{"id":45882,"date":"2023-03-07T10:27:17","date_gmt":"2023-03-07T10:27:17","guid":{"rendered":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/2023\/03\/07\/quais-sao-as-10-joias-mais-iconicas-da-historia\/"},"modified":"2023-03-07T10:27:17","modified_gmt":"2023-03-07T10:27:17","slug":"quais-sao-as-10-joias-mais-iconicas-da-historia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/2023\/03\/07\/quais-sao-as-10-joias-mais-iconicas-da-historia\/","title":{"rendered":"Quais s\u00e3o as 10 joias mais ic\u00f4nicas da hist\u00f3ria"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/cuJ5rUXY1D1QfTgNlchnnVWNKN4=\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2023\/A\/X\/5Tzq3vRVW0JlBqU3WyKQ\/bbc-joias.jpg\"><br \/>     Conhe\u00e7a os fatos por tr\u00e1s de joias mais lend\u00e1rias do mundo. Joias deslumbrantes costumam esconder hist\u00f3rias fascinantes \u2013 algumas, de amor, como esta coroa da rainha Vit\u00f3ria, outras muito mais sombrias<br \/>\nV&#038;A Museum<br \/>\nO emblem\u00e1tico diamante Koh-i-Noor \u00e9 apenas mais uma joia famosa a aparecer no notici\u00e1rio. Recentemente, ele esteve no centro de uma pol\u00eamica envolvendo a coroa\u00e7\u00e3o do rei Charles 3\u00b0.<br \/>\nEm janeiro, a estrela de TV Kim Kardashian virou manchete ao comprar um pingente em forma de crucifixo que era usado com frequ\u00eancia pela princesa Diana, por um valor impressionante: 163.800 libras (cerca de R$ 1,02 milh\u00e3o).<br \/>\nKardashian j\u00e1 havia comprado o rel\u00f3gio Cartier Tank de Jacqueline Kennedy em 2017. Acredita-se que ela est\u00e1 formando uma cole\u00e7\u00e3o de joias para homenagear as mulheres que a inspiram.<br \/>\n&#8220;Um passado ilustre pode acrescentar imenso valor a uma joia, especialmente se o dono anterior tiver sido algu\u00e9m extremamente glamouroso, que tenha formado uma cole\u00e7\u00e3o de joias, como a princesa Margaret ou Elizabeth Taylor&#8221;, afirma Helen Molesworth, curadora de joias do Museu Victoria &#038; Albert, de Londres.<br \/>\n\u00c9 claro que uma joia \u00e9 principalmente valiosa pela sua qualidade e beleza est\u00e9tica e \u201co joalheiro que a criou pode agregar valor, se for um designer conhecido\u201d, segundo Molesworth. Mas, muitas vezes, a proced\u00eancia da pe\u00e7a \u00e9 o que a define como realmente excepcional.<br \/>\nAo longo do tempo, diversas gemas not\u00e1veis e desenhos de joias excepcionais reuniram hist\u00f3rias que fizeram com que passassem a ser \u00edcones inquestion\u00e1veis ou talism\u00e3s malditos \u2013 de s\u00edmbolos da devo\u00e7\u00e3o do amor at\u00e9 representa\u00e7\u00f5es de conquistas coloniais; de diamantes \u201camaldi\u00e7oados\u201d at\u00e9 acess\u00f3rios de estilos ousados.<br \/>\nAqui, revelamos as hist\u00f3rias por tr\u00e1s de 10 das joias mais lend\u00e1rias do mundo.<br \/>\n1. A Cruz de Attallah<br \/>\nDiana, Princesa de Gales, usou v\u00e1rias vezes a Cruz de Attallah, recentemente adquirida por Kim Kardashian..<br \/>\nSotheby\u00b4s via BBC<br \/>\nA joia que chamou a aten\u00e7\u00e3o de Kardashian, com suas ametistas lapidadas em quadrados e ofuscadas por diamantes de 5,2 quilates, foi criada nos anos 1920 pela joalheria londrina Garrard.<br \/>\nA empresa era uma das favoritas de Diana, Princesa de Gales (1961-1997), e desenhou seu anel de noivado. Mas a joia, na verdade, nunca pertenceu a Diana. Ela foi emprestada para a princesa em v\u00e1rias ocasi\u00f5es, por Naim Attallah, que d\u00e1 o nome \u00e0 joia.<br \/>\nAttallah era amigo pr\u00f3ximo de Diana e, na \u00e9poca, um dos diretores-gerentes da Asprey &#038; Garrard. Segundo seu filho, a princesa foi a \u00fanica mulher que ele permitiu que usasse a pe\u00e7a.<br \/>\nPara Molesworth, Kardashian \u00e9 uma propriet\u00e1ria adequada para a joia: &#8220;\u00e9 uma mulher empreendedora, comprando para ela pr\u00f3pria \u2013 um grande s\u00edmbolo de igualdade de classe e de g\u00eanero no mundo das cole\u00e7\u00f5es comerciais&#8221;.<br \/>\nBrilhante e arrojado, o crucifixo representa uma mudan\u00e7a no estilo cada vez mais empoderado de Diana nos anos 1980.<br \/>\nKristian Spofforth, chefe de joalheria da casa de leil\u00f5es Sotheby\u2019s, de Londres, observou antes da venda que &#8220;at\u00e9 certo ponto, este pingente incomum \u00e9 um s\u00edmbolo da crescente autoconfian\u00e7a da princesa nas suas escolhas de roupas e joias, naquele momento espec\u00edfico da sua vida&#8221;.<br \/>\nSpofforth refere-se ao m\u00eas de outubro de 1987, quando a princesa usou o crucifixo gigante no baile de caridade da organiza\u00e7\u00e3o Birthright. Ela combinou a pe\u00e7a com um colar de p\u00e9rolas que se acredita ter pertencido a ela pr\u00f3pria e um vistoso vestido em estilo elisabetano, da mesma cor p\u00farpura do crucifixo.<br \/>\n2. O &#8216;amaldi\u00e7oado&#8217; diamante negro Orlov<br \/>\nDiamantes negros cristalinos, por si s\u00f3, j\u00e1 s\u00e3o especiais. \u00c9 por isso que o diamante negro Orlov talvez seja o mais raro da sua esp\u00e9cie.<br \/>\nO Orlov \u00e9 uma pedra de 67,49 quilates em forma de almofada, com distinta tonalidade met\u00e1lica e uma lenda de arrepiar.<br \/>\nA hist\u00f3ria conta que o diamante original, com cerca de 195 quilates, foi roubado de uma est\u00e1tua do deus hindu Brahma, em um santu\u00e1rio indiano do s\u00e9culo 19.<br \/>\nO diamante teria sido ent\u00e3o amaldi\u00e7oado. Ele teria causado a morte do ladr\u00e3o e o suic\u00eddio de tr\u00eas dos seus donos: uma princesa russa chamada Nadia Vygin-Orlov, uma de suas parentes e J. W. Paris, o negociante de diamantes que importou a pedra nos Estados Unidos.<br \/>\nPesquisas recentes lan\u00e7aram d\u00favidas sobre esta hist\u00f3ria. Especialistas consideram improv\u00e1vel que o diamante tenha se originado na \u00cdndia e duvidam que a princesa Orlov tenha realmente existido.<br \/>\nO que se sabe \u00e9 que o diamante foi novamente lapidado para formar tr\u00eas gemas individuais, na esperan\u00e7a de quebrar o feiti\u00e7o. E os donos seguintes do Orlov \u2013 agora disposto na forma de pingente, rodeado por uma coroa de louros feita de diamantes \u2013 aparentemente escaparam da maldi\u00e7\u00e3o.<br \/>\n3. A p\u00e9rola La PeregrinaLa Peregrina \u00e9 uma p\u00e9rola deslumbrante em forma de pera encontrada na costa do Panam\u00e1 em 1576. Ela conta uma hist\u00f3ria t\u00e3o interessante quanto seu formato.<br \/>\n&#8220;\u00c9 simplesmente uma das p\u00e9rolas mais perfeitas do mundo, se n\u00e3o a mais perfeita. E tem por tr\u00e1s grandes hist\u00f3rias e um romance&#8221;, explica Helen Molesworth.<br \/>\nA p\u00e9rola pesa 202,24 gr\u00e3os (50,56 quilates) e foi comprada inicialmente pelo rei Filipe 2\u00ba da Espanha para sua noiva, a rainha Maria 1\u00aa da Inglaterra (1516-1558). Ela foi passada de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o na realeza espanhola, at\u00e9 cair nas m\u00e3os de Joseph-Napol\u00e9on Bonaparte, irm\u00e3o mais velho de Napole\u00e3o.<br \/>\nMuito depois, em 1969, ela foi comprada por Richard Burton para Elizabeth Taylor e remontada em um colar desenhado por Cartier.<br \/>\n&#8220;\u00c9 uma grande hist\u00f3ria de amor, mas tamb\u00e9m engra\u00e7ada&#8221;, segundo Molesworth. &#8220;Taylor contou na sua autobiografia que, certa vez, estava sentada no sof\u00e1 com Burton, quando percebeu que a p\u00e9rola havia ca\u00eddo da corrente.&#8221;<br \/>\n&#8220;Ela olhou para baixo e encontrou seu filhote de cachorro mastigando algo no tapete &#8211; a p\u00e9rola estava entre seus dentes. Felizmente, ela conseguiu recuper\u00e1-la relativamente inc\u00f3lume.&#8221;<br \/>\nLa Peregrina foi vendida em 2011 pela casa de leil\u00f5es Christie&#8217;s de Nova York, nos Estados Unidos, por US$ 11.842.500 (cerca de R$ 61,6 milh\u00f5es, em valores atuais), tornando-se a p\u00e9rola natural mais cara j\u00e1 leiloada na \u00e9poca.<br \/>\n4. O &#8216;amaldi\u00e7oado&#8217; diamante HopeOutro diamante enfeiti\u00e7ado por um passado sinistro \u00e9 o diamante Hope, a joia da coroa da Cole\u00e7\u00e3o Nacional de Gemas do Museu Smithsonian, nos Estados Unidos.<br \/>\n&#8220;\u00c9 um diamante azul-escuro muito raro, que recebeu o nome dos seus donos&#8221;, explica Arabella Hiscox, especialista em joias da casa de leil\u00f5es Christie&#8217;s de Londres. A pedra tem 45,52 quilates &#8211; o maior diamante do seu tipo conhecido.<br \/>\n&#8220;Quando exposto \u00e0 luz ultravioleta, seu brilho \u00e9 vermelho-sangue, o que s\u00f3 aumenta o seu mist\u00e9rio&#8221;, afirma Hiscox.<br \/>\nO escritor Karl Shuker conta as origens lend\u00e1rias do diamante Hope no seu livro The Unexplained (&#8220;O n\u00e3o explicado&#8221;, em tradu\u00e7\u00e3o livre), de 1996. A pedra teria sido &#8220;impiedosamente arrancada [da] testa de um \u00eddolo em um templo indiano&#8221; por um sacerdote hindu. Conta-se que ele teria despertado a maldi\u00e7\u00e3o e sofrido com ela.<br \/>\nEm 1668, o diamante foi comprado pelo rei Lu\u00eds 14, da Fran\u00e7a &#8211; e roubado durante a Revolu\u00e7\u00e3o Francesa, entre coment\u00e1rios de que o rei e Maria Antonieta teriam sido v\u00edtimas da maldi\u00e7\u00e3o.<br \/>\nPierre Cartier foi o respons\u00e1vel pelo belo colar de diamantes brancos que agora sustenta o diamante Hope. Ele o vendeu para a herdeira da minera\u00e7\u00e3o Evalyn Walsh McLean em 1912 \u2014 o que teria condenado seu destino.<br \/>\n&#8220;Conta-se que dois filhos de McLean morreram enquanto ela estava usando o diamante&#8221;, segundo Hiscox.<br \/>\nEm 1958, o ent\u00e3o dono do Hope, o joalheiro Harry Winston, doou a joia para o Smithsonian, no que Hiscox considera &#8220;uma jogada de isen\u00e7\u00e3o de impostos muito inteligente&#8221;. Agora guardado, sua maldi\u00e7\u00e3o parece ter desvanecido.<br \/>\n5. O bracelete Pantera de Cartier, de Wallis SimpsonO famoso caso de amor entre Wallis Simpson e o rei Eduardo 8\u00b0, que abdicou do trono brit\u00e2nico em 1936 para casar-se com a socialite norte-americana, pode ser acompanhado de muitas formas, atrav\u00e9s da deslumbrante cole\u00e7\u00e3o de famosas joias Cartier que o casal encomendou, um para o outro, ao longo da vida. Grande parte da cole\u00e7\u00e3o foi vendida pela Sotheby\u2019s em 2010.<br \/>\nO astro do leil\u00e3o foi o bracelete de pantera de Simpson, ornamentado com \u00f4nix e diamantes e olhos de esmeralda arrebatadores \u2013 um presente que ela ganhou de Eduardo em 1952, durante o ex\u00edlio do casal em Paris.<br \/>\n&#8220;Esta pe\u00e7a possui quase todas as qualidades que fazem uma joia ic\u00f4nica&#8221;, afirma Magali Teisseire, chefe de joalheria da Sotheby\u2019s de Paris.<br \/>\n&#8220;\u00c9 muito importante para a hist\u00f3ria da Cartier&#8221;, prossegue ela. &#8220;Foi projetada por Jeanne Toussaint [mulher pioneira no design de joias] e apelidada La Panth\u00e8re por Louis Cartier, que concebeu o desenho de pantera original. Voc\u00ea tem ent\u00e3o a qualidade, o design hist\u00f3rico e, \u00e9 claro, a origem rom\u00e2ntica.&#8221;<br \/>\nNa \u00e9poca do leil\u00e3o, Madonna estava filmando sua cinebiografia de Simpson, intitulada WE. Conta-se que ela chegou a colocar o bracelete, mas o nome do comprador \u2014 que pagou a inacredit\u00e1vel quantia de 4,5 milh\u00f5es de libras (cerca de R$ 28,2 milh\u00f5es) pela pe\u00e7a em forma de felino \u2014 nunca foi revelado.<br \/>\n6. O diamante Koh-i-NoorO Koh-i-Noor \u00e9 um dos maiores diamantes lapidados do mundo. Ele tem 105,6 quilates e tamb\u00e9m \u00e9 um dos mais controversos entre as joias da coroa brit\u00e2nicas.<br \/>\nAcredita-se que ele tenha sido originalmente extra\u00eddo no sul da \u00cdndia, na era medieval. Mas as origens escritas do diamante remontam a 1628, quando ele adornou o trono incrustado de gemas do ent\u00e3o imperador mogol Shah Jahan.<br \/>\nEm 1739, o trono foi pilhado pelo governante persa Nader Shan durante a invas\u00e3o de D\u00e9li, na \u00cdndia, e o diamante foi levado para o territ\u00f3rio que hoje \u00e9 o Afeganist\u00e3o.<br \/>\nSegundo a Smithsonian Magazine, a pedra ent\u00e3o &#8220;passou pelas m\u00e3os de diversos governantes, entre um epis\u00f3dio sangrento e outro&#8221;, at\u00e9 ressurgir na \u00cdndia, no colo do maraj\u00e1 sikh Ranjit Singh, em 1813.<br \/>\nA companhia brit\u00e2nica East India Company, em meio \u00e0 coloniza\u00e7\u00e3o de grande parte do subcontinente asi\u00e1tico na \u00e9poca, tomou conhecimento do diamante. Encantada pela mitologia envolvida, decidiu reivindic\u00e1-la.<br \/>\nE assim o fez em 1849, for\u00e7ando o maraj\u00e1 Duleep Singh &#8211; herdeiro do trono punjabi, que tinha 10 anos de idade &#8211; a abrir m\u00e3o do diamante e da sua soberania. A companhia ent\u00e3o presenteou o Koh-i-Noor \u00e0 rainha Vit\u00f3ria.<br \/>\nA pedra foi mostrada ao p\u00fablico na Grande Exposi\u00e7\u00e3o de 1851, quando foi ridicularizada pela sua falta de brilho. Em meio a rumores de uma maldi\u00e7\u00e3o, a pedra foi ent\u00e3o novamente lapidada e polida.<br \/>\nAtualmente, o Koh-i-Noor ornamenta a coroa da falecida rainha-m\u00e3e brit\u00e2nica, mas os governos da \u00cdndia, Paquist\u00e3o, Ir\u00e3 e Afeganist\u00e3o j\u00e1 exigiram a devolu\u00e7\u00e3o desse s\u00edmbolo singular de conquista colonial.<br \/>\n7. O anel de sinete de Maria Antonieta&#8221;Quando se fala em pessoas que voc\u00ea gostaria que tivessem sido donas das suas joias, Maria Antonieta est\u00e1 no topo da lista&#8221;, afirma Arabella Hiscox.<br \/>\nA prova \u00e9 um conjunto de 10 joias que pertenceram \u00e0 rainha francesa, que foram comprados pela fam\u00edlia Bourbon-Parma e novamente vendidos por uma fortuna, em um leil\u00e3o recordista da Sotheby&#8217;s em 2018.<br \/>\nUm belo pingente de p\u00e9rola natural foi a pe\u00e7a que atingiu o maior pre\u00e7o de venda. Ele havia sido embalado a m\u00e3o e colocado em um ba\u00fa de madeira pela pr\u00f3pria Maria Antonieta e enviado para Bruxelas pouco antes da captura da rainha.<br \/>\nMas Magali Teisseire considera um min\u00fasculo anel com monograma como a pe\u00e7a de maior destaque da cole\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica.<br \/>\n&#8220;Ele possui as letras MA em diamantes e, dentro, h\u00e1 uma mecha dos cabelos de Maria Antonieta&#8221;, explica ela. &#8220;\u00c9 uma pe\u00e7a incrivelmente \u00edntima e um anel que ela usou com muita frequ\u00eancia.&#8221;<br \/>\n&#8220;Eu me lembro de perguntar ao especialista que avaliou as joias quanto essa rara pe\u00e7a poderia render&#8221;, ela conta. &#8220;A resposta foi: muito. A estimativa era de 8 a 10 mil francos su\u00ed\u00e7os [R$ 44,5 a 55,5 mil] e n\u00f3s a vendemos por 50 vezes este valor.&#8221;<br \/>\n8. O diamante de \u2018Bonequinha de Luxo\u2019Comprado nos anos 1870 por Charles Lewis Tiffany, fundador da joalheria americana Tiffany &#038; Co., a pedra ficou famosa quando Audrey Hepburn a usou nas fotos publicit\u00e1rias do filme Bonequinha de Luxo, de 1961. Este diamante amarelo \u00fanico, visualmente espetacular e culturalmente adorado, tem um passado problem\u00e1tico.<br \/>\nA gema de 128,54 quilates, at\u00e9 hoje, s\u00f3 foi usada por quatro mulheres: a socialite Mary Whitehouse, Hepburn (que a usou no colar Ribbon Rosette do joalheiro da Tiffany Jean Schlumberger), Lady Gaga e Beyonc\u00e9. As duas \u00faltimas usaram a joia em um contexto atualizado: um colar de 2012 com diamantes brancos que somavam 100 quilates de pedras.<br \/>\nMas o ar de exclusividade do magn\u00edfico diamante trouxe com ele a controv\u00e9rsia das suas origens muito mais obscuras.<br \/>\nO diamante foi desenterrado em 1877 na mina de Kimberley, na \u00c1frica do Sul. A mina era conhecida pelas condi\u00e7\u00f5es assustadoras que os trabalhadores negros eram for\u00e7ados a enfrentar e pelos baix\u00edssimos sal\u00e1rios durante o regime colonial brit\u00e2nico.<br \/>\nEm uma coluna publicada no jornal The Washington Post em 2021, a escritora Karen Attiah defende que, embora a express\u00e3o \u201cdiamante de sangue\u201d designe normalmente \u201crecursos usados por mil\u00edcias perigosas e senhores da guerra para financiar suas opera\u00e7\u00f5es\u201d, essa denomina\u00e7\u00e3o deveria ser estendida para incluir diamantes como este, em reconhecimento \u00e0s \u201cmilhares de vidas africanas perdidas e comunidades destru\u00eddas na corrida colonial para controlar os recursos do continente\u201d.<br \/>\n9. A coroa de safiras e diamantes da rainha Vit\u00f3riaUm dos tesouros mais simb\u00f3licos da cole\u00e7\u00e3o de joias ilustres do Museu Victoria &#038; Albert \u00e9 o que Helen Molesworth descreve como uma &#8220;coroa de safiras e diamantes bela, mas compacta&#8221;.<br \/>\nO pr\u00edncipe Albert a desenhou para a rainha Vit\u00f3ria no ano em que eles se casaram (1840). Sua elabora\u00e7\u00e3o esteve a cargo de Joseph Kitching, da joalheria Kitching e Abud, de Londres. A coroa foi um dos pertences mais preciosos que Vit\u00f3ria teve ao longo da vida.<br \/>\n&#8220;Ela usou a famosa tiara como c\u00edrculo fechado em volta do coque quando jovem e, mais tarde, no luto, no seu v\u00e9u de vi\u00fava &#8211; claramente, uma forma para que ela mantivesse seu amado Albert por perto&#8221;, explica Molesworth.<br \/>\nEla destaca que safiras s\u00e3o gemas particularmente emblem\u00e1ticas para a fam\u00edlia real brit\u00e2nica. Tudo come\u00e7ou com os desenhos de Albert para Vit\u00f3ria, at\u00e9 chegar ao anel de noivado de Diana.<br \/>\n&#8220;Elas simbolizam o azul da realeza, al\u00e9m da f\u00e9 e da verdade e, por isso, s\u00e3o ideais para casamentos&#8221;, afirma Molesworth.<br \/>\nAfinal, essa gema com profundo significado faz o melhor que as joias podem fazer, segundo ela: &#8220;cont\u00e9m um sinal p\u00fablico e um significado pessoal&#8221;.<br \/>\n10. O colar de diamantes de Napole\u00e3oO hist\u00f3rico colar de diamantes de Napole\u00e3o foi um presente do imperador franc\u00eas para sua segunda esposa, Maria Lu\u00edsa da \u00c1ustria, quando nasceu seu filho, Napole\u00e3o 2\u00ba, Imperador de Roma, em 1811.<br \/>\nO deslumbrante desenho de ouro e prata foi concebido pela Etienne Nit\u00f4t and Sons, de Paris. Segundo o Smithsonian, o colar continha originalmente 234 diamantes: 28 diamantes antigos lapidados em minas, nove pedras em forma de pera e 10 briolettes, al\u00e9m de diversas gemas menores.<br \/>\n&#8220;Todas as pedras foram extra\u00eddas na \u00cdndia ou no Brasil, de onde vinham os melhores diamantes naquela \u00e9poca&#8221;, afirma Hiscox sobre o aspecto magn\u00e9tico do colar. &#8220;Eles t\u00eam essa qualidade extraordinariamente l\u00edmpida, como \u00e1gua.&#8221;<br \/>\nAp\u00f3s a queda de Napole\u00e3o, Maria Lu\u00edsa &#8211; da casa de Habsburgo &#8211; e suas muitas joias voltaram para sua cidade de origem, Viena. E, ap\u00f3s a morte dela, o colar passou para sua cunhada, a arquiduquesa Sofia da \u00c1ustria.<br \/>\nSofia decidiu reduzi-lo, removendo duas pedras que foram transformadas em brincos, cujo paradeiro atual \u00e9 desconhecido. J\u00e1 o colar permaneceu na fam\u00edlia at\u00e9 1948, quando foi vendido &#8211; primeiro, para um colecionador franc\u00eas, depois para a empres\u00e1ria norte-americana Marjorie Merriweather Post, que o doou ao Smithsonian em 1962.<br \/>\nNo museu, ele continua sendo reverenciado, segundo Hiscox, como &#8220;uma das pe\u00e7as mais espetaculares do [seu] tempo&#8221;.<br \/>\nLeia a vers\u00e3o original desta reportagem (em ingl\u00eas) no site BBC Culture.<br \/>\nEste texto foi publicado em https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/articles\/crgey00y1ezo<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Conhe\u00e7a os fatos por tr\u00e1s de joias mais lend\u00e1rias do mundo. Joias deslumbrantes costumam esconder hist\u00f3rias fascinantes \u2013 algumas, de amor, como esta coroa da rainha Vit\u00f3ria, outras muito mais sombrias V&#038;A Museum O emblem\u00e1tico diamante Koh-i-Noor \u00e9 apenas mais uma joia famosa a aparecer no notici\u00e1rio. 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