{"id":48800,"date":"2023-04-19T23:25:30","date_gmt":"2023-04-19T23:25:30","guid":{"rendered":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/?p=48800"},"modified":"2023-04-19T23:25:31","modified_gmt":"2023-04-19T23:25:31","slug":"falta-de-tempo-desinformacao-e-dificuldades-de-acesso-sao-barreiras-a-vacinacao-de-criancas-diz-estudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/2023\/04\/19\/falta-de-tempo-desinformacao-e-dificuldades-de-acesso-sao-barreiras-a-vacinacao-de-criancas-diz-estudo\/","title":{"rendered":"Falta de tempo, desinforma\u00e7\u00e3o e dificuldades de acesso s\u00e3o barreiras \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as, diz estudo"},"content":{"rendered":"\n<p>Levantamento, que contempla entrevistadas de todas as regi\u00f5es do pa\u00eds, tamb\u00e9m indica o quanto a compreens\u00e3o do calend\u00e1rio de vacina\u00e7\u00e3o infantil pode ser desafiadora para as m\u00e3es<\/p>\n\n\n\n<p>Pelo menos 6 em cada 10 m\u00e3es brasileiras (66%) relatam que j\u00e1 atrasaram a vacina\u00e7\u00e3o dos filhos ou deixaram de imuniz\u00e1-los por motivos como falta de tempo, dist\u00e2ncia entre sua casa e o local da aplica\u00e7\u00e3o, perda da carteirinha ou dificuldades para lembrar das datas das doses.<\/p>\n\n\n\n<p>Os dados s\u00e3o de uma nova pesquisa conduzida pelo Instituto Locomotiva, com a participa\u00e7\u00e3o de 2 mil m\u00e3es de crian\u00e7as e adolescentes com idade at\u00e9 15 anos. O levantamento, que contempla entrevistadas de todas as regi\u00f5es do pa\u00eds, tamb\u00e9m indica o quanto a compreens\u00e3o do calend\u00e1rio de vacina\u00e7\u00e3o infantil pode ser desafiadora para as m\u00e3es.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c0 pesquisa, 68% das participantes disseram que j\u00e1 se sentiram confusas sobre a imuniza\u00e7\u00e3o dos filhos. Esse achado se soma a outros dados da pesquisa que indicam a import\u00e2ncia da busca por caminhos que fa\u00e7am a informa\u00e7\u00e3o de qualidade chegar a esse p\u00fablico: 24% da amostra total da pesquisa considera elevado o seu conhecimento sobre o tema vacinas.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando perguntadas sobre os motivos que mais atrapalham a vacina\u00e7\u00e3o infantil, as m\u00e3es ouvidas pela pesquisa apontam, mais uma vez, a desinforma\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao calend\u00e1rio vacinal como o principal obst\u00e1culo (op\u00e7\u00e3o escolhida por 45% das entrevistadas). As not\u00edcias falsas aparecem antes mesmo de fatores relacionados ao acesso, como as dificuldades para chegar aos locais de vacina\u00e7\u00e3o (39%) ou a percep\u00e7\u00e3o de que os hor\u00e1rios de funcionamento dos \u00f3rg\u00e3os de sa\u00fade seriam restritos (39%).<\/p>\n\n\n\n<p>Como parte desse cen\u00e1rio de desconhecimento, 17% das participantes declaram sua falta de confian\u00e7a nas vacinas. Na pr\u00e1tica, 16% das mulheres ouvidas afirmam que n\u00e3o levam seus filhos para tomar todas as vacinas recomendadas para a faixa et\u00e1ria da crian\u00e7a. O levantamento foi realizado a pedido da Pfizer.<\/p>\n\n\n\n<p>M\u00e3es sobrecarregadas: faltam tempo e suporte<br>\u00c0s dificuldades de informa\u00e7\u00e3o sobre vacinas soma-se a sobrecarga materna como outro fator de impacto para a imuniza\u00e7\u00e3o pedi\u00e1trica. A maioria das m\u00e3es entrevistadas (56%) relata que, com as demandas do dia a dia, acaba esquecendo as datas de vacina\u00e7\u00e3o dos filhos.<\/p>\n\n\n\n<p>A rotina atribulada dessas mulheres tamb\u00e9m transparece nos cuidados que elas relatam com a pr\u00f3pria sa\u00fade. Parte consider\u00e1vel da amostra (27%) indica que sua vacina\u00e7\u00e3o est\u00e1 desatualizada.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, quase metade (49%) das participantes da pesquisa declara ter dificuldades para gerenciar a carteirinha dos filhos. O \u00edndice sobe para 59% entre as respons\u00e1veis por crian\u00e7as que estudam em escolas p\u00fablicas e chega a 66% na regi\u00e3o Norte do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante desse desafio, 79% das m\u00e3es ouvidas afirmam que gostariam de receber alguma ajuda para lembrar e organizar as datas de vacina\u00e7\u00e3o dos seus filhos. O indicador sobe para 83% entre as mulheres mais jovens, de 18 a 29 anos, e tamb\u00e9m \u00e9 de 83% para o grupo das classes D\/E.<\/p>\n\n\n\n<p>Impactos da desigualdade social<br>Embora as dificuldades estejam presentes todos os diferentes grupos de m\u00e3es contemplados pela pesquisa, o problema se acentua nas camadas mais vulner\u00e1veis, incluindo a popula\u00e7\u00e3o de menor renda.<\/p>\n\n\n\n<p>Se na amostra geral 36% das entrevistadas afirmam receber algum tipo de acompanhamento ou ajuda para lembrar das datas de vacina\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as, esse n\u00famero sobe para 51% entre aquelas das classes A\/B, mas cai para 25% entre as participantes da regi\u00e3o Norte, por exemplo.<\/p>\n\n\n\n<p>Em outra frente, enquanto 35% das participantes da pesquisa indicam que j\u00e1 atrasaram a vacina\u00e7\u00e3o dos filhos ou deixaram de imuniz\u00e1-los por residirem longe do local de vacina\u00e7\u00e3o, essa taxa sobe para 41% entre aquelas das classes D\/E, chegando a 51% na regi\u00e3o Norte.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m s\u00e3o as m\u00e3es nortistas as que mais relatam a experi\u00eancia de perder um dia de trabalho para poder levar a crian\u00e7a para se vacinar: a maioria delas (51%) j\u00e1 passou por essa situa\u00e7\u00e3o, porcentual que fica em 45% na amostra geral da pesquisa.<\/p>\n\n\n\n<p>As regi\u00f5es Norte e Nordeste concentram os munic\u00edpios com os mais baixos \u00cdndices de Desenvolvimento Humano (IDH), segundo dados oficiais.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEssas tamb\u00e9m s\u00e3o as regi\u00f5es do Pa\u00eds que apresentam os indicadores mais baixos de imuniza\u00e7\u00e3o infantil. Portanto, \u00e9 importante considerar o impacto da desigualdade social dentro desse cen\u00e1rio para que possamos buscar solu\u00e7\u00f5es que ajudem a transpor cada um dos obst\u00e1culos enfrentados pelas fam\u00edlias na imuniza\u00e7\u00e3o de suas crian\u00e7as\u201d, afirma o pediatra Renato Kfouri, presidente do Departamento Cient\u00edfico de Imuniza\u00e7\u00f5es da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).<\/p>\n\n\n\n<p>O impacto das desigualdades sociais tamb\u00e9m pode ser observado em rela\u00e7\u00e3o ao acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o, segundo a pesquisa. Enquanto 52% das m\u00e3es das classes A\/B consideram elevado seu conhecimento sobre vacinas, na outra ponta apenas 18% daquelas pertencentes \u00e0s classes D\/E t\u00eam a mesma percep\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Participa\u00e7\u00e3o das escolas<br>Na esteira dessas desigualdades, a pesquisa aponta que, com exce\u00e7\u00e3o da imuniza\u00e7\u00e3o contra a gripe, para todas as outras vacinas pedi\u00e1tricas, a declara\u00e7\u00e3o de ades\u00e3o \u00e9 maior entre as mulheres com filhos estudando em escolas particulares.<\/p>\n\n\n\n<p>Em meio aos obst\u00e1culos que dificultam a imuniza\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as, quase 9 em cada 10 m\u00e3es entrevistadas (88%) afirmam acreditar que a escola poderia facilitar o acesso \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o infantil. A maioria dessas entrevistadas gostaria que a escola ajudasse a lembrar das doses previstas no calend\u00e1rio (79%) ou enviasse mais comunicados sobre vacina\u00e7\u00e3o (82%).<\/p>\n\n\n\n<p>Na opini\u00e3o das m\u00e3es ouvidas pelo levantamento, a possibilidade de vacinar os filhos dentro da escola seria uma medida ideal: essa \u00e9 a opini\u00e3o de 76% da popula\u00e7\u00e3o entrevistada, taxa que aumenta para 80% entre as participantes negras. Entre os benef\u00edcios, 8 em cada 10 mulheres apontam a redu\u00e7\u00e3o no deslocamento. Assim, tamb\u00e9m para 76% das respondentes, essa diminui\u00e7\u00e3o ajudaria, inclusive, a economizar os custos associados ao trajeto.<\/p>\n\n\n\n<p>A hip\u00f3tese de imunizar as crian\u00e7as na escola \u00e9 percebida pelas m\u00e3es n\u00e3o apenas como uma medida em benef\u00edcio pr\u00f3prio: 85% delas acreditam que essa alternativa colaboraria para aumentar a cobertura vacinal do pa\u00eds como um todo. Individualmente, caso essa alternativa fosse implementada, 77% das respondentes est\u00e3o convencidas de que n\u00e3o atrasariam as vacinas de seus filhos.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, 81% das m\u00e3es dizem que se sentiriam seguras com a imuniza\u00e7\u00e3o no ambiente escolar se soubessem que a aplica\u00e7\u00e3o seria realizada por profissionais qualificados.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, quase todas as entrevistadas (91%) afirmam que provavelmente autorizariam os filhos a receber as doses na escola \u2013 dessas, 73% dizem que a decis\u00e3o independeria, inclusive, do tipo de vacina ministrada.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA taxa de vacina\u00e7\u00e3o infantil no Brasil vem sofrendo uma queda importante nos \u00faltimos anos, deixando a popula\u00e7\u00e3o mais exposta a doen\u00e7as que antes estavam sob controle, como o sarampo. Sabemos que essa quest\u00e3o foi agravada pela pandemia, mas estamos falando de um problema multifatorial, complexo, influenciado por v\u00e1rios elementos, sejam eles sociais, econ\u00f4micos, comportamentais ou de informa\u00e7\u00e3o. Por isso, com a nova pesquisa, propomos um olhar mais aprofundado desse cen\u00e1rio, como forma de contribuir para a busca de solu\u00e7\u00f5es que realmente possam transformar a situa\u00e7\u00e3o\u201d, diz a diretora m\u00e9dica da Pfizer, Adriana Ribeiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: CNN Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Levantamento, que contempla entrevistadas de todas as regi\u00f5es do pa\u00eds, tamb\u00e9m indica o quanto a compreens\u00e3o do calend\u00e1rio de vacina\u00e7\u00e3o infantil pode ser desafiadora para as m\u00e3es Pelo menos 6 em cada 10 m\u00e3es brasileiras (66%) relatam que j\u00e1 atrasaram a vacina\u00e7\u00e3o dos filhos ou deixaram de imuniz\u00e1-los por motivos como falta de tempo, dist\u00e2ncia<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"om_disable_all_campaigns":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[39],"tags":[],"class_list":{"0":"post-48800","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","6":"category-brasil"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/48800","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=48800"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/48800\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":48803,"href":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/48800\/revisions\/48803"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=48800"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=48800"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=48800"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}