{"id":5122,"date":"2022-09-27T15:18:12","date_gmt":"2022-09-27T15:18:12","guid":{"rendered":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/2022\/09\/27\/o-que-foi-decifrado-gracas-a-pedra-de-roseta-e-mais-3-fatos-sobre-um-dos-objetos-mais-valiosos-da-historia\/"},"modified":"2022-09-27T15:18:12","modified_gmt":"2022-09-27T15:18:12","slug":"o-que-foi-decifrado-gracas-a-pedra-de-roseta-e-mais-3-fatos-sobre-um-dos-objetos-mais-valiosos-da-historia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/2022\/09\/27\/o-que-foi-decifrado-gracas-a-pedra-de-roseta-e-mais-3-fatos-sobre-um-dos-objetos-mais-valiosos-da-historia\/","title":{"rendered":"O que foi decifrado gra\u00e7as \u00e0 Pedra de Roseta &#8211; e mais 3 fatos sobre um dos objetos mais valiosos da hist\u00f3ria"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/FoCws7yVlDccMKn8brzr4eQSJdw=\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2022\/x\/5\/Xl1EeMR8i3RApCcCUMzA\/pedra-de-roseta.jpg\"><br \/>   Descoberta em 1799 por soldados napole\u00f4nicos que invadiram o Egito, ela foi inscrita em 196 a.C. Pedra de Roseta<br \/>\nGetty Images<br \/>\n&#8220;\u00c9 uma pedra cinza, do tamanho de uma daquelas malas grandes com rodinhas que as pessoas levam para os aeroportos, e as bordas \u00e1speras mostram que foi quebrada de uma pedra maior, com as fraturas cortando o texto que cobre um lado. E quando voc\u00ea l\u00ea esse texto, tamb\u00e9m \u00e9 muito chato: \u00e9 sobretudo jarg\u00e3o burocr\u00e1tico sobre concess\u00f5es fiscais.&#8221;<br \/>\nFoi desta forma pouco atraente que o ent\u00e3o diretor do British Museum, em Londres, Neil MacGregor descreveu a Pedra de Roseta em 2010 para um programa da BBC.<br \/>\nEle acrescentou, no entanto, que esse &#8220;peda\u00e7o de granito mon\u00f3tono&#8221; era tema de hist\u00f3rias fascinantes, como a luta pela sobreviv\u00eancia dos reis gregos que governaram o Egito depois de Alexandre, o Grande, assim como a disputa entre Inglaterra e Fran\u00e7a pelo Oriente M\u00e9dio.<br \/>\nMas h\u00e1 uma hist\u00f3ria que \u00e9 a mais fascinante de todas \u2014 e que fez desta pedra um dos objetos mais valiosos do museu: a corrida para decifrar os hier\u00f3glifos eg\u00edpcios, que completam 200 anos.<br \/>\n1. O que s\u00e3o hier\u00f3glifos e por que eram t\u00e3o dif\u00edceis de decifrar?<br \/>\nEstes signos t\u00edpicos da civiliza\u00e7\u00e3o eg\u00edpcia, que originalmente representavam um objeto visualmente, mas depois desenvolveram para a forma de representar palavras, foram reproduzidos por milhares de anos, a partir de 3.000 a.C., em est\u00e1tuas, t\u00famulos e papiros.<br \/>\nMas embora o fasc\u00ednio por esta cultura tenha perdurado ao longo do tempo, gra\u00e7as a seus monumentos surpreendentes \u2014 como as pir\u00e2mides \u2014 e \u00e0s refer\u00eancias ao Egito Antigo na B\u00edblia ou nos textos cl\u00e1ssicos greco-romanos, os hier\u00f3glifos deixaram de ser usados \u200b\u200bno s\u00e9culo 4 da nossa era.<br \/>\nO hier\u00f3glifos s\u00e3o encontrados em papiros&#8230;<br \/>\nGetty Images<br \/>\nO mist\u00e9rio do seu significado continuou at\u00e9 que uma pedra, quebrada e cinzenta, com um texto chato, se tornou &#8220;o objeto que permitiu decifrar o c\u00f3digo de como os antigos eg\u00edpcios tornaram poss\u00edvel sua linguagem&#8221;, como descreve Ilona Regulski, respons\u00e1vel pela cole\u00e7\u00e3o de papiros do British Museum.<br \/>\nComo explicou \u00e0 BBC Richard Parkinson, professor de egiptologia do Queen&#8217;s College, da Universidade de Oxford, no Reino Unido, antes da Pedra de Roseta, o entendimento dos hier\u00f3glifos era m\u00ednimo, pois seu uso terminou aproximadamente no ano 390 de nossa era \u2014 e todo o conhecimento de como eram lidos se perdeu.<br \/>\n&#8220;A Europa tinha um acesso muito limitado aos monumentos eg\u00edpcios e dependia das refer\u00eancias que gregos e romanos haviam feito quando visitaram o Egito&#8221;, explica Parkinson.<br \/>\nEle acrescenta que essas fontes cl\u00e1ssicas geraram muito entusiasmo nos europeus ao longo dos anos \u2014 especialmente naqueles que esperavam acessar o conhecimento e a filosofia dessa antiga civiliza\u00e7\u00e3o. Mas foram insuficientes para decifrar o significado desses signos.<br \/>\nEsse professor de egiptologia descreve que o principal problema era que os europeus entendiam os hier\u00f3glifos exclusivamente como ideogramas, ou seja, signos que faziam refer\u00eancia a conceitos e ideias, mas n\u00e3o a sons, e isso era apenas parcialmente verdade.<br \/>\nA essas primeiras tentativas de decifrar os hier\u00f3glifos, escapava o fato, diz Parkinson, de que o sistema hierogl\u00edfico eg\u00edpcio \u00e9 uma mistura de signos baseados em imagens \u2014 representando categorias, ideias e palavras \u2014 assim como sinais fon\u00e9ticos.<br \/>\nJean-Fran\u00e7ois Champollion, o homem que finalmente decifrar\u00e1 os hier\u00f3glifos em 1822, dir\u00e1 que se trata de um sistema complexo:<br \/>\n&#8220;Uma escrita inteiramente figurativa, simb\u00f3lica e fon\u00e9tica ao mesmo tempo, em um mesmo texto, em uma mesma frase, inclusive em uma mesma palavra.&#8221;<br \/>\n2. Como os hier\u00f3glifos foram decifrados?<br \/>\nEm 1798, as tropas napole\u00f4nicas invadem o Egito. Elas n\u00e3o est\u00e3o sozinhas, est\u00e3o acompanhadas por uma equipe de estudiosos, herdeiros dessa necessidade de compreender a antiga civiliza\u00e7\u00e3o eg\u00edpcia.<br \/>\nUm ano depois, perto da cidade de el-Rashid (Rosetta), soldados franceses encontram uma pedra enquanto escavavam as funda\u00e7\u00f5es da extens\u00e3o de um forte.<br \/>\n&#8220;Foi uma esp\u00e9cie de momento &#8216;eureka&#8217;: aqueles que a encontraram sabiam desde o in\u00edcio que era importante, a pedra foi preservada, e foram feitas c\u00f3pias a tinta do texto, que foram enviadas a estudiosos do Antigo Egito&#8221;, disse \u00e0 BBC Penelope Wilson, professora de arqueologia eg\u00edpcia na Universidade de Durham, no Reino Unido.<br \/>\n&#8230;e em monumentos<br \/>\nGetty Images<br \/>\nMas como aqueles que a encontraram se deram conta da sua import\u00e2ncia se n\u00e3o conseguiam entender muito do que estava escrito na pedra? Porque, como diz Neil MacGregor, o mais importante da Pedra de Roseta n\u00e3o \u00e9 o que ela diz, mas sim o que ela diz tr\u00eas vezes e em tr\u00eas idiomas diferentes:<br \/>\n&#8220;Em grego cl\u00e1ssico, a l\u00edngua dos governantes gregos e da administra\u00e7\u00e3o estatal, e depois em duas formas de eg\u00edpcio antigo: a escrita cotidiana do povo conhecida como dem\u00f3tica, e os hier\u00f3glifos sacerdotais que intrigaram os europeus por s\u00e9culos.&#8221;<br \/>\nComo explica o ex-diretor do British Museum, a inscri\u00e7\u00e3o grega era a que todos os estudiosos podiam ler e, portanto, era considerada chave. Mas todos eles ficaram empacados, at\u00e9 que um acad\u00eamico ingl\u00eas chamado Thomas Young deduziu corretamente que um grupo de hier\u00f3glifos repetidos v\u00e1rias vezes na Pedra de Roseta era um nome real: o do monarca Ptolomeu.<br \/>\nFoi um primeiro passo crucial, mas Young n\u00e3o havia decifrado todo o c\u00f3digo porque ningu\u00e9m esperava que os hier\u00f3glifos refletissem sons \u2014 pensavam neles como imagens simb\u00f3licas. Ent\u00e3o Young achou que os hier\u00f3glifos representavam as letras de Ptolomeu apenas porque esse rei era estrangeiro.<br \/>\nJean-Fran\u00e7ois Champollion se deu conta depois que n\u00e3o s\u00f3 os s\u00edmbolos de Ptolomeu, mas todos os hier\u00f3glifos eram ao mesmo tempo pict\u00f3ricos e fon\u00e9ticos: registravam o &#8220;som&#8221; da l\u00edngua eg\u00edpcia.<br \/>\n&#8220;Por exemplo, na \u00faltima linha do texto hierogl\u00edfico na pedra, tr\u00eas sinais soletram os sons da palavra &#8216;laje de pedra&#8217; em eg\u00edpcio, &#8216;ahaj&#8217;, e depois um quarto signo oferece uma imagem que mostra a pedra como era originalmente: uma laje quadrada com a parte superior arredondada. Ent\u00e3o o som e a imagem andam juntos&#8221;, explica MacGregor.<br \/>\nAs diferentes l\u00ednguas inscritas na Pedra de Roseta<br \/>\nGetty Images<br \/>\nChampollion tinha duas grandes vantagens em rela\u00e7\u00e3o a Young: uma era que ele havia aprendido copta, a l\u00edngua dos eg\u00edpcios crist\u00e3os que era descendente direta da l\u00edngua do Egito Antigo; a outra \u00e9 que visitou o Egito e p\u00f4de confirmar em papiros e monumentos que sua teoria estava certa.<br \/>\n3. O que diz e por que tamb\u00e9m est\u00e1 escrito em grego?<br \/>\nA disputa pelo Egito n\u00e3o come\u00e7ou no crep\u00fasculo do s\u00e9culo 18 entre ingleses e franceses.<br \/>\nApesar de ter sido uma das civiliza\u00e7\u00f5es mais poderosas da Hist\u00f3ria Antiga, ou talvez justamente por isso, o territ\u00f3rio que abriga o Rio Nilo foi invadido por persas, gregos, romanos, bizantinos, \u00e1rabes e turcos otomanos, antes de Londres e Paris ficarem de olho nele.<br \/>\nO arque\u00f3logo eg\u00edpcio Zahi Hawass reivindicou a devolu\u00e7\u00e3o da Pedra de Roseta ao Egito<br \/>\nGetty Images<br \/>\nQuando a pedra foi inscrita em 196 a.C., no primeiro anivers\u00e1rio da coroa\u00e7\u00e3o de Ptolomeu 5\u00ba, a dinastia ptolomaica havia governado o Egito por um s\u00e9culo. O primeiro Ptolomeu foi um dos principais generais de Alexandre, o Grande, que invadiu o Egito e depois a P\u00e9rsia, antes de morrer na Babil\u00f4nia em 323 a.C..<br \/>\n&#8220;Os ptolomeus n\u00e3o se preocuparam em aprender eg\u00edpcio, simplesmente fizeram todos os seus funcion\u00e1rios falar grego, e ent\u00e3o o grego seria a l\u00edngua da administra\u00e7\u00e3o estatal no Egito por mil anos&#8221;, explica MacGregor.<br \/>\nDa poderosa Alexandria, que permaneceria por s\u00e9culos como a cidade mais importante do Mediterr\u00e2neo, com sua biblioteca e seu farol, os ptolomeus criaram uma dinastia que se perpetuaria at\u00e9 a morte de Cle\u00f3patra, seu \u00faltimo expoente, em 30 a.C..<br \/>\nMas, na \u00e9poca de Ptolomeu 5\u00ba, a dinastia estava em apuros \u2014 seu pai havia morrido repentinamente, sua m\u00e3e foi assassinada, e as revoltas em todo o pa\u00eds adiaram por anos a coroa\u00e7\u00e3o desse rei crian\u00e7a. Embora sempre tenham precisado do apoio dos sacerdotes eg\u00edpcios, poucas vezes em sua hist\u00f3ria a monarquia grega precisou tanto desse apoio local. E esse respaldo se tornaria um texto na pedra de Roseta e outras 17 inscri\u00e7\u00f5es semelhantes, todas em tr\u00eas idiomas.<br \/>\n&#8220;Trata-se de um decreto emitido pelos sacerdotes eg\u00edpcios, aparentemente para marcar a coroa\u00e7\u00e3o e declarar o novo status de Ptolomeu como um deus vivo \u2014 a divindade acompanhava o trabalho de ser fara\u00f3. Os sacerdotes concederam a Ptolomeu uma coroa\u00e7\u00e3o eg\u00edpcia completa na cidade sagrada de M\u00eanfis, o que fortaleceu muito sua posi\u00e7\u00e3o como leg\u00edtimo governante do Egito&#8221;, descreve MacGregor.<br \/>\nMas o apoio n\u00e3o veio de gra\u00e7a, como explica Dorothy Thompson, professora em\u00e9rita da Universidade de Cambridge, no Reino Unido.<br \/>\n&#8220;A ocasi\u00e3o que deu origem a este decreto sup\u00f4s em alguns aspectos uma mudan\u00e7a. J\u00e1 tinha havido decretos anteriores, e s\u00e3o muito parecidos, mas neste reinado em particular \u2014 o de um rei muito jovem, cujo reino estava sendo atacado a partir de v\u00e1rias frentes \u2014, uma das cl\u00e1usulas do Decreto de M\u00eanfis, a Pedra de Roseta, \u00e9 que os sacerdotes n\u00e3o precisavam mais ir a Alexandria todos os anos \u2014 Alexandria era a nova capital grega. Em vez disso, eles poderiam se reunir em M\u00eanfis, o antigo centro do Egito. Isso era novidade, e talvez possa ser visto como uma concess\u00e3o por parte da casa real.&#8221;<br \/>\nOutra concess\u00e3o foi uma s\u00e9rie de isen\u00e7\u00f5es fiscais para o sacerd\u00f3cio eg\u00edpcio, t\u00e3o atraente nos tempos antigos quanto na atualidade.<br \/>\nVisitantes observam a Pedra de Roseta no museu<br \/>\nGetty Images<br \/>\n&#8220;Ent\u00e3o a pedra \u00e9 simultaneamente uma express\u00e3o de poder e de compromisso, embora ler todo o conte\u00fado seja t\u00e3o emocionante quanto ler um novo tratado da Uni\u00e3o Europeia, escrito simultaneamente em v\u00e1rios idiomas. O conte\u00fado \u00e9 burocr\u00e1tico, sacerdotal e \u00e1rido, mas isso, claro, n\u00e3o \u00e9 o importante&#8221;, conclui MacGregor.<br \/>\n4. Como a pedra foi parar no British Museum se foi descoberta pelos franceses?<br \/>\n&#8220;N\u00e3o se pode separar a descoberta e a interpreta\u00e7\u00e3o da Pedra de Roseta do contexto geopol\u00edtico em que ocorreu. O Egito tinha enorme import\u00e2ncia porque facilitava o acesso ao Sudeste Asi\u00e1tico. Antes da constru\u00e7\u00e3o do Canal de Suez, no final do s\u00e9culo 19, voc\u00ea tinha que atravessar o Egito por terra para chegar ao Mar Vermelho, e assim acessar as possess\u00f5es dos imp\u00e9rios europeus. Havia ent\u00e3o uma verdadeira corrida armamentista para controlar esta \u00e1rea.&#8221;<br \/>\nFoi assim que Campbell Price, curador de Egito e Sud\u00e3o do Museu de Manchester, no Reino Unido, explicou \u00e0 BBC a posi\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica que o Egito tinha para a Europa quando os soldados napole\u00f4nicos fizeram sua descoberta em el-Rashid.<br \/>\nDevido a esta corrida armamentista entre Inglaterra e Fran\u00e7a, embora as c\u00f3pias feitas em 1799 tenham viajado para Paris e acabado nas m\u00e3os de Champollion, a pedra nunca chegou \u00e0 capital francesa.<br \/>\n&#8220;Perseguido por (Horatio) Nelson, Napole\u00e3o foi derrotado, e em 1801 os termos do Tratado de Alexandria, assinado pelos generais franceses, brit\u00e2nicos e eg\u00edpcios, inclu\u00edam a entrega de antiguidades, e a Pedra de Roseta era uma delas&#8221;, lembra Neil MacGregor.<br \/>\nFoto em preto e branco do British Museum, em Londres, s\u00e9culos atr\u00e1s<br \/>\nGetty Images<br \/>\n\u00c9 por isso que, como indica o ex-diretor do British Museum, na pedra n\u00e3o h\u00e1 textos apenas em tr\u00eas idiomas&#8230;<br \/>\n&#8220;Se voc\u00ea prestar aten\u00e7\u00e3o na parte quebrada, ver\u00e1 que, na verdade, s\u00e3o quatro. Porque ali, estampado em ingl\u00eas, se pode ler: &#8220;Capturado pelo Ex\u00e9rcito Brit\u00e2nico em 1801, apresentado pelo rei George 3\u00ba.&#8221;<br \/>\nDurante d\u00e9cadas, arque\u00f3logos eg\u00edpcios fizeram um apelo pelo retorno da pedra ao seu local de origem. Este esfor\u00e7o, liderado pelo ex-ministro de Antiguidades Zahi Hawass, ganhou novo f\u00f4lego neste anivers\u00e1rio.<br \/>\n&#8220;A Pedra de Roseta \u00e9 o \u00edcone da identidade eg\u00edpcia. O British Museum n\u00e3o tem o direito de mostrar este artefato ao p\u00fablico&#8221;, disse Hawass \u00e0 publica\u00e7\u00e3o The National, como parte de uma campanha para enviar cartas aos principais museus europeus para que devolvam esta e outras pe\u00e7as, como um busto da rainha Nefertiti, em Berlim, e um teto esculpido do Zod\u00edaco no Louvre, em Paris.<br \/>\nPara o professor Parkinson, que foi respons\u00e1vel pela pedra como curador do British Museum, a Pedra de Roseta teve um passado complicado, mas, apesar disso, diz muito sobre o futuro do ser humano:<br \/>\n&#8220;N\u00e3o \u00e9 muito atraente, est\u00e1 danificada, tem uma hist\u00f3ria problem\u00e1tica, mas ainda cativa a imagina\u00e7\u00e3o humana: as pessoas querem v\u00ea-la, querem comprar souvenirs dela, porque cont\u00e9m a ideia de que voc\u00ea pode entender outra cultura, \u00e9 um grande s\u00edmbolo de que a humanidade quer entender o outro.&#8221;<br \/>\nEste artigo foi escrito com base em dois programas de r\u00e1dio da BBC, que voc\u00ea pode ouvir (em ingl\u00eas) a seguir: Em nosso tempo e A hist\u00f3ria do mundo em 100 objetos.<br \/>\n&#8211; Este texto foi publicado em https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/geral-63045630<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Descoberta em 1799 por soldados napole\u00f4nicos que invadiram o Egito, ela foi inscrita em 196 a.C. 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