{"id":48330,"date":"2023-04-05T18:51:16","date_gmt":"2023-04-05T18:51:16","guid":{"rendered":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/?p=48330"},"modified":"2023-04-05T18:51:18","modified_gmt":"2023-04-05T18:51:18","slug":"reforma-tributaria-consumidor-sera-informado-na-nota-fiscal-sobre-qual-e-o-preco-dos-produtos-sem-imposto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/2023\/04\/05\/reforma-tributaria-consumidor-sera-informado-na-nota-fiscal-sobre-qual-e-o-preco-dos-produtos-sem-imposto\/","title":{"rendered":"Reforma tribut\u00e1ria: consumidor ser\u00e1 informado na nota fiscal sobre qual \u00e9 o pre\u00e7o dos produtos sem imposto"},"content":{"rendered":"\n<p>As duas principais propostas de reforma tribut\u00e1ria em discuss\u00e3o no Congresso Nacional contemplam a cobran\u00e7a do futuro imposto sobre valor agregado por fora dos pre\u00e7os dos produtos e servi\u00e7os. Atualmente, o ICMS incide sobre o pr\u00f3prio ICMS e sobre o PIS\/Cofins.<\/p>\n\n\n\n<p>As principais propostas de reforma tribut\u00e1ria sobre o consumo em discuss\u00e3o no Congresso Nacional contemplam uma maior transpar\u00eancia e precis\u00e3o sobre o valor cobrado em impostos.<\/p>\n\n\n\n<p>Se aprovada a mudan\u00e7a, ser\u00e1 poss\u00edvel saber exatamente qual o pre\u00e7o do produto sem imposto \u2014 o que ser\u00e1 obrigatoriamente informado na nota fiscal da compra. E, consequentemente, o valor dos tributos ser\u00e1 destacado.<\/p>\n\n\n\n<p>Atualmente, a lei determina que as notas fiscais tragam, ao menos, um &#8220;valor aproximado dos tributos&#8221;. Mas n\u00e3o h\u00e1 certeza sobre o valor exato dos tributos por conta das dificuldades de c\u00e1lculo (veja mais abaixo nesta reportagem).<\/p>\n\n\n\n<p>Nas prateleiras do supermercado<br>Nos Estados Unidos e em outros pa\u00edses mais desenvolvidos, os produtos s\u00e3o anunciados nas g\u00f4ndolas dos supermercados sem a cobran\u00e7a dos impostos. Na hora do pagamento, s\u00e3o acrescidos os tributos, que aparecem na nota fiscal detalhada.<\/p>\n\n\n\n<p>Os textos ainda n\u00e3o determinam se, no Brasil, os produtos aparecer\u00e3o nas prateleiras tamb\u00e9m sem tributos, ou se continuar\u00e3o sendo divulgados pre\u00e7os com os impostos j\u00e1 embutidos. Isso ser\u00e1 definido posteriormente.<\/p>\n\n\n\n<p>A tend\u00eancia, segundo t\u00e9cnicos envolvidos na reforma tribut\u00e1ria, \u00e9 que seja informado somente o pre\u00e7o com impostos nas prateleiras para facilitar o c\u00e1lculo da popula\u00e7\u00e3o e evitar surpresas na hora do pagamento. E que o valor do imposto seja discriminado na nota fiscal, emitida ap\u00f3s o pagamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Compras pela internet<br>Nas compras pela internet, entretanto, os pre\u00e7os dos produtos anunciados devem aparecer somente sem a incid\u00eancia dos impostos.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso acontece porque a al\u00edquota final do IVA que ser\u00e1 cobrada depende do local em que os produtos ser\u00e3o comprados (cobran\u00e7a no destino), que variar\u00e1 de acordo com o estado e munic\u00edpio.<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, na hora do pagamento, os tributos ser\u00e3o inseridos (de acordo com a al\u00edquota cobrada por cada estado e munic\u00edpio), o que aumentar\u00e1 o valor total pago.<\/p>\n\n\n\n<p>A cobran\u00e7a no destino \u00e9 um dos princ\u00edpios da reforma tribut\u00e1ria. Atualmente, os impostos s\u00e3o cobrados na &#8220;origem&#8221;, ou seja, onde \u00e9 feita a produ\u00e7\u00e3o, o que tem gerado a chamada &#8220;guerra fiscal&#8221; \u2014 que \u00e9 a concess\u00e3o de benef\u00edcios pelos estados e munic\u00edpios para atrair empresas.<\/p>\n\n\n\n<p>A avalia\u00e7\u00e3o de analistas \u00e9 que a guerra fiscal deve ser combatida, pois gera distor\u00e7\u00f5es, como a escolha de locais n\u00e3o adequados para a instala\u00e7\u00e3o de f\u00e1bricas, e tamb\u00e9m a perda de arrecada\u00e7\u00e3o por estados e munic\u00edpios.<\/p>\n\n\n\n<p>Dificuldade de c\u00e1lculo:<br>A transpar\u00eancia e a precis\u00e3o do valor informado dos impostos pagos ser\u00e1 possibilitada por uma mudan\u00e7a proposta na reforma tribut\u00e1ria: que o futuro IVA, que substituir\u00e1 os tributos atuais (PIS, Cofins, ICMS e ISS) incida somente sobre o pre\u00e7o do produto, sistema conhecido como &#8220;por fora&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>No sistema atual, com impostos cobrados &#8220;por dentro&#8221;, o ICMS estadual incide sobre o pr\u00f3prio ICMS e, tamb\u00e9m, sobre o PIS\/Cofins. Isso quer dizer que h\u00e1 impostos embutidos no pre\u00e7os servem de base para a cobran\u00e7a outros tributos, o que dificulta o c\u00e1lculo do imposto total est\u00e1 sendo pago nos produtos e servi\u00e7os adquiridos.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o secret\u00e1rio Bernard Appy, do Minist\u00e9rio da Fazenda, apenas o Brasil, junto com a Bol\u00edvia, cobra imposto sobre o pre\u00e7o dos produtos e servi\u00e7os &#8220;por dentro&#8221; &#8211; no qual h\u00e1 imposto embutido em cadeias anteriores.<\/p>\n\n\n\n<p>Reforma tribut\u00e1ria:<br>Discutida h\u00e1 d\u00e9cadas e muito aguardado pelo setor produtivo, a reforma tribut\u00e1ria \u00e9 considerada essencial pelo governo para aproximar as regras brasileiras do resto do mundo e reformar um sistema que \u00e9 tido como ca\u00f3tico por empres\u00e1rios e investidores.<\/p>\n\n\n\n<p>Duas propostas tramitam atualmente no Congresso Nacional servir\u00e3o de base para o texto final, que ainda est\u00e1 em negocia\u00e7\u00e3o. S\u00e3o elas:<\/p>\n\n\n\n<p>PEC 45 \u2013 IVA \u00danico para Uni\u00e3o, estados e munic\u00edpios, mas um imposto seletivo (sobre produtos nocivos).<\/p>\n\n\n\n<p>PEC 110 \u2013 IVA Dual, ou seja, um imposto para estados e munic\u00edpios, al\u00e9m de outro para o governo federal e, tamb\u00e9m, um imposto seletivo (sobre produtos nocivos).<\/p>\n\n\n\n<p>As propostas em discuss\u00e3o contemplam a extin\u00e7\u00e3o do PIS, da Contribui\u00e7\u00e3o para Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e do Imposto Sobre Produtos Industrializados.<\/p>\n\n\n\n<p>Eles seriam &#8220;trocados&#8221; por um imposto sobre valor agregado, j\u00e1 existente em pa\u00edses desenvolvidos, que seria n\u00e3o cumulativo, ou seja, que seria pago uma s\u00f3 vez por cada etapa na cadeia (produtor, distribuidor e comerciante). Tamb\u00e9m haveria a cobran\u00e7a de um imposto seletivo sobre produtos nocivos, como cigarros e bebidas alco\u00f3licas.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de priorit\u00e1ria, a reforma \u00e9 considerada complexa do ponto de vista pol\u00edtico. Diferentes governos tentaram, sem sucesso, fazer a reforma tribut\u00e1ria nas \u00faltimas d\u00e9cadas, focados principalmente na tributa\u00e7\u00e3o sobre o consumo.<\/p>\n\n\n\n<p>As propostas esbarraram em resist\u00eancias de car\u00e1ter regional, partid\u00e1rio e de diferentes setores produtivos, todos representados no Congresso Nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: g1<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As duas principais propostas de reforma tribut\u00e1ria em discuss\u00e3o no Congresso Nacional contemplam a cobran\u00e7a do futuro imposto sobre valor agregado por fora dos pre\u00e7os dos produtos e servi\u00e7os. Atualmente, o ICMS incide sobre o pr\u00f3prio ICMS e sobre o PIS\/Cofins. 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