{"id":44430,"date":"2023-02-25T21:12:47","date_gmt":"2023-02-25T21:12:47","guid":{"rendered":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/2023\/02\/25\/como-fazer-os-alimentos-durarem-mais\/"},"modified":"2023-02-25T21:12:47","modified_gmt":"2023-02-25T21:12:47","slug":"como-fazer-os-alimentos-durarem-mais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/2023\/02\/25\/como-fazer-os-alimentos-durarem-mais\/","title":{"rendered":"Como fazer os alimentos durarem mais"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/ludWbxz8lOmGv9dSy7X4Bq3OySY=\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2023\/c\/R\/jKJTbvSnOLFbEhIBecnw\/imagem1.png\"><br \/>     Emiss\u00f5es de gases do efeito estufa causadas pelo desperd\u00edcio de alimentos em todo o mundo s\u00e3o cerca de 10 vezes maiores do que o total de emiss\u00f5es s\u00f3 do Reino Unido. Tratamentos inovadores para conservar frutas, como morangos, podem mant\u00ea-las frescas por v\u00e1rios dias<br \/>\nAlamy<\/p>\n<p>\u00c9 um problema que os seres humanos v\u00eam enfrentando desde o primeiro momento em que come\u00e7amos a ter acesso a mais alimentos do que ser\u00edamos capazes de comer de uma vez s\u00f3. Quando a comida \u00e9 abundante, como voc\u00ea faz para armazen\u00e1-la de forma que dure mais?<br \/>\nEsta pergunta tem quase tantas respostas quanto os tipos de alimentos existentes.<br \/>\nCortar peda\u00e7o da fruta mofado e comer o resto faz mal? Entenda<br \/>\nL\u00edquido vermelho da carne n\u00e3o \u00e9 sangue; saiba mais<br \/>\nOs gregos antigos lavavam os figos na \u00e1gua do mar e os secavam ao Sol. J\u00e1 na China medieval, lim\u00f5es e laranjas eram revestidos com cera.<br \/>\nNo Jap\u00e3o do s\u00e9culo 15, os legumes eram cobertos com leite de soja para evitar a perda de umidade e prolongar sua validade. E, na Inglaterra do s\u00e9culo 16, eram envoltos em banha.<br \/>\nOs consumidores s\u00e3o respons\u00e1veis por apenas parte do desperd\u00edcio de alimentos. Cerca de 17% dos produtos oferecidos para consumo s\u00e3o jogados fora, mas este percentual inclui os alimentos descartados pelos supermercados e aqueles que v\u00e3o para o lixo dos restaurantes, al\u00e9m do desperd\u00edcio dom\u00e9stico.<br \/>\nO restante das perdas ocorre nas fazendas, durante o processamento, na distribui\u00e7\u00e3o e na armazenagem.<br \/>\nProblemas com ma\u00e7\u00e3s podres e gr\u00e3os mofados podem ter sido gerado quest\u00f5es relacionadas \u00e0 pr\u00f3pria sobreviv\u00eancia no per\u00edodo entre safras para os nossos ancestrais.<br \/>\nAtualmente, evitar o desperd\u00edcio de alimentos \u00e9 um desafio t\u00e3o grande quanto naquela \u00e9poca, mas o que est\u00e1 em jogo \u00e9 algo diferente. As emiss\u00f5es de gases do efeito estufa causadas pelo desperd\u00edcio de alimentos em todo o mundo s\u00e3o cerca de 10 vezes maiores do que o total de emiss\u00f5es s\u00f3 do Reino Unido.<br \/>\nO desperd\u00edcio de carne contribui mais para esses n\u00fameros, uma vez que a energia necess\u00e1ria para sua produ\u00e7\u00e3o \u00e9 normalmente muitas vezes maior do que para alimentos de origem vegetal. Se voc\u00ea jogar fora 100g de bife, por exemplo, pode ter desperdi\u00e7ado o equivalente a at\u00e9 10kg de CO2.<br \/>\nMas, em termos de massa, s\u00e3o as frutas, legumes e verduras que comp\u00f5em a maior pilha de alimentos jogados no lixo \u2013 cerca de meio bilh\u00e3o de toneladas por ano. No Reino Unido, as laranjas e tangerinas s\u00e3o as mais desperdi\u00e7adas, seguidas pelas ma\u00e7\u00e3s e pelos tomates.<br \/>\nComo podemos ent\u00e3o conservar melhor nossas frutas, legumes e verduras para que as aproveitemos mais?<br \/>\nEntre as ferramentas que os produtores t\u00eam hoje para reduzir o desperd\u00edcio de alimentos, muitas envolvem o uso de pl\u00e1sticos e subst\u00e2ncias qu\u00edmicas.<br \/>\nUm estudo publicado na Su\u00ed\u00e7a em 2022 mostrou que os benef\u00edcios clim\u00e1ticos de embalar pepinos em pl\u00e1stico s\u00e3o quase cinco vezes maiores do que os preju\u00edzos ao clima causados pela produ\u00e7\u00e3o da embalagem em si.<br \/>\nSubst\u00e2ncias como cloro, per\u00f3xido de hidrog\u00eanio e fosfato triss\u00f3dico, por sua vez, v\u00eam sendo usadas h\u00e1 muito tempo para matar diversos micro-organismos em produtos frescos, evitando que estraguem e prolongando, assim, sua validade.<br \/>\nQuando est\u00e3o no p\u00e9, as ma\u00e7\u00e3s t\u00eam uma cera natural que ajuda a proteger sua casca<br \/>\nAlamy<br \/>\nMas os consumidores est\u00e3o evitando produtos qu\u00edmicos e o uso de pl\u00e1stico.<br \/>\nA clora\u00e7\u00e3o pode gerar compostos suspeitos de serem cancer\u00edgenos e que podem acabar na \u00e1gua pot\u00e1vel, como resultado do processamento industrial dos alimentos, ou at\u00e9 permanecer nos produtos in natura.<br \/>\nE, quando o assunto \u00e9 pl\u00e1stico, muita gente se sente culpada pela quantidade que usa. Segundo o cientista alimentar David McClements, da Universidade de Massachusetts, nos Estados Unidos, existe agora uma \u201cforte tend\u00eancia de substituir o pl\u00e1stico\u201d e encontrar outras formas de conserva\u00e7\u00e3o de alimentos, que n\u00e3o envolvam tratamentos qu\u00edmicos.<br \/>\nEnquanto muitas das novas tecnologias ainda est\u00e3o limitadas aos laborat\u00f3rios de pesquisa, outras est\u00e3o come\u00e7ando a aparecer nas prateleiras dos supermercados \u2014 ou v\u00e3o estar dispon\u00edveis em breve.<br \/>\nComo saber se o ovo est\u00e1 bom? g1 testa truques que bombam nas redes sociais; VEJA V\u00cdDEO:<br \/>\nComo saber se o ovo est\u00e1 bom? g1 testa truques que bombam nas redes sociais<br \/>\nA constru\u00e7\u00e3o de barreiras<br \/>\nUma tecnologia potencialmente promissora \u00e9 o revestimento comest\u00edvel \u2014cobrir as frutas, legumes e verduras com uma pel\u00edcula de material protetor que possa ser consumido com os alimentos.<br \/>\nRevestimentos comerciais modernos v\u00eam sendo desenvolvidos desde os primeiros experimentos com soja e banha no Jap\u00e3o, na Inglaterra e em outras partes do mundo. Nos anos 1930, por exemplo, surgiram revestimentos de parafina ou cera de abelha. Na \u00e9poca, encerar frutas como ma\u00e7\u00e3s era popular.<br \/>\nQuando s\u00e3o colhidas das \u00e1rvores, as ma\u00e7\u00e3s apresentam um revestimento de cera natural, que geralmente se perde no processo de lavagem. Atualmente, um revestimento artificial \u00e9 reaplicado com frequ\u00eancia \u00e0s ma\u00e7\u00e3s, laranjas, lim\u00f5es e outras frutas para ajudar a conservar sua umidade e ampliar sua vida \u00fatil.<br \/>\nEsses revestimentos s\u00e3o bons para limitar a desidrata\u00e7\u00e3o dos produtos, mas ainda h\u00e1 muito espa\u00e7o para melhorias.<br \/>\nPara criar revestimentos comest\u00edveis perfeitos, os cientistas est\u00e3o testando v\u00e1rias subst\u00e2ncias diferentes \u2014 incluindo fibro\u00edna de seda (uma prote\u00edna secretada pelo bicho-da-seda), quitosana ( presente no exoesqueleto dos crust\u00e1ceos), goma de cajueiro, gelatina de peixes, prote\u00edna de feno-grego, prote\u00edna de soja, celulose e derivados de algas. A lista \u00e9 longa.<br \/>\nOs revestimentos s\u00e3o aplicados por imers\u00e3o, pincelamento ou pulveriza\u00e7\u00e3o. Eles formam uma fina membrana sobre a superf\u00edcie de morangos ou tomates, por exemplo, reduzindo a transfer\u00eancia de gases e de vapor d\u2019\u00e1gua, limitando o escurecimento e a perda de aroma e, por fim, prolongando a validade dos produtos.<br \/>\nIdealmente, esses revestimentos devem vedar bem o alimento, mas sem que fiquem totalmente herm\u00e9ticos \u2014 do contr\u00e1rio, voc\u00ea corre o risco de induzir a fermenta\u00e7\u00e3o anaer\u00f3bica (que \u00e9 o que acontece quando a sua ma\u00e7\u00e3 se transforma em cidra, por exemplo).<br \/>\nSegundo McClements, a quitosana pode ser obtida como subproduto da pesca de camar\u00e3o e ocupa uma posi\u00e7\u00e3o bastante privilegiada nos esfor\u00e7os atuais para encontrar o revestimento comest\u00edvel perfeito.<br \/>\nUm estudo recente mostrou que revestir morangos com quitosana e prote\u00edna do soro de leite isolada (um subproduto da fabrica\u00e7\u00e3o do queijo) estendeu a vida \u00fatil das frutas em 60%, quando armazenadas refrigeradas.<br \/>\nE tomates com revestimento de quitosana e algas verdes permaneceram praticamente perfeitos, mesmo 30 dias depois da colheita, enquanto os tomates n\u00e3o tratados apresentaram uma apar\u00eancia bastante desagrad\u00e1vel ap\u00f3s o mesmo per\u00edodo.<br \/>\nDiversas empresas no mundo todo est\u00e3o dedicadas agora a pesquisas comerciais sobre os revestimentos comest\u00edveis. A startup Apeel Sciences, com sede na Calif\u00f3rnia, nos Estados Unidos, produz revestimentos comest\u00edveis com \u00f3leos vegetais que podem dobrar a vida \u00fatil dos produtos.<br \/>\nNos Estados Unidos, voc\u00ea pode encontrar esses revestimentos em ma\u00e7\u00e3s, abacates e lim\u00f5es. J\u00e1 no Reino Unido, a empresa estabeleceu parceria com a rede de supermercado Tesco para vender lim\u00f5es e laranjas revestidas \u2014 frutas que voc\u00ea normalmente ainda descasca para comer, uma vez que o Reino Unido e a Uni\u00e3o Europeia t\u00eam regulamenta\u00e7\u00f5es rigorosas quando se trata de revestimentos comest\u00edveis.<br \/>\nOs tratamentos aplicados \u00e0 casca de frutas c\u00edtricas \u00e9 uma das raz\u00f5es pelas quais muitas receitas pedem frutas &#8220;n\u00e3o enceradas&#8221;.<br \/>\nOutra empresa, chamada Liquidseal, vende revestimentos \u00e0 base de \u00e1lcoois polivin\u00edlicos para mangas e abacates no Reino Unido \u2013 frutas que tamb\u00e9m t\u00eam cascas mais duras.<br \/>\nMas a empresa j\u00e1 desenvolveu um revestimento comest\u00edvel para pepinos, para substituir o habitual inv\u00f3lucro de pl\u00e1stico, e espera poder vend\u00ea-lo na Europa em breve.<br \/>\nNanotratamento<br \/>\nOutra forma emergente de impulsionar os revestimentos comest\u00edveis \u00e9 o uso de nanomateriais \u2013 subst\u00e2ncias com part\u00edculas de menos de 100 nan\u00f4metros (nm) em pelo menos uma das dimens\u00f5es, ou seja, mil vezes menores que um fio de cabelo humano.<br \/>\n\u201cSe voc\u00ea diminuir o tamanho das part\u00edculas, pode melhorar o desempenho funcional das pel\u00edculas e revestimentos comest\u00edveis, aumentando, por exemplo, suas propriedades de barreira e sua resist\u00eancia\u201d, afirma McClements.<br \/>\nVoc\u00ea pode produzir essas part\u00edculas min\u00fasculas usando laser, vibra\u00e7\u00f5es, extratos vegetais ou at\u00e9 certos micro-organismos.<br \/>\nEm um estudo, depois de uma semana armazenados \u00e0 temperatura ambiente, a maior parte dos morangos comuns estava coberta de fungos. J\u00e1 entre os revestidos com quitosana e nanopart\u00edculas de prata, apenas 10% estragaram.<br \/>\nCenouras rec\u00e9m-cortadas e revestidas com nanoprata permaneceram conservadas por 70 dias, enquanto cenouras n\u00e3o revestidas duraram apenas quatro.<br \/>\nMas as nanopart\u00edculas n\u00e3o s\u00e3o apenas revestimentos comest\u00edveis. Como algumas s\u00e3o antimicrobianos poderosos, podem ser acrescentadas a embalagens de pl\u00e1stico comuns para aumentar a vida \u00fatil de frutas, legumes e verduras.<br \/>\nAl\u00e9m disso, elas podem ser usadas em sensores capazes de informar aos consumidores ou varejistas quando o alimento n\u00e3o \u00e9 mais seguro para consumo, ajudando a evitar o descarte prematuro.<br \/>\nPesquisadores da Universidade McMaster, no Canad\u00e1, j\u00e1 desenvolveram adesivos que podem ser aplicados sobre a embalagem dos produtos, para prever sua deteriora\u00e7\u00e3o.<br \/>\nMas essas interven\u00e7\u00f5es em nanoescala trazem quest\u00f5es de seguran\u00e7a.<br \/>\nEm ratos e camundongos, a ingest\u00e3o de nanopart\u00edculas de \u00f3xido de zinco causa les\u00f5es renais e hep\u00e1ticas. E estudos com nanopart\u00edculas de prata encontraram toxicidade em organismos modelo, como o nematoide Caenorhabditis elegans, e em c\u00e9lulas humanas.<br \/>\n\u201cH\u00e1 riscos em todas as tecnologias inovadoras, e precisamos ter cuidado\u201d, observa Gustav Nystr\u00f6m, cientista dos Laborat\u00f3rios Federais Su\u00ed\u00e7os de Tecnologia e Ci\u00eancia dos Materiais.<br \/>\nEle afirma que nanopart\u00edculas de prata e zinco podem se acumular nos tecidos. No entanto, se essas nanopart\u00edculas forem bem encapsuladas na embalagem pl\u00e1stica, o risco de que elas migrem para os alimentos \u00e9 baixo, segundo ele.<br \/>\nDefesas biol\u00f3gicas<br \/>\nOs bacteri\u00f3fagos \u2013 v\u00edrus que matam bact\u00e9rias \u2013 podem ser outra poss\u00edvel solu\u00e7\u00e3o para prolongar a vida \u00fatil das frutas, legumes e verduras, tornando seu consumo mais seguro.<br \/>\nA empresa americana Intralytix j\u00e1 produz misturas de bacteri\u00f3fagos com este prop\u00f3sito. No momento, elas est\u00e3o dispon\u00edveis apenas nos Estados Unidos, Canad\u00e1 e Israel.<br \/>\nOutra empresa, a Micreos, oferece produtos de bacteri\u00f3fagos para uso em verduras, assim como em br\u00f3colis, cenouras e outros vegetais.<br \/>\nOs bacteri\u00f3fagos \u2014 tamb\u00e9m conhecidos como fagos \u2014 matam as bact\u00e9rias dissolvendo ou atacando sua parede celular, \u201cmais ou menos como uma agulha furando um bal\u00e3o\u201d, explica Gerrit Keizer, diretor da Micreos.<br \/>\nPor isso, os fagos t\u00eam o potencial de substituir ou reduzir o uso de desinfetantes, aumentando tamb\u00e9m a validade dos produtos. E os fagos s\u00e3o baratos, f\u00e1ceis de aplicar e, acima de tudo, inofensivos para os seres humanos.<br \/>\n\u201cN\u00f3s estamos totalmente imersos em fagos. Eles est\u00e3o em toda parte. N\u00f3s os consumimos sempre\u201d, diz o cientista alimentar Sam Nugen, da Universidade Cornell, nos Estados Unidos.<br \/>\nEle prev\u00ea que, em alguns anos, produtos protegidos por misturas comerciais de fagos \u201cn\u00e3o ser\u00e3o incomuns\u201d no supermercado.<br \/>\n\u201cEles est\u00e3o chegando\u201d, afirma.<br \/>\nH\u00e1 muitos outros m\u00e9todos sendo pesquisados para manter frutas, legumes e verduras frescos e seguros para consumo pelo maior tempo poss\u00edvel. J\u00e1 se sugeriu \u00e1gua ativada por plasma, tratamentos com oz\u00f4nio, ultrassom de alta pot\u00eancia e bacteriocinas \u2014 prote\u00ednas ou pept\u00eddeos antimicrobianos produzidos por certas bact\u00e9rias.<br \/>\nO tratamento de produtos com luz pulsada, ou clar\u00f5es de luz muito fortes, pode manter os morangos bonitos e firmes por oito dias na geladeira, enquanto os frutos n\u00e3o tratados v\u00e3o come\u00e7ar a amolecer. E os tratamentos com luz pulsada podem aumentar os n\u00edveis de subst\u00e2ncias fitoqu\u00edmicas saud\u00e1veis nos alimentos de origem vegetal.<br \/>\n\u00c9 fundamental para qualquer tecnologia emergente que haja provas de que ela \u00e9 segura para os consumidores, al\u00e9m de cumprir a tarefa de conservar os alimentos por mais tempo. Outro desafio \u00e9 transportar a escala de laborat\u00f3rio para a vida real.<br \/>\n\u201cVoc\u00ea precisa aplicar essas tecnologias em milh\u00f5es e milh\u00f5es de frutas, legumes e verduras frescas, garantindo que tudo seja feito de maneira uniforme, r\u00e1pida e barata\u201d, afirma McClements.<br \/>\nEnquanto isso, outras solu\u00e7\u00f5es para o desperd\u00edcio de alimentos podem envolver bem menos tecnologia. Um estudo sobre o transporte de tomates na \u00c1frica do Sul, por exemplo, concluiu que grande parte das perdas era causada pelas m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es das estradas. Os tomates simplesmente se movimentavam demais dentro dos caminh\u00f5es.<br \/>\nE, em qualquer parte do mundo, o desperd\u00edcio de alimentos pode ser evitado com o armazenamento adequado e evitando comprar em excesso \u2014 ou simplesmente n\u00e3o esquecendo aquela caixa de morangos escondida no fundo da geladeira.<br \/>\n&#8211; Este texto foi originalmente publicado em https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/articles\/c03e8lgpeyzo<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Emiss\u00f5es de gases do efeito estufa causadas pelo desperd\u00edcio de alimentos em todo o mundo s\u00e3o cerca de 10 vezes maiores do que o total de emiss\u00f5es s\u00f3 do Reino Unido. 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