{"id":45052,"date":"2023-03-04T16:26:41","date_gmt":"2023-03-04T16:26:41","guid":{"rendered":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/2023\/03\/04\/os-adolescentes-que-desafiaram-stalin-e-sobreviveram-para-contar-a-historia\/"},"modified":"2023-03-04T16:26:41","modified_gmt":"2023-03-04T16:26:41","slug":"os-adolescentes-que-desafiaram-stalin-e-sobreviveram-para-contar-a-historia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/2023\/03\/04\/os-adolescentes-que-desafiaram-stalin-e-sobreviveram-para-contar-a-historia\/","title":{"rendered":"Os adolescentes que desafiaram Stalin e sobreviveram para contar a hist\u00f3ria"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/JJq_cPYwV78I49tuqZ9fQxOihB8=\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2023\/F\/l\/y0zdhbTw2BnLIyGWh7jQ\/1.jpg\"><br \/>     No anivers\u00e1rio de 70 anos da morte do l\u00edder sovi\u00e9tico, a BBC relembra o caso de tr\u00eas adolescentes que o desafiaram \u2014 e conseguiram sobreviver. Milh\u00f5es foram perseguidos durante os tempos em que Stalin liderou a Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica<br \/>\nGETTY IMAGES<br \/>\nQuando o l\u00edder sovi\u00e9tico Joseph Stalin morreu em 5 de mar\u00e7o de 1953, parecia que toda a Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica havia mergulhado em luto. Mas por tr\u00e1s dessa imagem de pesar, havia sentimentos variados em rela\u00e7\u00e3o ao l\u00edder sob o qual milh\u00f5es de pessoas morreram por causa de fome ou persegui\u00e7\u00e3o. E outros milh\u00f5es ca\u00edram na pobreza.<br \/>\nHouve um epis\u00f3dio em que a autoridade de Stalin foi contestada por tr\u00eas adolescentes.<br \/>\nDurante as quase tr\u00eas d\u00e9cadas que esteve no poder, Stalin procurou projetar uma autoridade inquestion\u00e1vel, reprimindo com brutalidade as vozes dissidentes.<br \/>\nNo entanto, houve protestos na Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica. Eles n\u00e3o eram frequentes ou em grande escala, mas indicavam que muitos discordavam do regime totalit\u00e1rio.<br \/>\nJoseph Stalin n\u00e3o era t\u00e3o incontest\u00e1vel na Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica quanto parecia na \u00e9poca<br \/>\nCORBIS VIA GETTY IMAGES<br \/>\nUm desses epis\u00f3dios de contesta\u00e7\u00e3o ocorreu em Chelyabinsk, uma cidade industrial nos Urais, uma regi\u00e3o montanhosa que separa as partes europeia e asi\u00e1tica da R\u00fassia. A cidade abrigava uma f\u00e1brica de constru\u00e7\u00e3o de tratores.<br \/>\nUm dia, na primavera de 1946, tr\u00eas adolescentes come\u00e7aram a espalhar panfletos no centro da cidade. Os residentes locais na fila para comprar comida os observavam com cansa\u00e7o.<br \/>\nOs meninos n\u00e3o tinham cola, ent\u00e3o usaram p\u00e3o embebido em \u00e1gua para colar folhas de papel, arrancadas de seus cadernos escolares, em paredes e postes.<br \/>\n&#8220;Pessoas famintas, insurjam-se e lutem!&#8221;, dizia um dos panfletos rabiscado a m\u00e3o por um aluno.<br \/>\nUma mulher na fila leu o panfleto. &#8220;Uma pessoa inteligente escreveu isso&#8221;, comentou ela.<br \/>\nOs jovens eram Alexander (conhecido como Shura) Polyakov, Mikhail (Misha) Ulman e Yevgeny (Genya) Gershovich. Eles tinham 13 anos na \u00e9poca. Shura Polyakov era o l\u00edder do grupo.<br \/>\nSua fam\u00edlia era origin\u00e1ria de Kharkiv, na Ucr\u00e2nia, e ele foi levado para os Urais com sua m\u00e3e, av\u00f3, irm\u00e3 e tia. Sua fam\u00edlia de cinco pessoas dividia um quarto. A cidade tinha dificuldades para acomodar refugiados de guerra.<br \/>\nO pai de Shura havia sido morto na guerra. Sua m\u00e3e agora sustentava a fam\u00edlia, trabalhando como advogada.<br \/>\nAlexander \u2014 ou Shura \u2014 Polyakov, quando adulto<br \/>\nARQUIVO DA FAM\u00cdLIA POLYAKOV<br \/>\nGenya Gershovich tamb\u00e9m estava crescendo sem a presen\u00e7a do pai, mas por um motivo diferente. Ele nasceu em Leningrado e, em 1934, seu pai foi preso, falsamente acusado de pertencer a uma rede clandestina que planejava derrubar o governo.<br \/>\nEle morreu sem deixar vest\u00edgios.<br \/>\nPara manter seus dois filhos seguros, a m\u00e3e de Genya mudou-se para Chelyabinsk. Apesar de seu marido ser considerado &#8220;um inimigo do povo&#8221;, ela conseguiu um emprego como professora do ensino m\u00e9dio.<br \/>\nYevgeny, tamb\u00e9m conhecido como Genya, quando adulto<br \/>\nARQUIVO DA FAM\u00cdLIA GERSHOVICH<br \/>\nO pai de Genya havia sido executado antes da guerra, mas a fam\u00edlia ficou sabendo de sua morte muito depois.<br \/>\nMikhail (ou Misha) Ulman \u2014 assim como Genya \u2014 tamb\u00e9m era de Leningrado. Mas sua fam\u00edlia permanecia unida. Seus pais se mudaram para Chelyabinsk no in\u00edcio da guerra para trabalhar na f\u00e1brica de tratores, que na \u00e9poca fabricava tanques de guerra em vez de equipamentos agr\u00edcolas.<br \/>\nEm Chelyabinsk, a fam\u00edlia de Misha vivia em um pequeno quarto e era obrigada a dividir o espa\u00e7o com um estranho. A sala era dividida por um varal com um len\u00e7ol pendurado.<br \/>\nMikhail (Misha) Ulman, quando adulto<br \/>\nARQUIVO DA FAM\u00cdLIA ULMAN<br \/>\nOs tr\u00eas meninos frequentaram a mesma escola. Ulman e Gershovich chegaram a ser colegas de mesa na sala de aula.<br \/>\nMesmo com apenas 13 anos, os meninos j\u00e1 liam as obras de Marx, Lenin e Stalin como parte do curr\u00edculo escolar. Eles aprenderam com esses livros que aceitar injusti\u00e7as era errado.<br \/>\nEles tamb\u00e9m estudaram cuidadosamente a letra da Internacional, um hino do movimento oper\u00e1rio escrito na d\u00e9cada de 1870 por um revolucion\u00e1rio franc\u00eas, que era entoado por todos que lutavam contra a injusti\u00e7a social.<br \/>\nA m\u00fasica serviu como o hino nacional sovi\u00e9tico entre 1922 e 1944. Os meninos n\u00e3o podiam acreditar que a letra \u2014 que convocava as massas a se levantarem contra a desigualdade social \u2014 n\u00e3o fosse proibida na Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica.<br \/>\nOs meninos e suas fam\u00edlias enfrentaram graves dificuldades econ\u00f4micas, vivendo \u00e0 beira da fome com as ra\u00e7\u00f5es alimentares do p\u00f3s-guerra.<br \/>\nHavia uma piada popular na Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica sobre a \u00e9poca em que os l\u00edderes dos EUA, Reino Unido e Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica \u2014 reunidos na Confer\u00eancia de Yalta em fevereiro de 1945 perto do fim da guerra \u2014 discutiam qual m\u00e9todo deveria ser usado para executar Hitler.<br \/>\nSegundo a piada, Winston Churchill sugere o enforcamento. Franklin Roosevelt sugere a cadeira el\u00e9trica. E Stalin diz que a maneira mais eficaz seria alimentar Hitler com ra\u00e7\u00f5es de comida sovi\u00e9tica. Os outros dois concordam que esse seria o castigo mais cruel.<br \/>\nMas nem todos na Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica eram obrigados a sobreviver com ra\u00e7\u00f5es escassas. Os tr\u00eas meninos tinham um colega de classe cujo pai era diretor da f\u00e1brica local.<br \/>\nO estilo de vida do colega era completamente diferente do deles: ele era levado para a escola por um motorista, recebia comida muito mais saborosa em sua lancheira e, em sua festa de anivers\u00e1rio, os meninos puderam provar \u00e1gua com g\u00e1s e assistir a filmes de Charlie Chaplin, projetados em uma parede.<br \/>\nDesnecess\u00e1rio dizer que a fam\u00edlia do diretor n\u00e3o morava em um quarto compartilhado com um estranho, mas desfrutava de acomoda\u00e7\u00f5es espa\u00e7osas e confort\u00e1veis. Tudo isso parecia algo sa\u00eddo de um conto de fadas.<br \/>\nAs condi\u00e7\u00f5es de vida dos trabalhadores da f\u00e1brica de Chelyabinsk eram dif\u00edceis mesmo antes da guerra \u2014 muitos viviam em por\u00f5es e abrigos. Com o in\u00edcio da guerra, Chelyabinsk enfrentou uma invas\u00e3o de refugiados das regi\u00f5es ocidentais da R\u00fassia, o que piorou as condi\u00e7\u00f5es de vida de todos.<br \/>\nEm dezembro de 1943, a dire\u00e7\u00e3o da f\u00e1brica descobriu que at\u00e9 300 trabalhadores dormiam no ch\u00e3o de f\u00e1brica, pois n\u00e3o tinham para onde ir. Alguns disseram que n\u00e3o tinham roupas de inverno; outros, nenhum cal\u00e7ado. Eles n\u00e3o podiam deixar a f\u00e1brica.<br \/>\nEmbora as pessoas estivessem preparadas para aguentar as adversidades da guerra, assim que o conflito terminou, a paci\u00eancia se esgotou. Embora felizes com a derrota da Alemanha nazista, muitos em Chelyabinsk estavam cansados da constante humilha\u00e7\u00e3o de viver na mis\u00e9ria.<br \/>\nLogo ap\u00f3s a guerra, um parque foi aberto perto da f\u00e1brica de tratores de Chelyabinsk, mas as condi\u00e7\u00f5es de vida ainda eram duras<br \/>\nARQUIVO DE CHELYABINSK<br \/>\nOs tr\u00eas meninos ouviam os adultos reclamarem de acomoda\u00e7\u00f5es \u00famidas no por\u00e3o, vazamentos nos telhados, sopa feita de urtigas, falta de sab\u00e3o por quatro anos e muitos outros problemas. Eles viviam em pobreza extrema e sentiam que tinham muito pouco a perder.<br \/>\nEles estavam cada vez mais irritados com a injusti\u00e7a que observavam diariamente em contraste com a propaganda sovi\u00e9tica.<br \/>\nConfer\u00eancia regional do Partido Comunista de Chelyabinsk no final da d\u00e9cada de 1940<br \/>\nARQUIVO DE CHELYABINSK<br \/>\nUm dia, em abril de 1946, os meninos arrancaram uma p\u00e1gina de um caderno escolar e escreveram: &#8220;Camaradas, trabalhadores, olhem ao seu redor! O governo vinha atribuindo seus problemas \u00e0 guerra. Mas a guerra acabou. Suas condi\u00e7\u00f5es melhoraram? N\u00e3o! O que o governo deu a voc\u00eas? Nada! Seus filhos est\u00e3o com fome, mas voc\u00eas est\u00e3o tendo que ouvir hist\u00f3rias sobre uma inf\u00e2ncia feliz. Camaradas, olhem ao redor e percebam o que realmente est\u00e1 acontecendo!&#8221;<br \/>\nNo come\u00e7o, os meninos distribu\u00edam e colavam seus panfletos apenas \u00e0 noite, mas em poucos dias eles se tornaram mais ousados e pararam de se preocupar com as consequ\u00eancias. Eles at\u00e9 conseguiram alguns de seus colegas de classe para ajudar.<br \/>\nOs temidos agentes da NKVD \u2014 que posteriormente se tornaria a KGB e hoje se chama FSB \u2014 rapidamente souberam da situa\u00e7\u00e3o e logo descobriram que os panfletos antigovernamentais eram feitos por crian\u00e7as em idade escolar.<br \/>\nAs escolas fizeram checagens na caligrafia de cada aluno para identificar os culpados. As crian\u00e7as em Chelyabinsk foram obrigadas a escrever palavras como &#8220;camarada&#8221; e &#8220;inf\u00e2ncia feliz&#8221;.<br \/>\nYevgeny Gershovich foi o primeiro a ser preso. Depois foi Alexander Polyakov, E no final de maio de 1946, Mikhail Ulman. Suas fam\u00edlias ficaram consternadas e apavoradas.<br \/>\nOs meninos enfrentaram questionamentos implac\u00e1veis por parte dos servi\u00e7os de seguran\u00e7a, que tentaram conden\u00e1-los por simpatia ao nazismo. Os adolescentes ficaram indignados: como marxistas devotos tamb\u00e9m podem ser nazistas?<br \/>\nGershovich e Polyakov foram julgados em agosto de 1946 e considerados culpados de espalhar propaganda antissovi\u00e9tica. Eles foram condenados a tr\u00eas anos de pris\u00e3o juvenil.<br \/>\nQuando j\u00e1 eram adultos, eles se lembraram daquela \u00e9poca horrenda, cheia de espancamentos e persegui\u00e7\u00f5es por parte de outros jovens internos que estavam presos por crimes.<br \/>\nUlman teve sorte \u2014 como n\u00e3o tinha completado 14 anos na \u00e9poca da pris\u00e3o, escapou completamente da puni\u00e7\u00e3o. Seus pais voltaram para Leningrado rapidamente para ficar longe dos Servi\u00e7os de Seguran\u00e7a de Chelyabinsk.<br \/>\nGershovich e Polyakov tamb\u00e9m escaparam com relativa facilidade, pois foram soltos no final de 1946, com suspens\u00e3o de suas penas.<br \/>\nTalvez a pouca idade dos meninos os tenha ajudado a escapar de consequ\u00eancias muito mais duras.<br \/>\nMas tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel que os servi\u00e7os de seguran\u00e7a e os ju\u00edzes tenham ficado surpresos com a seriedade dos jovens rebeldes que, apesar de viverem em um dos regimes mais totalit\u00e1rios da hist\u00f3ria, acreditaram que poderiam protestar contra a injusti\u00e7a social e obrigar o governo a melhorar a vida dos trabalhadores.<br \/>\nJ\u00e1 adultos, tanto Ulman quanto Polyakov emigraram para Israel, onde este ainda mora com sua esposa. Foi onde a BBC conseguiu falar com ele.<br \/>\nMikhail Ulman, j\u00e1 idoso<br \/>\nARQUIVO DA FAM\u00cdLIA ULMAN<br \/>\nDepois de adulto, Ulman mudou-se para a Austr\u00e1lia, onde morreu em 2021.<br \/>\nYevgeny Gershovich<br \/>\nARQUIVO DA FAM\u00cdLIA GERSHOVICH<br \/>\nYevgeny Gershovich foi preso novamente no final dos anos 1940, logo depois de ser expulso da universidade, acusado de ter tend\u00eancias antissovi\u00e9ticas.<br \/>\nEle foi condenado a dez anos de pris\u00e3o, mas foi libertado logo ap\u00f3s a morte de Stalin, junto com milh\u00f5es de outras v\u00edtimas da repress\u00e3o. Ele morreu na d\u00e9cada de 2010.<br \/>\nTexto originalmente publicado em https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/articles\/cz7rk5136j4o<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No anivers\u00e1rio de 70 anos da morte do l\u00edder sovi\u00e9tico, a BBC relembra o caso de tr\u00eas adolescentes que o desafiaram \u2014 e conseguiram sobreviver. 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