{"id":42161,"date":"2023-02-15T20:13:58","date_gmt":"2023-02-15T20:13:58","guid":{"rendered":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/2023\/02\/15\/nordeste-tem-populacao-mais-feliz-no-emprego-mesmo-com-mercado-de-trabalho-adverso-aponta-fgv\/"},"modified":"2023-02-15T20:13:58","modified_gmt":"2023-02-15T20:13:58","slug":"nordeste-tem-populacao-mais-feliz-no-emprego-mesmo-com-mercado-de-trabalho-adverso-aponta-fgv","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/2023\/02\/15\/nordeste-tem-populacao-mais-feliz-no-emprego-mesmo-com-mercado-de-trabalho-adverso-aponta-fgv\/","title":{"rendered":"Nordeste tem popula\u00e7\u00e3o mais feliz no emprego mesmo com mercado de trabalho adverso, aponta FGV"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/Cza2sv2Kk9QJYQo0FXI3L05PVbY=\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2023\/g\/P\/4SBjBNT8SySDd1EHEh2A\/reproducao-associacao-nacional-dos-servidores-publicos-de-previdencia-e-da-seguridade-social-anasps-.jpg\"><br \/>     Pesquisa identificou que 77,5% dos nordestinos est\u00e3o satisfeitos com seu atual trabalho, enquanto nacionalmente essa fatia \u00e9 de 72,2%. Carteira de Trabalho<br \/>\nReprodu\u00e7\u00e3o Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Servidores P\u00fablicos, de Previd\u00eancia e da Seguridade Social (Anasps)<br \/>\nInserido em um mercado com mais informalidade e sal\u00e1rios abaixo da m\u00e9dia nacional, o nordestino apresenta maior n\u00edvel de satisfa\u00e7\u00e3o no emprego. A conclus\u00e3o, que pode parecer contraintuitiva, na realidade est\u00e1 ligada \u00e0 inseguran\u00e7a do trabalhador diante de oportunidades limitadas, aponta um levantamento da Instituto Brasileiro de Economia da FGV.<br \/>\n\u201cIsso sugere que s\u00f3 ter uma ocupa\u00e7\u00e3o j\u00e1 traz satisfa\u00e7\u00e3o. A gente imagina que, em outras regi\u00f5es, o sarrafo seja mais elevado\u201d, afirma Rodolpho Tobler, economista da FGV\/Ibre.<br \/>\nEm um estudo in\u00e9dito com recorte regional, a FGV\/IBRE identificou que 77,5% dos nordestinos est\u00e3o satisfeitos com seu atual trabalho, enquanto nacionalmente essa fatia \u00e9 de 72,2%. No Sudeste, onde o mercado \u00e9 mais din\u00e2mico, os satisfeitos s\u00e3o apenas 66,2%.<br \/>\nEntre os insatisfeitos, 37,7% dos nordestinos apontaram a alta carga de trabalho como principal causa. No Brasil, 21% apontaram este como motivo da infelicidade no emprego. Segundo Tobler, os n\u00fameros podem estar ligados a uma produtividade mais baixa na regi\u00e3o.<br \/>\nO levantamento foi realizado no segundo semestre do ano passado, com 2 mil pessoas, com idade acima de 14 anos. Com 46,1 milh\u00f5es de pessoas em idade ativa &#8211; 26,6% do total nacional \u2013 o Nordeste tem apenas 22,4 milh\u00f5es de pessoas ocupadas, de acordo com o IBGE.<br \/>\nA taxa de desemprego na regi\u00e3o, que historicamente \u00e9 mais alta, est\u00e1 em 12%, enquanto no Brasil est\u00e1 em 8,7%, conforme informa\u00e7\u00f5es referentes ao terceiro trimestre.<br \/>\nAl\u00e9m de menos vagas de emprego, a regi\u00e3o tem ocupa\u00e7\u00f5es mais precarizadas. Mais da metade dos trabalhadores do Nordeste (52,2%) est\u00e1 na informalidade, enquanto no Brasil essa fatia \u00e9 de 39,4% e, no Sul, de 30%. Esse dado ajuda a explicar o fato de que o rendimento m\u00e9dio do trabalhador na regi\u00e3o \u00e9 33% inferior \u00e0 m\u00e9dia nacional das ocupa\u00e7\u00f5es.<br \/>\nNa regi\u00e3o, a taxa de desalentados \u2014 ou seja, de pessoas que desistiram de procurar emprego \u2014 \u00e9 de 9% da popula\u00e7\u00e3o que est\u00e1 fora da for\u00e7a de trabalho, um n\u00edvel bastante acima do nacional, de 3,8%.<br \/>\n\u201cH\u00e1 um potencial de pessoas que podem estar no mercado de trabalho muito grande Nordeste\u201d, afirma Tobler.<br \/>\nDesemprego cai para 8,3% em outubro, menor n\u00edvel desde 2015<br \/>\nApesar do mercado adverso, o Nordeste registrou a maior nota no quesito bem-estar geral, com avalia\u00e7\u00e3o de seus pr\u00f3prios trabalhadores. Numa escala de zero a 10, a regi\u00e3o teve 7,6 de pontua\u00e7\u00e3o, contra 7,2 no Brasil e 7,1 no Sudeste.<br \/>\nA sensa\u00e7\u00e3o de satisfa\u00e7\u00e3o divide espa\u00e7o com a inseguran\u00e7a. Mais da metade dos nordestinos considera prov\u00e1vel ou muito improv\u00e1vel a chance de perder o emprego nos pr\u00f3ximos 12 meses, enquanto nacionalmente essa taxa \u00e9 de 41,3%. No Sudeste, o medo de ser desligado do trabalho \u00e9 ainda menor, atingindo 37,9% dos ocupados.<br \/>\nDe acordo com pesquisa, apenas 26,6% dos nordestinos acreditam que teriam recursos suficientes para se sustentar por mais de tr\u00eas meses caso perdessem o emprego. No Brasil, esse percentual \u00e9 de 33,5% e, no Sudeste, de 38,8%. \u201cIsso faz sentido porque s\u00e3o pessoas com renda m\u00e9dia mais baixa e alta informalidade, com menor prote\u00e7\u00e3o social\u201d, afirma Tobler.<br \/>\nCaso poss\u00edvel, o 76,7% dos trabalhadores do Nordeste que trabalham por conta pr\u00f3pria gostariam de conseguir um emprego com carteira assinada, um patamar acima de m\u00e9dia nacional de 69,6% que t\u00eam esse desejo.<br \/>\nA pesquisa mostrou que o contexto que leva o nordestino a trabalhar de forma aut\u00f4noma \u00e9 mais duro. Apenas 39,8% deles tiveram antes um trabalho formal, contra 57,1% da m\u00e9dia nacional. Uma fatia de 28,9% dos nordestinos j\u00e1 estava na informalidade antes do trabalho atual &#8211; contra 16% dos brasileiros \u2014 e 24,7% estavam sem emprego \u2014 nacionalmente essa fatia \u00e9 de 15,9%.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisa identificou que 77,5% dos nordestinos est\u00e3o satisfeitos com seu atual trabalho, enquanto nacionalmente essa fatia \u00e9 de 72,2%. 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