{"id":45624,"date":"2023-03-06T10:25:47","date_gmt":"2023-03-06T10:25:47","guid":{"rendered":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/2023\/03\/06\/por-que-brasil-tem-caido-em-ranking-global-de-desigualdade-de-genero\/"},"modified":"2023-03-06T10:25:47","modified_gmt":"2023-03-06T10:25:47","slug":"por-que-brasil-tem-caido-em-ranking-global-de-desigualdade-de-genero","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/2023\/03\/06\/por-que-brasil-tem-caido-em-ranking-global-de-desigualdade-de-genero\/","title":{"rendered":"Por que Brasil tem ca\u00eddo em ranking global de desigualdade de g\u00eanero"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/pj1aTrA5i5B92ZLdgEkYIa4b15I=\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2023\/i\/s\/iLgRbiTDih7c6uPuY12g\/bbc-desiguladade.jpg\"><br \/>     &#8216;Progresso no mundo \u00e9 lento, mas Brasil avan\u00e7a ainda mais devagar no combate \u00e0 desigualdade de g\u00eanero&#8217;, resume economista. &#8216;Progresso no mundo \u00e9 lento, mas Brasil avan\u00e7a ainda mais devagar no combate \u00e0 desigualdade de g\u00eanero&#8217;, resume economista.<br \/>\nGetty Images via BBC<br \/>\nSer mulher significa, estatisticamente, ter menos oportunidades de crescimento profissional e receber menos do que colegas homens ao desempenhar uma mesma fun\u00e7\u00e3o.<br \/>\n\u00c9 a desigualdade de g\u00eanero, um problema estrutural que nenhum pa\u00eds conseguiu equacionar completamente &#8211; e que vai al\u00e9m do mercado de trabalho.<br \/>\nEm algumas regi\u00f5es, meninas t\u00eam menos acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o do que meninos, mulheres t\u00eam acesso mais prec\u00e1rio \u00e0 sa\u00fade do que homens e enfrentam muito mais barreiras para entrar na pol\u00edtica.<br \/>\nO F\u00f3rum Econ\u00f4mico Mundial, organiza\u00e7\u00e3o sem fins lucrativos que realiza encontros anuais em Davos (Su\u00ed\u00e7a) que re\u00fanem empres\u00e1rios e l\u00edderes de todo o mundo, elabora desde 2006 um indicador que procura agregar essas diferentes dimens\u00f5es da desigualdade de g\u00eanero.<br \/>\nO Global Gender Gap Report (&#8220;relat\u00f3rio global de desigualdade de g\u00eanero&#8221;, em tradu\u00e7\u00e3o livre) tem quatro pilares \u2014 sa\u00fade e sobreviv\u00eancia, grau de instru\u00e7\u00e3o, participa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica e oportunidades, empoderamento pol\u00edtico \u2014, cada um deles com uma s\u00e9rie de indicadores.<br \/>\nO escore vai de zero a 1 \u2014 quanto mais perto de 1, mais pr\u00f3ximo est\u00e1 o pa\u00eds de atingir a igualdade de g\u00eanero.<br \/>\nO Brasil est\u00e1 mal posicionado no ranking. Na edi\u00e7\u00e3o de 2022, ganhou o 94\u00ba lugar entre 146 na\u00e7\u00f5es, e vem piorando sua coloca\u00e7\u00e3o desde 2020, quando ocupava o 92\u00ba lugar.<br \/>\nNesses tr\u00eas anos, o pa\u00eds chegou a conseguir melhorar marginalmente sua nota, de 0,691 para 0,696. Outros pa\u00edses, contudo, tiveram um crescimento mais significativo e acabaram ganhando posi\u00e7\u00f5es.<br \/>\n&#8220;Os pa\u00edses come\u00e7aram a se preocupar mais com isso nos \u00faltimos 15 anos, mas o progresso ainda \u00e9 muito lento&#8221;, diz a economista Regina Madalozzo.<br \/>\n&#8220;Mas mesmo nesse avan\u00e7o t\u00e3o lento, o Brasil avan\u00e7a menos&#8221;, conclui ela, que \u00e9 membro do Grupo de Estudos em Economia da Fam\u00edlia e do G\u00eanero (GeFam), que re\u00fane pesquisadores de diversas institui\u00e7\u00f5es.<br \/>\nO pa\u00eds que est\u00e1 mais pr\u00f3ximo de acabar com a desigualdade de g\u00eanero \u00e9 a Isl\u00e2ndia, que ocupa o topo da lista do Global Gender Gap Report, com escore de 0,908, e \u00e9 seguida por Finl\u00e2ndia (0,860) e Noruega (0,845). Tamb\u00e9m est\u00e3o no top 10 Ruanda (6\u00ba lugar, 0,811) e Nicar\u00e1gua (7\u00ba, 0,810).<br \/>\nRanking do F\u00f3rum Econ\u00f4mico Mundial sobre desigualdade de g\u00eanero de 2022.<br \/>\nBBC<br \/>\nNo desempenho por regi\u00f5es, o Brasil tem um dos piores \u00edndices da Am\u00e9rica Latina e Caribe. Entre 22 pa\u00edses, est\u00e1 \u00e0 frente apenas de Belize e da Guatemala.<br \/>\n\u00c9 no \u00faltimo pilar, de empoderamento pol\u00edtico, que o pa\u00eds est\u00e1 na lanterna, na posi\u00e7\u00e3o 104, com escore de 0,136.<br \/>\nOlhando para os quatro pilares que formam o \u00edndice, o pa\u00eds est\u00e1 bem colocado nas \u00e1reas de sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o (o que significa que o acesso de homens e mulheres a esses direitos \u00e9 mais equ\u00e2nime) e tem desempenho melhor do que o \u00edndice agregado no pilar de participa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, ficando em 85\u00ba lugar.<br \/>\nO caso brasileiro<br \/>\nA professora do Insper Ana Diniz afirma que muitos dos pa\u00edses bem colocados na lista \u2014 como os n\u00f3rdicos \u2014 t\u00eam &#8220;pol\u00edticas de g\u00eanero mais estruturadas, especialmente aquelas orientadas para o trabalho e para as m\u00faltiplas dimens\u00f5es que interferem na participa\u00e7\u00e3o das mulheres no mercado&#8221;.<br \/>\nNo caso do Brasil, ela acrescenta, o foco das pol\u00edticas de g\u00eanero historicamente esteve voltado para a viol\u00eancia contra a mulher por conta da pr\u00f3pria gravidade do problema.<br \/>\nMas mesmo essas a\u00e7\u00f5es foram desidratadas nos \u00faltimos quatro anos, diz a economista, como mostram os dados da execu\u00e7\u00e3o or\u00e7ament\u00e1ria do Minist\u00e9rio da Mulher, Fam\u00edlia e Direitos Humanos.<br \/>\nO Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal chegou a abrir um inqu\u00e9rito para apurar porque, em 2020, a pasta gastou apenas 44% do or\u00e7amento aprovado no or\u00e7amento.<br \/>\nNa avalia\u00e7\u00e3o de Regina Madalozzo, parte do avan\u00e7o mais lento do Brasil nessa \u00e1rea tamb\u00e9m tem rela\u00e7\u00e3o com o retrocesso na discuss\u00e3o sobre os pap\u00e9is de g\u00eanero nos \u00faltimos anos.<br \/>\n&#8220;As pessoas passaram a se sentir no direito de reproduzir falas preconceituosas e confundiram isso com liberdade de express\u00e3o. Ent\u00e3o voc\u00ea acaba perdendo parte do progresso que tinha feito, porque o progresso passa em educar as pessoas, ensin\u00e1-las que n\u00e3o se pode tratar diferente&#8221;, pontua.<br \/>\nTrata-se da dimens\u00e3o cultural da desigualdade de g\u00eanero, que tamb\u00e9m tem influ\u00eancia direta no combate ao problema e se manifesta, por exemplo, nos estere\u00f3tipos de g\u00eanero: a ideia de que cabe mais \u00e0s mulheres do que aos homens o trabalho dom\u00e9stico e o cuidado com crian\u00e7as e idosos; ou de que algumas \u00e1reas do conhecimento, como as exatas e as tecnologias, s\u00e3o mais masculinas.<br \/>\nEsse \u00faltimo caso \u00e9 o que Ana Diniz definiu para a reportagem como &#8220;divis\u00e3o sexual do conhecimento&#8221;: &#8220;como a gente prepara as mulheres para algumas \u00e1reas que est\u00e3o mais relacionadas aos cuidados, e os homens, a outras \u00e1reas, que est\u00e3o mais relacionadas \u00e0 decis\u00e3o e \u00e0 tecnologia e que, n\u00e3o por uma coincid\u00eancia, tendem a ser as \u00e1reas mais valorizadas em termos de remunera\u00e7\u00e3o&#8221;.<br \/>\nAmbas as economistas destacam que a pandemia tamb\u00e9m teve um papel no aprofundamento das desigualdades de g\u00eanero, \u00e0 medida que as mulheres se viram diante de um aumento do trabalho dom\u00e9stico e da demanda por cuidados vinda da fam\u00edlia, especialmente enquanto as crian\u00e7as estiveram em casa, quando as escolas estavam fechadas.<br \/>\nO relat\u00f3rio de 2022 do Global Gender Gap chama aten\u00e7\u00e3o para o impacto da Covid-19 e afirma que &#8220;a perda de emprego por conta da pandemia foi significativamente pior para as mulheres do que para os homens, ao contr\u00e1rio de outras recess\u00f5es na hist\u00f3ria recente, que afetou mais trabalhadores homens&#8221;.<br \/>\nAs estat\u00edsticas no Brasil v\u00e3o nessa dire\u00e7\u00e3o. Segundo a Pnad Cont\u00ednua, do IBGE, a taxa de desemprego entre as mulheres atingiu um pico de 18,5% no primeiro trimestre de 2021, per\u00edodo em que o desemprego entre os homens foi de 12,2%. A diferen\u00e7a de 6,3 pontos percentuais entre os dois \u00edndices \u00e9 a maior da s\u00e9rie, que come\u00e7a em 2012.<br \/>\nDesigualdade entre homens e mulheres no mercado de trabalho \u00e9 multidimensional.<br \/>\nBBC<br \/>\nA corrida de obst\u00e1culos do mercado de trabalho<br \/>\nAs mulheres n\u00e3o s\u00f3 ficaram mais desempregadas, mas tamb\u00e9m sa\u00edram mais do mercado de trabalho. Em 2020, no primeiro ano da pandemia, a taxa de participa\u00e7\u00e3o das mulheres (ou seja, o percentual de mulheres em idade ativa que est\u00e1 de fato no mercado, seja \u00e0 procura de vagas ou empregada), caiu pela primeira vez abaixo de 50% na s\u00e9rie da Pnad Cont\u00ednua.<br \/>\nEntre os homens, o percentual tamb\u00e9m caiu, mas se manteve em n\u00edvel maior que o das mulheres, 67%.<br \/>\nAinda que a pandemia tenha afetado o n\u00edvel de perman\u00eancia das mulheres no mercado, a diferen\u00e7a expressiva nas taxas de participa\u00e7\u00e3o de cada g\u00eanero \u00e9 estrutural e tamb\u00e9m est\u00e1 ligada \u00e0 desigualdade de g\u00eanero. Uma s\u00e9rie de fatores contribuem para manter mais mulheres fora da for\u00e7a produtiva.<br \/>\nGravidez na adolesc\u00eancia, falta de creches, casamento precoce\u2026 todos s\u00e3o fatores que contribuem para que as mulheres tenham uma rela\u00e7\u00e3o mais intermitente com o mercado de trabalho. \u00c9 por isso que todas essas dimens\u00f5es, na avalia\u00e7\u00e3o das especialistas, deveriam estar dentro do escopo das pol\u00edticas p\u00fablicas do Estado quando se prop\u00f5e a diminuir a desigualdade de g\u00eanero.<br \/>\n&#8220;Fiz uma pesquisa por volta de 2012 com moradoras de baixa classe social da cidade de S\u00e3o Paulo, fam\u00edlias com crian\u00e7as com menos de seis anos de idade. E metade delas relatou que n\u00e3o estava trabalhando porque n\u00e3o conseguia vaga em creche para o filho&#8221;, exemplifica Madalozzo.<br \/>\n&#8220;Tinha uma parte que n\u00e3o trabalhava porque o marido n\u00e3o queria que ela trabalhasse e tinha uma parte pequena que n\u00e3o trabalhava porque realmente era ela que n\u00e3o queria, mas a maioria falava: &#8216;Eu n\u00e3o consigo porque eu n\u00e3o arrumo uma vaga em creche&#8217;.&#8221;<br \/>\nAmpliar a oferta de vagas em creches, aumentar a licen\u00e7a paternidade, combater a gravidez precoce e incluir na educa\u00e7\u00e3o dos meninos tarefas tradicionalmente vistas como restritas ao universo feminino s\u00e3o algumas das a\u00e7\u00f5es enumeradas pela economista que poderiam contribuir para tornar as oportunidades e desafios do cotidiano mais igualit\u00e1rios entre homens e mulheres.<br \/>\nPara Ana Diniz, cuja \u00e1rea de pesquisa engloba iniciativas p\u00fablicas e privadas para combater desigualdades e promover a inclus\u00e3o no mercado de trabalho, em paralelo ao poder p\u00fablico, o setor privado tamb\u00e9m tem um papel importante nessa constru\u00e7\u00e3o.<br \/>\n&#8220;A gente fala muito em revisar as pr\u00e1ticas de gest\u00e3o, especialmente aquelas aplicadas \u00e0 gest\u00e3o de pessoas, para que elas n\u00e3o estejam embebidas desses estere\u00f3tipos, n\u00e3o reproduzam limites e barreiras \u00e0s mulheres e para que elas sejam sens\u00edveis \u00e0s especificidades de cada grupo.&#8221;<br \/>\nA economista acrescenta que o tema da autonomia econ\u00f4mica da mulher \u2014 ou seja, dar condi\u00e7\u00f5es para que ela entre, cres\u00e7a e permane\u00e7a no mercado de trabalho \u2014 conversa diretamente com o problema end\u00eamico da viol\u00eancia contra a mulher.<br \/>\n&#8220;N\u00e3o \u00e9 que necessariamente uma mulher que tenha autonomia econ\u00f4mica sair\u00e1 da situa\u00e7\u00e3o de viol\u00eancia, mas na maior parte das vezes ela precisa da autonomia econ\u00f4mica para poder sair. Se n\u00e3o tiver, ainda que queira, ela n\u00e3o consegue.&#8221;<br \/>\nGoverno promete pacote de medidas<br \/>\nO presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva (PT) afirmou, na \u00faltima semana, que seu governo est\u00e1 preparando uma proposta de lei, a ser anunciada no pr\u00f3ximo dia 8 de mar\u00e7o, para garantir que mulheres e homens que ocupem as mesmas fun\u00e7\u00f5es recebam os mesmos sal\u00e1rios.<br \/>\nO presidente chegou a comentar sobre o dispositivo de equipara\u00e7\u00e3o salarial aprovado na reforma trabalhista (lei 13.467\/2017), e disse na ocasi\u00e3o que a lei tem &#8220;tantas nuances&#8221; que \u00e9 dif\u00edcil ser aplicada na pr\u00e1tica. Ele n\u00e3o deu, contudo, detalhes sobre o conte\u00fado da nova proposta de lei.<br \/>\nNo dia 1\u00ba de mar\u00e7o, a primeira dama, Janja Lula, e a ministra das Mulheres, Cida Gon\u00e7alves, reuniram as 11 ministras que comp\u00f5em o governo (entre 30 minist\u00e9rios) e as presidentes da Caixa e do Banco do Brasil para &#8220;marcar o posicionamento do governo federal na amplia\u00e7\u00e3o dos espa\u00e7os de poder feminino&#8221;.<br \/>\nConforme a comunica\u00e7\u00e3o oficial do governo ap\u00f3s o evento, o an\u00fancio previsto para o 8 de mar\u00e7o deve ir al\u00e9m do projeto de lei de equidade salarial e contemplar a\u00e7\u00f5es em diversos minist\u00e9rios.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8216;Progresso no mundo \u00e9 lento, mas Brasil avan\u00e7a ainda mais devagar no combate \u00e0 desigualdade de g\u00eanero&#8217;, resume economista. &#8216;Progresso no mundo \u00e9 lento, mas Brasil avan\u00e7a ainda mais devagar no combate \u00e0 desigualdade de g\u00eanero&#8217;, resume economista. 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