{"id":45220,"date":"2023-03-04T20:29:10","date_gmt":"2023-03-04T20:29:10","guid":{"rendered":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/2023\/03\/04\/colica-nao-e-normal-ginecologista-conscientiza-sobre-endometriose\/"},"modified":"2023-03-04T20:29:10","modified_gmt":"2023-03-04T20:29:10","slug":"colica-nao-e-normal-ginecologista-conscientiza-sobre-endometriose","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/2023\/03\/04\/colica-nao-e-normal-ginecologista-conscientiza-sobre-endometriose\/","title":{"rendered":"C\u00f3lica n\u00e3o \u00e9 normal: ginecologista conscientiza sobre\u00a0endometriose"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"688\" src=\"https:\/\/blogdafeira.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Glauce-Casaes-1024x688.jpg\" class=\"attachment-large size-large wp-post-image\" alt=\"\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" srcset=\"https:\/\/blogdafeira.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Glauce-Casaes-1024x688.jpg 1024w, https:\/\/blogdafeira.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Glauce-Casaes-346x232.jpg 346w, https:\/\/blogdafeira.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Glauce-Casaes-170x114.jpg 170w, https:\/\/blogdafeira.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Glauce-Casaes-768x516.jpg 768w, https:\/\/blogdafeira.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Glauce-Casaes-278x187.jpg 278w, https:\/\/blogdafeira.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Glauce-Casaes-1170x786.jpg 1170w, https:\/\/blogdafeira.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Glauce-Casaes.jpg 1255w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><\/p>\n<p><em>Doen\u00e7a atinge uma a cada dez mulheres brasileiras e cerca de 190 milh\u00f5es no mundo.<\/em>\u201cTive per\u00edodos de c\u00f3licas insuport\u00e1veis. A cada m\u00eas eu precisava ir ao hospital, chegava a desmaiar\u201d. \u201cNo per\u00edodo menstrual eu parava minha vida social toda, n\u00e3o conseguia estudar, n\u00e3o conseguia fazer nada, s\u00f3 passava quando eu ia para a emerg\u00eancia tomar medicamento na veia\u201d.<\/p>\n<p>Esses s\u00e3o trechos de depoimentos de mulheres diagnosticadas com\u00a0endometriose. Elas s\u00e3o apenas quatro das mais de 8 milh\u00f5es de mulheres que sofrem com a doen\u00e7a no Brasil e cerca de 190 milh\u00f5es no mundo, segundo os dados da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade (OMS). Uma patologia silenciosa, apesar de muito dolorosa, e com informa\u00e7\u00f5es pouco difundidas. O resultado disso, s\u00e3o diagn\u00f3sticos que demoram at\u00e9 dez anos para acontecer, comprometendo de diversas maneiras a qualidade de vida das pacientes.<\/p>\n<p>Consciente do problema e com o objetivo de contribuir de forma mais ampla para uma mudan\u00e7a de cen\u00e1rio, a ginecologista e obstetra Glauce Casaes, que tem 25 anos de estudo e atua\u00e7\u00e3o em\u00a0endometriose, lan\u00e7a a campanha C\u00f3lica n\u00e3o \u00e9 normal. Durante todo o Mar\u00e7o Amarelo, m\u00eas de Conscientiza\u00e7\u00e3o da\u00a0Endometriose, haver\u00e1 uma s\u00e9rie de a\u00e7\u00f5es sustentadas em um pilar: difundir conhecimento sobre a doen\u00e7a. A primeira delas \u00e9 o lan\u00e7amento do site\u00a0<a href=\"http:\/\/www.colicanaoenormal.com.br\/\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?q=http:\/\/www.colicanaoenormal.com.br&#038;source=gmail&#038;ust=1677673602076000&#038;usg=AOvVaw1jmkD5M-I91oJIJkZyn9W1\">www.colicanaoenormal.com.br<\/a>\u00a0. Lives, entrevistas, uma campanha ampla e uni\u00e3o de profissionais de diversas \u00e1reas da sa\u00fade tamb\u00e9m est\u00e3o entre as a\u00e7\u00f5es que integram o projeto que busca a identifica\u00e7\u00e3o de um modelo eficaz de preven\u00e7\u00e3o, diagn\u00f3stico e tratamento. Segundo Glauce, \u00e9 preciso desromantizar a c\u00f3lica, para que as pessoas entendam que ela n\u00e3o \u00e9 normal e pode ser um sintoma de\u00a0endometriose.<\/p>\n<p>\u201cO prop\u00f3sito dessas a\u00e7\u00f5es \u00e9 informar bem n\u00e3o s\u00f3 pacientes, como as pessoas de um modo geral, que podem acender o alerta em mulheres que est\u00e3o sofrendo sem saber a causa, al\u00e9m de sensibilizar autoridades, pol\u00edticos e \u00f3rg\u00e3os respons\u00e1veis, para que ofere\u00e7am acolhimento, identifica\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a e tratamento adequado, com individualiza\u00e7\u00e3o de paciente e equipe multidisciplinar\u201d, pontua Glauce.<\/p>\n<p>A m\u00e9dica relata que a ideia da campanha surgiu diante do aumento no n\u00famero de diagn\u00f3stico de\u00a0endometriose, com atraso do tratamento. \u201cS\u00e3o milh\u00f5es de adolescentes e mulheres com a qualidade de vida afetada devido \u00e0s c\u00f3licas intensas menstruais, que as impedem de irem \u00e0 escola, ao trabalho e at\u00e9 de realizarem atividades dom\u00e9sticas. S\u00e3o dores abdominais, dores ao urinar, problemas sexuais devido a dispareunia, que \u00e9 dor na penetra\u00e7\u00e3o profunda, e frustra\u00e7\u00e3o pela dificuldade ou impossibilidade de engravidar, quando se tem esse desejo\u201d, ressalta.<\/p>\n<p>A\u00a0endometriose\u00a0ocorre quando o tecido endometrial \u2013 que reveste o \u00fatero e cuja descama\u00e7\u00e3o gera o sangramento menstrual \u2013 sai da cavidade uterina e adere a outros \u00f3rg\u00e3os como bexiga, ov\u00e1rios e intestino. \u201cComo \u00e9 uma doen\u00e7a inflamat\u00f3ria, cr\u00f4nica, progressiva e sem cura, que vai da adolesc\u00eancia a menopausa, as pacientes precisam de diagn\u00f3stico precoce, de orienta\u00e7\u00e3o e conhecimento, para terem qualidade de vida, e esse \u00e9 o outro mote da campanha: Mulher tem que viver bem\u201d, acrescenta.<\/p>\n<p>Para que a investiga\u00e7\u00e3o e tratamento da\u00a0endometriose\u00a0aconte\u00e7a, Glauce elenca alguns pontos chave: profissional de sa\u00fade apto a fazer uma boa anamnese (di\u00e1logo estabelecido entre profissional de sa\u00fade e paciente com o objetivo de ajud\u00e1-lo a lembrar de situa\u00e7\u00f5es e fatos que podem estar relacionados a sua doen\u00e7a); um bom exame f\u00edsico; e exames de imagem, que s\u00e3o a ultrassom para pesquisa de\u00a0endometriose\u00a0com preparo intestinal e resson\u00e2ncia da pelve.<\/p>\n<p>\u201cVenho me dedicando a esse trabalho h\u00e1 26 anos. Percebi que \u00e9 poss\u00edvel transformar de forma positiva a vida das mulheres, oferecendo diagn\u00f3stico precoce e tratamento adequado, favorecendo uma vida sem dor. Por que n\u00e3o fazer isso com todas as mulheres que vivem o problema, inclusive as que s\u00f3 podem ser assistidas pela rede p\u00fablica? Uma mulher com uma doen\u00e7a s\u00e9ria como essa n\u00e3o pode buscar ajuda sem resposta ou orienta\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria para ter a mudan\u00e7a de vida que precisa. No futuro, isso vai gerar mulheres com maior capacidade de trabalho, de estudo, menor \u00edndice de absente\u00edsmo e menores custos aos cofres p\u00fablicos e individuais\u201d, almeja.<\/p>\n<\/p>\n<p><strong>Glauce Casaes<\/strong> \u00e9 formada em medicina pela Universidade Federal da Bahia h\u00e1 30 anos, dos quais 25 deles foram dedicados a estudos e trabalhos voltados para\u00a0<span class=\"termHighlighted\">endometriose<\/span>. Parte do seu conhecimento vem da experi\u00eancia na Santa Casa de S\u00e3o Paulo, ao lado dos m\u00e9dicos ginecologistas Tsutomu Aoki e Paulo Arosa, mestres em diagnosticar, tratar e acompanhar a\u00a0<span class=\"termHighlighted\">endometriose<\/span>. Com eles, Glauce aprendeu a operar videolaparoscopia que, no passado, era a forma de diagnosticar a doen\u00e7a. E com eles aprendeu tamb\u00e9m a conduzir com respeito e de forma humanizada \u00e0 mulher com\u00a0<span class=\"termHighlighted\">endometriose<\/span>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Doen\u00e7a atinge uma a cada dez mulheres brasileiras e cerca de 190 milh\u00f5es no mundo.\u201cTive per\u00edodos de c\u00f3licas insuport\u00e1veis. 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