{"id":44414,"date":"2023-02-25T19:11:04","date_gmt":"2023-02-25T19:11:04","guid":{"rendered":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/2023\/02\/25\/nearshoring-o-boom-industrial-que-o-mexico-vive-como-alternativa-ao-made-in-china\/"},"modified":"2023-02-25T19:11:04","modified_gmt":"2023-02-25T19:11:04","slug":"nearshoring-o-boom-industrial-que-o-mexico-vive-como-alternativa-ao-made-in-china","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/2023\/02\/25\/nearshoring-o-boom-industrial-que-o-mexico-vive-como-alternativa-ao-made-in-china\/","title":{"rendered":"&#8216;Nearshoring&#8217;: O boom industrial que o M\u00e9xico vive como alternativa ao &#8216;made in China&#8217;"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/rKzi8_3Y93fCvD6KEMxoyikb7y4=\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2023\/O\/1\/uJCKpBQ3KyS7MWegs0dA\/muitas-empresas-multinacionais-estao-migrando-para-o-mexico-getty-images-via-bbc.jpeg\"><br \/>     Movimento faz parte de uma nova tend\u00eancia que vai no caminho oposto ao chamado &#8216;offshoring&#8217;: agora, muitas empresas est\u00e3o levando a produ\u00e7\u00e3o para mais pr\u00f3ximo dos mercados consumidores. Governo do Me\u0301xico ainda na\u0303o tem estimativas para o emprego gerado pelo &#8216;nearshoring&#8217;<br \/>\nGetty Images via BBC<br \/>\nQuando o empres\u00e1rio Marco Villarreal sentiu que havia uma grande oportunidade de acelerar sua produ\u00e7\u00e3o de manufaturados no M\u00e9xico, n\u00e3o hesitou em se aproximar da Hisun U.S.A. e apresentar uma ideia: transferir parte da produ\u00e7\u00e3o de seus ve\u00edculos off-road para o pa\u00eds vizinho.<br \/>\nDepois de analisar se era um bom neg\u00f3cio, a empresa americana decidiu cruzar a fronteira.<br \/>\nHoje, ela possui duas f\u00e1bricas inauguradas recentemente em Saltillo, no Estado de Coahuila, no nordeste mexicano.<br \/>\nA empresa americana est\u00e1 ligada ao gigante conglomerado chin\u00eas Hisun, que opera em todo o mundo.<br \/>\nDada essa liga\u00e7\u00e3o com a multinacional, a Hisun U.S.A. acabou transferindo para o M\u00e9xico a fabrica\u00e7\u00e3o de alguns dos produtos que antes vinham da \u00c1sia.<br \/>\n&#8220;A ideia \u00e9 que a maior parte do mercado americano possa ser abastecida pelo M\u00e9xico&#8221;, diz Marco Villarreal, diretor-geral da empresa no pa\u00eds latino-americano.<br \/>\n&#8220;Fabricamos do zero os ve\u00edculos da categoria SUV no M\u00e9xico e apenas os componentes s\u00e3o importados da \u00c1sia&#8221;, afirma.<br \/>\nO executivo, que conhece bem o setor depois de ter trabalhado por v\u00e1rios anos em empresas como General Motors e Caterpillar, acredita que a tend\u00eancia de realoca\u00e7\u00e3o de f\u00e1bricas de outros mercados para o M\u00e9xico continuar\u00e1 crescendo.<br \/>\n&#8220;As oportunidades est\u00e3o aqui, e voc\u00ea precisa aproveit\u00e1-las&#8221;, disse ele \u00e0 BBC News Mundo, servi\u00e7o em espanhol da BBC.<br \/>\n&#8216;Nearshoring&#8217;<br \/>\nA Hisun e\u0301 uma das empresas que migraram para o Me\u0301xico recentemente<br \/>\nBBC<br \/>\nA Hisun \u00e9 uma das grandes empresas que optaram pelo &#8220;nearshoring&#8221;, express\u00e3o em ingl\u00eas usada para se referir \u00e0 estrat\u00e9gia das empresas de levar a produ\u00e7\u00e3o para mais pr\u00f3ximo dos mercados onde os produtos ser\u00e3o vendidos.<br \/>\nSe d\u00e9cadas atr\u00e1s a tend\u00eancia era do &#8220;offshoring&#8221; (levar f\u00e1bricas para pa\u00edses distantes, em especial a China, para reduzir custos), agora a tend\u00eancia \u00e9 concentrar as unidades mais perto das regi\u00f5es consumidoras.<br \/>\nNesse caso, as empresas globais &#8211; e principalmente as asi\u00e1ticas &#8211; t\u00eam buscado uma melhor porta de entrada para o maior mercado do mundo: os Estados Unidos.<br \/>\nE a chave dessa porta est\u00e1 nas m\u00e3os do M\u00e9xico.<br \/>\n&#8220;A grande maioria das empresas est\u00e1 adicionando novas linhas de produ\u00e7\u00e3o no M\u00e9xico para diversificar sua produ\u00e7\u00e3o fora da \u00c1sia&#8221;, diz Carlos Capistran, economista do Bank of America.<br \/>\nA produ\u00e7\u00e3o industrial no Norte e Centro do pa\u00eds cresceu, o emprego nessas regi\u00f5es est\u00e1 bem acima dos n\u00edveis pr\u00e9-pandemia e os sal\u00e1rios tamb\u00e9m est\u00e3o subindo em compara\u00e7\u00e3o com outras \u00e1reas do pa\u00eds, explica o economista.<br \/>\nSegundo ele, por\u00e9m, h\u00e1 escassez de espa\u00e7o para instalar as novas f\u00e1bricas em alguns centros industriais do M\u00e9xico.<br \/>\nParques industriais<br \/>\nO crescimento da ind\u00fastria \u00e9 confirmado pela Associa\u00e7\u00e3o Mexicana de Parques Industriais Privados (AMPIP).<br \/>\n&#8220;H\u00e1 mais interesse de empresas estrangeiras que querem vir para o M\u00e9xico, principalmente asi\u00e1ticas&#8221;, diz Claudia Esteves, diretora-executiva da entidade.<br \/>\n&#8220;H\u00e1 pouco espa\u00e7o dispon\u00edvel para alugar nos parques industriais.&#8221;<br \/>\nSegundo dados da entidade sindical, somente no ano passado foi iniciada a constru\u00e7\u00e3o de 47 novos parques industriais no pa\u00eds.<br \/>\nEstimativas apontam que o nearshoring vai gerar aproximadamente US$ 30 bilh\u00f5es (cerca de R$ 155 bilh\u00f5es) \u00e0 economia em 2022.<br \/>\n&#8220;Os espa\u00e7os industriais est\u00e3o sendo alugados ainda durante a constru\u00e7\u00e3o. Isso nunca aconteceu antes&#8221;, diz Pablo Monsivais, analista do banco Barclays.<br \/>\nO Minist\u00e9rio da Economia informou recentemente que em 2022 o investimento estrangeiro direto no M\u00e9xico cresceu 12% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior.<br \/>\n\u201cIsso mostra que o nearshoring \u00e9 uma realidade\u201d, acrescenta Monsivais.<br \/>\nEm 2022, a lideran\u00e7a dos investimentos estrangeiros foi assumida pelas ind\u00fastrias de autom\u00f3veis e caminh\u00f5es, componentes eletr\u00f4nicos e autope\u00e7as.<br \/>\nO impacto na ind\u00fastria automotiva<br \/>\nH\u00e1 poucos dias, a montadora alem\u00e3 BMW anunciou um investimento de US$ 870 milh\u00f5es (cerca de R$ 4,4 bilh\u00f5es) nos pr\u00f3ximos tr\u00eas anos, a maior parte para a constru\u00e7\u00e3o de um centro de produ\u00e7\u00e3o de baterias el\u00e9tricas em sua f\u00e1brica de San Luis Potos\u00ed, a 363 km da Cidade do M\u00e9xico.<br \/>\nO setor automotivo \u00e9 um dos que lideram o nearshoring.<br \/>\n&#8220;Estamos vendo o movimento da realoca\u00e7\u00e3o (de f\u00e1bricas para o M\u00e9xico)&#8221;, diz Francisco Gonzalez, presidente da Ind\u00fastria Nacional de Autope\u00e7as (INA).<br \/>\nS\u00f3 no ano passado, explica ele, cerca de 70 f\u00e1bricas do setor automotivo mudaram suas opera\u00e7\u00f5es para o M\u00e9xico.<br \/>\nEnquanto algumas dessas plantas j\u00e1 est\u00e3o funcionando, outras est\u00e3o prestes a iniciar as opera\u00e7\u00f5es, acrescenta Gonzalez.<br \/>\nEle afirma que existem empresas espanholas, su\u00ed\u00e7as, alem\u00e3s, americanas e de outras partes do mundo que, em muitos casos, continuam operando na regi\u00e3o asi\u00e1tica, mas, ao mesmo tempo, est\u00e3o expandindo sua produ\u00e7\u00e3o no M\u00e9xico para vend\u00ea-la nos EUA.<br \/>\n&#8220;Existem transnacionais do setor automotivo que tinham toda a sua produ\u00e7\u00e3o entre China, Mal\u00e1sia, \u00cdndia e Vietn\u00e3 e agora est\u00e3o se estabelecendo em territ\u00f3rio mexicano\u201d, diz.<br \/>\nE entre as novas tend\u00eancias est\u00e1 o r\u00e1pido avan\u00e7o da fabrica\u00e7\u00e3o de carros el\u00e9tricos e de baterias el\u00e9tricas.<br \/>\nPor que as empresas est\u00e3o indo para o M\u00e9xico? O M\u00e9xico se tornou mais atraente para instalar f\u00e1bricas da \u00c1sia devido \u00e0 sua proximidade geogr\u00e1fica com os Estados Unidos, ao custo da m\u00e3o de obra, \u00e0 guerra comercial entre Washington e Pequim e \u00e0s vantagens do Tratado de Livre Com\u00e9rcio da Am\u00e9rica do Norte (T-MEC), que entrou em vigor em 2020.<br \/>\nQuando o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, imp\u00f4s tarifas de at\u00e9 25% sobre as importa\u00e7\u00f5es da China em 2018, muitas empresas procuraram maneiras de substituir o &#8220;made in China&#8221; pelo &#8220;made in Mexico&#8221;.<br \/>\nPor que pagar 25% de impostos para entrar no mercado americano se elas podem fabricar no M\u00e9xico e exportar seus produtos daquele pa\u00eds sem pagar tarifas?<br \/>\nEsse foi o questionamento de muitas empresas estrangeiras que tinham toda a sua produ\u00e7\u00e3o concentrada no gigante asi\u00e1tico.<br \/>\nO T-MEC, por sua vez, facilitou o escoamento de produtos entre M\u00e9xico, Canad\u00e1 e Estados Unidos quando as cadeias de abastecimento foram interrompidas pela pandemia, gerando um aumento gigantesco no custo do transporte mar\u00edtimo e no tempo de espera para receber os produtos da China.<br \/>\nEnquanto isso, a Casa Branca declarou em 2021 como &#8220;prioridade de seguran\u00e7a nacional&#8221; garantir a disponibilidade de produtos estrat\u00e9gicos e a resili\u00eancia geral de sua cadeia de suprimentos, outro ponto a favor do M\u00e9xico.<br \/>\nA todo este panorama somou-se, em fevereiro de 2022, a invas\u00e3o da R\u00fassia \u00e0 Ucr\u00e2nia, conflito que revelou o perigo de se depender de fornecedores de energia que podem usar o com\u00e9rcio como arma pol\u00edtica.<br \/>\nAlan Russell, cofundador e presidente-executivo da Tecma, uma empresa que transferiu a produ\u00e7\u00e3o de grandes ind\u00fastrias para o M\u00e9xico, diz que seus clientes n\u00e3o est\u00e3o mais dispostos a depender das cadeias de suprimentos da China para vender para o mercado americano.<br \/>\n&#8220;As empresas n\u00e3o v\u00e3o aceitar mais a desculpa de que o cont\u00eainer n\u00e3o chegou, ou que est\u00e3o faltando cont\u00eaineres, ou que um porto na China est\u00e1 fechado.&#8221;<br \/>\nAs empresas que fabricam nos Estados Unidos, por sua vez, t\u00eam enfrentado escassez de trabalhadores.<br \/>\nJ\u00e1 no M\u00e9xico h\u00e1 m\u00e3o de obra abundante e de baixo custo em compara\u00e7\u00e3o com os sal\u00e1rios pagos no mercado de trabalho americano, argumenta Russell.<br \/>\nEmbora a mudan\u00e7a das f\u00e1bricas demore v\u00e1rios anos, &#8220;o aumento recorde da migra\u00e7\u00e3o fabril para o M\u00e9xico come\u00e7ou ap\u00f3s a pandemia&#8221;, diz o empres\u00e1rio.<br \/>\nHofusan: a chegada das empresas chinesas<br \/>\nParque industrial Hofusan e\u0301 um do que esta\u0303o crescendo no Me\u0301xico<br \/>\nGetty Images via BBC<br \/>\nC\u00e9sar Santos \u00e9 testemunha de todas essas mudan\u00e7as desde que firmou uma alian\u00e7a empresarial com dois grupos chineses, o Holley Group e o Futong Group, em 2015, para a constru\u00e7\u00e3o de um gigantesco parque industrial.<br \/>\nLocalizado em um terreno de 850 hectares em Monterrey, a 220 quil\u00f4metros do Texas, na fronteira com os Estados Unidos, foi batizado de Hofusan e a partir de 2018 passou a alugar espa\u00e7os para empresas chinesas interessadas em nearshoring fabricarem seus produtos mais pr\u00f3ximos ao mercado americano.<br \/>\nAtualmente, s\u00e3o 21 empresas em opera\u00e7\u00e3o no local. Santos diz que tamb\u00e9m est\u00e1 negociando com companhias americanas e italianas.<br \/>\n&#8220;\u00c9 um boom industrial&#8221;, diz Santos. &#8220;Vendemos a primeira etapa e agora estamos na segunda.&#8221;<br \/>\nUma das raz\u00f5es para a atratividade do nearshoring no M\u00e9xico, diz o empres\u00e1rio, \u00e9 que tanto a terra quanto a m\u00e3o de obra s\u00e3o acess\u00edveis para as empresas asi\u00e1ticas, j\u00e1 que os sal\u00e1rios aumentaram na China.<br \/>\nE desde que os Estados Unidos impuseram tarifas aos produtos chineses, o interesse cresceu rapidamente.<br \/>\nNo parque industrial de Hofusan, chegaram as seguintes empresas: a multinacional eletr\u00f4nica Hisense, a companhia de m\u00f3veis Kuka Home e Sunon Furniture, a fabricante de autope\u00e7as Hangzhou XZB e a fabricante de equipamentos de jardim Skyish.<br \/>\nDe acordo com um estudo da empresa internacional CBRE Research, a procura pela realoca\u00e7\u00e3o de f\u00e1bricas no M\u00e9xico entre janeiro e setembro do ano passado veio principalmente da China, seguida dos Estados Unidos, Jap\u00e3o, Alemanha e Coreia do Sul.<br \/>\nOs efeitos do &#8216;nearshoring&#8217;At\u00e9 agora, o governo mexicano n\u00e3o tem um levantamento sobre a magnitude e os efeitos do nearshoring no pa\u00eds.<br \/>\nN\u00e3o h\u00e1 dados oficiais sobre o valor do investimento, nem o n\u00famero de empresas que chegaram ao pa\u00eds, nem o impacto que o movimento teve na economia ou na cria\u00e7\u00e3o de empregos.<br \/>\nO que est\u00e1 dispon\u00edvel s\u00e3o as informa\u00e7\u00f5es parciais tratadas por cada Estado e pelas diferentes associa\u00e7\u00f5es empresariais.<br \/>\nA BBC News Mundo questionou o Minist\u00e9rio da Economia sobre o tema, mas n\u00e3o obteve resposta.<br \/>\nSabe-se que o governo teria uma lista de empresas com planos de realocar sua produ\u00e7\u00e3o para o M\u00e9xico.<br \/>\nH\u00e1 alguns dias, o secret\u00e1rio de Rela\u00e7\u00f5es Exteriores, Marcelo Ebrard, repetiu: &#8220;Temos 400 empresas na lista das que v\u00eam para o M\u00e9xico&#8221;.<br \/>\nMas n\u00e3o deu detalhes.<br \/>\nEm janeiro, os governos do M\u00e9xico, Canad\u00e1 e Estados Unidos declararam durante a C\u00fapula de L\u00edderes da Am\u00e9rica do Norte sua inten\u00e7\u00e3o de coordenar os investimentos na fabrica\u00e7\u00e3o de semicondutores, uma quest\u00e3o-chave na agenda do presidente dos EUA, Joe Biden.<br \/>\nObst\u00e1culos no M\u00e9xico<br \/>\nTanto para as grandes quanto para as m\u00e9dias empresas, um dos maiores obst\u00e1culos para a instala\u00e7\u00e3o de f\u00e1bricas no M\u00e9xico \u00e9 a falta de energia para garantir suas opera\u00e7\u00f5es.<br \/>\nEnquanto o pa\u00eds n\u00e3o garantir servi\u00e7os b\u00e1sicos \u00e0s empresas intensivas no consumo de energia, os investimentos demorar\u00e3o mais para se concretizar.<br \/>\n&#8220;O aumento da capacidade de gera\u00e7\u00e3o de eletricidade e a moderniza\u00e7\u00e3o da infraestrutura de transmiss\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o s\u00e3o apenas os primeiros passos para tornar o M\u00e9xico um destinat\u00e1rio vi\u00e1vel desse processo de nearshoring&#8221;, disse Diego L\u00f3pez, economista do BBVA.<br \/>\nEm algumas \u00e1reas h\u00e1 problemas de escassez de \u00e1gua que afetam as comunidades que vivem no entorno dos polos industriais, outro desafio que pode se tornar um grande entrave para o desenvolvimento dos neg\u00f3cios.<br \/>\n&#8220;O M\u00e9xico \u00e9 um destino cada vez mais popular para empresas americanas, mas muitos clientes est\u00e3o preocupados com a quest\u00e3o energ\u00e9tica&#8221;, diz Jorge Gonz\u00e1lez, chefe de Desenvolvimento de Neg\u00f3cios e diretor-executivo da The Nearshore Company, que fica no Texas.<br \/>\nO debate atingiu os mais altos n\u00edveis do governo.<br \/>\nEm julho de 2022, os Estados Unidos citaram a Resolu\u00e7\u00e3o de Disputas do USMCA, argumentando que v\u00e1rias pol\u00edticas energ\u00e9ticas mexicanas violam o acordo, favorecem empresas p\u00fablicas do M\u00e9xico e afetam negativamente as companhias americanas.<br \/>\nOutro dos desafios que as empresas enfrentam \u00e9 a quest\u00e3o da seguran\u00e7a, dado o poder das organiza\u00e7\u00f5es criminosas em determinadas \u00e1reas do pa\u00eds.<br \/>\nE, do ponto de vista comercial, tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil para uma empresa obter todas as pe\u00e7as necess\u00e1rias para fabricar o produto final, o que explica por que muitas empresas continuam importando pe\u00e7as e componentes da \u00c1sia.<br \/>\n&#8220;Os mexicanos n\u00e3o t\u00eam feito um bom trabalho na fabrica\u00e7\u00e3o dos componentes que importam da China, principalmente componentes eletr\u00f4nicos&#8221;, argumenta Harry Moser, presidente da organiza\u00e7\u00e3o Reshoring Initiative, que promove o retorno da manufatura aos Estados Unidos.<br \/>\nApesar das desvantagens, muitos investidores e empres\u00e1rios continuam confiantes de que o nearshoring para o M\u00e9xico n\u00e3o ser\u00e1 uma tend\u00eancia passageira.<br \/>\n&#8220;A migra\u00e7\u00e3o da manufatura vai continuar. Eles est\u00e3o construindo espa\u00e7o industrial o mais r\u00e1pido poss\u00edvel&#8221;, diz Russell.<br \/>\nMarco Villarreal, que teve uma boa experi\u00eancia com a transfer\u00eancia da manufatura da Hisun para o M\u00e9xico, est\u00e1 totalmente convencido disso.<br \/>\n&#8220;Nearshoring \u00e9 uma onda muito grande que continuar\u00e1 a crescer.&#8221;<br \/>\nEste texto foi originalmente publicado em https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/articles\/cy9dq70v0lpo<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Movimento faz parte de uma nova tend\u00eancia que vai no caminho oposto ao chamado &#8216;offshoring&#8217;: agora, muitas empresas est\u00e3o levando a produ\u00e7\u00e3o para mais pr\u00f3ximo dos mercados consumidores. Governo do Me\u0301xico ainda na\u0303o tem estimativas para o emprego gerado pelo &#8216;nearshoring&#8217; Getty Images via BBC Quando o empres\u00e1rio Marco Villarreal sentiu que havia uma grande<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":44415,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"om_disable_all_campaigns":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[47],"tags":[],"class_list":{"0":"post-44414","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-mundo"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44414","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=44414"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44414\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/44415"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=44414"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=44414"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=44414"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}