2022-09-28T14:11:09","date_gmt":"2022-09-28T14:11:09","guid":{"rendered":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/2022\/09\/28\/governo-publica-autorizacao-para-consumidor-de-alta-tensao-poder-escolher-fornecedor-de-energia\/"},"modified":"2022-09-28T14:11:09","modified_gmt":"2022-09-28T14:11:09","slug":"governo-publica-autorizacao-para-consumidor-de-alta-tensao-poder-escolher-fornecedor-de-energia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/2022\/09\/28\/governo-publica-autorizacao-para-consumidor-de-alta-tensao-poder-escolher-fornecedor-de-energia\/","title":{"rendered":"Governo publica autoriza\u00e7\u00e3o para consumidor de alta tens\u00e3o poder escolher fornecedor de energia"},"content":{"rendered":"<p>A partir de 1\u00ba de janeiro de 2024, qualquer consumidor conectado em alta tens\u00e3o poder\u00e1 escolher o seu fornecedor de energia. Segundo o governo, cerca de 106 mil novas unidades consumidoras estar\u00e3o aptas a migrar para o &#8216;mercado livre&#8217;. O governo publicou nesta quarta-feira (28) no &#8220;Di\u00e1rio Oficial da Uni\u00e3o&#8221; uma portaria que permite que todos os consumidores conectados em alta tens\u00e3o escolham seus fornecedores de energia a partir de 1\u00ba de janeiro de 2024.<br \/>\nA possibilidade de um consumidor escolher o pr\u00f3prio fornecedor de energia el\u00e9trica \u00e9 chamada de &#8220;mercado livre&#8221;. A nova norma \u00e9 assinada pelo ministro de Minas e Energia, Adolfo Sachsida.<br \/>\nOs consumidores em alta tens\u00e3o s\u00e3o aqueles conectados \u00e0 rede el\u00e9trica em tens\u00e3o igual ou superior a 2,3 kilovolts (kV). S\u00e3o, geralmente, ind\u00fastrias e empresas de grande e m\u00e9dio porte, em que a conta de luz \u00e9 superior a R$ 10 mil mensais, em m\u00e9dia, de acordo com estimativas da Associa\u00e7\u00e3o Brasileiros dos Comercializadores de Energia (Abraceel).<br \/>\nPelas regras em vigor, somente grandes empresas e ind\u00fastrias podem escolher seu fornecedor de energia.<br \/>\nSegundo o Minist\u00e9rio de Minas e Energia (MME),  cerca de 106 mil novas unidades consumidoras estar\u00e3o aptas a migrar para o mercado livre a partir de 2024.<br \/>\n&#8220;A abertura do mercado traz maior liberdade de escolha para os consumidores, com a consequente amplia\u00e7\u00e3o da competitividade, ao permitir o acesso a outros fornecedores al\u00e9m da distribuidora&#8221;, diz o minist\u00e9rio em nota.<br \/>\n&#8220;A abertura traz tamb\u00e9m autonomia ao consumidor, que pode gerenciar suas prefer\u00eancias, podendo optar por produtos que atendam melhor seu perfil de consumo. Al\u00e9m disso, a concorr\u00eancia tende a proporcionar pre\u00e7os mais interessantes, melhorando a efici\u00eancia do setor el\u00e9trico e da economia brasileira&#8221;, completa.<br \/>\nEm nota, o presidente-executivo da Abraceel, Rodrigo Ferreira, diz que a a abertura do mercado de energia em alta tens\u00e3o \u00e9 uma decis\u00e3o hist\u00f3rica, &#8220;que rompe com a barreira de 500 kW que vigora desde 1998 para autorizar quem pode e quem n\u00e3o pode migrar para o mercado livre em busca de pre\u00e7os entre 30% e 40% menores, produtos e servi\u00e7os customizados e mais liberdade de escolha&#8221;.<br \/>\nO mercado livre de energia responde atualmente por 38% do consumo de energia el\u00e9trica nacional, segundo a Abraceel, atendendo quase 30 mil unidades consumidoras consumidores. Com os 106 mil novos potenciais clientes, o mercado livre de energia ser respons\u00e1vel por 48% do consumo nacional, calcula a associa\u00e7\u00e3o.<br \/>\nDiferen\u00e7as<br \/>\nA vantagem do chamado &#8220;mercado livre&#8221; para os consumidores de energia \u00e9 poder negociar diretamente com o fornecedor o pre\u00e7o e as condi\u00e7\u00f5es de venda.<br \/>\nOs consumidores que n\u00e3o participam do &#8220;mercado livre&#8221; s\u00e3o atendidos pela distribuidora de energia da regi\u00e3o e n\u00e3o t\u00eam esse poder de negocia\u00e7\u00e3o. \u00c9 o chamado &#8220;mercado cativo&#8221;.<br \/>\nConsumidores residenciais<br \/>\nO governo ainda n\u00e3o prop\u00f4s um calend\u00e1rio de abertura do mercado de energia para consumidores atendidos em baixa tens\u00e3o, isto \u00e9, os consumidores residenciais e as pequenas empresas.<br \/>\nEm nota, o Minist\u00e9rio de Minas e Energia diz que, em breve, o tema ser\u00e1 discutido em consulta p\u00fablica. &#8220;A iniciativa est\u00e1 em linha com a moderniza\u00e7\u00e3o do setor e com a premissa do MME de ter o consumidor como protagonista, sem a necessidade de cria\u00e7\u00e3o de subs\u00eddios que distor\u00e7am o mercado&#8221;.<br \/>\nO minist\u00e9rio tamb\u00e9m afirma que estudos e proje\u00e7\u00f5es de mercado realizados pelo governo apontam que a abertura do mercado para a alta tens\u00e3o &#8220;n\u00e3o provocar\u00e1 impactos aos consumidores cativos que permanecerem nas distribuidoras&#8221;. Consumidor cativo \u00e9 o nome dado ao cliente atendido pela distribuidora.<br \/>\nAs distribuidoras de energia t\u00eam contratos de longo prazo, e uma migra\u00e7\u00e3o abrupta pode causar uma crise, j\u00e1 que ser\u00e3o menos consumidores para dividir os custos. Al\u00e9m disso, diversos subs\u00eddios e encargos setoriais s\u00e3o cobrados apenas do mercado regulado, ou seja, dos clientes atendidos pelas distribuidoras.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A partir de 1\u00ba de janeiro de 2024, qualquer consumidor conectado em alta tens\u00e3o poder\u00e1 escolher o seu fornecedor de energia. Segundo o governo, cerca de 106 mil novas unidades consumidoras estar\u00e3o aptas a migrar para o &#8216;mercado livre&#8217;. 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