{"id":44006,"date":"2023-02-24T05:11:58","date_gmt":"2023-02-24T05:11:58","guid":{"rendered":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/2023\/02\/24\/viver-assim-nao-e-normal-brasileiros-que-permanecem-na-ucrania-um-ano-apos-inicio-da-guerra\/"},"modified":"2023-02-24T05:11:58","modified_gmt":"2023-02-24T05:11:58","slug":"viver-assim-nao-e-normal-brasileiros-que-permanecem-na-ucrania-um-ano-apos-inicio-da-guerra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/2023\/02\/24\/viver-assim-nao-e-normal-brasileiros-que-permanecem-na-ucrania-um-ano-apos-inicio-da-guerra\/","title":{"rendered":"&#8216;Viver assim n\u00e3o \u00e9 normal&#8217;: brasileiros que permanecem na Ucr\u00e2nia um ano ap\u00f3s in\u00edcio da guerra"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/N-gb4eLDLzS-sqfAYV7u5sfR4mE=\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2023\/A\/2\/NfBM7iRfiQMMC8B3GdSg\/2023-01-29t152748z-1686502193-rc280z9wl34h-rtrmadp-3-ukraine-crisis-artworks.jpg\"><br \/>     Governo desaconselha o ingresso e a perman\u00eancia de nacionais no pa\u00eds, mas segundo o Itamaraty ainda h\u00e1 cerca de 20 brasileiros vivendo em territ\u00f3rio ucraniano Morador de Irpin, perto de Kiev, observa uma obra deixada pelo artista italiano Tvboy na parede do est\u00e1dio central da cidade. Na obra, dois meninos com uniformes com as cores da bandeira ucraniana se abra\u00e7am com os nomes de &#8216;Paz&#8217; e &#8216;Esperan\u00e7a&#8217; e compondo &#8216;2023&#8217; com seus n\u00fameros nas costas<br \/>\nValentyn Ogirenko\/Reuters<br \/>\nAt\u00e9 o in\u00edcio de fevereiro, a embaixada do Brasil em Kiev registrava a presen\u00e7a de cerca de 20 brasileiros em territ\u00f3rio ucraniano. Um ano atr\u00e1s, antes do in\u00edcio do conflito que pode ter vitimado at\u00e9 7 mil civis e 200 mil militares, a conta era de mais de 500 nacionais vivendo no pa\u00eds do Leste Europeu.<br \/>\nA grande maioria dos brasileiros, assim como muitos outros estrangeiros que moravam na Ucr\u00e2nia antes da invas\u00e3o russa em 24 de fevereiro de 2022, deixaram o pa\u00eds \u00e0s pressas assim que a opera\u00e7\u00e3o militar ordenada por Vladimir Putin foi lan\u00e7ada. Milhares de ucranianos tamb\u00e9m fugiram do conflito.<br \/>\nMas alguns poucos brasileiros decidiram permanecer no pa\u00eds, apesar dos riscos e dos alertas feitos pelo pr\u00f3prio governo brasileiro.<br \/>\n&#8220;O Itamaraty continua a desaconselhar o ingresso e a perman\u00eancia de brasileiros na Ucr\u00e2nia enquanto durar o contexto de conflito&#8221;, afirmou o Minist\u00e9rio de Rela\u00e7\u00f5es Exteriores em nota enviada \u00e0 BBC News Brasil.<br \/>\nPara o padre paulista Lucas Perozzi Jorge, 37, a defini\u00e7\u00e3o por ficar foi motivada pela voca\u00e7\u00e3o. &#8220;Quando come\u00e7ou a guerra eu estava em uma cidade chamada Uzhhorod, que faz fronteira com a Eslov\u00e1quia. Mas desde ent\u00e3o estou em Kiev e assim que cheguei aqui tive a convic\u00e7\u00e3o de que esse \u00e9 o lugar certo para mim&#8221;, diz.<br \/>\nO religioso mora na Ucr\u00e2nia h\u00e1 19 anos e se formou no semin\u00e1rio Redemptoris Mater de Kiev, como parte de um itiner\u00e1rio de inicia\u00e7\u00e3o crist\u00e3 da igreja Cat\u00f3lica. Ele afirma ter recebido v\u00e1rias liga\u00e7\u00f5es do Itamaraty sobre sua decis\u00e3o de ficar. &#8220;Eles me perguntavam se eu estava aqui de livre vontade e ofereciam ajuda para voltar ao Brasil, caso quisesse. Mas sempre recusei.&#8221;<br \/>\nLucas por vezes celebra as missas no escuro por conta dos cortes constantes de energia<br \/>\nARQUIVO PESSOAL<br \/>\nPerozzi vive atualmente nas depend\u00eancias da Par\u00f3quia Assun\u00e7\u00e3o da Sant\u00edssima Virgem Maria, de onde j\u00e1 presenciou v\u00e1rios ataques a\u00e9reos nos \u00faltimos meses.<br \/>\n&#8220;O per\u00edodo inicial foi o mais dif\u00edcil. Kiev era bombardeada duas ou tr\u00eas vezes ao dia e o Ex\u00e9rcito russo estava ao redor da cidade&#8221;, relata. &#8220;Mas desde a P\u00e1scoa, quando as tropas russas recuaram, est\u00e1 um pouco mais tranquilo&#8221;.<br \/>\n&#8220;Um dos dias mais assustadores foi quando um m\u00edssil atingiu um edif\u00edcio a cerca de 1 quil\u00f4metro da igreja. O impacto foi muito forte e sentimos os vidros e o ch\u00e3o tremer.&#8221;<br \/>\nMesmo com os sustos, o padre afirma que as sirenes de alerta para ataques a\u00e9reos n\u00e3o causam mais p\u00e2nico como no in\u00edcio. E, apesar das orienta\u00e7\u00f5es das autoridades locais para buscar ref\u00fagio sempre que o sinal soar, muitos seguem com suas vidas.<br \/>\n&#8220;As sirenes de alerta tocam no m\u00ednimo uma ou duas vezes por dia, quando \u00e9 identificado algum tipo de movimenta\u00e7\u00e3o a\u00e9rea do lado russo, mas nem sempre os ataques se concretizam&#8221;, disse \u00e0 BBC Brasil o brasileiro natural de Presidente Prudente, no interior de S\u00e3o Paulo.<br \/>\n&#8220;Escutamos tantas sirenes que eu, por exemplo, s\u00f3 me abrigo em locais no subsolo quando o alerta \u00e9 seguido de explos\u00f5es.&#8221;<br \/>\nO religioso afirma que, nas ruas da capital ucraniana, a vida parece transcorrer com normalidade at\u00e9 o momento em que escuta os sinais de alerta ou um batalh\u00e3o de soldados cruza seu caminho.<br \/>\n&#8220;Podemos ir ao cinema, mas n\u00e3o h\u00e1 garantia de que vamos conseguir assistir ao filme at\u00e9 o final&#8221;, conta.<br \/>\n&#8220;H\u00e1 pouco tempo estava no cinema quando as sirenes soaram. Fomos para o subsolo e assim que o alerta acabou retornamos ao filme. Mas bem perto do final a sirene tocou novamente \u2013 e dessa vez n\u00e3o pudemos continuar porque j\u00e1 era tarde e h\u00e1 um toque de recolher em vigor.&#8221;<br \/>\n&#8220;Para n\u00f3s j\u00e1 \u00e9 normal. Mas no fundo sei que viver assim n\u00e3o \u00e9 normal de verdade \u2013 e me causa muito estresse&#8221;, admite.<br \/>\n&#8216;Tento afastar os pensamentos negativos&#8217;<br \/>\nA aparente sensa\u00e7\u00e3o de normalidade tamb\u00e9m est\u00e1 presente no discurso de outros brasileiros que vivem na Ucr\u00e2nia ap\u00f3s um ano de guerra.<br \/>\nA paranaense Aline Vittorazzo, 37, que mora em Lviv, afirma que o soar das sirenes e a movimenta\u00e7\u00e3o em dire\u00e7\u00e3o aos abrigos &#8220;j\u00e1 virou h\u00e1bito&#8221;.<br \/>\n&#8220;Nos acostumamos com o barulho das sirenes. E o pr\u00f3prio povo ucraniano j\u00e1 n\u00e3o se assusta como no come\u00e7o&#8221;, afirmou \u00e0 BBC Brasil.<br \/>\n&#8220;Antes assim que a sirene tocava todos sa\u00edam correndo. Hoje muitas pessoas nem param o que est\u00e3o fazendo.&#8221;<br \/>\nA pedagoga de forma\u00e7\u00e3o morava em Lviv com o marido argentino, que \u00e9 jogador do time de futebol FC Rukh Lviv, e a filha Manuela, que hoje tem 2 anos.<br \/>\nAp\u00f3s o an\u00fancio da invas\u00e3o, ela e a fam\u00edlia fugiram \u00e0s pressas da Ucr\u00e2nia pela fronteira com a Pol\u00f4nia. O caminho at\u00e9 l\u00e1 foi dif\u00edcil \u2013 tiveram que atravessar uma grande parte a p\u00e9, ao lado de uma multid\u00e3o que tamb\u00e9m tentava deixar o pa\u00eds.<br \/>\nAline e a fam\u00edlia encontraram uma multid\u00e3o tentando cruzar a fronteira para a Pol\u00f4nia<br \/>\nARQUIVO PESSOAL<br \/>\nForam 16 quil\u00f4metros levando malas, carrinho de beb\u00ea e um cachorro. O marido Fabr\u00edcio estava lesionado, caminhando com muletas, e Vittorazzo teve que carregar grande parte das coisas sozinha. Mas eles conseguiram chegar at\u00e9 o territ\u00f3rio polon\u00eas e, ap\u00f3s algumas semanas, retornaram ao Brasil.<br \/>\nEm agosto, por\u00e9m, o clube para qual Fabr\u00edcio trabalha convocou seus jogadores a se apresentarem em Lviv e a fam\u00edlia tomou a decis\u00e3o de retornar \u00e0 Ucr\u00e2nia.<br \/>\n&#8220;Somos uma fam\u00edlia e n\u00e3o nos separamos \u2013 sempre foi assim, sempre seguimos o meu marido e o trabalho dele&#8221;, diz.<br \/>\n&#8220;Tenho fam\u00edlia no Brasil e eles se preocupam, questionam um pouco porque decidimos voltar, mas no fim das contas respeitam nossa decis\u00e3o.&#8221;<br \/>\n&#8220;Seguro sabemos que n\u00e3o \u00e9. Existe um risco e temos consci\u00eancia. Mas em compara\u00e7\u00e3o com outras partes do pa\u00eds, Lviv n\u00e3o \u00e9 alvo t\u00e3o constante&#8221;, afirma.<br \/>\nAline e a filha Manuela em Lviv: tentando buscar normalidade em meio \u00e0 guerra<br \/>\nARQUIVO PESSOAL<br \/>\nAtualmente, segundo a paranaense natural de Curitiba, a maior dificuldade enfrentada na cidade s\u00e3o os apag\u00f5es. H\u00e1 alguns meses as for\u00e7as russas t\u00eam atacado pontos cr\u00edticos para a infraestrutura ucraniana, provocando cortes de \u00e1gua e energia el\u00e9trica em todo o pa\u00eds.<br \/>\n&#8220;A cerca de dez quadras da nossa casa, uma central de energia foi atingida por dois m\u00edsseis h\u00e1 alguns meses. Sentimos como se o ar estivesse fazendo uma press\u00e3o \u2014 as janelas abriram e fecharam&#8221;, conta.<br \/>\n&#8220;Na hora fiquei com muito medo&#8221;, diz a brasileira, que deve se refugiar na garagem de seu pr\u00e9dio quando o sinal de alerta para ataques a\u00e9reos \u00e9 disparado.<br \/>\n&#8220;Mas tenho tentado afastar os pensamentos negativos para n\u00e3o ficar em p\u00e2nico. Tem gente que morre escorregando no banheiro, n\u00e9? Ent\u00e3o nunca se sabe.&#8221;<br \/>\nA falta de energia, por\u00e9m, significa dificuldades para cozinhar, manter alimentos refrigerados e principalmente aquecer a casa.<br \/>\n&#8220;Tivemos fases em que fic\u00e1vamos pelo menos quatro horas por dia sem energia el\u00e9trica&#8221;, relata. &#8220;Quando tem luz ligamos a calefa\u00e7\u00e3o no m\u00e1ximo e fechamos portas e janelas para manter o apartamento quente em caso de apag\u00e3o e n\u00e3o passar frio.&#8221;<br \/>\n&#8216;A vida normal n\u00e3o existe na guerra&#8217;<br \/>\nRodrigo Mota em Sloviansk, Donetsk, durante miss\u00e3o para distribui\u00e7\u00e3o de alimentos<br \/>\nARQUIVO PESSOAL<br \/>\nO baiano Rodrigo Mota, 35, se mudou para a Ucr\u00e2nia em junho para trabalhar na resposta humanit\u00e1ria \u00e0 guerra. Especializado em Rela\u00e7\u00f5es Internacionais e Gest\u00e3o de Desenvolvimento, ele trabalha h\u00e1 sete anos para o Programa Mundial de Alimentos (PMA) das Na\u00e7\u00f5es Unidas.<br \/>\n&#8220;Qualquer pessoa que muda de pa\u00eds tem como preocupa\u00e7\u00f5es quest\u00f5es como barreiras lingu\u00edsticas ou culturais. Mas em um contexto como esse isso deixa de ter import\u00e2ncia, porque na verdade o que conta \u00e9 a seguran\u00e7a&#8221;, relata o brasileiro, que hoje atua como assessor especial do diretor do escrit\u00f3irio do PMA na Ucr\u00e2nia.<br \/>\n&#8220;Mas me senti convidado a apoiar os meus colegas aqui e principalmente socorrer as v\u00edtimas dessa guerra, porque n\u00e3o \u00e9 uma guerra apenas pol\u00edtica, ela tamb\u00e9m \u00e9 humanit\u00e1ria.&#8221;<br \/>\nMota mora em Kiev, mas por conta do trabalho viaja com frequ\u00eancia para outras zonas da Ucr\u00e2nia, inclusive pr\u00f3ximas \u00e0s fronteiras.<br \/>\n&#8220;S\u00e3o nesses lugares que encontramos as pessoas que mais est\u00e3o sofrendo com a cat\u00e1strofe da guerra do ponto de vista humanit\u00e1rio, que n\u00e3o t\u00eam acesso a outros meios que n\u00e3o sejam os que a gente est\u00e1 provendo&#8221;, diz.<br \/>\nAlgumas das cenas mais dif\u00edceis, segundo ele, foram presenciadas na cidade de Kherson, retomada pela Ucr\u00e2nia ap\u00f3s oito meses sob ocupa\u00e7\u00e3o russa.<br \/>\n&#8220;Chegamos na cidade dois dias depois que ela foi retomada e encontramos um cen\u00e1rio de muita destrui\u00e7\u00e3o. Tudo isso afeta o psicol\u00f3gico de qualquer um \u2014 quem est\u00e1 passando por ali temporariamente e dos pr\u00f3prios residentes.&#8221;<br \/>\nPor seu trabalho, Mota est\u00e1 tamb\u00e9m sempre sujeito a riscos. Mas sua equipe toma todas as precau\u00e7\u00f5es poss\u00edveis para evitar visitar as \u00e1reas em momentos de viol\u00eancia.<br \/>\n&#8220;Mas eu n\u00e3o posso achar que sofro menos riscos por estar na capital ou por ter acesso a esse tipo de informa\u00e7\u00e3o, porque a amea\u00e7a da viol\u00eancia \u00e9 constante para qualquer pessoa.&#8221;<br \/>\nO baiano natural de Ilh\u00e9us tamb\u00e9m rejeita a ideia de que algu\u00e9m possa se acostumar com a vida sob amea\u00e7a.<br \/>\n&#8220;N\u00e3o existe vida normal quando se est\u00e1 em situa\u00e7\u00e3o de guerra e todo mundo deve saber que isso aqui n\u00e3o \u00e9 normal e n\u00e3o deve ser&#8221;, diz.<br \/>\n&#8220;Ainda que as pessoas estejam passando por essa situa\u00e7\u00e3o h\u00e1 um ano, ningu\u00e9m se acostuma.&#8221;<br \/>\n&#8220;N\u00e3o d\u00e1 para levar um vida normal, por exemplo, quando as atividades s\u00e3o encerradas \u00e0s 9 horas da noite, quando \u00e9 preciso se programar para fazer o jantar porque algumas partes da cidade ficam sem luz ou \u00e1gua&#8221;, relata.<br \/>\n&#8220;Eu passo todos os dias me lembrando de que isso que n\u00e3o \u00e9 normal e que n\u00e3o d\u00e1 para ter uma vida normal quando 18 milh\u00f5es de pessoas est\u00e3o passando necessidade e precisam de ajuda humanit\u00e1ria.&#8221;<br \/>\nJustamente por isso, o brasileiro n\u00e3o pensa em deixar o pa\u00eds at\u00e9 pelo menos 2024, quando acaba sua miss\u00e3o na Ucr\u00e2nia. &#8220;O trabalho humanit\u00e1rio \u00e9 de voca\u00e7\u00e3o&#8221;, resume.<br \/>\n&#8216;Quando ouvi a sirene pela primeira vez caiu a ficha&#8217;<br \/>\nJefferson Vinicius da Silva, 22, tamb\u00e9m se mudou em meio \u00e0 guerra. Ele chegou em Lviv em janeiro de 2023 para atuar no FC Rukh Lviv, o mesmo time de futebol do marido de Aline, apesar do conflito.<br \/>\n&#8220;Desde crian\u00e7a tenho o sonho de jogar fora do Brasil e esse desejo falou mais alto na hora de decidir se iria aceitar a proposta do clube ou n\u00e3o&#8221;, contou Jefferson \u00e0 BBC Brasil.<br \/>\n&#8220;Cheguei muito tranquilo, mas no momento em que ouvi a sirene de alerta pela primeira vez caiu a ficha de que estou em uma zona de guerra&#8221;, diz.<br \/>\nJefferson se mudou para jogar no time ucraniano FC Rukh Lviv<br \/>\nARQUIVO PESSOAL<br \/>\n&#8220;Mas o clube me d\u00e1 toda infraestrutura e prote\u00e7\u00e3o que preciso. Al\u00e9m disso, sei que posso voltar a qualquer momento caso n\u00e3o esteja confort\u00e1vel.&#8221;<br \/>\nTodas as vezes que a sirene toca, Jefferson e os demais integrantes do time se refugiam em um bunker nas depend\u00eancias da \u00e1rea de treinamento.<br \/>\n&#8220;Parece uma casa\u201d, descreve o jogador de futebol natural de Natal, no Rio Grande do Norte. \u201cTem televis\u00e3o, wi-fi e tudo \u2014 \u00e9 bem suave&#8221;.<br \/>\nJefferson afirma que pretende se manter na Ucr\u00e2nia por enquanto e, em breve, se mudar\u00e1 para sua pr\u00f3pria casa com a esposa. &#8220;Ela estava bem receosa de vir para c\u00e1, mas no final decidiu me acompanhar.&#8221;<br \/>\n1 ano de guerra na Ucr\u00e2nia: entenda as 4 fases do conflito<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Governo desaconselha o ingresso e a perman\u00eancia de nacionais no pa\u00eds, mas segundo o Itamaraty ainda h\u00e1 cerca de 20 brasileiros vivendo em territ\u00f3rio ucraniano Morador de Irpin, perto de Kiev, observa uma obra deixada pelo artista italiano Tvboy na parede do est\u00e1dio central da cidade. 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