{"id":46699,"date":"2023-03-10T00:29:29","date_gmt":"2023-03-10T00:29:29","guid":{"rendered":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/2023\/03\/10\/investigado-por-trabalho-escravo-no-rs-diz-que-prestou-servico-apenas-para-as-tres-vinicolas-envolvidas-as-unicas\/"},"modified":"2023-03-10T00:29:29","modified_gmt":"2023-03-10T00:29:29","slug":"investigado-por-trabalho-escravo-no-rs-diz-que-prestou-servico-apenas-para-as-tres-vinicolas-envolvidas-as-unicas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/2023\/03\/10\/investigado-por-trabalho-escravo-no-rs-diz-que-prestou-servico-apenas-para-as-tres-vinicolas-envolvidas-as-unicas\/","title":{"rendered":"Investigado por trabalho escravo no RS diz que prestou servi\u00e7o apenas para as tr\u00eas vin\u00edcolas envolvidas: &#8216;as \u00fanicas&#8217;"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/fiVGT_YVKpSIMXHNsKnL_NJ7t5A=\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2023\/x\/W\/AVhoDjSH6vpKU1wGW8zg\/entrevista-fenix-ja-0903-frame-49528.jpg\"><br \/>     Pedro Augusto Oliveira de Santana, respons\u00e1vel pela terceirizada, falou pela primeira vez desde o resgate dos funcion\u00e1rios na serra ga\u00facha. Ele explicou como foi a contrata\u00e7\u00e3o e negou diversas acusa\u00e7\u00f5es. Pedro Augusto Oliveira de Santana foi o respons\u00e1vel pela contrata\u00e7\u00e3o dos mais de 200 trabalhadores resgatados em situa\u00e7\u00e3o de escravid\u00e3o em Bento Gon\u00e7alves<br \/>\nReprodu\u00e7\u00e3o\/RBS TV<br \/>\nO empres\u00e1rio Pedro Augusto Oliveira de Santana, respons\u00e1vel pela terceirizada F\u00eanix Servi\u00e7os Administrativos e Apoio \u00e0 Gest\u00e3o de Sa\u00fade LTDA, falou pela primeira vez, ap\u00f3s o resgate de mais de 200 trabalhadores que eram mantidos em regime de escravid\u00e3o na Serra do Rio Grande do Sul. Ele chegou a ser preso, mas pagou fian\u00e7a e foi solto.<br \/>\nEle diz que trabalhou apenas para as tr\u00eas vin\u00edcolas envolvidas e alguns produtores da regi\u00e3o. &#8220;Trabalhei pra, como j\u00e1 est\u00e1 divulgado, a Vin\u00edcola Aurora, a Vin\u00edcola Garibaldi e a Vin\u00edcola Salton. Essas tr\u00eas, s\u00f3 &#8216;foi&#8217; as \u00fanicas tr\u00eas que eu trabalhei at\u00e9 hoje. O restante, eu tinha alguns produtores que eu trabalhava, que eu fazia parte da colheita da uva&#8221;.<br \/>\nPedro Augusto nega as acusa\u00e7\u00f5es. Leia os principais trechos da entrevista abaixo.<br \/>\nNa entrevista, o empres\u00e1rio relata como construiu influ\u00eancia entre produtores da Serra at\u00e9 chegar ao momento atual, em que trazia centenas de trabalhadores da Bahia, onde nasceu, para transportar frango e, principalmente, colher uva para empresas da regi\u00e3o como terceirizados.<br \/>\n&#8220;As vin\u00edcolas, elas tinham, como eu falei, dificuldade da m\u00e3o de obra, at\u00e9 de contratar. Com toda essa dificuldade, elas acabaram me procurando. Onde eu comecei primeiro foi na Vin\u00edcola Garibaldi. Dali, o pessoal viu que eu estava fazendo um bom trabalho&#8221;, conta.<br \/>\nO empres\u00e1rio admite que j\u00e1 foi alvo de a\u00e7\u00f5es trabalhistas e de autua\u00e7\u00f5es por irregularidades, mas nega as acusa\u00e7\u00f5es de trabalho an\u00e1logo \u00e0 escravid\u00e3o. Afirma que pagava sal\u00e1rios em dia, que oferecia comida e transporte adequados para os trabalhadores e que n\u00e3o tem not\u00edcia de viol\u00eancia contra os terceirizados. Pedro diz tamb\u00e9m que nunca teve PMs como seguran\u00e7as, como apontado durante as investiga\u00e7\u00f5es.<br \/>\n&#8220;\u00c9 um momento delicado, \u00e9 um momento dif\u00edcil. Muitas acusa\u00e7\u00f5es. Bandido, eu n\u00e3o sou. Quem me conhece de verdade [sabe]. Por onde eu passei, eu deixei uma hist\u00f3ria, uma hist\u00f3ria boa. Nunca deixei nada que deixasse uma imagem de bandido, que fiz algo errado&#8221;, garante.<br \/>\nConfira trechos da entrevista<br \/>\nArma de choque, spray de pimenta e cassetete<br \/>\nOs empregados que trabalhavam em situa\u00e7\u00e3o an\u00e1loga \u00e0 escravid\u00e3o na colheita da uva em Bento Gon\u00e7alves, na Serra, narraram situa\u00e7\u00f5es em que sofriam espancamentos, choques el\u00e9tricos, tiros de bala de borracha e ataques com spray de pimenta. O empres\u00e1rio nega.<br \/>\n&#8220;Nunca, jamais. E eu ainda falo mais. Na maioria das vezes, eu levava os funcion\u00e1rios pra colheita. Eu, pessoalmente. Se perguntar pra qualquer funcion\u00e1rio, eles v\u00e3o falar isso a\u00ed. Na maioria das vezes, eu ajudava a colher. E nenhum deles nunca me falou nada disso. N\u00e3o fizeram nenhuma reivindica\u00e7\u00e3o pra eu n\u00e3o atender eles. Isso a\u00ed eu tenho certeza e eu tenho certeza que vai aparecer gente a\u00ed pra falar&#8221;.<br \/>\nPedro diz que n\u00e3o frequentava a pousada onde os trabalhadores ficavam, e que esteve no local poucas vezes. &#8220;Eu n\u00e3o tenho nenhum acesso \u00e0 pousada. O m\u00e1ximo que eu ia nessa pousada, se voc\u00eas observarem, podem olhar nas c\u00e2meras, \u00e9 na frente pegar meus funcion\u00e1rios quando faltava carro, alguma coisa, pra &#8216;mim&#8217; levar eles&#8221;<br \/>\nComida estragada, d\u00edvidas, espancamento<br \/>\nO empres\u00e1rio negou que os trabalhadores chegassem no RS com d\u00edvidas.<br \/>\n&#8220;\u00c9 uma pergunta bem absurda. Eu considero uma pergunta bem absurda. Mas eu n\u00e3o vou deixar de responder, porque a gente que \u00e9 honesto, a gente n\u00e3o tem medo de falar a verdade. Nunca houve d\u00edvida. Quando eles vieram, era livre, o valor, livre. Eles n\u00e3o gastaram nada. Outra coisa, eu nunca emprestei dinheiro pra ningu\u00e9m na minha vida. Se eu fosse um cara que emprestasse, eu n\u00e3o faria outra coisa, ia trabalhar com isso. Nunca emprestei dinheiro na minha vida, pra ningu\u00e9m. Se eles t\u00eam algu\u00e9m que eles pegavam dinheiro emprestado, pode ter certeza que n\u00e3o tinha o meu aval.<br \/>\nConforme os auditores fiscais do trabalho que ouviram os homens, os relat\u00f3rios &#8220;detalharam os sinais cl\u00e1ssicos de trabalho escravo&#8221;, entre eles, o endividamento, que come\u00e7ou quando o grupo saiu da Bahia. A maioria viajou do estado nordestino para o RS com a promessa de pagamento de sal\u00e1rios, alojamento e alimenta\u00e7\u00e3o, realidade diferente da que encontraram.<br \/>\nUm dos trabalhadores contou que a viagem at\u00e9 Bento Gon\u00e7alves custou R$ 1,3 mil. Outro, que o empregador dava vales a quem quisesse adiantamento de sal\u00e1rio e cobrava juros abusivos. Houve casos em que uma pessoa que se apresentava como policial ia aos finais de semana at\u00e9 o alojamento onde estavam residindo, que ficava no bairro Borgo, e oferecia empr\u00e9stimos, com cobran\u00e7a de juros, de R$ 100 at\u00e9 R$ 150.<br \/>\n&#8220;Nunca houve nenhum tipo de desconto de nada. Primeiro lugar, eles falaram que n\u00e3o receberam. Como \u00e9 que eles j\u00e1 gastaram esse dinheiro antes se eles n\u00e3o receberam? Por a\u00ed, voc\u00eas veem que a pergunta, que os questionamentos n\u00e3o est\u00e3o batendo&#8221;, disse Pedro.<br \/>\nPousada onde ficava o alojamento<br \/>\nSobre o alojamento, Pedro disse que a pousada contratada tinha condi\u00e7\u00f5es para receber os trabalhadores. &#8220;Tem v\u00e1rias pousadas em Bento. Voc\u00ea conhece alguma, se eu trazer agora, se eu trouxer 10 baianos, algu\u00e9m receberia? A gente foi l\u00e1 olhar pra ver como estava a situa\u00e7\u00e3o. Estava muito organizado. Inclusive, eu tenho as fotos a\u00ed do per\u00edodo que eles faziam. T\u00e1 tudo montadinho, at\u00e9 entreguei l\u00e1 pro pessoal do jur\u00eddico todas as fotos no in\u00edcio e durante. Eles mandavam pra n\u00f3s. Tinha um grupo que eles mandavam: &#8216;lavado toda a parte n\u00e3o sei o qu\u00ea&#8217;. E mandavam pra gente pra gente ter conhecimento que tava tudo ok&#8221;.<br \/>\nIrregularidades anteriores<br \/>\nDe acordo com o Minist\u00e9rio do Trabalho e Emprego (MTE), Santana tinha outra empresa, criada em 2012, chamada Oliveira &#038; Santana, que foi autuada 10 vezes por irregularidades trabalhistas. Os alojamentos onde os trabalhadores ficavam tamb\u00e9m chegaram a ser interditados. Apesar disso, nenhuma situa\u00e7\u00e3o an\u00e1loga \u00e0 escravid\u00e3o foi flagrada. A empresa chegou a ter 206 funcion\u00e1rios e fechou em 2019.<br \/>\n&#8220;A gente assinou uma TAC [Termo de Ajustamento de Conduta], naquela \u00e9poca ali, relacionada mais a alojamento. Eu n\u00e3o consigo lembrar o ano, mas foi s\u00f3 uma vez. As outras vezes, a gente sempre foi auditado e colocada toda a parte. Tipo assim, o que eles pediam, a gente fazia&#8221;.<br \/>\nDe acordo com o gerente regional do Minist\u00e9rio Regional do Trabalho, Vanius Corte, os trabalhadores eram coagidos a permanecer no local\u2013 que era pequeno e estava em m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es \u2013 sob a pena de pagamento de uma multa por quebra do contrato de trabalho.<br \/>\n&#8220;Alguns diziam que tinham recebido um adiantamento, mas nunca tiveram pagamento do que foi prometido&#8221;, conta o gerente regional do MTE.<br \/>\nO empres\u00e1rio nega. &#8220;Eu falo com maior certeza, nunca tive problema de pagamento em dia. O que j\u00e1 deu ali nas auditorias, em rela\u00e7\u00e3o a assim, tipo, o contador fazer a parte do FGTS e ter uma diferen\u00e7a. Isso j\u00e1 teve, mas tirando as outras coisas, pode ter a maior certeza que n\u00e3o tem. Eu tenho certeza do que eu estou falando&#8221;, diz.<br \/>\nConvite para trabalhar no RS<br \/>\nO empres\u00e1rio contou como os trabalhadores chegaram at\u00e9 a serra ga\u00facha. Disse que, desta vez, veio mais gente de Salvador e da Regi\u00e3o Metropolitana. Antes, era mais pessoal do interior, cidades pequenas vizinhas a Valente, cidade natal dele.<br \/>\n&#8220;Quando a pessoa finalizava a safra este ano, a maioria j\u00e1 deixava o nome pro pr\u00f3ximo ano. Ent\u00e3o assim, este ano, o que teve diferente, foi o pessoal que foi convidado de Salvador. Os pr\u00f3prios colegas. (&#8230;) A maioria era indica\u00e7\u00e3o dos pr\u00f3prios colegas, das pr\u00f3prias pessoas que j\u00e1 trabalharam. Tanto que, assim, tinha tanto mais gente que tinha pra vir, que queria vir, mas que n\u00e3o tinha vagas pra todos&#8221;.<br \/>\nProposta: um valor limpo, alojamento e alimenta\u00e7\u00e3o<br \/>\nPedro explicou como era a proposta feita aos trabalhadores. Um dos homens contratados, relatou ao MTE que o grupo recebia comida azeda. &#8220;A maioria foi espancado, humilhado, v\u00e1rias coisas aconteceram aqui. Fui violentado no banheiro, me bateram. Cheguei l\u00e1 e n\u00f3s com\u00edamos comida azeda. N\u00f3s trabalh\u00e1vamos demais, trabalho escravo. L\u00e1, eles estavam em posse de armas, amea\u00e7ando n\u00f3s. Teve gente que tomou at\u00e9 tiro de bala de borracha&#8221;, conta um trabalhado ap\u00f3s o resgate.<br \/>\nO empres\u00e1rio nega as acusa\u00e7\u00f5es. &#8220;Eu tenho certeza que a comida tem condi\u00e7\u00f5es de ser consumida. Tipo assim, eu n\u00e3o vou dizer que, por exemplo, teve um dia de um produtor que ligaram que a comida tinha estragado. Na mesma hora, n\u00f3s ligamos pro rapaz do restaurante e no mesmo momento foi entregue a comida l\u00e1 nesse produtor&#8221;.<br \/>\n&#8220;Era tudo terceirizado. A gente pagava tudo terceirizado. Ent\u00e3o assim, o restaurante que fornecia comida pra eles \u00e9 o maior restaurante de Bento Gon\u00e7alves. \u00c9 a maior empresa que tem de alimento e fornece pra mais de 200 empresas de Bento Gon\u00e7alves, da serra ga\u00facha. N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 de Bento, ele fornece para v\u00e1rios. \u00c9 uma empresa muito grande. Como \u00e9 que essa comida t\u00e1 estragada, de um restaurante t\u00e3o grande. Depois eu posso apresentar as notas de alimenta\u00e7\u00e3o, s\u00e3o valores muito altos&#8221;.<br \/>\nSeguran\u00e7as e policiais<br \/>\nA Corregedoria da Brigada Militar investiga a poss\u00edvel participa\u00e7\u00e3o de policiais militares nas viol\u00eancias sofridas pelos trabalhadores. O rep\u00f3rter do jornal Zero Hora Humberto Trezzi teve acesso ao depoimento de trabalhadores resgatados. Em pelo menos um deles, que o g1 analisou, um homem relata ter sofrido amea\u00e7as ou algum tipo de viol\u00eancia por pessoas que se diziam policiais.<br \/>\n&#8220;Presenciou o J\u00falio Cesar, Jollo Vitor e Erick serem agredidos no alojamento pelo seguran\u00e7a, n\u00e3o sabe o nome, Kiko (gerente) e Escorsese (estava armado, o depoente diz que \u00e9 policial)&#8221;, diz um dos trechos.<br \/>\nPedro diz que n\u00e3o tinha seguran\u00e7as e que nenhum policial trabalhava para ele. &#8220;Eu conhe\u00e7o o PM que o senhor est\u00e1 dizendo. Conhe\u00e7o esse rapaz. Por\u00e9m, ele nunca trabalhou pra mim, nunca trabalhou pra mim. Nenhum policial nunca prestou servi\u00e7o pra mim, nunca. Isso a\u00ed eu dou maior certeza&#8221;.<br \/>\n&#8220;Eu nunca tive um seguran\u00e7a. Eu ando por tudo, inclusive na Capital, na capital ga\u00facha. Eu sempre andei sozinho. Eu n\u00e3o tenho capanga, eu nunca tive. O Alan n\u00e3o \u00e9 funcion\u00e1rio meu, conhe\u00e7o, sim. \u00c9 funcion\u00e1rio do F\u00e1bio [Daros, dono da pousada]. \u00c9 um auxiliar de servi\u00e7os gerais, que ajudava na limpeza, ajudava no apoio, se voc\u00eas pegarem o buffet l\u00e1, ajudava a servir o buffet. Tudo isso tem grava\u00e7\u00e3o l\u00e1&#8221;.<br \/>\nValor recebido por funcion\u00e1rio<br \/>\nO empres\u00e1rio explicou que recebia cerca de R$ 6,5 mil das vin\u00edcolas por trabalhador. O valor pago pelos produtores rurais era menor, cerca de R$ 300.<br \/>\n&#8220;Todos eles [tinham] carteira assinada. Sairia em torno de R$ 2 mil limpo, na m\u00e3o deles. D\u00e1 R$ 2 mil l\u00edquido. O resto dos valores pagava despesa de \u00f4nibus pra vir, eu n\u00e3o sei se voc\u00eas t\u00eam no\u00e7\u00e3o de custo. A despesa pra vir, a despesa pra alimenta\u00e7\u00e3o, a despesa de moradia, a despesa de EPIs. Ent\u00e3o, s\u00e3o v\u00e1rias despesas. A\u00ed, no finalzinho, fica l\u00e1 uma coisinha bem pequena que, se tem algu\u00e9m que estava muito louco pra pegar, eles v\u00e3o ver depois que n\u00e3o \u00e9 tudo isso que fala. O cara n\u00e3o ganha esse dinheiro pra tentar dar resultado, correr atr\u00e1s de fazer um trabalho com efici\u00eancia, com qualidade. E n\u00e3o ganha esse dinheiro. R$ 6,5 mil, quando tu faz as contas, tu paga tudo, vai sobrar, sei l\u00e1, n\u00e3o sei se sobra R$ 100 por pessoa&#8221;.<br \/>\nBens bloqueados<br \/>\nNa quarta-feira, a Justi\u00e7a bloqueou os bens do empres\u00e1rio. O pedido de bloqueios de valores, im\u00f3veis e carros havia sido feito pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico do Trabalho (MPT) foi aceito pela Justi\u00e7a do Trabalho em Bento Gon\u00e7alves.<br \/>\n&#8220;Vamos provar o contr\u00e1rio [que n\u00e3o havia trabalho escravo]. Tenho certeza que vai desbloquear. Prejudica sim, com certeza prejudica porque quando tem tudo parado, tudo paralisado, tu n\u00e3o tem como movimentar. Com certeza, prejudica&#8221;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pedro Augusto Oliveira de Santana, respons\u00e1vel pela terceirizada, falou pela primeira vez desde o resgate dos funcion\u00e1rios na serra ga\u00facha. Ele explicou como foi a contrata\u00e7\u00e3o e negou diversas acusa\u00e7\u00f5es. 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