{"id":52296,"date":"2023-09-24T16:12:45","date_gmt":"2023-09-24T16:12:45","guid":{"rendered":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/?p=52296"},"modified":"2023-09-24T16:12:45","modified_gmt":"2023-09-24T16:12:45","slug":"governo-lula-mira-desenvolver-industria-belica-do-pais-e-vai-usar-dinheiro-do-bndes-em-seu-plano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/2023\/09\/24\/governo-lula-mira-desenvolver-industria-belica-do-pais-e-vai-usar-dinheiro-do-bndes-em-seu-plano\/","title":{"rendered":"Governo Lula mira desenvolver ind\u00fastria b\u00e9lica do pa\u00eds e vai usar dinheiro do BNDES em seu plano"},"content":{"rendered":"\n<p>Principal plano de investimento da gest\u00e3o, o Novo Pac prev\u00ea R$ 52 bilh\u00f5es para Defesa; com o Or\u00e7amento apertado pelo marco fiscal, estatal pode ser op\u00e7\u00e3o para incrementar setor<\/p>\n\n\n\n<p>O Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (BNDES) confirmou na \u00faltima semana que estuda alternativas de apoio ao complexo industrial de defesa brasileiro. Segundo nota, \u00e9 avaliada, inclusive, a possibilidade de utilizar o futuro Eximbank, financeira de fomento \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o, neste programa.<\/p>\n\n\n\n<p>A proposta ser\u00e1 apresentada em breve ao Minist\u00e9rio da Defesa e ao comando do governo. O movimento representa mais um dos movimentos do Lula 3 para desenvolver a ind\u00fastria de defesa \u2014 o que, segundo quadros do governo afirmam publicamente, \u00e9 uma das prioridades do plano industrial.<\/p>\n\n\n\n<p>O Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial (CNDI) do governo expressa em uma de suas miss\u00f5es essa prioridade. Al\u00e9m disso, dentre os eixos do Novo PAC, principal instrumento de investimento da gest\u00e3o, Defesa \u00e9 o quarto com mais recursos (cerca de R$ 53 bilh\u00f5es previstos).<\/p>\n\n\n\n<p>O Or\u00e7amento para 2024 elevou apenas lateralmente o valor do Or\u00e7amento voltado ao Minist\u00e9rio da Defesa \u2014 que foi de R$ 122,6 bilh\u00f5es para R$ 126,1 bilh\u00f5es. Com as limita\u00e7\u00f5es impostas pelo novo marco fiscal ao gasto or\u00e7ament\u00e1rio, os investimentos via BNDES surgem como uma op\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Todo montante voltado \u00e0 defesa no Novo PAC tem origem no or\u00e7amento p\u00fablico \u2014 sem men\u00e7\u00e3o a aporte de estatais. A maior parte deste investimento ser\u00e1 direcionado \u00e0 pesquisa, desenvolvimento e aquisi\u00e7\u00e3o para a Marinha, com R$ 20,6 bilh\u00f5es; a Aeron\u00e1utica ter\u00e1 R$ 17,4 bilh\u00f5es, o Ex\u00e9rcito, R$ 12,4 bilh\u00f5es; o Estado Maior, R$ 2,4 bilh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre os investimentos est\u00e3o a constru\u00e7\u00e3o de um submarino nuclear, a aquisi\u00e7\u00e3o de aeronaves cargueiro, ca\u00e7as Gripen, helic\u00f3pteros leves e de m\u00e9dio porte e navios-patrulha, viaturas blindadas, e implanta\u00e7\u00e3o de sistemas de controle de faixa de fronteira.<\/p>\n\n\n\n<p>Brasil investe pouco em defesa<br>O professor da Unicamp Marcos Barbieri, especialista em ind\u00fastria aeroespacial e de defesa, afirma que o Brasil investe pouco no setor em rela\u00e7\u00e3o ao resto do mundo. Ao longo do s\u00e9culo XX, o pa\u00eds gastou cerca de 1,4% e 1,5% do PIB com defesa. O padr\u00e3o mundial j\u00e1 era de 2,3% antes da guerra na Ucr\u00e2nia \u2014 desde ent\u00e3o se estima que foi elevado.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de o Minist\u00e9rio da Defesa ser a quinta pasta de maior Or\u00e7amento no Brasil, o especialista explica que a maior parte do valor \u00e9 utilizado em custeio, especialmente para pagar pessoal da ativa e reserva. Com isso, o montante de fato utilizado como investimento \u00e9 mais discreto.<\/p>\n\n\n\n<p>O especialista tamb\u00e9m pondera o fato de os gastos com defesa disputarem espa\u00e7os com outros relevantes, em um Or\u00e7amento apertado. Mas reitera que a disponibilidade de verba para as For\u00e7as Armadas \u00e9 insuficiente dada a posi\u00e7\u00e3o do Brasil no mundo, sua fronteira terrestre e mar\u00edtima e dimens\u00e3o continental.<\/p>\n\n\n\n<p>Gerente-executivo do Observat\u00f3rio Nacional da Ind\u00fastria da CNI, M\u00e1rcio Guerra indica que, al\u00e9m de cifras relevantes, o setor precisa de \u201cprevisibilidade or\u00e7ament\u00e1ria\u201d, ou seja, aportes cont\u00ednuos. Ainda defende que o mercado interno n\u00e3o \u00e9 suficiente para sustentar tal investimento e pede \u201cum olhar para a externo\u201d, como prop\u00f5e o BNDES com o Eximbank.<\/p>\n\n\n\n<p>Barbieri tamb\u00e9m ressalta que os investimentos em defesa s\u00e3o, por natureza, majoritariamente caros. Al\u00e9m disso, s\u00e3o \u201ctecnologias decisivas\u201d, ou seja os pa\u00edses que as tem n\u00e3o as disponibilizam a outras na\u00e7\u00f5es \u2014 ou disponibilizam de maneira bastante restrita.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAlgumas n\u00e3o s\u00e3o transferidas de maneira nenhuma, como nuclear e aeroespacial. Ent\u00e3o, estas tecnologias temos que desenvolver aqui no Brasil. Ou desenvolvemos aqui ou teremos uma estrutura de defesa obsoleta\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Professor da Unicamp Marcos Barbieri, especialista em ind\u00fastria aeroespacial e de defesa<br>Import\u00e2ncia do investimento em defesa<br>Os especialistas explicam que, apesar de caro, o investimento em defesa \u00e9 frut\u00edfero para a economia como um todo. Eles indicam que o desenvolvimento industrial militar tamb\u00e9m se reflete em avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos civis para pa\u00edses ao redor do mundo.<\/p>\n\n\n\n<p>M\u00e1rcio Guerra explica o conceito de uso \u201cdual\u201d de desenvolvimentos tecnol\u00f3gicos, tanto militar quanto civil. Ele indica como investimentos no campo aeroespacial podem se refletir em avan\u00e7os, por exemplo, no monitoramento de emiss\u00f5es de CO2 (com ganhos na agricultura e preserva\u00e7\u00e3o ambiental).<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e3o mencionados ainda pelo especialista os setores sider\u00fargico, de chips e microchips, de biotecnologia e f\u00e1rmacos, ciberseguran\u00e7a e at\u00e9 intelig\u00eancia artificial \u2014 todos com potencial para gerar avan\u00e7os em tecnologias civis (a partir de investimentos em defesa).<\/p>\n\n\n\n<p>Para al\u00e9m do avan\u00e7o tecnol\u00f3gico, Barbieri destaca que o investimento em defesa gera novos postos de trabalho, fomenta o emprego, gera renda e ganhos \u00e0 ind\u00fastria. \u201cNesse sentido \u00e9 muito bem-vinda a iniciativa do governo brasileiro de fazer deste um investimento priorit\u00e1rio\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo M\u00e1rcio Guerra, o Novo Pac traz uma reedi\u00e7\u00e3o de projetos estrat\u00e9gicos que j\u00e1 existiam, como o submarino nuclear. Ele pede que o investimento em defesa olhe tamb\u00e9m al\u00e9m da ind\u00fastria b\u00e9lica. Uma das prioridades, na sua vis\u00e3o, deve ser o desenvolvimento na \u00e1rea espacial, com ve\u00edculos de lan\u00e7amento.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cCom o lan\u00e7amento de sat\u00e9lites podemos compor uma constela\u00e7\u00e3o brasileira mais moderna. Isso vai trazer benef\u00edcio para a defesa, para o setor agr\u00edcola, para ind\u00fastria, para o servi\u00e7o. E cria uma autonomia para nosso pa\u00eds, para que possamos estar na vanguarda\u201d erente-executivo do Observat\u00f3rio Nacional da Ind\u00fastria da CNI, M\u00e1rcio Guerra<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: CNN Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Principal plano de investimento da gest\u00e3o, o Novo Pac prev\u00ea R$ 52 bilh\u00f5es para Defesa; com o Or\u00e7amento apertado pelo marco fiscal, estatal pode ser op\u00e7\u00e3o para incrementar setor O Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (BNDES) confirmou na \u00faltima semana que estuda alternativas de apoio ao complexo industrial de defesa brasileiro. 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