{"id":52134,"date":"2023-09-12T16:04:21","date_gmt":"2023-09-12T16:04:21","guid":{"rendered":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/?p=52134"},"modified":"2023-09-12T16:04:22","modified_gmt":"2023-09-12T16:04:22","slug":"3o-pior-pais-em-investimentos-por-aluno-e-poucos-jovens-no-ensino-profissionalizante-por-que-o-brasil-fica-tao-distante-da-ocde","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/2023\/09\/12\/3o-pior-pais-em-investimentos-por-aluno-e-poucos-jovens-no-ensino-profissionalizante-por-que-o-brasil-fica-tao-distante-da-ocde\/","title":{"rendered":"3\u00ba &#8216;pior pa\u00eds&#8217; em investimentos por aluno e poucos jovens no ensino profissionalizante: por que o Brasil fica t\u00e3o distante da OCDE"},"content":{"rendered":"\n<p>Dados do &#8220;Education at a Glance 2023&#8221; mostram que 11% dos alunos do ensino m\u00e9dio entre 15 e 19 anos est\u00e3o matriculados em programas profissionais, enquanto a m\u00e9dia dos pa\u00edses-membros da OCDE \u00e9 de 37%. Em gastos do governo por aluno, Brasil fica \u00e0 frente apenas do M\u00e9xico e da \u00c1frica do Sul, em ranking que inclui parceiros do grupo.<\/p>\n\n\n\n<p>No Brasil, o total de jovens matriculados na educa\u00e7\u00e3o voltada para a forma\u00e7\u00e3o profissional \u00e9 inferior \u00e0 m\u00e9dia verificada entre os membros da Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Econ\u00f4mico (OCDE) \u2014 um grupo de pa\u00edses que \u00e9 refer\u00eancia em desenvolvimento humano e PIB per capita (produto interno bruto por habitante).<\/p>\n\n\n\n<p>O ensino profissionalizante \u00e9 apontado por especialistas como uma importante via de acesso a postos bem remunerados no mercado de trabalho (leia mais abaixo). Ainda assim, segundo os n\u00fameros divulgados nesta ter\u00e7a-feira (12) no relat\u00f3rio &#8220;Education at a Glance 2023&#8221;, a modalidade ainda \u00e9 pouco representativa entre os jovens brasileiros:<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcc9 No Brasil: 11% dos alunos do ensino m\u00e9dio de 15 a 19 anos est\u00e3o matriculados em programas profissionais (o percentual \u00e9 o mesmo para jovens de 20 a 24 anos, que est\u00e3o em cursos t\u00e9cnicos de institutos federais, por exemplo).<br>\ud83c\udf0d Nos pa\u00edses da OCDE: 37% dos alunos do ensino m\u00e9dio de 15 a 19 anos est\u00e3o matriculados em programas profissionais. Na faixa et\u00e1ria de 20 a 24 anos, a taxa sobe para 65%.<br>A atual edi\u00e7\u00e3o do estudo ainda destaca outros dados que colocam o Brasil ainda muito distante dos membros da OCDE: alta porcentagem de jovens &#8216;nem-nem&#8217; e baixos investimentos do governo por aluno.<\/p>\n\n\n\n<p>Veja abaixo:<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83e\udd37\u200d\u2640\ufe0f&#8217;Gera\u00e7\u00e3o nem-nem&#8217;:<br>Considerando os jovens de 18 a 24 anos, 24,4% dos brasileiros n\u00e3o trabalham nem estudam. Entre os pa\u00edses da OCDE, o \u00edndice \u00e9 bem menor: de 14,7%.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Priscila Cruz, presidente executiva da ONG Todos Pela Educa\u00e7\u00e3o, \u00e9 preciso refor\u00e7ar que n\u00e3o s\u00e3o pessoas que &#8220;passam o dia olhando para o teto, mexendo em redes sociais&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Esses jovens tornam-se invis\u00edveis, porque est\u00e3o fazendo atividades dom\u00e9sticas, cuidando dos irm\u00e3os para que a m\u00e3e possa trabalhar ou desempenhando fun\u00e7\u00f5es sem registro na carteira de trabalho&#8221;, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela ainda elenca outros dois motivos que levam os brasileiros a essa situa\u00e7\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<p>evas\u00e3o escolar, que \u00e9 causada pela falta de v\u00ednculo com o col\u00e9gio e pela crescente dificuldade de acompanhar o que \u00e9 ensinado a cada ano;<\/p>\n\n\n\n<p>gravidez precoce, respons\u00e1vel por elevar ainda mais os n\u00fameros da gera\u00e7\u00e3o &#8216;nem-nem&#8217; entre as mulheres: 30%, em rela\u00e7\u00e3o a 18,8% entre os homens.<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcb0Baixo investimento do governo por aluno:<br>O relat\u00f3rio mostra tamb\u00e9m quanto cada pa\u00eds investe, por aluno, em educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica. O Brasil, com 3.583 d\u00f3lares anuais (cerca de R$ 17,7 mil reais), \u00e9 o terceiro pior do ranking entre membros da OCDE e parceiros: fica \u00e0 frente apenas do M\u00e9xico (2.702 d\u00f3lares) e da \u00c1frica do Sul (3.085 d\u00f3lares).<\/p>\n\n\n\n<p>Os l\u00edderes s\u00e3o Luxemburgo (26.370 d\u00f3lares), Su\u00ed\u00e7a (17.333 d\u00f3lares) e B\u00e9lgica (16.501 d\u00f3lares).<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Falta dinheiro e falta boa gest\u00e3o. Precisamos investir na forma\u00e7\u00e3o continuada de professores, na alimenta\u00e7\u00e3o escolar que d\u00ea &#8216;combust\u00edvel&#8217; para o c\u00e9rebro das crian\u00e7as, na conectividade nas escolas, na compra de materiais e na educa\u00e7\u00e3o integral&#8221;, diz Priscila Cruz.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A meta n\u00e3o deve ser gastar mais, e sim alocar corretamente [os recursos] no que vai gerar aprendizado. Precisamos de transporte, de escolas com biblioteca, teatro, sala de m\u00fasica e quadro. N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 investir o que a OCDE investe.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>\u2757Ensino profissionalizante ainda \u00e9 alvo de preconceito<\/p>\n\n\n\n<p>O relat\u00f3rio aponta que h\u00e1 um desafio mesmo entre os pa\u00edses com sistemas de ensino mais estruturados: fazer a integra\u00e7\u00e3o da escola regular com a pr\u00e1tica.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Programas escolares e pr\u00e1ticos combinados permanecem raros em muitos pa\u00edses. Em m\u00e9dia, apenas 45% de todos os estudantes de educa\u00e7\u00e3o profissionalizante do ensino m\u00e9dio superior est\u00e3o matriculados em tais programas em toda a OCDE&#8221;, afirma o relat\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Priscila Cruz, do Todos Pela Educa\u00e7\u00e3o, diz que existe um preconceito relacionado ao ensino t\u00e9cnico, como se ele significasse necessariamente &#8220;a linha de chegada&#8221; do aluno. Ele \u00e9 apenas o primeiro passo para a profissionaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;[O estudante] pode continuar se desenvolvendo depois. E precisamos romper com a ideia de que a educa\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica \u00e9 para pobres que ser\u00e3o oper\u00e1rios e que a universidade \u00e9 para a elite. Essa divis\u00e3o hist\u00f3rica permanece no imagin\u00e1rio dos brasileiros. Temos de entender que o ensino profissionalizante \u00e9 uma estrat\u00e9gia de desenvolvimento. Existe demanda por jovens qualificados&#8221;, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>O pr\u00f3prio relat\u00f3rio da OCDE lembra que o Congresso Nacional brasileiro aprovou, em 2023, a Lei 14.645\/2023, que estabelece que o Brasil precisa formular e implementar, dentro de dois anos, uma pol\u00edtica nacional de educa\u00e7\u00e3o profissional e tecnol\u00f3gica articulada com o Plano Nacional de Educa\u00e7\u00e3o (PNE).<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcda O que \u00e9 o relat\u00f3rio &#8216;Education at a Glance 2023&#8217;?<br>Divulgado anualmente pela Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Econ\u00f4mico (OCDE), o relat\u00f3rio \u201cEducation at a Glance\u201d re\u00fane e compara os principais indicadores internacionais ligados \u00e0 educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Os n\u00fameros mostram a realidade de quase 50 pa\u00edses, incluindo membros e parceiros da OCDE. O Brasil \u00e9 um dos parceiros da organiza\u00e7\u00e3o. Os dados s\u00e3o fornecidos pelos pr\u00f3prios pa\u00edses e compar\u00e1veis em um mesmo ano (a entidade n\u00e3o indica compara\u00e7\u00f5es entre anos distintos, porque pode haver mudan\u00e7as nas metodologias de c\u00e1lculos).<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: g1<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dados do &#8220;Education at a Glance 2023&#8221; mostram que 11% dos alunos do ensino m\u00e9dio entre 15 e 19 anos est\u00e3o matriculados em programas profissionais, enquanto a m\u00e9dia dos pa\u00edses-membros da OCDE \u00e9 de 37%. 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